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Resumo
Buraco do Padre em Ponta Grossa PR é uma reserva
natural de propriedade particular, e conta com o
apoio o ICMBio para manutenção da diversidade da
fauna e da flora. O Trabalho teve como objetivo
analisar itens de estudos, onde verificam tópico
como: o que são trilhas, manejo destas e
planejamento apresentando a situação em que se
encontra o Buraco, para que assim num futuro
próximo órgãos públicos utilizem esses dados.
Palavras-chave: planejamento, manejo,
Buraco do Padre Ponta Grossa-PR
Resumen
Buraco del Padre en Ponta Grossa PR, es uma
reserva natural de propriedad privada, tienes el
apoyo ICMBio para mantener la diversidad de la
fauna e la flora. El trabajo tuvo como objteivo
examinar los elementos de los estudios: o que
son las vias, gestión e planificación
de los que
presentan la situación
en que se
encuentran
el Buraco, para que en el futur lãs entidades
publicas el usos de estos datos.
Palabras-claves:planificación, gestión, Buraco
del Padre Ponta Grossa- PR
INTRODUÇÂO
Atualmente tem-se pensado em melhores formas de
manutenção das unidades de conservação, pois o
descaso dos órgãos públicos é gritante, o
município de Ponta Grossa sofre demasiadamente
com problemas de falta de conservação, falta de
segurança e falta de educação ambiental.
Os objetivos da pesquisa, portanto é analisar
itens que possam engrandecer a pesquisa feita no
município de Ponta Grossa-PR, em especial no
Parque Estadual do Campos Gerais (Buraco do
Padre).
Tendo como objetivos específicos verificar itens
de estudos apresentados em sala de aula, como:
artigos, livros e manuais, onde verificam tópico
de o que são trilhas, manejo destas e
planejamento.
Num segundo momento apresentar a
situação em que se encontra o Buraco do Padre,
com descrições e figuras ilustrativas!
Para que num terceiro momento integrar
essas etapas e observar o que pode ser
quantificado nos avanços da localidade.
O BURACO DO PADRE
Atualmente o Buraco é uma reserva natural de
propriedade particular, e conta com o apoio o
ICMBio para manutenção da diversidade da fauna e
da flora. Está localizado no distrito de
Itaiacoca, a 26 Km do centro de Pontra Grossa.
O nome Buraco do Padre está relacionado
à história dos jesuítas que ficaram no local.
Com a intuito de converter almas para a
Cristianismo, os jesuítas trabalhavam com os
índios da tradição Umaitá e na região dos Campos
Gerais com os índios da tradição Umbu.
O nome
Buraco do Padre deve-se ao costume dos padres
jesuítas dirigirem-se ao alto do platô para
concentração, meditação ou descanso. (PREFEITURA
MUNICIPAL DE PONTA GROSSA, 2011)
DEBATES TEÓRICOS
As relações que existe entre Buraco do
Padre e o turismo são imensas, um atrativo com
um valor intrínseco inestimável e um interesse
regional para conhecimento e aprendizado
científico e também turístico enorme. Isso faz
com que o turismo e pesquisadores de áreas
naturais pensem num planejamento árduo para a
localidade. Mas para isso deve ser explicado
alguns itens como: ecoturismo, trilhas e
planejamento em áreas naturais.
O ecoturismo tem como princípio ajuda ao meio
natural, como a educação entre o visitante e o
meio. Manutenção ou mesmo transferências das
trilhas para lugares que não interfiram no
habitat natural. Cálculo de capacidade de carga,
para o não problema de grande impacto no solo.
Criação de trilhas com diferentes funções,
sinalização para, por exemplo, uma espécie de
árvore que somente existe naquela localidade, ou
até mesmo para informações básicas do percurso.
As trilhas são para Pagani et al., 1995 (
apud Andrade e Rocha 2008).
hoje intimamente associadas ao ecoturismo. São
caminhos existentes ou estabelecidos, com
diferentes formas, comprimentos e larguras, com
objetivo de aproximar o visitante ao ambiente
natural, ou conduzi-lo a um atrativo específico,
possibilitando seu entretenimento ou educação
através do contato com a natureza. Em áreas
naturais protegidas, um sistema de trilhas é
formado por um conjunto de caminhos e percursos
construídos com diversas funções, desde
vigilância até o turismo
Acontece em muitas localidades a falta de
manutenção das trilhas, quase todas sofrem o
problema de erosão e há pontos críticos com
relação à segurança. Surgem não se sabe de onde
e freqüentemente desaparecem, tomadas pelo mato,
devido ao desuso. Algumas ainda apresentam
bifurcações que não levam a lugar algum. Some-se
a isso a constante ausência de mapas,
sinalização e meios interpretativos. (WWF,
2003).
A manutenção de trilhas é assaz necessária para
prevenir e corrigir problemas como: locais
escorregadios e com lama, erosão, aparecimento
de caminhos múltiplos, bordas perigosas que
podem ocorrer deslizamentos. (WWF, 2003)
Para um diagnóstico sucinto do Buraco do Padre,
deve-se verificar itens como a falta de
sinalização, manejo de trilhas, cálculo da
capacidade de carga, tipos de trilhas,
atividades desenvolvidas, classificações das
trilhas e grau de dificuldade, para posteriores
ajude nas explicações e analises do Burado.
O tamanho das trilhas para Rocha e Andrade
(2008) “podem ser divididas em trilhas de curta
distância - até 2.500 m de extensão - as
chamadas trilhas de interpretação (“Natural
Trails”); média distância - 2.500 m a 5.000 m;
ou de longa distância (“Wilderness Trails”) –
acima de 5.000 m.” Tendo uma subclassificação em
dois tipos segundo Rocha et. al. 2006
(apud ROCHA e ANDRADE 2008) :
Trilha guiada:
é aquela cumprida com acompanhamento de um
guia/condutor, tecnicamente capacitado para
instituir um bom canal de comunicação entre o
ambiente e o visitante, proporcionando segurança
na caminhada.
Trilha autoguiada:
permite o contato do visitante e o meio ambiente
sem a presença do guia. Recursos visuais,
gráficos, mapas e outros orientam o circuito,
com informações de direção, distância, elementos
sendo destacados (árvores nativas, plantas
medicinais, pássaros, mata ciliar, recursos
hídricos, raridade geológicas e arqueológicas).
Na verificação da classificação do tipo
de trilha, a que mais interessa a princípio
seria a segunda, a trilha autoguiada trás
recursos visuais, direcionamento das trilhas,
tamanho em Km delas sendo considerada a de curta
distância, dentre outros fatores.
Rocha et. al.
(2006) também
analisa segunda sua forma, como as trilhas estão
no momento do planejamento e como elas podem a
vir a ficar.
Circular:
oferece a possibilidade de se voltar ao ponto de
partida sem repetir o percurso ou cruzar com
outros visitantes.
Oito:
são muito eficientes em áreas limitadas, pois
aumentam a possibilidade de uso destes espaços.
Linear:
é o formato de trilha mais simples e comum.
Geralmente seu objetivo é conectar o caminho
principal, quando já não é o próprio, a algum
destino como lagos, mirantes, cavernas, picos,
etc. Apresenta as desvantagens do caminho de
volta ser igual ao de ida, e a possibilidade de
se cruzar outros visitantes.
Atalho:
seu início e fim estão em diferentes pontos de
uma trilha ou caminhos principais.
Também Rocha et. al. (2006) analisa o
grau de dificuldade encontrado em cada trilha,
sendo fácil, moderada e extenuante.
As classificações das atividades nas trilhas
podem ser:
Grau A:
percursos que podem ser admirados sem
obrigatoriedade de ter que forçar alguma
atividade física. Não requer experiência ou
mesmo condicionamento físico.
Grau B:
requer alguma atividade física. Necessário as
vezes pernoitar na trilha, é recomendado (mas
não exigido) experiência de camping. Em
geral não será necessário carregar uma mochila
pesada.
Grau C:
ter condicionamento físico, pois as trilhas
podem ser longas, acidentadas, ingrimes e/ou
cansativas. Em maneira geral envolve pernoite na
trilha.
Grau D:
requer bom condicionamento físico e conhecimento
básico em montanhismo: camping,
caminhadas em climas adversos, manuseio de
equipamentos. Pode exigir o fator altitude
(acima de 4.000 m).
Grau E:
Requer nível auto de capacidade de
desenvolver intensa atividade física durante
muitos dias em lugares de difícil acesso. É
necessária experiência comprovada em
montanhismo. Deve-se estar preparado para
realizar as mesmas tarefas dos guias: cozinhar,
montar barracas, etc. (ROCHA E ANDRADE 2008)
Para o engrandecimento do trabalho entende-se
que capacidade de carga para Boo 1990, p. 225 (apud
Ruschmann 1997, p.116) é como “o número máximo
de visitantes (por dia/mês/ano) que uma área
pode suportar, antes que ocorram alterações nos
meios físicos e social”.
A capacidade de carga é a ultima etapa desta
pesquisa, a metodologia utilizada atualmente
para este estudo é do Cifuentes (1992),
relacionando três conceitos
-Capacidade de Carga Física (CCF)
-Capacidade de Carga Real (CCR)
-Capacidade de Carga Efetiva (CCE)
Como a análise de cada item requer muito tempo,
os cálculos foram analisados a parte.
VERIFICAÇÃO DA LOCALIDADE
Em primeiro item, a análise do comprimento das
trilhas do buraco, são de médio porte,
curta distância - até 2.500 m de extensão - as
chamadas trilhas de interpretação (“Natural
Trails”).
Pode-se afirmar que com um
planejamento adequado, é pertinente a idéia de
uma trilha autoguiada. . Mas porque a trilha
autoguiada? Porque simplesmente a reserva
natural não conta com uma manutenção, por
exemplo, salário de guias.
As formas das trilhas podem ser caracterizadas
em oito são muito eficientes em áreas limitadas,
pois aumentam a possibilidade de uso destes
espaços.
Analisando a segunda trilha, o seu grau de
dificuldade é Grau C: ter
condicionamento físico, pois as trilhas podem
ser longas, acidentadas, ingrimes e/ou
cansativas. Em maneira geral envolve pernoite na
trilha.
Pode-se notar juntamente com estes itens que o
buraco do Padre não possui placas informativas,
por exemplo da rota da trilha ou até mesmo
argumentando sobre os problemas de acesso. A
falta de manutenção dos sanitários e lixeira é
um problema gritante. O grande problema é o
planejamento das trilhas, que estão em total
abandono.

Figura 1: falta de manutenção dos banheiros e
estacionamento. Fonte: a autora

Figura
2: falta de manutenção das trilhas. Fonte: a
autora
.jpg)
Figura 3: bifurcação das trilhas. Fonte: a
autora
CONSIDERAÇÕES PARCIAIS
Pelas observações das Figuras 1, 2 e 3,
percebe-se o total descaso que a com o atrativo,
a falta de manutenção das trilhas, o perigo no
acesso a elas para um deficiente, por exemplo.
Com todos os debates teóricos e os dados
analisados pode-se afirmar que a localidade
possui grande capacidade de atrair turistas, mas
o abandono faz com que as pessoas criem medo em
não visitar o local, por isso, o ICMbio e órgãos
afins do Parque Nacional do Campos Gerais devem
rever conceitos e metas para o Buraco, para que
tanto a geração atual quanto as futuras possam
usufruir desta maravilha natural.
Com mais segurança, interesse na prefeitura em
incentivar a educação ambiental, cálculos e
planejamentos com pessoas da área do turismo, da
geografia e outras, o lugar tem tudo para se
tornar um dos atrativos mais importantes do
município.
Referências
ANDRADE, W. J. de ROCHA, R. F. da, Manual de
Trilhas: um manual para gestores, Projetos
Ambientais Estratégicos, Governo do Estado de
São Paulo, Instituto Florestal, São Paulo, nº
35, 2008;
CIFUENTES, M. A. Determinación de capacidad
de carga turística en áreas protegidas.
CATIE. Programa de manejo integrado de recursos
naturales. Série técnica. Informe Técnico n.
194. 28 p, 1992.
PONTA GROSSA, Prefeitura Municipal de Ponta
Grossa, disponível em: <http://www.pontagrossa.pr.gov.br/bpadre>,
acessado em 05/05/2011;
WWF, Manual de Ecoturismo de Base Comunitária:
Ferramentas para um planejamento responsável,
edição em pdf, Instituto Ecofuturo, Organização:
Sylvia Mitraud, ISBN: 85-86440-12-4, 2003.
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