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Revista Partes - 28/02/2007 21:23:36 

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 Turismo

Comemorando o Turismo como profissão
Por Ana Marina Godoy
 


                                   ...são as águas de março fechando o verão é a promessa de vida no teu coração... (música “Águas de março”; Tom Jobim)
 


Em 1º. de março é se comemora o dia Pan-Americano do Turismo. E o dia seguinte tem a comemoração nacional do Turismo.

Sempre fui otimista e impulsionadora quando se trata de “profissão turismólogo”. Meus ex-alunos são testemunhas, além de textos publicados nesta revista em edições anteriores.

No entanto, o otimismo não deve descartar a realidade. Deve ser postura perante ela a fim de progredir. E isso não vejo quando se trata do Turismo como profissão no Brasil. Os contrários fiquem à vontade para a manifestação de argumentos.

(O Turismo é novo como profissão. Suspeito que estejamos na idade do “porquê?”! Se sim, creio que exatamente essa possa ser  fonte de busca, de encontro e de criação de respostas e de oportunidades.)

O que o turismólogo tem conseguido até aqui? O que, na prática, tem confirmado o respeito ao seu trabalho? Qual a importância que o setor turístico e a sociedade, em geral, percebem na existência e na atuação do profissional de turismo?

As universidades têm formado (bons?) profissionais para atuar onde? E para que têm servido as pós-graduações em Turismo? Quem são os docentes? Turismólogos?

Têm os turismólogos - com a mesma força que antropólogos, comunicólogos e educadores, por exemplo, vêm academicamente no Turismo - interagido em outras áreas do saber e posicionando a força de seus conhecimentos interdisciplinares? Por quê?

Qual a atuação – real – das entidades de classe?

Qual o reconhecimento legal da profissão? O que ainda não alcançamos? Por quê? Como proceder para conquistar o que queremos como conjunto profissional?

Por que a remuneração para turismólogos nos – poucos – concursos públicos existentes é ofensiva para quem estuda e se prepara anos para atuar? Por que não temos um piso salarial? Contentar-se com um subsolo interessa a quem? Por que vários concursos públicos têm cargos compatíveis com a formação de um turismólogo, mas não admitem um graduado em Turismo concorrer às vagas?

Os formados em Turismo estão realizados? Reportagens e estatísticas oficiais e extra-oficiais confirmam isso? Está valendo a pena estudar numa faculdade enquanto existem mais vagas para técnicos do que para graduados? O que os cursos técnicos têm formado como profissionais e oferecido para o mercado é suficiente?

O que falta para, de fato, podermos comemorar o Turismo como profissão?

Aqueles que quiserem cooperar a fim de aprofundar reflexões e abrir discussões construtivas a respeito têm espaço aqui na Partes para tanto. Vamos crescer e ganhar força.

Felicidades nas – sazonais – águas de março que fecham o verão!

Ana Marina Godoy é mestranda em Turismo da Universidade de Caxias do Sul, MBA em Marketing (FGV/PR) e Graduada em Turismo (UFPR).
turismologia@bol.com.br 



 


 

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