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INTRODUÇÃO
O turismo tem se
apresentado como uma opção viável para aplicação de investimentos, tanto
que são realizados trabalhos públicos nas diferentes esferas, tais como
a criação de políticas de apoio ao desenvolvimento da atividade. Além
disso, os governos em nível municipal, estadual e federal apresentam
documentos para a implantação destas políticas de forma macro, não
deixando de dar ênfase aos programas e projetos, onde se concretizam as
ações dentro dos municípios.
A atuação governamental é
significativa, e está fazendo com que os municípios se mobilizem em prol
de conseguir sua parte dentro do cenário e também trabalhar o turismo e
desenvolvê-lo, para em contra partida usufruir de seus benefícios. É
algo inovador, que vem mudando a imagem da atividade no país, embora em
algumas regiões esta mudança se dê de forma menos ágil ou perceptível.
No entanto para a atividade
se desenvolver de forma correta sem acarretar danos ao espaço que ocupa,
precisa ser planejada de forma responsável, visando ao bem estar da
comunidade receptora e a proteção dos atrativos, minimizando os
impactos, em qualquer que seja a segmentação de turismo a ser
trabalhada.
Assim sendo, a avaliação e
hierarquização de atrativos turísticos, se apresentam enquanto meios
efetivos para melhor ordenar as ações de planejamento (tanto em nível
estratégico, como tático e operacional). Estes trabalhos tornam-se
imperativos para seguir com metodologias eficientes do planejamento.
Nesta temática, este
trabalho pretende apresentar uma comparação dos estudos realizados nos
municípios de Prudentópolis e Irati – PR, os quais tiveram como objetivo
o de avaliar e hierarquizar seus atrativos urbanos. Para tais trabalhos
aplicou-se nos dois municípios e metodologia de avaliação e
hierarquização de atrativos apresentada pela SETU – Secretaria de Estado
do Turismo do Paraná, por meio da qual foram avaliadas e colocadas em
ranking as atrações urbanas de cada município, possibilitando a
comparação das potencialidades que cada um apresenta.
O município de Irati
localiza-se na região centro-sul do Paraná, a 140 Km de Curitiba,
capital do Estado. Tem uma população estimada de 54.151 habitantes, que
apresenta características marcantes da colonização ocorrida por
imigrantes italianos, ucranianos e poloneses. A cidade faz limite com
Imbituva, Prudentópolis, Rio Azul, Rebouças, Fernandes Pinheiro e Inácio
Martins (IRATI, 2009).
O município de
Prudentópolis também localiza-se na região Centro-Sul do estado do
Paraná, próxima a grandes centros urbanos como Ponta Grossa e
Guarapuava, distante 207 quilômetros da capital Curitiba. A população
estimada é de 46323 habitantes, com fortes características herdadas da
cultura eslava, sendo predominante os ucranianos e poloneses. O
município faz limite com os municípios de Candido de Abreu, Ivaí, Inácio
Martins e Irati, Guamiranga e Imbituva, Guarapuava e Turvo (PRUDENTÓPOLIS,
2001, apud ANTONIO, 2006 pp. 9-11).
Os municípios
ora colocados como objetos de estudo fazem parte da Região Turística
Terra dos Pinheirais, tem características parecidas no que concerne a
cultura com predominância eslava, existência atrações naturais como
recantos e quedas d’água em ambos os territórios, sendo que
Prudentópolis é conhecido como a Terra das cachoeiras Gigantes, pela
quantidade de grandes quedas d’água existente, e tem nestas sua maior
potencialidade turística. Já em Irati existem também quedas d’água,
contudo em menor número, e são pouco exploradas. Quanto às atratividades
urbanas, são trabalhadas em ambos ou municípios, sendo que em
Prudentópolis o desenvolvimento é mais evidente. Ainda cabe salientar
que na área urbana dos dois municípios predominam as atrações das
tipologias arquitetura religiosa e arquitetura civil.
Desta forma, para mensurar
quais são as possibilidades dos atrativos urbanos dos municípios, este
estudo teve com base uma série de trabalhos para seu desenvolvimento
objetivo, os quais estão apontados na seção seguinte referente a
metodologia da pesquisa, que ora é apresentada.
METODOLOGIA
Para que o trabalho
ocorre-se de forma correta, ele foi dividido em duas etapas, com
metodologias diferentes, a saber:
Primeira etapa:
foi realizada pesquisa exploratória de dados, em fontes primárias e
secundárias, valendo-se para tanto de consulta documental,
bibliográfica, para obter informações tanto em caráter quantitativo
quanto qualitativo.
Os temas abordados foram:
planejamento turístico, atrativos e recursos turísticos, metodologias de
avaliação e hierarquização de atrativos turísticos.
Segunda etapa:
se caracterizou pelo levantamento de dados através de pesquisa de
laboratório e de campo composta pelas seguintes fases:
a) Caracterização dos
municípios objetos de estudo, com base em fontes primárias e
secundárias, tratando de aspectos sociais, demográficos e turísticos;
b) Levantamento dos
atrativos turísticos dos municípios, com base nos seus inventários
turísticos, para serem avaliados; e
c) Após identificadas as
atrações ocorreu a aplicação dos formulários de avaliação e
hierarquização da metodologia da SETU, a qual está descrita na seção a
seguir.
METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO
E HIERARQUIZAÇÃO DE ATRATIVOS TURÍSTICOS DA SECRETARIA DE ESTADO DO
TURISMO DO PARANÁ
Esta metodologia é
descrita no documento lançado pelo mesmo órgão em 2005, intitulado:
Orientação para gestão municipal de turismo. A mesma foi aplicada em
pesquisa nos Municípios de Irati e Prudentópolis, buscando avaliar e
ranquear os atrativos urbanos, para conhecer as possibilidades dos
mesmos e efetuar a comparação entre as atratividades urbanas apresentada
pelos dois municípios.
A matriz consiste na
avaliação dos seguintes fatores:
Acesso, peso 4:
este é avaliado com base no acesso mais utilizado pelo visitante para
chegar até o atrativo. O rodoviário é avaliado pela suas condições entre
bom 3 pontos, regular 2 e ruim 1 ponto. Se acaso houver a meio aéreo,
marítimo/fluvial ou ferroviário são atribuídos 3 pontos.
Transporte, peso 3:
é avaliado o transporte regular que leva o turista para o atrativo,
podendo este ser rodoviário, ferroviário, hidroviário e/ou aéreo, se
avalia o mais utilizado se caso existir mais de um tipo, atribuindo 3
pontos se for bom, 2 se for regular, 1 se for precário e nenhum ponto se
inexistir.
Equipamentos e serviços,
peso 3:
avaliam-se todos os equipamentos e serviços turísticos instalados no
atrativo, que contribuam para sua valoração e facilitem o uso e a
permanência dos visitantes no local. Para receber 3 pontos é necessária
existência de sinalização, monitor/guia local, local de alimentação,
serviços de limpeza, instalações sanitárias e integrar roteiros
turísticos comercializados; para receber 2 pontos deve ter sinalização,
serviços de limpeza, instalações sanitárias e monitor/guia local; para
receber 1 ponto sinalização e serviços de limpeza.
Valor intrínseco do
atrativo, peso 10:
é o valor do atrativo em si, é obtido através da avaliação das
características relevantes. Quanto a valoração poderá variar de 1 a 4
pontos, sendo 4 pontos muito interessante, 3 interessante, 2
interessante relativo e 1 ponto para pouco interesse. Existem critérios
de base para cada tipo de atrativo.
A partir da avaliação de
todos estes itens, chegará através de cálculos ao índice do atrativo, e
com base neste saberá qual é a hierarquia do atrativo.
Serão apresentados a seguir
os níveis de hierarquização aos quais foram enquadrados os atrativos
após sua avaliação:
Hierarquia IV: 3,26/4,00
– Atrativo turístico de excepcional valor e de grande significado no
mercado turístico internacional, capaz de por si só, motivar correntes
de visitantes, atuais ou potenciais, tanto nacionais como
internacionais;
Hierarquia III:
2,51/3,25
– Atrativo turístico muito importante, em nível nacional, capaz de
motivar uma corrente, atual ou potencial, de visitantes nacionais e
internacionais, por si só ou em conjunto com outros atrativos;
Hierarquia II: 1,76/2,50
– Atrativo com algum interesse, capaz de estimular correntes turísticas
regionais e locais, e de interessar visitantes nacionais e
internacionais que tiverem chegado por outras motivações turísticas;
Hierarquia I: 1,00/1,75
– Atrativo complementar a outro de maior interesse, capaz de motivar
correntes turísticas locais.
PLANEJAMENTO TURÍSTICO
No que diz respeito ao
planejamento turístico há variadas conceituações. Como sabe-se o turismo
é uma atividade eminentemente social, que envolve pessoas, e dispõe de
inúmeras variáveis que não são simples de serem medidas e manipuladas,
pela sua diversidade e pelas suas constantes mudanças. “Isso é uma
peculiaridade dentro das ciências humanas e sociais, nas quais as
definições não obedecem aos mesmos critérios de elaboração seguidos
pelas ciências exatas” (BARRETTO, 2005, p. 29). Sendo assim cada
pesquisador acaba colocando seu ponto de vista acerca do processo,
apontando muitas vezes as características principais do mesmo em suas
conceituações, como se poderá notar no decorrer desta seção.
Barretto (2005, p. 31)
dispõe que “O planejamento é um processo científico”, no caso, deve ter
por base dados do mesmo caráter, e que “Implica um certo grau de
previsão baseado no estudo dos fatores estruturais e conjunturais, não
devendo ser confundido com profecia, com especulação futurista ou como
promessa de palanque” (BARRETTO, 2005, p. 31), ou seja, o processo deve
ser conduzido de forma coerente, até a sua concretização, já que é
indispensável, e do qual viram ações com as quais se buscará efetivar
trabalhos para melhorar realmente uma localidade ou empresa.
Tendo apontado o que pode
se entender por planejamento cabe agora relacioná-lo ao turismo. Molina
(2005, p. 46), dita que o planejamento do turismo
[...] é um processo racional cujo objetivo maior consiste
em assegurar o crescimento e o desenvolvimento turístico. Este processo
implica vincular os aspectos relacionados com a oferta, a demanda e, em
suma, todos os subsistemas turísticos, em concordância com as
orientações dos demais setores de um país.
Para o autor, o uso
coerente do processo se configura como a forma de assegurar o
desenvolvimento da atividade, fazendo do mesmo um elo entre as partes
que compõe o mercado turístico, e deste uma forma de organizar o turismo
dentro dos variados setores de produção e serviços de um país, que iram
se fazer necessários para o mercado turístico se estabelecer. Ou seja, o
planejamento, além de nortear o desenvolvimento de determinado espaço,
pode ainda fomentar o envolvimento das partes que lhe são necessárias,
para sua gestão e fomento.
Já no que concerne às
linhas gerais que o processo deve seguir Cardozo (2007, s/p) aponta que:
Não existe uma receita a qual as localidades devem seguir
para auferirem o planejamento turístico de sucesso, pois cada uma está
inserida em um contexto distinto, e deverá receber tratamento
diferenciado também, contudo, o respeito pela comunidade e seu ambiente,
bem como as etapas técnicas e básicas do planejamento turístico devem
ser observados, com vistas à sustentabilidade do planejamento em si, e
que dele oriundem objetivos a longo prazo que possam garantir a
sustentabilidade do destino turístico.
Dessa forma, os
planejadores devem estar cientes e usarem do processo de acordo com a
realidade da localidade, onde se pretenda implementar ações para fomento
e desenvolvimento da atividade, pois cada espaço é distinto, e necessita
de trabalhos diferenciados que vão ao encontro de suas carências, no
que concerne ao desenvolvimento do turismo de forma sustentável, tendo
em vista a preservação dos recursos e das especificidades das
comunidades locais.
Sendo assim, conhecer as
atrações de uma localidade para o melhor andamento do processo de
planejamento torna-se indispensável, uma vez que são a principal matéria
prima do turismo, e meio evidente de identificação da possibilidade
turística local.
AVALIAÇÃO E
HIERARQUIZAÇÃO DO ATRATIVO TURÍSTICO
Após identificar os
atrativos existentes em uma localidade, faz-se necessário avaliá-los,
para estabelecer seus valores, e hierarquizá-los, para determinar a sua
importância turística dentro do contexto municipal, regional ou nacional
(PARANÁ, 2005).
A avaliação é relevante
para pode atribuir a importância do atrativo com relação a outros de
características similares, ou da mesma categoria. Mas para avaliar é
necessário reunir um conjunto de fatores que possibilitem sistematizar
as qualidades e as singularidades (valor intrínseco) de cada atrativo.
Ao passo que a hierarquização é o processo que permite ordenar os
atrativos turísticos identificados pelo processo de inventariação e
avaliados posteriormente.
A hierarquização auxilia
sobremaneira o processo de decisões dos planejadores do turismo, pois
coloca em
ranking
as atrações, determinando
qual delas merece atenção imediata ou em curto, médio e longo prazo;
recebe maior número de visitantes; está sendo subutilizada; entre outros
aspectos que interessam para a organização e planejamento do turismo
enquanto atividade econômica e mercadológica com preocupação social e
ambiental (PARANÁ, 2005).
O planejamento turístico,
pautado pela tomada de decisões, deve ser orientado por informações
robustas e de fonte de dados confiáveis. Assim sendo, a avaliação e
hierarquização de atrativos turísticos sinalizam para o planejamento da
atividade critérios balizadores de uso e divulgação de atrativos.
Contudo para que esta
fase do planejamento ocorra de forma correta, há necessidade de delinear
o que pode ser levado em conta enquanto atrativo, e o que não se
enquadra nesta classificação, no caso o que deve considerado como
recurso turístico.
No trade turístico
nota-se certo conflito quando do uso destes termos, talvez pela falta de
conhecimento por parte dos gestores envolvidos, sobre a abrangência de
cada terminologia, já que muitas vezes vemos estes sendo usados como se
fossem homogêneos, no entanto, ao efetuar uma busca sobre os estes na
bibliografia, eles diferem-se em suas conceituações.
Braga (2007, p. 79) que
coloca que “atrativo turístico é um elemento que efetivamente recebe
visitantes e tem estrutura para propiciar uma experiência turística”, já
os recursos turísticos para a autora (2007, p. 79), “são os elementos de
uma localidade que tem potencialidade para tornar-se atrativo turístico;
ou seja, constitui-se na matéria prima do turismo”. Sendo assim, pode-se
afirmar que para ser considerado atrativo o recurso deve dispor de
facilidades para receber os visitantes, no que concerne a equipamentos e
serviços, infra-estrutura básica entre outros, e ser buscado não somente
pela comunidade local, mas sim por demanda externa, quer seja esta
regional, estadual e/ou nacional.
No entanto ao fundir os
conceitos de recurso e atrativo, para chegar ao turismo, percebe-se que
não basta atrair, mas deve-se ter condições de uso turístico. Como
apontam Soares e Cardozo (2008, s/p) “não raro lugares sagrados que
atraem e despertam a curiosidade de visitantes, mas muitas vezes não são
passíveis de visitação, ou seja, não estão disponíveis para o turismo,
sendo assim, não podem ser encarados como recursos turísticos”. Dessa
forma pode-se afirmar que mais que atrair, os ícones de interesse
turístico devem ter possibilidade de uso, como já citado:
disponibilidade e aptidão.
RESULTADOS DA
AVALIAÇÃO DAS ATRAÇÕES TURÍSTICAS URBANAS DOS MUNICÍPIOS DE
PRUDENTÓPOLIS E IRATI
Nesta seção são
apresentados os resultados obtidos, na avaliação dos atrativos urbanos
dos municípios objetos de estudo, posteriormente se traça um paralelo
entre as duas avaliações, tendo em vista levantar questionamentos e
conclusões sobre a potencialidade urbana das localidades.
RESULTADOS OBTIDOS
Na área urbana de
Prudentópolis foram avaliados e hierarquizados nove atrativos, os
resultados são os seguintes:
Tabela 1 – Resultados da avaliação e hierarquização
dos atrativos urbanos de Prudentópolis
|
Atrativo |
Tipo |
Hierarquia |
|
Igreja São Josafat |
Arquitetura Religiosa |
3 |
|
Museu do Milênio |
Arquitetura Civil |
2 |
|
Col. e Seminário São
José |
Arquitetura Religiosa |
2 |
|
Igreja Matriz São João
Batista |
Arquitetura Religiosa |
2 |
|
Tipografia
Prudentópolis |
Arquitetura Civil |
2 |
|
Praça da Ucrânia |
Arquitetura Civil |
2 |
|
Santuário Nossa
Senhora Das Graças |
Arquitetura Religiosa
|
2 |
|
Séc. Mun. de Educação
e Cultura |
Arquitetura Civil |
2 |
|
Casa do Coronel Olek |
Arquitetura Civil |
1 |
Elaborada pelos autores.
Como nota-se na tabela
apresentada, dos nove atrativos avaliados, um conseguiu atingir a
hierarquia três, sete atingiram hierarquia dois, e um atingiu hierarquia
um. Todas as atrações tiveram na avaliação das facilidades uma pontuação
parecida, já que em sua maioria apresentaram acesso bom e número regular
de equipamentos a disposição dos visitantes.
O que fez com que
ficassem hierarquizadas desta forma foram as pontuações obtidas na
avaliação do valor intrínseco, ou seja, as qualidades que o atrativo
possui, que geram um poder maior de trazer visitantes.
Na área urbana de Irati
foram avaliados e hierarquizados dez atrativos, os resultados são os
seguintes:
Tabela 2 – Resultados da avaliação e hierarquização
dos atrativos urbanos de Irati
|
Atrativo |
Tipo |
Hierarquia |
|
Imagem de Nossa
Senhora das Graças |
Arquitetura Religiosa |
3 |
|
Igreja São Miguel |
Arquitetura Religiosa |
2 |
|
Igreja Imaculado Coração de Maria |
Arquitetura Religiosa |
2 |
|
Praça Madalena Anciutti |
Arquitetura Civil |
2 |
|
Praça da bandeira |
Arquitetura Civil |
1 |
|
Praça Etelvina Gomes |
Arquitetura Civil |
1 |
|
Praça Edgar Andrade
Gomes |
Arquitetura Civil |
1 |
|
Casa da Cultura |
Arquitetura Civil |
1 |
|
Igreja Nossa Senhora
da Luz |
Arquitetura Religiosa |
1 |
|
Parque Aquático e de
Exposições Santa Terezinha |
Natural Misto |
1 |
Elaborada pelos autores.
Como pode-se observar um
atrativo atingiu hierarquia três, três atingiram hierarquia dois e a
maioria sendo seis atrativos hierarquia um.
Como mensurado em
Prudentópolis, as atrações tiveram as pontuações perecidas referentes as
facilidades, tendo em vista a acessibilidade aos mesmos, que é boa,
assim como a existência regular de equipamentos para atendimento á
demanda. O que levou os atrativos a ficarem hierarquizados desta forma,
foi o valor intrínseco apresentado por cada atrativo.
PARALELO ENTRE OS
RESULTADOS OBTIDOS NA AVALIAÇÃO E HIERARQUIZAÇÃO DAS ATRAÇÕES URBANAS DE
IRATI E PRUDENTÓPOLIS
Tanto Prudentópolis
quanto Irati, têm como base os seus atrativos urbanos os de tipologia
arquitetura religiosa e arquitetura civil.
O principal diferencial
apresentado por Prudentópolis diz respeito a Igreja Matriz São Josafat,
como nota-se, esta ficou com hierarquia três, ou seja, é um atrativo
turístico muito importante, em nível nacional, capaz de motivar uma
corrente, atual ou potencial, de visitantes nacionais e internacionais,
por si só ou em conjunto com outros atrativos, tendo em vista sua
singularidade, que reflete em seu poder de atração.
A mesma situação ocorre
em Irati que tem na Imagem de Nossa Senhora da Graças a sua atração de
maior valor, com hierarquia três. Cabe salientar que esta é a maior
imagem da Santa existente no mundo, o que torna evidente a sua
singularidade.
Quanto aos atrativos com
hierarquia dois, ou seja, aqueles que apresentam algum interesse, capaz
de estimular correntes turísticas regionais e locais, e de interessar
visitantes nacionais e internacionais que tiverem chegado por outras
motivações turísticas, Prudentópolis apresenta certa vantagem, já que
tem sete atrações nesta hierarquia perante três existentes no município
de Irati. Fato que também deve ser relevado, pois são atrações
complementares que através de ações de fomento podem se tornar atrativos
de hierarquia três, mais representativos para a comunidade e para sua
demanda turística.
Já atrações com
hierarquia um, o espaço urbano de Prudentópolis apresenta uma atração,
enquanto Irati tem a maioria de seus atrativos nesta hierarquia
totalizando seis atrações. Estas que dizem respeito a um atrativo
complementar a outro de maior interesse, capaz de motivar correntes
turísticas locais, que por seu valor não houve como enquadrá-los em
hierarquia maior. No caso, pode-se dizer que estes espaços são aqueles
freqüentados mais assiduamente pela comunidade local. Mesmo assim, o
poder público deve delegar atenção a estes, tendo em vista que a
comunidade é importante no processo, pois é normalmente esta que começa
a criar a imagem de um recurso propriamente dito, tendo em vista no
futuro ele se tornar um atrativo, com sua consolidação quando motiva
também visitantes de outras localidades.
Desta feita, a partir das
pesquisas realizadas nos dois municípios, utilizando de metodologia
adequada para tal trabalho, pode-se afirmar que no que diz respeito as
atrações turísticas urbanas, Prudentópolis apresenta um maior potencial
para desenvolvimento, tendo em vista as hierarquias atingidas por seus
atrativos, se comparado aos resultados obtidos por Irati.
Como nota-se a maioria
dos atrativos de Prudentópolis (oito atrativos) atingiram hierarquia
dois, enquanto Irati a maioria de seus atrativos (seis atrativos)
atingiram hierarquia um, mais um fato que aponta para a maior
possibilidade apresentada por Prudentópolis.
Cabe salientar da
relevância deste estudo para os destinos ora avaliados, uma vez que
estes dados são relevantes, e deverão ser considerados no planejamento
destes importantes municípios que fazem parte da Região Turística Terra
dos Pinheirais.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O planejamento sinaliza
para o turismo enquanto elemento de base, como sendo aquele que
organiza, e faz com que o turismo se desenvolva tendo em vista a
realidade e todos os envolvidos, trabalhando de forma responsável,
baseando-se em fatos e dados confiáveis e concretos, sem os achismos e
com empirismo.
É com esta concepção que
a avaliação e hierarquização de atrativos se torna ferramenta
indispensável, aquela que orienta o processo, permitindo o conhecimento
dos espaços com aptidão para o turismo, buscando aferir a realidade
destes locais, para assim poder apontar para os objetivos que nortearão
seu desenvolvimento turístico, de forma organizada, preservando não só
as atrações, mas também as comunidades locais em suas especificidades.
Assim torna-se imperativo
os gestores de locais turísticos efetuar trabalhos desta tipologia,
tendo em vista o levantamento da potencialidade turística local, tanto
para os órgãos gestores assim como para a comunidade saber do que dispõe
em mãos para ser trabalhado.
De toda forma, neste
estudo buscou-se a partir da avaliação e hierarquização dos atrativos
urbanos de Prudentópolis e Irati, efetuar uma comparação entre as
atrações existentes nos espaços urbanos destes municípios, algo que foi
possível, onde se concluiu que Prudentópolis possui maior potencialidade
turística no que concerne aos seus atrativos, tendo em vista o poder de
atrair visitantes que os mesmos possuem, que são apresentados nos seus
valores intrínsecos, ou seja em suas variáveis qualitativas.
Apesar de
este trabalho apresentar como foco os atrativos urbanos, cabe salientar
que os municípios ora estudados apresentam diferentes situações quanto
ao seu desenvolvimento turístico tanto na parte urbana como na rural.
Irati tem
nos atrativos urbanos seu maior poder de atração, tendo em vista que na
parte rural, o que se apresenta em sua maioria são recursos como quedas
d’água, comunidades como a de Gonçalves Junior, onde existem algumas
igrejas e aspectos culturais relevantes, e de Pinho de Baixo, com suas
vinícolas e aspectos culturais e naturais que se sobressaem, recursos
estes passíveis de desenvolvimento, que a partir de ações de fomento
podem tornar-se atrativos.
Prudentópolis tem sua maior atratividade presente na parte rural, onde
as inúmeras quedas d’água, além de alguns cânions e recantos existentes,
são o carro chefe do município juntamente com os aspectos culturais
eslavos, preservados por seu povo, em sua maioria de etnia ucraniana e
polonesa. Mesmo assim, sabendo desta potencialidade da parte natural,
localizada em sua área rural, a parte urbana ainda é mais bem trabalhada
e desenvolvida que a apresentada por Irati.
Contudo cabe aos dois
municípios, refletir sobre suas atrações urbanas através dos resultados
apresentados neste trabalho, assim como por meio de estudos futuros
pensar sobre suas atrações e recursos naturais situados na área rural,
buscando melhorar fatores como acesso, transporte, e facilidades para os
turistas de maneira geral, buscando atendê-los da melhor forma possível,
uma vez que sem estes não há turismo, pois são o motivo desta atividade,
àqueles que a partir de inúmeras ações implementação, fomento, marketing
e publicidade e propaganda são incitados a viajar, e assim fortalecem a
imagem dos espaços buscados, tendo em vista a valorização a partir do
seu uso.
Tanto Irati como
Prudentópolis, estão em lugar privilegiado na região onde se inserem,
uma vez que são municípios representativos desta em nível de estado.
Cabe assim usar desta representatividade, enquanto um fator positivo
para o seu desenvolvimento turístico, e a partir de ações coerentes,
buscar se apresentar no cenário turístico do Estado, mesmo que de forma
limitada, mas apresentado suas qualidades.
REFERÊNCIAS
ANTONIO,
F. M. Turismo Rural na Agricultura Familiar: um
estudo de caso da localidade de Linha Esperança em Prudentópolis, Pr.
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Universidade Estadual do Centro Oeste. Irati, 2006.
BARRETTO, M. Planejamento
responsável do turismo. Campinas: Papirus, 2005.
BRAGA,
D. C. Planejamento turístico: teoria e prática. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2007.
CARDOZO, P. F. Planejamento
turístico municipal. Revista Virtual Partes (on-line):
São Paulo, 2007. Disponível em: <
http://www.partes.com.br>.
IRATI, Prefeitura Municipal.
Inventário Turístico Municipal. CD-ROM, 2009.
MOLINA,
S. Planejamento integral do turismo. Bauru: Edusc, 2005.
PARANÁ.
Secretaria de Estado do Turismo. Orientações para gestão do turismo
municipal. 2005.
SOARES,
J. G. CARDOZO, P. F. A avaliação e
hierarquização de atrativos turísticos como ferramenta para o
planejamento turístico.
Revista Virtual Partes (on-line): São Paulo, 2008.
Disponível em: <http://www.partes.com.br>.
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