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Em 1º. de março é se comemora o dia Pan-Americano do
Turismo. E o dia seguinte tem a comemoração nacional do
Turismo.
Sempre fui otimista e
impulsionadora quando se trata de “profissão turismólogo”.
Meus ex-alunos são testemunhas, além de textos publicados
nesta revista em edições anteriores.
No entanto, o otimismo não
deve descartar a realidade. Deve ser postura perante ela a
fim de progredir. E isso não vejo quando se trata do Turismo
como profissão no Brasil. Os contrários fiquem à vontade
para a manifestação de argumentos.
(O Turismo é novo como
profissão. Suspeito que estejamos na idade do “porquê?”! Se
sim, creio que exatamente essa possa ser fonte de busca, de
encontro e de criação de respostas e de oportunidades.)
O que o turismólogo tem
conseguido até aqui? O que, na prática, tem confirmado o
respeito ao seu trabalho? Qual a importância que o setor
turístico e a sociedade, em geral, percebem na existência e
na atuação do profissional de turismo?
As universidades têm formado
(bons?) profissionais para atuar onde? E para que têm
servido as pós-graduações em Turismo? Quem são os docentes?
Turismólogos?
Têm os turismólogos - com a
mesma força que antropólogos, comunicólogos e educadores,
por exemplo, vêm academicamente no Turismo - interagido em
outras áreas do saber e posicionando a força de seus
conhecimentos interdisciplinares? Por quê?
Qual a atuação – real – das
entidades de classe?
Qual o reconhecimento legal da
profissão? O que ainda não alcançamos? Por quê? Como
proceder para conquistar o que queremos como conjunto
profissional?
Por que a remuneração para
turismólogos nos – poucos – concursos públicos existentes é
ofensiva para quem estuda e se prepara anos para atuar? Por
que não temos um piso salarial? Contentar-se com um subsolo
interessa a quem? Por que vários concursos públicos têm
cargos compatíveis com a formação de um turismólogo, mas não
admitem um graduado em Turismo concorrer às vagas?
Os formados em Turismo estão
realizados? Reportagens e estatísticas oficiais e
extra-oficiais confirmam isso? Está valendo a pena estudar
numa faculdade enquanto existem mais vagas para técnicos do
que para graduados? O que os cursos técnicos têm formado
como profissionais e oferecido para o mercado é suficiente?
O que falta para, de fato,
podermos comemorar o Turismo como profissão?
Aqueles que quiserem cooperar
a fim de aprofundar reflexões e abrir discussões
construtivas a respeito têm espaço aqui na Partes para
tanto. Vamos crescer e ganhar força.
Felicidades nas – sazonais –
águas de março que fecham o verão! |