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“A
música
clássica dá
alegria. Há
músicas
que dão
prazer.
Mas a
alegria é
muito
mais
que
prazer. A
música
clássica tem
virtudes médicas. Os
médicos deveriam
receitar aos
seus
pacientes,
junto
com os
remédios
bioquímicos, essa
música”. O
trecho do
livro “Nas
moradas das
palavras”, de Rubem Alves,
define
com
simplicidade e
sabedoria o
poder
divino de
transfigurar a
tristeza
que a
música
clássica possui. Foi
esse o
sentimento proporcionado
pela
Orquestra de
Câmara de Blumenau
em
sua
última
apresentação de 2004,
sob a
regência da primorosa
maestrina Cláudia Feres,
com a participação do
solista Oscar dos
Reis e
apoio da
empresa Bunge. O
fantástico
espetáculo trouxe à
memória a
tradição musical de Blumenau.
O
Teatro Carlos Gomes
já foi
palco de
grandes
óperas,
como “Anita Garibaldi” e “O
Imigrante”,
escritas
pelo
maestro
alemão Heinz Geyer,
que foi
diretor musical do
nosso
teatro.
Talvez possamos
voltar a
imprimir a
sorte dos
nossos
passos na
história da
música
erudita. Temos
habilidade e
estrutura
física
para
tanto. O
Teatro Carlos Gomes é
um dos
poucos no Brasil
que possui
local adequado
para
apresentações de
ópera e
nossa
Orquestra de
Câmara
conta
com
grandes
talentos. Possuímos
tudo o
que é
necessário
para desenvolvermos
um
grande
projeto,
como
um
Festival de
Ópera
anual.
Além da
alegria
que a
música pode
proporcionar à
nossa
gente,
um
festival
como
esse seria
um
atrativo turístico a
mais.
Basta olharmos
como
exemplo a
cidade de Manaus,
cujo
festival de
ópera
que ocorre
todos os
anos atrai
tanto a
população
local
como turistas de
todo o
mundo.
Uma
proposta
que une a
arte ao
turismo e
que,
certamente,
só traria
benefícios ao
município. Ratificamos a
relevância da
idéia, a
partir,
novamente, das
palavras de Rubem Alves: “A
música
clássica desperta nas
pessoas
aquilo
que
elas têm de
melhor e de
mais
bonito.
Música
clássica contribui
para a
cidadania”. |