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O
artesanato
é
um
fator
relevante
para
o
turismo,
pois
quando
um
turista
visita
uma
localidade,
ele
não
só
tem
necessidades
como
alimentação,
hospedagem
e
transporte,
mas
também,
deseja
levar
consigo
uma
lembrança
do
local
visitado, a
qual
pode
ser
representada
pelo
artesanato.
De
acordo
com
o
Decreto
n. 83.290, 13 de
março
de 1979,
artesanato
é uma
atividade
complementada
ou
não
por
intermédio
de
ferramentas
ou
máquinas,
da transformação de matérias-primas
naturais
ou
recicladas, na
qual
o
produtor
exerce
sua
criatividade,
preserva
sua
identidade
cultural e
objetiva
atendimento ao
mercado
consumidor.
(DECRETO
83.290, 1979
apud
PARANÁ,
ARTE
NOSSA,
2008, S/P).
Já
o SEBRAE-AP (2005,
apud
CAVALCANTE, MARTINS E PEDROSO, 2007) menciona
que
o
artesanato
pode
ser
definido
como
a
execução
de
hábito
manual,
com
ou
sem
ajuda
de
ferramentas
e
mecanismos
caseiros,
que
as
pessoas
dão às
matérias
brutas,
sobras
e
lixo
de
consumo
industrial,
visando
produzir
peças
utilitárias, artísticas e recreativas,
com
ou
sem
fim
comercial.
Independentemente
das
definições
expostas
sobre
o
artesanato,
pode-se
entender
que
este
é uma
forma
de
valorizar
o
trabalho
de
quem
o confecciona, contribuindo
para
que
o
produtor
possa
mostrar
sua
criatividade.
É uma
atividade
essencialmente
manual
que
na
maioria
das
vezes
não
necessita da
contribuição
de
máquinas
industriais.
De
acordo
com
Horodyski e Ruschmann (2007), a valorização das
técnicas
de
produção
artesanal
é de
suma
importância
para
que
o
artesão
não
desista da
sua
tradição
para
ir
em
busca
de
outra,
de
maior
comercialização.
Ainda
nesse
contexto,
a
produção
artesanal
em
maior
escala
não
anula
seu
valor
como
patrimônio
cultural, sendo
que
o
artesanato
pode
ser
produzido
em
quantidades
maiores
sem
ser
descaracterizado.
O
SEBRAE/AP (2005, apud CAVALCANTE, MARTINS E PEDROSO, 2007)
explana que a produção artesanal é ao mesmo tempo uma atividade
econômica e uma manifestação ideológica e cultural de um amplo setor da
população. Do ponto de vista econômico, o artesanato está imerso na
crise agrícola de auto-subsistência, que obriga ao artesão diversificar
a sua fonte de renda com outras atividades. O artesanato na região rural
pode ser assim uma atividade para o complemento da renda familiar. Nas
zonas urbanas encontram-se dois tipos de artesãos: os de tempo completo,
que dependem exclusivamente da produção artesanal mais perto da imagem
do operário/empresário que da imagem típica do artesão que trabalha
somente com ferramentas manuais e elabora produtos rústicos com
materiais locais; o outro tipo de artesão urbano é aquele que não
depende da produção artesanal como forma de subsistência, tendo outras
formas de renda alternativa.
O
artesanato pode ser um atrativo tanto para a comunidade local quanto
para os turistas compondo assim uma forma de oferta turística, sendo
agregado a outras modalidades de oferta que estão presentes no turismo
cultural sem desligar-se da identidade local.
Em
um primeiro momento, para que a oferta turística possa ser melhor
compreendida, Bahl (2004) menciona a mesma como matéria-prima para
composição dos produtos turísticos, pois seus elementos associados sob
diversas formas podem conformar vários produtos que serão
comercializados a determinado preço, como o artesanato por exemplo.
Nesse sentido, Beni (2002) define a oferta turística como conjunto de
equipamentos, bens e serviços de hospedagem, alimentação, de recreação e
lazer, de caráter artístico, cultural, social dentre outros, capazes de
atrair públicos visitantes numa determinada região e período de tempo.
De
acordo com Renaux (1972 apud BENI 2002), a oferta constitui um
fator determinante de uma demanda turística, podendo essa relação ser
considerada como modelo de zona receptora e emissora. Dessa feita, a
oferta é constituída de elementos tangíveis e intangíveis e não somente
de um produto determinado.
Esses elementos tangíveis e intangíveis citados por Renaux (1972 apud
BENI 2002) são os que podem ser tocados como, por exemplo, um prato
típico, peças artesanais, roupas de danças típicas, dentre outros, e os
que não podem ser tocados como o saber-fazer dos pratos, danças,
artesanato, memórias de um povo e costumes. Esses bens tangíveis e
tangíveis são fatores componentes da oferta turística de uma determinada
localidade.
Para Beni (2002), existem dois tipos de oferta turística: a original ou
atrativos turísticos primários, e a agregada. O autor ainda explica que
os elementos turísticos primários de um país, são os bens livres e
particularmente, os concernentes ao patrimônio turístico, provenientes
da natureza ou dos legados histórico-culturais.
O
segundo grupo é chamado de oferta agregada, ou oferta turística
derivada, composta pelos transportes, alojamento, lazer e recreação,
pelos organizadores de viagens e pelas agências de viagens. Ela não pode
satisfazer a demanda, a não ser que haja combinação entre os diversos
fatores da oferta derivada e da oferta original. (BENI, 2002)
No
caso do trabalho em questão, tem-se o artesanato como parte integrante
da oferta turística original.
De
acordo com Santana (19--), o turista viaja com uma série de expectativas
sobre o destino e, dentre elas, pode-se identificar algumas de índole
cultural, como: tradições, gastronomia, artesanato, arte, arquitetura e
até mesmo os elementos da história, música, dentre outros. Tendo o
artesanato como uma dessas expectativas, o turista quando adquire esses
produtos artesanais, está levando consigo parte da cultura do local
visitado. Por isso, Santana (19--), afirma que pelas características
próprias da viagem, é necessário que o objeto adquirido seja de fácil
transporte e que se adapte às condições do comprador, ou seja, o
turista.
Por
esse motivo, as pessoas que produzem o artesanato devem estar atentas à
estes aspectos, uma vez que os turistas viajam com expectativas de
encontrar algo que lhes agradem e para que possam levar consigo uma
recordação do local visitado.
Referências Bibliográficas
BAHL, Miguel. Legados Étnicos e Oferta Turística. Curitiba:
Juruá, 2004.
BENI, Mário C. Análise Estrutural do Turismo. 7 ed. São Paulo:
Editora SENAC São Paulo, 2002.
CAVALCANTE, Nayara Sá.;MARTINS, Ieda Rodrigues F.; PEDROSO, Jonseliudo
de Souza; A cultura amapaense expressada através do artesanato.
Amapá, 2007.
HORODYSKI, Graziela S.; RUSCHMANN, Doris Van de M. Artesanato dos
Campos Gerais do Paraná. Revista eletrônica de turismo cultural,
n.01, 2007.
SANTANA, Agostín. ¿Nuevas hordas, viejas culturas?:La
antropologia y el turismo. (mimeo) 19--
Fonte eletrônica
PARANÁ. ARTE NOSSA. Disponível na internet.
http://www.artenossa.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=25
Acessado em 20/08/2008
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