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Resumo:
As relações entre a qualidade da educação nas escolas fundamentais podem ser relacionadas com a educação profissional. Segundo autores, tanto a escola tradicional quanto as empresas contemporâneas devem rever sua organização, instaurando a cidadania nos grupos humanos. As transformações sociais recentes vêm ocorrendo rapidamente, transformando o mundo do trabalho, criando e extinguindo profissões num espaço de tempo muito curto. Nesse contexto de novas exigências em meio ao mercado, o ramo turístico não foge à regra.
Abstract:
The relationship between the quality of education in elementary schools may be related to professional education. According to authors, both traditional school as the contemporary enterprises should review their organization, establishing citizenship in human groups. The recent social changes are occurring rapidly, transforming the world of work, creating jobs and extinguished within a very short time. In this context of new demands amid the market, the tourism industry is no exception.
Palavras-chave: Qualidade de ensino, Educação Profissional, relações humanas, turismo, mercado de trabalho.
Keywords: Quality of education, professional education, human relations, tourism, labor market.
Introdução
O objetivo que esta produção é fazer uma análise da situação da educação profissional voltada para o turismo, tendo em vista seu currículo, matrizes, bases tecnológicas, tendências de mercado, e em relação à perspectiva do autor Vitor Paro (1998) ante a qualidade e a produtividade da mesma em relação ao ensino público.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB, e a Educação Profissional
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB (1997), em seu “Artigo 40: A Educação profissional será desenvolvida em articulação com o ensino regular ou por diferentes estratégias de educação continuada, em instituições especializadas ou no ambiente de trabalho.” O que nos mostra que essa profissionalização deveria preferencialmente andar de mãos dadas com o ensino médio, ou pelo menos ter alguma relação com o curso.
A Educação profissional não precisa, necessariamente, ser cursada junto ao ensino médio, pode ser em período posterior também, adequando-se às necessidades do trabalhador. Formulando cursos que garantam perspectiva de trabalho aos jovens, ou nem tão jovens profissionais, e facilitem seu acesso ao mercado. Sua função é também é dar aos sujeitos envolvidos com turismo, que já trabalham no mercado e sentem falta de uma melhor qualificação para exercerem suas funções.
Educação, avaliação e a Educação Profissional
As autoras abaixo, em sua discussão sobre o que é ou não o produto da escola, comentam que o verdadeiro resultado da atividade escolar não é a nota final do bimestre ou do ano letivo, mas sim o aluno educado, o que o pupilo conseguir desenvolver durante o processo educacional, durante o curso.
A avaliação não é importante porque separa os bons dos maus, mas porque permite promover um ensino de qualidade para todos. É ela quem indica a gestores e professores onde estão os seus tropeços e qualidades, onde é preciso investir mais e onde se pode caminhar com segurança. Sem avaliação não saberíamos se nossos objetivos estão sendo atingidos. (DAVIS, VIEIRA, 2002, p.103)
Em relação à Educação profissional, que visa à estrutura empresarial, nota-se também uma mudança nos últimos tempos, no que tange aos conceitos clássicos de organização. Segundo Chiavenato (2004), o modo organizacional antigo, composto por elementos como autoridade, hierarquia rígida, departamentalização, perderam sua força em algumas empresas, cedendo espaço a uma humanização maior da estrutura, com uma ênfase maior dada às pessoas.
Talvez se possa relacionar o tratamento avaliativo que “deveria” ser dado aos Alunos em idade escolar regular de cursos técnicos, e essas novas perspectivas apontadas por Chiavenato (2004), pois a educação responsável para com o futuro dos seus não deve ficar alheia a certas transformações que estão ocorrendo em todo o mundo. Os meios educacionais deveriam gerar reformas que preparem o homem às novas necessidades do trabalho e às novas relações que o ambiente profissional propicia. Um bom exemplo são os novos trabalhadores que estão sendo inseridos no mercado, surgem diversidades raciais, há também trabalhadores excepcionais sendo inseridos nas empresas (inclusive por meios legais), e ainda a globalização, que, se não possibilita um contato direto do funcionário local com um estrangeiro, o coloca no mínimo ao telefone. Ou ainda à necessidade de o mesmo estar ciente de como funciona o pensamento e os costumes do cliente ou sócio que está em outro País ou do outro lado do mundo, e o qual a empresa mantém negócios em andamento.
Paro (1998) cita como permanente os ideais da escola tradicional de décadas atrás no ensino atual, diz que “... a escola de hoje continua a ter como propósito apenas preparar o aluno para o mercado de trabalho ou para o ingresso na universidade.” (Paro, 1998, p. 44). Comenta ainda que há ausência de objetivos socialmente relevantes na pauta das aulas, que tornem os alunos aptos a formarem uma personalidade própria e consciente enquanto cidadãos, rechaçando assim sistematicamente as metodologias de análise e valorização do indivíduo estudante atualmente.
A postura escolar atual pode explicar a necessidade de algumas empresas, entre elas as do ramo turístico também, se depararem com uma realidade que pede por mudanças. Essa nova realidade pode levá-las a abrir mão de certos conceitos de relações humanas ultrapassadas, em detrimento de novos aspectos, como ilustra Chiavenato (2004), quando fala sobre o “homem social”, segundo ele há vários elementos que devem ser pensados nas relações de trabalho: O comportamento dos trabalhadores é motivado por diversas necessidades humanas e seu rendimento e bem estar depende também do círculo que o rodeia. Não está alheio à influência da supervisão, e às normas sociais do grupo que funcionam como mecanismos reguladores do comportamento de seus membros. Segundo o teórico, os níveis de produção são controlados informalmente pelas normas grupais. Neste caso por sanções positivas, como estímulos, aceitação, e negativas, como gozações, problemas pessoais e de relacionamentos.
Realidade do Mercado e Perspectivas
As transformações sociais, de tempos recentes para cá, vêm ocorrendo de uma maneira muito rápida, fazendo com que o mundo do trabalho passe por mudanças profundas, tanto que profissões se extinguem e dão lugar à outras inéditas num espaço de tempo muito curto. As grandes empresas, inclusive as multinacionais, enfrentam mercados globalizados, extremamente competitivos. Agregado a isso, surgem também novas exigências em relação ao desempenho dos profissionais.
O significado disso é que, para enfrentar os desafios de hoje, o novo profissional precisa cumprir duas exigências fundamentais: ter uma sólida formação geral e uma boa educação profissional. Os profissionais que vão enfrentar o mundo moderno a partir de agora devem estar preparados para o trabalho e para o importante exercício da cidadania e da convivência tolerante. O modelo tradicional de formação para um posto de trabalho que preparava o funcionário para ser um mero executor de tarefas caiu por terra. A educação profissional passou a formar o trabalhador pensante e inovador, neste mundo globalizado e de tecnologias cada vez mais avançadas.
Numa pátria continental como a do Brasil, que apresenta diversidades físicas, socioculturais e econômicas marcantes de uma região para a outra, o modelo educacional tem que ser flexível. Como resposta positiva a isso, os novos currículos estão atendendo tanto ao mercado nacional como às nossas características regionais. Adaptando-se ainda às exigências dos diversos setores produtivos. Prova disso são os Referenciais Curriculares nacionais de educação profissional de nível técnico, onde se encontram várias modalidades novas e bastante ecléticas nas grades curriculares, por exemplo:
Existe a função do planejamento, onde se encontra a seguinte sub função: Articulação e coordenação de programas, roteiros e itinerários. Onde temos diversas técnicas profissionais agregadas como técnicas de relações como público em diversas línguas estrangeiras. Existe também a função Promoção e venda, onde se encontra a sub função Prospecção mercadológica e captação de clientes, onde são sugeridas como bases tecnológicas a utilização de dados de pesquisas, sondagens e indicadores socioeconômicos; a adequação a oferta de interesses, hábitos e expectativas dos diversos clientes; a negociação com diversas organizações público-privadas e outros segmentos do Trade turístico-hoteleiro. Disciplinas essas que mostram um avanço considerável na ampla visão empreendedora que se demanda para evoluir num contexto complexo e inovador como o do setor turístico.
Conclusão
A área está em ascensão, tanto no Brasil quanto no cenário internacional, sendo o trânsito de turistas estrangeiros aqui o mais importante, pois gera mais divisas para a nação. Outro fator positivo é o de que o fluxo de turistas estrangeiros vem crescendo apesar da valorização do Real frente ao dólar, cada vez mais eles aportam em nossas terras. Apesar de alguns problemas básicos de falta de infra-estrutura e segurança, mas que ultimamente vêm sendo sanados em algumas regiões estratégicas.
Referências
bibliográficas:
Brasil. Lei de
Diretrizes e bases da Educação (1996). Rio de
Janeiro, Ed: Esplanada: 1998.
CHIAVENATO, Idalberto.
Teoria Geral da Administração. 7ª Ed. Rio de
Janeiro: Campus, 2004.
DAVIS, Cláudia; VIEIRA, Sofia et al (org.). Gestão da Escola: Desafios a enfrentar. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
PARO, Vitor H. A
gestão da Educação ante as exigências de qualidade e
produtividade da escola pública. São Paulo, abr
1998.
<http://portal.mec.gov.br/setec/arquivos/pdf/turihosp.pdf>
Acesso em 12 Dez 2009.
Como citar:
