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ISSN 1678-8419         última atualização em: sexta-feira, 03 de junho de 2011 20:38:20                                               
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TURISMO

Interpretações a Cerca de Planejamento em Áreas Naturais: estudo de Caso Buraco do Padre em Ponta Grossa PR

   

Carla Eva Prichoa, Melânia Zampronho Ferronato

publicado em 02/06/2011

Resumo

Buraco do Padre em Ponta Grossa PR é uma reserva natural de propriedade particular, e conta com o apoio o ICMBio para manutenção da diversidade da fauna e da flora. O Trabalho teve como objetivo analisar itens de estudos, onde verificam tópico como: o que são trilhas, manejo destas e planejamento apresentando a situação em que se encontra o Buraco, para que assim num futuro próximo órgãos públicos utilizem esses dados. 

Palavras-chave: planejamento, manejo, Buraco do Padre Ponta Grossa-PR 

Resumen
Buraco del Padre en Ponta Grossa PR, es uma reserva natural de propriedad privada, tienes el apoyo ICMBio para mantener la diversidad de la fauna e la flora. El trabajo tuvo como objteivo examinar los elementos de los estudios: o que son las vias, gestión e planificación de los que presentan la situación en que se encuentran  el Buraco, para que en el futur lãs entidades  publicas el usos de estos datos. 

Palabras-claves:planificación, gestión, Buraco del Padre Ponta Grossa- PR 

INTRODUÇÂO 

Atualmente tem-se pensado em melhores formas de manutenção das unidades de conservação, pois o descaso dos órgãos públicos é gritante, o município de Ponta Grossa sofre demasiadamente com problemas de falta de conservação, falta de segurança e falta de educação ambiental.

Os objetivos da pesquisa, portanto é analisar itens que possam engrandecer a pesquisa feita no município de Ponta Grossa-PR, em especial no Parque Estadual do Campos Gerais (Buraco do Padre).

         Tendo como objetivos específicos verificar itens de estudos apresentados em sala de aula, como: artigos, livros e manuais, onde verificam tópico de o que são trilhas, manejo destas e planejamento.

         Num segundo momento apresentar a situação em que se encontra o Buraco do Padre, com descrições e figuras ilustrativas!

         Para que num terceiro momento integrar essas etapas e observar o que pode ser quantificado nos avanços da localidade.

 

O BURACO DO PADRE 

Atualmente o Buraco é uma reserva natural de propriedade particular, e conta com o apoio o ICMBio para manutenção da diversidade da fauna e da flora. Está localizado no distrito de Itaiacoca, a 26 Km do centro de Pontra Grossa.

         O nome Buraco do Padre está relacionado à história dos jesuítas que ficaram no local. Com a intuito de converter almas para a Cristianismo, os jesuítas trabalhavam com os índios da tradição Umaitá e na região dos Campos Gerais com os índios da tradição Umbu.
          O nome Buraco do Padre deve-se ao costume dos padres jesuítas dirigirem-se ao alto do platô para concentração, meditação ou descanso. (PREFEITURA MUNICIPAL DE PONTA GROSSA, 2011)
 

 

DEBATES TEÓRICOS 

          As relações que existe entre Buraco do Padre e o turismo são imensas, um atrativo com um valor intrínseco inestimável e um interesse regional para conhecimento e aprendizado científico e também turístico enorme. Isso faz com que o turismo e pesquisadores de áreas naturais pensem num planejamento árduo para a localidade. Mas para isso deve ser explicado alguns itens como: ecoturismo, trilhas e planejamento em áreas naturais.

O ecoturismo tem como princípio ajuda ao meio natural, como a educação entre o visitante e o meio. Manutenção ou mesmo transferências das trilhas para lugares que não interfiram no habitat natural. Cálculo de capacidade de carga, para o não problema de grande impacto no solo. Criação de trilhas com diferentes funções, sinalização para, por exemplo, uma espécie de árvore que somente existe naquela localidade, ou até mesmo para informações básicas do percurso.

As trilhas são para Pagani et al., 1995 ( apud Andrade e Rocha 2008).

 

hoje intimamente associadas ao ecoturismo. São caminhos existentes ou estabelecidos, com diferentes formas, comprimentos e larguras, com objetivo de aproximar o visitante ao ambiente natural, ou conduzi-lo a um atrativo específico, possibilitando seu entretenimento ou educação através do contato com a natureza. Em áreas naturais protegidas, um sistema de trilhas é formado por um conjunto de caminhos e percursos construídos com diversas funções, desde vigilância até o turismo

 

Acontece em muitas localidades a falta de manutenção das trilhas, quase todas sofrem o problema de erosão e há pontos críticos com relação à segurança. Surgem não se sabe de onde e freqüentemente desaparecem, tomadas pelo mato, devido ao desuso. Algumas ainda apresentam bifurcações que não levam a lugar algum. Some-se a isso a constante ausência de mapas, sinalização e meios interpretativos. (WWF, 2003).

A manutenção de trilhas é assaz necessária para prevenir e corrigir problemas como: locais escorregadios e com lama, erosão, aparecimento de caminhos múltiplos, bordas perigosas que podem ocorrer deslizamentos. (WWF, 2003)

Para um diagnóstico sucinto do Buraco do Padre, deve-se verificar itens como a falta de sinalização, manejo de trilhas, cálculo da capacidade de carga, tipos de trilhas, atividades desenvolvidas, classificações das trilhas e grau de dificuldade, para posteriores ajude nas explicações e analises do Burado.

O tamanho das trilhas para Rocha e Andrade (2008) “podem ser divididas em trilhas de curta distância - até 2.500 m de extensão - as chamadas trilhas de interpretação (“Natural Trails”); média distância - 2.500 m a 5.000 m; ou de longa distância (“Wilderness Trails”) – acima de 5.000 m.” Tendo uma subclassificação em dois tipos segundo Rocha et. al. 2006 (apud ROCHA e ANDRADE 2008) :

 

Trilha guiada: é aquela cumprida com acompanhamento de um guia/condutor, tecnicamente capacitado para instituir um bom canal de comunicação entre o ambiente e o visitante, proporcionando segurança na caminhada.

Trilha autoguiada: permite o contato do visitante e o meio ambiente sem a presença do guia. Recursos visuais, gráficos, mapas e outros orientam o circuito, com informações de direção, distância, elementos sendo destacados (árvores nativas, plantas medicinais, pássaros, mata ciliar, recursos hídricos, raridade geológicas e arqueológicas).

 

         Na verificação da classificação do tipo de trilha, a que mais interessa a princípio seria a segunda, a trilha autoguiada trás recursos visuais, direcionamento das trilhas, tamanho em Km delas sendo considerada a de curta distância, dentre outros fatores.

Rocha et. al. (2006) também analisa segunda sua forma, como as trilhas estão no momento do planejamento e como elas podem a vir a ficar.

 

Circular: oferece a possibilidade de se voltar ao ponto de partida sem repetir o percurso ou cruzar com outros visitantes.

Oito: são muito eficientes em áreas limitadas, pois aumentam a possibilidade de uso destes espaços.

Linear: é o formato de trilha mais simples e comum. Geralmente seu objetivo é conectar o caminho principal, quando já não é o próprio, a algum destino como lagos, mirantes, cavernas, picos, etc. Apresenta as desvantagens do caminho de volta ser igual ao de ida, e a possibilidade de se cruzar outros visitantes.

Atalho: seu início e fim estão em diferentes pontos de uma trilha ou caminhos principais.  

        

Também Rocha et. al. (2006) analisa o grau de dificuldade encontrado em cada trilha, sendo fácil, moderada e extenuante.

As classificações das atividades nas trilhas podem ser:

Grau A: percursos que podem ser admirados sem obrigatoriedade de ter que forçar alguma atividade física. Não requer experiência ou mesmo condicionamento físico.

Grau B: requer alguma atividade física. Necessário as vezes pernoitar na trilha, é recomendado (mas não exigido) experiência de camping. Em geral não será necessário carregar uma mochila pesada.

Grau C: ter condicionamento físico, pois as trilhas podem ser longas, acidentadas, ingrimes e/ou cansativas. Em maneira geral envolve pernoite na trilha.

Grau D: requer bom condicionamento físico e conhecimento básico em montanhismo: camping, caminhadas em climas adversos, manuseio de equipamentos. Pode exigir o fator altitude (acima de 4.000 m).

Grau E: Requer nível auto de capacidade de desenvolver intensa atividade física durante muitos dias em lugares de difícil acesso. É necessária experiência comprovada em montanhismo. Deve-se estar preparado para realizar as mesmas tarefas dos guias: cozinhar, montar barracas, etc. (ROCHA E ANDRADE 2008)

Para o engrandecimento do trabalho entende-se que capacidade de carga para Boo 1990, p. 225 (apud Ruschmann 1997, p.116) é como “o número máximo de visitantes (por dia/mês/ano) que uma área pode suportar, antes que ocorram alterações nos meios físicos e social”.

A capacidade de carga é a ultima etapa desta pesquisa, a metodologia utilizada atualmente para este estudo é do Cifuentes (1992), relacionando três conceitos

-Capacidade de Carga Física (CCF)

-Capacidade de Carga Real (CCR)

-Capacidade de Carga Efetiva (CCE)

Como a análise de cada item requer muito tempo, os cálculos foram analisados a parte.

 

VERIFICAÇÃO DA LOCALIDADE 

            Em primeiro item, a análise do comprimento das trilhas do buraco, são de médio porte, curta distância - até 2.500 m de extensão - as chamadas trilhas de interpretação (“Natural Trails”).

          Pode-se afirmar que com um planejamento adequado, é pertinente a idéia de uma trilha autoguiada. . Mas porque a trilha autoguiada? Porque simplesmente a reserva natural não conta com uma manutenção, por exemplo, salário de guias.

As formas das trilhas podem ser caracterizadas em oito são muito eficientes em áreas limitadas, pois aumentam a possibilidade de uso destes espaços.

Analisando a segunda trilha, o seu grau de dificuldade é Grau C: ter condicionamento físico, pois as trilhas podem ser longas, acidentadas, ingrimes e/ou cansativas. Em maneira geral envolve pernoite na trilha.

Pode-se notar juntamente com estes itens que o buraco do Padre não possui placas informativas, por exemplo da rota da trilha ou até mesmo argumentando sobre os problemas de acesso. A falta de manutenção dos sanitários e lixeira é um problema gritante. O grande problema é o planejamento das trilhas, que estão em total abandono.

 


Figura 1: falta de manutenção dos banheiros e estacionamento. Fonte: a autora

 


 Figura 2: falta de manutenção das trilhas. Fonte: a autora

Figura 3: bifurcação das trilhas. Fonte: a autora

CONSIDERAÇÕES PARCIAIS 

Pelas observações das Figuras 1, 2 e 3, percebe-se o total descaso que a com o atrativo, a falta de manutenção das trilhas, o perigo no acesso a elas para um deficiente, por exemplo.

Com todos os debates teóricos e os dados analisados pode-se afirmar que a localidade possui grande capacidade de atrair turistas, mas o abandono faz com que as pessoas criem medo em não visitar o local, por isso, o ICMbio e órgãos afins do Parque Nacional do Campos Gerais devem rever conceitos e metas para o Buraco, para que tanto a geração atual quanto as futuras possam usufruir desta maravilha natural.

Com mais segurança, interesse na prefeitura em incentivar a educação ambiental, cálculos e planejamentos com pessoas da área do turismo, da geografia e outras, o lugar tem tudo para se tornar um dos atrativos mais importantes do município.

 

Referências 

ANDRADE, W. J. de ROCHA, R. F. da, Manual de Trilhas: um manual para gestores, Projetos Ambientais Estratégicos, Governo do Estado de São Paulo, Instituto Florestal, São Paulo, nº 35, 2008;

CIFUENTES, M. A. Determinación de capacidad de carga turística en áreas protegidas. CATIE. Programa de manejo integrado de recursos naturales. Série técnica. Informe Técnico n. 194. 28 p, 1992.

PONTA GROSSA, Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, disponível em: <http://www.pontagrossa.pr.gov.br/bpadre>, acessado em 05/05/2011; 

WWF, Manual de Ecoturismo de Base Comunitária: Ferramentas para um planejamento responsável, edição em pdf, Instituto Ecofuturo, Organização: Sylvia Mitraud, ISBN: 85-86440-12-4, 2003.

 
 
  
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::sobre o autor::
Carla Eva Prichoa é licenciada em Geografia, Especialista em Metodologia do Ensino em Geografia pela Universidade Regional Integrada- URI Campus Erechim-RS, Mestranda em Gestão do Território pela UEPG, campus Ponta Grossa-PR, bolsista Capes.
Melânia Zampronho Ferronato, Bacharel em Turismo pela Unicentro, Irati-PR, Mestranda em “Gestão do Território” pela UEPG.Bolsista Fundação Araucária
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