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RESUMO:
Responsabilidade
social e ambiental interligados com o turismo e a
informativa exposição deste são foco de tal texto. Este
pretende, apenas, abrir para reflexão uma complexa relação
que tem como cenário a globalização, esta também agente.
Empresas turísticas são mencionados a fim de servirem como
exemplos de um fenômeno maior e profundo que engloba amplas
e várias áreas do Saber, incluindo o Turismo. O que se
alcança com este artigo é uma reunião de convites ao pensar,
refletir e questionar inovações, soluções e propostas quanto
a responsabilidade social, ambiental o turismo e a
informação na sociedade pós-moderna, procurando abrir um
assunto complexo, atual e que merece discussões de
profissionais de áreas diversas, correlatas ao Turismo.
PALAVRAS-CHAVE:
Turismo; responsabilidade; responsabilidade social;
responsabilidade ambiental; empresas; informação
ABSTRACT:
Social and environmental
responsability related with tourism and the informative
exposition of these are focused in this text. It intends
just make a reflection about a complex relationship that has
the globalisation as cenary and an agent. Touristics firms
are mentionated as examples of a deep and great phenomenoun
that envolves a lot of big knowledge areas, including
Tourism. This article invites to the thought, reflection and
new questions, solutions and purposes related to social and
environmental responsability, the tourism and the
information in the post-modern society, trying bring a
complex and actual subject that deserves many discutions
among professionals of many areas concerned with tourism.
KEY WORDS:
Tourism, responsability; social responsability; enviroment
responsability; firms ; information.
INTRODUÇÃO
O turismo é, antes de tudo, um complexo fenômeno social,
exigindo cooperação e parceria de vários olhares, modos de
pensar e entender um mesmo acontecer. Afinal, o turismo
brota de um conjunto de atividades heterogêneas, o que
ratifica a necessidade de uma análise que requer um amplo
conhecimento dos fatores que intervêm e/ou podem intervir no
setor, assim como o respeito às peculiaridades.
Também
quanto a responsabilidade – social e ambiental – o Turismo e
as empresas turísticas têm aparecido como chave para um
ideal desenvolvimento no século XXI.
DESENVOLVIMENTO
O Turismo tem se
destacado como uma das ferramentas para efetivar a
responsabilidade social e ambiental. Empresas turísticas têm
revelado projetos diversos evidenciando o conceito de
responsabilidade social:
Responsabilidade social empresarial é uma forma de conduzir
os negócios que torna a empresa parceira e co-responsável
pelo desenvolvimento social. A empresa socialmente
responsável é aquela que possui a capacidade de ouvir os
interesses das diferentes partes (acionistas, funcionários,
prestadores de serviço, fornecedores, consumidores,
comunidade, governo e meio ambiente) e conseguir
incorporá-los ao planejamento de suas atividades, buscando
atender às demandas de todos, não apenas dos acionistas ou
proprietários. (Instituto ETHOS, site oficial).
Tal prática tem alavancado não só o setor turístico, mas também esse; seja
em empresas de transportes, agências de viagens, na
hotelaria, nas empresas especializadas em promover eventos
ou lazer, etc. Isso pode ser uma forma de propagar o nome da
empresa e, de forma política e legal, beneficiar os cidadãos
comuns com um marketing lucrativo. Tanto para a comunidade,
em geral, como para a empresa, em si.
A
prática demonstra que um programa de responsabilidade social
só traz resultados positivos para a sociedade, e para a
empresa, se for realizado de forma autêntica. É necessário
que a empresa tenha a cultura da responsabilidade social
incorporada ao seu pensamento. Desenvolver programas sociais
apenas para divulgar a empresa, ou como forma compensatória,
não traz resultados positivos sustentáveis ao longo do
tempo. Porém, nas empresas que incorporarem os princípios e
os aplicarem corretamente, podem ser sentidos resultados
como valorização da imagem institucional e da marca, maior
lealdade do consumidor, maior capacidade de recrutar e
manter talentos, flexibilidade, capacidade de adaptação e
longevidade.
É importante frisar
que responsabilidade social não é o mesmo que filantropia.
Isenção de impostos e outras formas de incentivar a
responsabilidade social têm acontecido no país com a
política (neoliberal) vigente: empresas têm mais obrigações
para com a sociedade e o Governo passa a ser mais mediador
do que líder (atuante).
A
filantropia é basicamente uma ação social externa da
empresa, que tem como beneficiária principal a comunidade em
suas diversas formas (conselhos comunitários, organizações
não-governamentais, associações comunitárias etc) e
organizações. A responsabilidade social é focada na cadeia
de negócios da empresa e engloba preocupações com um público
maior (acionistas, funcionários, prestadores de serviço,
fornecedores, consumidores, comunidade, governo e meio
ambiente), cuja demanda e necessidade a empresa deve buscar
entender e incorporar aos negócios. Assim, a
responsabilidade social trata diretamente dos negócios da
empresa e de como ela os conduz.
Todo tipo
de empresa, independentemente do porte, do setor da economia
e da quantidade de funcionários pode desenvolver ações de
responsabilidade social. O necessário é ter vontade
política. Individualmente ou em grupo, qualquer empresa pode
agir.
“A
responsabilidade social é um processo que nunca se esgota.
Não dá para dizer que uma empresa chegou ao limite de sua
responsabilidade social, pois sempre há algo a fazer”.
(INSTITUTO ETHOS)
Em
diversas áreas e para diversos colaboradores uma empresa
pode desenvolver e efetivar a responsabilidade social, para
vários públicos e de diferentes maneiras. Com cada um dos
parceiros (acionistas, funcionários, prestadores de serviço,
fornecedores, consumidores, comunidade, governo e meio
ambiente) a empresa pode desenvolver atividades criativas.
Entre as opções, destacam-se: incorporação dos conceitos de
responsabilidade social à missão da empresa, divulgação
desses conceitos entre os funcionários e prestadores de
serviço, estabelecimento de princípios ambientalistas como
uso de materiais reciclados e a promoção da diversidade no
local de trabalho.
Empresas turísticas
podem seguir bons exemplos e, a partir daí, criar projetos
seus tendo como modelos outros setores da Economia. A
General Eletric (GE) pode ser um indicativo para inspirar
novas idéias.
De acordo com a revista
DINHEIRO, publicada no dia 8 de março do corrente ano, nos
últimos 100 anos, a GE vem definindo a pauta das idéias e
práticas administrativas que outras empresas iriam seguir. O
histórico da empresa em matéria de estar a frente de seu
tempo é notável. Sob a direção de Charles Coffin, que a
presidiu de 1892 a 1912, a GE estabeleceu princípios de
desenho organizacional que iriam guiar empresas maiores,
incluindo a idéia de que seu produto mais importante não era
formado por lâmpadas ou transformadores, mas talento
gerencial, ou seja, o modo dos recursos humanos serem
preparados e agirem ali.
Em 1900 a empresa
abriu o primeiro laboratório de Pesquisa & Desenvolvimento,
e na década de 1930 ela focou as relações de trabalho
cooperativas, aderindo aos planos de aposentadoria e aos
abonos baseados nos lucros da companhia para evitar que seus
empregados buscassem o respaldo dos sindicatos. Nos anos
1950 ela produziu os célebres “livros azuis”- cinco volumes
de orientações detalhadas para seus gerentes – que moldaram
a administração de empresas em toda a parte. Nos anos 1960
ela encabeçou o avanço para o planejamento estratégico. Nas
décadas de 1980 e 1990, ela pegou conceitos como o
desenvolvimento de lideranças e os levou a integrar a
cultura gerencial mundial. A maioria das organizações nunca
chega a estabelecer qualquer tipo de liderança intelectual.
Conservar essa liderança por cem anos é uma realização única
e marcante (DINHEIRO, 2006: 48).
A partir dessa
descrição podem ser notadas, pelo menos, duas lições gerais
a serem adaptadas pelas empresas turísticas, de acordo com a
especificidade de seus negócios:
a) Práticas
administrativas que admitem ousar têm maiores chances de se
colocar como líderes de mercado. A responsabilidade social –
no caso acima, com ênfase nos recursos humanos como
público-alvo - pode ser uma das abordagens e investimento de
empresas pós-modernas de fato;
b) Valorizar o
conhecimento e o capital intelectual são prioridade no
cenário atual: pesquisa e desenvolvimento só acontecem a
partir de adequados planejamentos estratégicos.
A responsabilidade
social e ambiental – não só quanto ao meio natural, mas
também ao meio urbano/artificial - têm funções essenciais no
século XXI. O modelo de sociedade urbano-industrial
estruturada no tripé trabalho-moradia-lazer, fez surgir,
entre outras coisas, o desejo de evasão do cotidiano em um
número crescente de pessoas que, sujeitas ao ritmo frenético
imposto pelas cidades, cada vez mais artificiais, vêem na
viagem uma maneira de escapar da rotina do trabalho
repetitivo, de recuperar-se física e mentalmente do desgaste
causado pelo meio urbano, objetivando desfrutar de momentos
de liberdade, entrando em contato com a natureza; enfim,
vivendo novas experiências em outros territórios que não o
seu.
O Turismo pode e
deve se colocar como efetivador de melhor qualidade de vida:
para a sociedade, em geral, e também para seus
colaboradores, diretos (dentro das empresas turísticas,
inclusive) ou indiretos.
Nas palavras de
Krippendorf:
“Uma
indústria da diversão e do prazer, em expansão permanente,
assume de forma completa a necessidade de lazer e férias. É
a indústria das agências de viagens, das empresas de
transporte por ar, trilho, estrada e água dos
estabelecimentos de diversões, das empresas de construção,
dos construtores de casas de campo e trailers, dos
fabricantes de equipamentos para camping e caravanas, dos
escritórios de planificação e consultoria, dos conselheiros
econômicos e publicitários, dos arquitetos, dos construtores
de teleféricos, dos fabricantes do esqui e de roupas, dos
vendedores de souvenirs, dos cassinos e parques de
diversões, do setor automobilístico, dos bancos, dos
seguros, etc. Uma indústria que tem sua dinâmica”. (1989:
44)
Quanto mais
as pessoas sentem pressão pela escassez de tempo provocada
pela agitação da vida urbana, maior é a tendência de
aumentarem as compras feitas de casa a partir do computador,
em detrimento daquelas feitas nas lojas pessoalmente. Esse
aspecto da vida cotidiana oferecido pelo processo de
mundialização e da pós-modernidade faz com que empresas,
incluindo agências de viagens, tenham soluções inovadoras ao
vender seus produtos. Para se ter sucesso as empresas deixam
de ser tão comuns para aderir à imposição atual que dita
inovação permanente. Nesse novo ambiente/ cenário a
competição é total e também pessoal.
“Fazer uma viagem longa, de seis meses ou um ano, é um dos
sonhos mais distantes da maioria dos brasileiros. E não é
apenas o fator financeiro que impede um estudante ou um
executivo de largar tudo e embarcar numa aventura com prazo
determinado. Mesmo com uma conta bancária razoável, muitos
desistem dessa idéia por verem sua carreira ameaçada ou por
pura falta de coragem para enfrentar a volta ao Brasil”. (INFOMONEY:
2005)
Largar um bom emprego ou plano de carreira promissor por
alguns meses no exterior pode não ser muito vantajoso. O
ideal é partir durante uma turbulência no mercado, ou quando
a sua empresa estiver passando por uma reestruturação.
Mais
do que conhecer praias, palácios e restaurantes inusitados,
o viajante deve aproveitar o longo período de férias para
atualizar a leitura e fazer cursos temporários de línguas ou
de qualquer outra área de interesse. É a chance de ganhar
pontos extras para disputar o mercado de trabalho na volta
ao Brasil, além do enriquecimento pessoal.
“Freqüentar escolas de idiomas pode não ser a melhor opção,
especialmente se houver muitos brasileiros na sua turma. O
convívio com pessoas do seu país pode atrapalhar o
aprendizado do idioma. Lembre-se que o dia-a-dia no exterior
pode ser muito mais eficiente que qualquer sala de aula. É
por isso que muitos decidem viajar sozinhos. Sem companhia
durante a jornada, você é obrigado a vencer a timidez e
aprimorar suas habilidades lingüísticas”.
Outra forma
de aliar responsabilidade social e ambiental com Turismo é
desenvolver programas de Educação: educação turística,
Turismo educativo/educacional, além de incentivar a Educação
formal. O impacto de ações na Educação é profunda e atinge,
favoravelmente, todas as camadas e setores da sociedade. As
empresas turísticas podem deslocar, implementar e divulgar a
importância da Educação para todo e qualquer ser humano.
Para o vice-presidente da Federação Internacional de
Universidades Católicas (FIUC) para a América Latina,
Marino Martinez, quando se pensa “em humanismo, temos que
pensar na formação dada aos alunos e professores. É preciso
trabalhar pela dignidade do ser humano”.
“Segundo estudos do INEP/MEC, dos 2,2 milhões de jovens
entre 15 e 17 anos que moram no meio rural do Brasil, 34%
não freqüentam a escola e só 12,9% dos matriculados estão no
Ensino Médio, nível adequado à faixa etária. A população
rural tem escolaridade média de 3,4 anos na faixa de 15 anos
ou mais, contra 7 anos da urbana; 29,8% de analfabetos
adultos, diante de 10,3% na cidade. Além disso, só 5,2% das
escolas rurais têm biblioteca, contra os 58,6% dos
estabelecimentos de ensino urbanos. A desigualdade se mantém
em relação a laboratórios de Informática (27,9% na cidade e
0,5% no campo) e de Ciências (18,3% e 0,5%) e computadores
(66% e 4,2%)”. (2003)
Assim, nota-se que
o meio rural é mais carente de ações quanto a Educação e
quanto a responsabilidade social e a Educação.
Conforme a revista
INFORMAÇÃO da PUCRS de maio-junho de 2006, para o
reitor da Universidade Católica Andrés Belo, da Venezuela,
Luis Ugalde,
“é papel fundamental das universidades frear e reduzir os
perigos da globalização que, materializam-se nas guerras, na
pobreza e na destruição do meio ambiente. Precisamos tentar
converter as possibilidades e oportunidades de alguns em
possibilidades e oportunidades para todos, principalmente
para os pobres”.
Daí é
possível idealizar o Turismo – com a atuação e ações das
empresas turísticas – como grande e importante agente capaz
de ir além de quaisquer fronteiras e, globalmente,
incentivar práticas responsáveis para toda a humanidade.
O que
falta ao processo de globalização antecede ao Turismo e a
Comunicação ou busca de União/entendimento transnacional: o
faltante mesmo é Ética, Cidadania, Fraternidade,
Solidariedade e Eficácia, tendo como base de lançamento a
indignação contra a ruindade e, como combustível, o
encantamento pela efetiva possibilidade de construção de um
mundo melhor. Tais palavras vão muito além de abstrações:
podem e devem ser conceitos práticos, passíveis de aplicação
em ações de responsabilidade social e ambiental.
Viver
a essencialidade do processo ideal de responsabilidade
social num mundo de globalização, da mesma forma natural
como se considera essencial o ar que se respira, sem
discursos, sem modismos costumistas, sem sofisticadas
elaborações intelectuais ou tecnológicas é o que empresas
turísticas devem objetivar.
A
informação, tanto quanto a sua obtenção como quanto ao seu
divulgar e propagar tem papel preponderante em todo esse
acontecer. É uma das propulsoras do aumento da qualidade das
empresas, de seus produtos e serviços, bem como da exigência
por parte dos consumidores e das comunidades, em geral,
desde os mais simples moradores de uma periferia até aqueles
que têm um home office e “vivem virtualmente”.
“Por
se tratar de fenômeno social, os estudos que envolvem a
atividade turística devem abranger não só os métodos
tradicionais como a pesquisa bibliográfica, o inventário do
potencial existente e o tratamento das informações com base
na metodologia proposta pela Empresa Brasileira de Turismo
(EMBRATUR), como também deve-se proceder a uma análise dessa
atividade do ponto de vista da percepção, das atitudes e dos
valores dos moradores (Tuan, 1980). A adoção deste
procedimento, além de permitir a captação e constatação dos
significados atribuídos a essa atividade pela comunidade,
obedece à metodologia que busca a participação comunitária
na elaboração e efetivação de metas para o desenvolvimento
turístico da região”. (MAGALHÃES: 106)
Exemplos de empresas turísticas têm se utilizado do termo
“soluções” ao invés de, simplesmente, serviços ou entrega de
produtos ao consumidor final. Tal termo tem implicações no
conceito e modo de um cliente entender uma empresa. Se faz
uma referência consciente e inconsciente a partir desses
termos.
Revistas diversas (as turísticas também), bem como outros
meios de comunicação, têm sido utilizadas para informar tal
postura de uma empresa e idéia de ser ao seu público-alvo e
consumidores potenciais.
A
empresa “Libra”, de transporte marítimo, por exemplo, se
utiliza da palavra “parceria” ao se apresentar em uma
propaganda de uma página para o leitor da revista de bordo
da GOL (aviação/passageiros), o que convida o leitor a
“participar” da empresa. E o texto da propaganda, mesmo que
em letras pequenas, reforça a idéia de união e
responsabilidade:
“Há mais de 50 anos, a Libra entrega soluções oferecendo com
agilidade e segurança o melhor serviço de transporte
marítimo de cargas. Construímos uma cultura de serviço
baseada no relacionamento pessoal com o negócio dos nossos
clientes. Na Libra, profissionais dedicados cuidam dos seus
interesses, ouvindo cada solicitação com extremo cuidado.
Para nós, não basta apenas prestar um serviço com qualidade.
Temos um comprometimento pessoal com cada um dos nossos
clientes. Consulte uma de nossas agências”.
Também o slogan da Libra, “Unindo horizontes”,
convida o leitor e/ou (provável) cliente a participar das
ações da empresa, aconchegando a negócios, tornando a
relação empresa-cliente menos distante e menos fria.
Nota-se que não só a fotografia – tradicionalmente ocupando
espaços imensos quando o assunto é turismo - é preponderante
como jeito de informar e persuadir consumidores, mas o modo
como é tratado o público final.
Na
mesma revista da GOL esta comemora as suas 50 edições de
modo sui generis: mostra belas paisagens, sugestões
de consumos em destinos turísticos diversos, persuadindo o
utilizar de sua frota e rotas para tanto. Não se trata de
mera propaganda. Mas, sim, publica mais de dez páginas
informando sobre os destinos e não apenas os sugerindo
superficialmente. Mesmo que não profundamente, mas vai além
de só citá-los. Isso demonstra respeito à compreensão e
capacidade crítica do leitor. As rotas são apresentadas,
sim, mas na penúltima página, dando escolha aos que querem e
aos que não querem infográficos e tal mapeamento. Tal
revista pode ser levada pelos passageiros como brinde. Mas
nada é de graça: passa a ser um instrumento a favor da
imagem da empresa e de seus feitos.
Ainda
na mesma revista, utilizada aqui como exemplo – pela
atualidade e relevância no mercado -, a propaganda de um
grande e tradicional hotel ocupa a contra-capa final.
Trata-se do Ourominas, Grande Hotel e Termas de Araxá. A
idéia é se apresentar para pessoas especiais e que queiram
charme, podendo pagar por isso. Mas termos como bem-estar,
aventura, lazer e eventos convidam empresas à procurarem
oferecer isso aos seus funcionários ou estes, por si, terem
o hotel como ponto de referência e sinônimo de local de fuga
do cotidiano, uma pequena amostra de um paraíso onde o
descanso e/ou o tratamento/atendimento o fazem sentir como
alguém muito especial, sem as pressões do dia-a-dia. Note-se
que o hotel fica em Araxá, uma pequena cidade, ou seja: não
é um meio urbano saturado.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com essa breve exposição, pode-se perceber a importância que
existe na relação e na ligação entre empresas,
responsabilidade social e ambiental com o turismo e a
exposição deste. Muito deve ser pesquisado e aprofundado a
respeito. Aqui foi possível, apenas, abrir um assunto
complexo, atual e que merece discussões amplas a partir de
várias áreas do Saber, incluindo o Turismo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023. Informação e documentação:
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Brasília: MEC, 2003.
INFORMAÇÃO, revista da
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Porto
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KRIPPENDORF, J.
Sociologia do Turismo: para uma nova compreensão do lazer e
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1989.
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Diagnóstico e diretrizes turísticas de municípios mineiros:
o caso de Itabirito, [s.d.]
REVISTA GOL, revista
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