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Resumo
Este
trabalho
destaca a
pesquisa
como
base
do
planejamento
do
turismo
e
sua
importância
para
as
pequenas
localidades,
procurando
demonstrar
a
necessidade
de se
obter
conhecimentos
sistematizados
para
o
planejamento
integrado do
turismo.
Baseia-se na
análise
dos
resultados
mais
significativos
de
um
estudo
descritivo realizado no
município
de
São
Simão (SP). Verifica-se a
predominância
do
mercado
regional
e
um
perfil
de turista
formador
de
opinião
sobre
as
condições
e
estrutura
de
cidades
pequenas.
No
Turismo
efeitos
do
processo
de
globalização
são
cada
vez
mais
sentidos
em
diferentes
setores,
principalmente
no
meio
ambiente,
população
e
espaço
rural.
Palavras-chave:
Turismo,
planejamento,
globalização,
meio
ambiente,
espaço
turístico.
Abstract
This work emphasizes the importance of the
research about tourism planning in a developmente process of
smaill locality concernin the touristic activity. It was
based on the most significativas results of descritive
research realized in the city
São
Simão (SP). The research proved that the tourist is the one
who gives opinion about the place conditions, structure and
aspects of the tourism. In tourism business, the
consequences of those processes
are
being increasingly felt in different sectors, mainly in
enviroment, population and
rural
space.
Key words: Tourism,
planejamento,
globalization, enviroment, tourism space.
Introdução
O
trabalho
que
desenvolvemos faz
parte
de
reflexões
realizadas
durante
um
projeto
mais
amplo
denominado
Planejamento
Turístico de
São
Simão (SP),
desenvolvido
no
interior
do
estado
de São
Paulo, no
município
de São
Simão na
região
administrativa
de
Ribeirão
Preto.
Este
projeto
foi
desenvolvido
de 2001 a 2004,
fruto
de uma
parceria
entre
a
Prefeitura
Municipal e o
Centro
Universitário
Moura
Lacerda. Participamos
como
pesquisador
mais
diretamente
nos
primeiros
anos
deste
projeto,
todavia
a
experiência
gerou a
junção
de inúmeros questionamentos e
apontamentos
sobre
as possibilidades do
planejamento
na
escala
municipal,
razão
pela
qual,
escrevemos
esse
trabalho
calcado na
idéia
da “turistificação dos
lugares”.
Procuramos
enfatizar
as idéias contidas em SANTOS (2002) baseados nos três
eixos
decisivos
para
a “turistificação” do
lugar
chamado
São
Simão,
são
eles:
o
meio
ambiente,
a
população
e o
espaço
rural.
Podemos
identificar
que
esses
eixos
também
são
importantes
para
as
demais
cidades
com
as mesmas
características
no
interior
do
Estado
de São
Paulo. As
idéias
que
vamos tecer referem-se
mais
diretamente
a
nossa
ação
junto
ao
projeto
como
professor
de
três
disciplinas
-
Meio
Ambiente
e
Turismo,
Geografia
do Brasil e
Turismo
Rural
e Agroturismo -
que
estão
diretamente
envolvidas
com
a
pesquisa,
interagindo de
maneira
interdisciplinar.
O
Trabalho
tem
como
objetivos:
fazer
o
levantamento
turístico do
município
de São
Simão (SP) no
que
tange as
questões
relacionadas ao
meio
ambiente,
população
e
turismo
rural;
produzir
informações
simplificadas
sobre
o
turismo
em
São
Simão;
destacar a
questão
ambiental e o
turismo
rural;
bem
como
elencar
possibilidades de
ações
e
interações
entre
a
população
local
e as
atividades
de
Turismo.
A
pesquisa
divide-se
em
quatro
etapas:
levantamento
das
informações;
trabalhos
de
campo
para
a aplicação
de
questionário
(três
tipos
de
questionários
distintos:
um
relacionado ao
potencial,
outro
a
demanda
e um
terceiro
investigativo
sobre
o
lugar);
tabulação e
análise
das
informações;
e
propostas
de
ações.
Percorremos as
três
primeiras
etapas
e estamos caminhando
para
o
término
da
quarta
etapa.
Frente
a
amplitude
de
nossa
pesquisa,
escolhemos
centrar o
presente
texto
no
eixo
relacionado ao
meio
ambiente,
já
que
foi o
eixo
inicial
de
nossos
questionamentos e motivador de
questões
complexas relacionadas a “turistificação” de
São
Simão. O
texto
esta dividido
em
duas
partes,
uma centrada na
discussão
de
conceitos
importantes
para
a efetivação da “turistificação” desse
lugar
e uma
segunda
parte
presa
ao
planejamento
e as
estratégias
necessárias
para
a “turistificação”.
Procuramos
ao
longo
do
texto
construir
os
conceitos
de
lugar
e de turistificação, e
não
apresentá-los
pronto.
Esse
caminho
metodológico é apoiado
em
teóricos
e
nos
questionários
que
aplicamos
em
São
Simão (SP).
Ambiente,
turismo e o
lugar
“O
processo
de urbanização
crescente,
o
sistema
industrial
e pós-industrial da
sociedade
contemporânea
implicou no
aparecimento
e no
desenvolvimento
do
lazer
como
necessidade
a
ser
satisfeita.
No
momento
atual
com
a
globalização,
essa
busca
desenfreada
pelo
preenchimento do
tempo
livre
com
o
lazer
é
mais
visível”.
O
lazer,
como
necessidade
numa
sociedade
que
precisa
estar
em
equilíbrio
e
gerar
novas
fontes
econômicas ganham
um
ritmo
acelerado. O
turismo
é uma das
formas
de
lazer,
procurando
organizar
e
planejar
o
tempo
livre
da
sociedade
atual.
O
turismo
passa
a
exigir
novos
modelos
de
espaços
que
correspondem aos
novos
tipos
de
relações
no
nível
humano,
além
de
contribuir
para
a
circulação
de
capital,
melhoria
econômica
de uma
região
e o
consumo
dos
lugares
e do
meio
ambiente.
O
turismo
na
definição
de Maria Ângela Bissoli “é
entendido
como
o
conjunto
de
recursos
capazes
de
satisfazer
as
aspirações
mais
diversas,
que
incitam o
indivíduo
a deslocar-se do
seu
universo
cotidiano,
e
assim
caracteriza-se
por
ser
uma
atividade
essencialmente
ligada
à
utilização
do
tempo
livre”.
A
atividade
turística surge
como
resposta
a uma
necessidade
de descompressão,
resultante
da
própria
dinâmica
do
sistema
da
sociedade
industrial.
O
processo
de urbanização ao
mesmo
tempo
que
cria
a
necessidade
do
lazer,
não
consegue
atender
à
população.
A
necessidade
da
atividade
turística
aumenta
com
as
sociedades
pós-industriais
ou
pós-modernas.
Para
o turismólogo Luís Gonzaga Godoi
Trigo“nas
sociedade
pós-industriais o
turismo
insere-se
em
um
contexto
maior
do
lazer
e
entretenimento,
que
igualmente
tem consumido
bilhões
de dólares
em
investimentos
e
outros
bilhões
de dólares de
lucro”.
A
ampliação
do
tempo
livre
de que
passaram a
dispor as
pessoas
é uma das
causas
do
crescente
desenvolvimento
do
turismo.
O
tempo
livre
tende a
aumentar
com
o passar
dos
anos,
isso
significa
que
as
atividades
ligadas
à utilização
desse
tempo
livre
aumentam
substancialmente.
Dentre
tais
atividades
destaca-se o
turismo.
O
presente
trabalho,
tenta
retomar
a
discussão
da “produção”
e do “consumo”
do
turismo,
porém
em
tempos
contemporâneaos.
Procura
também
ressaltar
a
importância
do
estudo
dos
processos
mentais
relativos
à
percepção
ambiental,
como
sendo
fundamental
para
compreendermos
melhor
as
inter-relações
entre
homem
e
meio
ambiente,
seja
ele
natural
ou
construído.
Essas
inter-relações
são
visíveis
no
ambiente,
gerando
conseqüências
que
afetarão a
atividade
do
Turismo.
Segundo
Del
Rio
&
Oliveira,
notamos
que
as
manifestações
mais
constantes
de
insatisfação
da
população
revelam-se,
por
meio
de
condutas
agressivas
em
relação
a
elementos
físicos
e/ou
arquitetônicos,
principalmente
os reconhecidos
como
públicos
ou
localizados
junto
a
lugares
públicos.
Outra
conduta
é o
desconforto
psicológico
de
cada
indivíduo
.
Essas
condutas,
são
resultados
expressos
das
percepções,
dos
processos
cognitivos,
julgamentos
e
expectativas
de
cada
indivíduo
frente
ao
lugar
e ao
meio
ambiente.
Devemos
lidar
com
o
conceito
de
percepção
no
sentido
mais
amplo
possível,
a
exemplo
do
que
vem sendo adotado
pela
maioria
dos
pesquisadores
ambientais. A
psicologia
situaria nossas
preocupações
dentro
do
escopo
da
cognição.
Mas
o
que
vem a
ser
a
cognição?
Para
Del
Rio
&
Oliveira
a
cognição
é o
processo
mental
mediante
o
qual,
a
partir
do
interesse
e da
necessidade,
estruturamos e organizamos
nossa
interface
com
a
realidade
e o
mundo,
selecionando as
informações
percebidas, armazenado-as e conferindo-lhes
significado.
Seguindo
este
enfoque
é
que
pretendemos
trabalhar
com
a
cognição
no
turismo,
tendo
como
meta
não
apenas
a
percepção
do
meio
ambiente
para
e
pelo
turismo,
e
sim
a
cognição
do
turismo
frente
ao
ambiente,
sendo
este
processo
muito
importante
para
as
atividades
do
turismo.
A
relação
do
meio
ambiente
frente
às modernas
cidades
e as
cidades
turísticas demonstram uma
relação
de
conflitos
espaciais.
Essa
relação
extravasa a
simples
percepção
e adendra no
sistema
cognitivo do
turismo
frente
ao
ambiente.
As
idéias
de “produção”
e “consumo”
desencadeiam
conflitos
no
espaço
utilizado e
apropriado
pela
atividade
turística.
Milton
Santos
nos
fala
de
um
ambiente
construído,
repleto
de
técnica,
ciência
e
informação.
E na
medida
que
aumenta
o
aparecimento
desses
elementos
no
espaço
urbano,
a
cidade
torna-se
cada
vez
mais
um
meio
técnico-científico-informacional. Nas
palavras
do
autor:
“o
meio
ambiente
produzido se diferencia
pela
carga
maior
ou
menor
de
ciência,
tecnologia
e
informação,
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