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RESUMO:
Este artigo visa realizar uma análise acerca do planejamento na
atividade turística, dando ênfase a características, tipologias e
importância no desenvolvimento do turismo nas localidades receptoras ou
potencialmente turísticas. O planejamento turístico desempenha papel de
extrema importância para um desenvolvimento responsável da atividade, e
se torna fundamental para evitar as conseqüências do grande afluxo de
pessoas que visitam esses ambientes, minimizando impactos e garantindo
assim a atratividade dos recursos para as futuras gerações.
Palavras-chave:
Planejamento, Turismo, Desenvolvimento, Impactos.
ABSTRACT:
This article aims to undertake an analysis about the planning in
tourism, emphasizing the characteristics, types and importance in the
development of tourism in tourist locations or potential recipients. The
tourism planning plays a role of utmost importance for a responsible
development activity, and becomes essential to avoid the consequences of
the large influx of people visiting these environments, minimizing
impacts and ensuring the attractiveness of resources for future
generations.
Keywords: Planning, Tourism Development, Impacts.
1 INTRODUÇÃO
Atualmente, o ato de planejar se constitui como ferramenta
estratégica em qualquer ação da vida humana, seja relacionado à família,
à negócios, em vários aspectos. O mundo moderno requer essa postura
diante de fatos e acontecimentos presentes e futuros a fim de orientar a
tomada de decisão mais acertada e obter bons resultados.
Sabe-se que o turismo é uma atividade econômica nova e bastante
promissora no mercado e que vem sendo adotada em muitas localidades como
forma de gerar empregos e incrementar a fonte de renda da população.
Assim pode-se dizer que o turismo se tornou uma alternativa, não apenas
como impulsionador da economia, mas também como um meio de valorizar a
região e ser vista como um ponto de referência para turistas. Acerca
disso é relevante afirmar que para que haja um desenvolvimento saudável
e benéfico da atividade é necessário que ela esteja baseada nos
princípios de um planejamento adequado e eficaz.
Antes de tudo, o processo de planejamento compreende um modelo
que é pautado no levantamento de informações que em seguida serão
analisadas para serem formulados os objetivos que se pretende alcançar.
Além de tudo é um procedimento contínuo e renovável, que deve sempre
estar sendo revisado constantemente.
2 METODOLOGIA
A realização deste estudo se deu através de pesquisa
bibliográfica, obtida em livros, revistas e artigos científicos. A
pesquisa bibliográfica é fundamental em qualquer trabalho científico,
pois é o que fornece as bases teóricas conceituais para a construção do
contexto que será abordado, seguida de seleção, análise e interpretação
das informações e dados coletados.
Assim foram utilizados livros que contemplavam os temas de
planejamento turístico, sustentabilidade, entre outros necessários à
concretização deste artigo. Espera-se que esta pesquisa sirva de base
para outros trabalhos científicos.
3 PLANEJAMENTO TURÍSTICO: CONCEITOS E APLICAÇÕES
Planejamento turístico é conceituado como,
Uma atividade que
envolve a intenção de estabelecer condições favoráveis para alcançar
objetivos propostos. Ele tem por objetivo o aprovisionamento de
facilidades e serviços para que uma comunidade atenda seus desejos e
necessidades ou, então, o “desenvolvimento de estratégias que permitam a
uma organização comercial visualizar oportunidades de lucro em
determinados segmentos de mercado.” (RUSCHMANN, 1997, p. 83)
Ou seja, planejamento turístico se constitui como o conjunto de
todas as ações, decisões e objetivos que se pretende alcançar para
desenvolver e/ou incrementar o turismo numa determinada localidade,
através de métodos e instrumentos adequados e específicos para atingir
tal fim, tendo por base o conceito de sustentabilidade,
envolvendo setor público, privado e comunidade.
A importância do planejamento aplicado ao turismo se revela em inúmeros
aspectos como a questão dos impactos positivos e negativos, na obtenção
de resultados satisfatórios, crescimento ou declínio do setor, entre
outros. A sua intenção está em orientar as ações humanas sobre o espaço
que ocupa, ordenando a construção de equipamentos e facilidades de
maneira adequada evitando, os possíveis efeitos danosos aos recursos
turísticos.
De acordo com Lage e Milone o planejamento turístico está dividido em
algumas etapas, a saber:
ü
Inventário de todos os recursos turísticos naturais e culturais;
ü
Análise e síntese da situação encontrada;
ü
Formulação da política e do plano de turismo e também de recomendações
de viabilidade e
ü
Controle da gestão do processo total. (LAGE E MILONE 2000, p. 165).
Em síntese essas etapas são basicamente o estudo preliminar,
que visa identificar a situação atual da localidade, com suas
características, perfil socioeconômico, e o estágio em que o turismo se
encontra na região. Em seguida é feito o diagnóstico, onde essas
informações são analisadas de maneira holística, ou seja, considerando
todos os aspectos pertinentes às mesmas e por último é realizado o
prognóstico, onde serão formuladas as políticas, metas e projetos para
desenvolver o turismo, de maneira sustentável.
A nova ótica do planejamento turístico é a sustentabilidade,
que é bem enfatizada no que se refere aos impactos negativos provocados
pelo turismo, assim o mesmo precisa contemplar os princípios
sustentáveis, principalmente pelo fato do turismo ainda ser considerado
um degradador do meio ambiente, quando na verdade se bem planejado atua
como instrumento de proteção dos recursos naturais.
Planejar a atividade turística está relacionado com a
perspectiva de torná-la sustentável, pois só assim se poderá se alcançar
o equilíbrio em seus três eixos: econômico (que seja rentável e que os
benefícios sejam distribuídos equitativamente na localidade);
sócio-cultural (que haja valorização e intercâmbio cultural entre
residentes e turistas); ambiental (que seja haja conservação dos
recursos naturais e uso racional dos espaços).
Cabe ao estado elaborar o planejamento turístico que pode ser
realizado em vários níveis de organização: municipal, estadual e
federal. Em 2003 foi lançado o Plano Nacional de Turismo (PNT) que
dispões de diretrizes, programas objetivos e metas para a gestão do
setor. De um modo geral o Estado é responsável pela divulgação e
promoção do destino a nível nacional e internacional, atração de
investimentos, legislação e regulamentação.
A intervenção política é necessariamente importante ao
desenvolvimento turístico. Mesmo sendo produzida pelo setor privado, a
atividade turística é extremamente dependente do setor público que de
acordo com Dias (2005, p. 139) “pode funcionar como facilitador, indutor
e organizador [...], pode trazer benefícios a curto prazo, mas também
pode prejudicar o meio ambiente natural e sociocultural.”
Devido à dinamicidade da atividade turística, há que se atentar para as
mudanças que ocorrem todos os dias no mercado e aos novos segmentos que
estão sendo criados, fato que necessita de uma postura bem definida e um
plano de ação bem eficaz por parte dos planejadores, de maneira que se
possa obter vantagens de tais acontecimentos. Essa dinamicidade exige
disciplina, ordenamento e criatividade para a execução dos objetivos e
metas propostas. Beni reforça essa colocação,
O setor quando expressado e representado em sua complexa totalidade,
demanda um tipo de planejamento a que se agrega à palavra “integrado”,
indicando com que isso todos os seus componentes devem estar devidamente
sincronizados e sequencialmente ajustados a fim de atingir metas e
diretrizes da área de atuação de cada um, ao mesmo tempo, para que o
sistema global possa ser implementado e imediatamente oferecer
oportunidades de pronto acompanhamento, avaliação e revisão.” (BENI,
1997, p.111-112)
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Sem dúvida, o turismo é uma área que necessita de um planejamento eficaz
devido às suas características peculiares, pois possibilita avaliar os
caminhos para construir um futuro promissor de maneira integrada e
elaborada.
Esse planejamento deve ser participativo e integrador, onde todos os
responsáveis pela localidade, empresa ou produto turístico devem estar
contemplados. Ou seja, é necessário que haja a atuação do setor privado
na estruturação do trade como hotéis, agências de viagens, restaurantes;
do setor público, no fornecimento da infraestrutura básica, do
estabelecimento de leis e regulamentos da atividade e da comunidade,
participando ativamente desse processo, pois é a mesma que manterá uma
convivência direta com os turistas.
Através de uma gestão responsável e sustentada e de um bom planejamento
nos destinos turísticos é possível alcançar um desenvolvimento viável
para muitos destinos potenciais ou que já praticam o turismo, como forma
de evitar e/ou minimizar os impactos negativos produzidos. Assim a
atividade turística servirá não apenas como fonte de renda para os
investidores, mas também, promover o desenvolvimento sustentável.
5 REFERÊNCIAS
BENI, Mário Carlos. Análise Estrutural do Turismo. 10° Ed. São
Paulo: SENAC, 1997.
DIAS. Reinaldo Dias. Introdução ao turismo. São Paulo: Atlas,
2005.
LAGE, Beatriz Helena Gelas. Milone. Paulo César. Turismo: teoria e
prática. São Paulo: Atlas, 2000.
RUSCHMANN. Dóris Vande Meene. Turismo e planejamento sustentável: a
proteção do meio ambiente. São Paulo, Campinas: Papirus, 1997. -
(Coleção Turismo).
Jaciara Karolyne Bezerra da Costa
Acadêmica do 8° bloco de Turismo, da Universidade Estadual do Piauí
E-mail: jacikarolyne@hotmail.com
http://lattes.cnpq.br/2765420308512427
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