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Considerando a cultura como um conjunto de idéias, conhecimentos e
técnicas de comportamentos e atitudes que caracterizam um grupo humano;
patrimônio e folclore pode-se a partir daí descrever o turismo cultural
uma vez que este pode contribuir para a
valorização do patrimônio cultural de um local, fortalecer a cultura de
um povo e também buscar, por meio de apresentações folclóricas, retratar
os costumes dos antepassados. Assim nota-se que o turismo cultural pode
ser uma atividade capaz de atrair visitantes para determinadas regiões.
Para que isso aconteça a localidade pode agir de forma a promover
eventos, rotas turísticas ou ainda apresentar um produto específico
daquela região, os quais devem ser produtos considerados para que
consigam atrair grupos interessados e principalmente que consigam sanar
suas expectativas sobre a região.
CULTURA E SUAS FORMAS DE TRANSMISSÃO
A cultura pode ser entendida como sendo o conjunto de manifestações
artísticas, sociais, lingüísticas e comportamentais de um povo. Fazem
parte da cultura, atividades e manifestações como música, teatro,
rituais religiosos, língua falada e escrita, mitos, hábitos alimentares,
danças, arquitetura, invenções, pensamentos e formas de organização
social. Segundo Santos (1983), a cultura está muito associada a estudo,
educação e formação escolar, mas ao falar de cultura pode-se também
associá-la às manifestações artísticas como dança e música e, além
disso, ela pode ser ainda analisada mediante os meios de comunicação
como rádio, cinema e televisão, ou ainda observadas nas festas de
carnaval e cerimônias tradicionais como casamento e batizados, além das
lendas e crenças de um povo, o modo de vestir, a comida e o idioma.
Já Gastal (2002, p.125) define cultura como “qualquer tipo de
manifestação que venha a atar, unir o convívio em sociedade.” É tudo o
que o indivíduo adquire a partir do momento em que passa a conviver na
presença e na relação com os outros. Uma vez que as diferentes formas de
manifestação cultural têm como principal objetivo a busca pelo
mantenimento da cultura.
Laraia (2007) atentando a uma outra visão de cultura aborda que existem
muitas formas de cultura e que ela pode ser vista de forma diferenciada.
Segundo o autor (2007, p.67) “homens de culturas diferentes usam lentes
diversas e, portanto, têm visões desencontradas das coisas.” O termo
“uso de lentes”, tratado pelo autor diz respeito às diferentes formas de
olhares relacionados a alguma coisa. Ainda para o autor a herança
cultural desenvolvida através de inúmeras gerações condiciona o grupo a
reagir de forma depreciativa com relação ao comportamento daqueles que
se colocam fora dos padrões aceitos pela maioria da comunidade, como é o
caso do homossexualismo. Para estas reflexões de Laraia (2007, p.68),
pode-se afirmar que o modo de ver o mundo, as apreciações de ordem moral
e valorativa, os diferentes comportamentos sociais e mesmo as posturas
corporais são assim produtos de uma herança cultural, ou seja, o
resultado da operação de uma determinada cultura.
Laraia (2007) também aborda a questão de que o indivíduo participa da
cultura de uma forma limitada. Para ele, nenhuma pessoa é capaz de
participar de todos os elementos de sua cultura, e isso pode ser visto
nas sociedades com alto grau de especialização, ou quanto à sexo e
idade. Como por exemplo, uma criança não pode ser considerada apta a
realizar atividades de adulto ou o caso de um idoso que já não é mais
capaz de desenvolver algumas tarefas.
Analisando as considerações feitas pelos autores com relação à cultura,
é importante definir um conceito norteador para este trabalho, sendo
assim entende-se baseado nos autores expostos que a cultura pode ser
entendida como tudo aquilo que um grupo adquire e passa às novas
gerações, e este processo pode acontecer por meio de manifestações como
a dança, a música, as vestimentas, os rituais, a língua, hábitos
alimentares, arquitetura entre outros. Cada indivíduo busca inserir-se
em um grupo com os quais ocorra identificação uma vez que se sabe que
estes grupos organizam-se de formas diferenciadas, o que ajuda na grande
diversidade cultural existente, e buscam manter hábitos e costumes
particulares.
E neste contexto de cultura, também se pode pensar que qualquer forma
representativa de cultura como dança, música, monumentos, vestimentas,
artesanato, gastronomia etc. pode ser compreendida pelo grupo ou
sociedade como um patrimônio cultural visto que por meio deste torna-se
uma forma de expor a cultura em questão assim como passa a ser o
propagador da mesma. O patrimônio cultural divide-se em tangível e
intangível, e considerando o tema proposto, ou seja os grupos,
tratar-se-á na seqüência do patrimônio cultural intangível ou imaterial.
3.2 - PATRIMÔNIO CULTURAL INTANGÍVEL OU IMATERIAL
Brante e Stolte (2004) colocam que a dança, a literatura, o teatro e a
música, assim como os hábitos e os usos das populações fazem parte do
patrimônio cultural. No entanto, o homem não produz somente obras de
arte, mas produz também ciência, sabedoria, máquinas, história,
vestuários, remédios e formas de relacionamento que são parte de sua
cultura.
Consisera-se também como patrimônio cultural, certas atividades
propriamente culturais tais como: visitas a museus, cidades históricas
ou roteiros temáticos. Além destes, destacam-se as cidades e as festas,
como o exemplo o grande número de turistas que visitam a cidade do Rio
de Janeiro por ocasião do carnaval, assim como Caruaru e Campina Grande
conhecidas por suas festas juninas. (FUNARI E PINSKI, 2003)
Cardozo (2006) menciona que os produtos culturais étnicos podem ser
variados como as obras arquitetônicas, festividades, idiomas, trajes
típicos, grupos artísticos de músicas e danças, gastronomia,
religiosidade, literatura, dentre outros que conseguem definir a cultura
de um povo e/ou demarcar suas fronteiras étnicas e culturais.
Neste sentido, Neves (2003, p.49) aborda o patrimônio como “o conjunto
de bens materiais e imateriais representativos da cultura de um grupo ou
de uma sociedade.”
Dentro deste contexto, tratar-se-á do patrimônio imaterial que segundo a
UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e
Cultura, 2008) concretizam-se por meio das manifestações culturais como
a dança, o folclore, as comidas típicas, o artesanato, línguas, gestos,
festas, tradições orais entre outros. Além de compreender as expressões
de vida e tradições que a comunidade, grupos e indivíduos em todas as
partes do mundo recebem de seus ancestrais e passam a seus descendentes.
(UNESCO, 2008)
Pode-se considerar que toda bagagem cultural que uma pessoa adquire
passa a ser considerada um patrimônio para ela. Este patrimônio cultural
pode ser tanto material como imaterial. O patrimônio imaterial é visto
por meio das manifestações como as danças, as músicas, o folclore, assim
como os hábitos de uma comunidade. Portanto, o patrimônio cultural
imaterial faz parte da cultura de uma sociedade, o qual deve ser
preservado. E é por meio deste patrimônio, que a cultura de cada grupo
se intensifica e agrega a estes um sentimento de pertença, o que
fortalece cada vez mais sua identidade.
Sendo assim, uma vez que tratado sobre o patrimônio cultural intangível
toma-se como exemplo o folclore, pois por meio de suas danças e músicas,
um grupo expõe suas tradições e costumes, objetivando cada vez mais
fortalecer sua cultura. Também ele pode ser considerado um intermediador
sobre o passado e o presente mostrando os costumes e tradições de
antepassados.
MANIFESTAÇÕES FOLCLÓRICAS POR MEIO DE DANÇAS E MÚSICAS
Segundo Vale (1978, p.3) “o vocábulo folclore compõe-se de duas palavras
folk = povo e lore = ciência, que significa ciência do
povo.” Para ele “folclore é uma manifestação espontânea da alma popular
nas letras e artes em geral”.
O I Congresso Brasileiro de Folclore, realizado no Rio de Janeiro em
1951(apud ALMEIDA 1971, p.21) conceitua o estudo do folclore
como:
parte
integrante das ciências antropológicas e culturais, condena o
preconceito de só considerar folclórico o fato espiritual e aconselha o
estudo da vida popular em toda a sua plenitude, quer no aspecto
material, quer no aspecto espiritual.
Para o mesmo Congresso o folclore é constituído,
pela
maneira de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição
popular e pela imitação, e que não sejam diretamente influenciadas pelos
círculos eruditos e instituições que se dedicam ou a renovação e
conservação do patrimônio científico e artístico.
Logo, percebe-se que o folclore busca retratar os costumes deixados
pelos antepassados, e isso pode ser visto e valorizado por meio do
comportamento do povo através das danças, músicas, arquitetura,
artesanatos, entre outros.
Considerado de grande expressão cultural, o folclore busca histórias e
rituais que permitem um contato direto do grupo com as manifestações de
identidade além de que consegue impressionar o turista. Neste âmbito,
inserem-se os eventos culturais como fator de movimentação turística que
procura promover maior contato dos cidadãos aos bens e serviços da
cultura.
Dias (2003) considera que todas as definições de folclore remontam à
idéia de uma representação do passado, tornando-se uma forma de mostrar
o que os antepassados faziam, trajavam, dançavam e cantavam. Para ele,
os grupos folclóricos podem ser considerados como veículos de
determinada cultura popular, pois traduzem a cultura vivida pelos
ancestrais e busca aliar os costumes destes antepassados e fazer a
correlação com o presente, procurando por meio destas manifestações,
fazer com que os descendentes valorizem cada vez mais a cultura
adquirida.
Sendo assim, dentro do contexto de folclore, encontram-se várias formas
de manifestações artísticas e culturais. Uma delas pode ser identificada
com os grupos folclóricos, que buscam nas danças, músicas, teatro e
apresentações, traduzir a herança social que define a identidade
cultural de cada povo.
Os grupos folclóricos conseguem buscar por meio da dança e músicas
transmitir ao público os costumes vividos por um povo em um tempo
passado. Estas manifestações possuem letras e coreografias como, por
exemplo, os grupos que apresentam também o frevo e o xaxado,
características de grupos folclóricos brasileiros. Se destacam os grupos
de danças italianas, ucranianas, polonesas etc. Os grupos de músicas
folclóricas também estão presentes em quase todas as manifestações
populares.
Nota-se que as manifestações culturais, considerando a importância do
folclore mediante as danças, as músicas, os mitos e tradições, conseguem
aproximar o indivíduo da sua cultura, além de fazer com que outros
adquiram e propaguem maiores conhecimentos da cultura de outros povos.
Assim, percebe-se que o folclore pode ser demonstrado por meio de danças
e música, bem como as estórias, lendas e mitos que buscam retratar o
cotidiano dos antepassados, os monumentos históricos, museus, cidades
históricas e arquitetura. Estes podem ser considerados instrumentos que
induzem a aproximação do indivíduo com a sua cultura além de que também
pode ser um ícone de atração de visitantes para determinada localidade.
Para isso, abordar-se-á o tema oferta turística, buscando mostrar que é
também por meio de atrativos e infra-estrutura que se desenvolve uma
região. Neste sentido também se busca mostrar as manifestações
folclóricas dentro desta oferta e verificar se a comunidade está apta a
receber este contingente de visitantes.
CULTURA E FOLCLORE COMO OFERTA TURÍSTICA
Tratar do tema oferta turística neste trabalho é relevante, pois, parece
impossível pensar na atividade turística se não houver preparo da
destinação para receber os turistas. E para que não haja maiores
contratempos com o desenvolvimento do turismo em determinado local, seja
ele de cunho natural ou cultural, deve-se dar atenção a este tema, uma
vez que a satisfação do turista vem de encontro com o conjunto dos
atrativos turísticos, dos equipamentos e serviços e da infra-estrutura
de apoio turístico que o local visitado dispõe.
Assim, Montejano (2001, p.11) “considera que a oferta turística se
baseia em alguns recursos e infra-estruturas para atrair e prestar os
correspondentes serviços aos turistas.” Para ele, os recursos que se
tornam elementos de atração e motivação são os de caráter geográfico,
histórico-monumentais e culturais. Já os serviços de infra-estrutura
dizem respeito aos elementos físicos que compõem o mercado para atender
às necessidades dos turistas, e isto diz respeito às vias de
comunicação, meios de hospedagens, restaurantes, transportes e
instalações recreativas. Além disso, é possível considerar que a oferta
turística também se baseia em preços que fazem com que os produtos
possam competir no mercado, garantindo a demanda, a rentabilidade e
trazendo benefícios para a destinação.
Beni (2002, p. 159) considera a oferta turística como,
o
conjunto de equipamentos, bens e serviços de alojamento, de alimentação,
de recreação e lazer, de caráter artístico, cultural, social ou de
outros tipos, capaz de atrair e assentar numa determinada região,
durante um período determinado de tempo, um público visitante.
Para tal, pode-se concordar com Beni (2002) de que a oferta turística é
um dos elementos que constituem a matéria prima da atividade turística,
e que também é a soma dos bens e serviços vendidos aos turistas. Ela
agrega serviços que valorizam a destinação e, além disso, busca
satisfazer os turistas por meio de elementos disponíveis no mercado.
Muitas destinações, dentro de sua oferta turística conseguem atrair
visitantes, mas em contrapartida carecem de hospedagem, alimentação e
transporte para satisfazer a necessidade deste turistas. Para isso
têm-se o exemplo de Prudentópolis município que possui atrativos
naturais e culturais, mas que necessita de infra-estrutura para acolher
um grande público por um determinado de tempo. Mesmo assim, este fato
não deve ser rejeitado, pois é sabido que o município consegue acolher
grupos pequenos ou visitantes, o que não desvaloriza o seu cenário
turístico e contribui para o crescente desenvolvimento da atividade
turística. A partir disso, a comunidade percebe-se a necessidade de
estar preparada para atender este público.
Também Bahl (2004) vem mostrar que a diversidade de atrativos que uma
localidade possui pode compor produtos diferenciados. Assim também Beni
(2002) menciona que para um grupo ser atrativo de oferta ele vem compor
roteiros, promover eventos ou ser produto característico do local.
Bahl (2004, p.37) ensina que os atrativos “são recursos que podem ser
utilizados como elemento diferenciador, que vai desde a amostragem de
materiais característicos que se salientam nas edificações, o artesanato
e as diversas manifestações artísticas até o modo de vida da
população”. O autor define atrativo como tudo o que atenta a
curiosidade dos turistas.
Mas é importante salientar também que os atrativos por si só não se
sustentam, para isso é necessário agregar a eles outros atrativos e
combiná-los com facilidades que permitam a permanência e o acesso, e
possibilitem o deslocamento do visitante, caso este que ao cabe ao
exemplo apontado anteriormente para o município de Prudentópolis, o qual
apresenta características de apenas receber visitantes. Sobre esta
informação tratar-se-á com maior detalhamento no capítulo cinco.
Sendo assim, os atrativos devem ser elementos diferenciadores de uma
destinação, os quais motivem o turista a deslocar até eles. Estes
atrativos podem ser elementos naturais e culturais. Em se tratando de
atrativos culturais têm-se como exemplo obras de artes, monumentos
arquitetônicos, cidades antigas, gastronomia, artesanato, dança e
música, entre outros. Esses atrativos são fontes indutoras de
desenvolvimento turístico, pois conseguem promover a diferenciação da
oferta turística de alguns municípios, e com este processo de decorrente
visitação, ocasiona a valorização da cultura local e do patrimônio
cultural nela existente.
TURISMO CULTURAL
Barretto (2000) compreende o turismo cultural como todas as formas de
turismo que não tenham como principal atrativo o meio natural, mas sim,
algum aspecto relacionado à cultura humana. Pode ser tanto relacionado à
história, artesanato ou cotidiano, além de outros aspectos que a cultura
trata.
A relação cultura e turismo segundo Betti e Igreja (2007, p. 4) “[...]
está baseada na existência de pessoas motivadas a conhecer culturas
diversas.” De acordo com Meneses (apud BETTI E IGREJA
2007, p.4), “é inerente ao homem a busca por conhecer as
diferenças culturais, compreender os seus significados, visitar outros
lugares para compreendê-los em sua espacialização histórica e cultural
própria”.
Como coloca Gastal (2002, p.121) “para o turismo a cultura não é apenas
um pressuposto teórico”, a autora vai encarar a cultura como um insumo
para o turismo, quando reflete que “se a cultura incorpora a noção
aglutinadora da vida em sociedade, ela explica porque, sob este prisma,
ela pode ser considerada um dos principais insumos ao fazer turístico” (GASTAL,
2002, p. 125). A cultura gera manifestações concretas, as quais
valorizam tanto as manifestações da arquitetura histórica e as
folclóricas, sendo que um roteiro que incluir visitas a museus ou
ruínas, receberá o título de turismo cultural, assim como também aqueles
roteiros que incluem visitas ao Rio de Janeiro em época de carnaval, ou
aqueles com visita ao nordeste em época de festas juninas.
Assim como menciona Agostín Santana (19--), o indivíduo que viaja
a um determinado destino leva consigo uma série de expectativas, e
muitas vezes acaba se identificando com as culturas existentes nos
locais tais como: a gastronomia, o artesanato, a arte, a arquitetura, os
elementos materiais da história, as celebrações festivas, a música e a
dança.
A comunidade receptora pode apresentar várias atividades culturais ao
turista, dentro destas incluem-se as manifestações artísticas como o
folclore. Assim, a busca e o interesse dos turistas por estes tipos de
atividades fazem com que estas manifestações tenham um (re)surgimento
tanto na comunidade local como também nos turistas. Dar-se-á então a
devida importância do turismo em determinadas localidades, pois isso
ajudará a beneficiar não somente ao turista como também à comunidade na
busca pela recuperação da bagagem cultural ou o aprendizado de uma nova
cultura.
Entende-se, portanto que a partir do incremento turístico as comunidades
passarão a valorizar a sua própria cultura, organizando-se em grupos,
cooperativas, associações e escolinhas para apresentações aos turistas,
e isso provocará nos visitantes e nos próprios moradores um sentido de
orgulho em conhecer ou pertencer a estas culturas que são trazidas por
meio dos espetáculos, festivais, danças tradicionais, músicas,
cerimônias e bailes. Mediante isso, os órgãos e autoridades também se
sentem determinados a fomentar e apoiar o desenvolvimento deste
segmento, que conseqüentemente trará vantagens tanto econômicas como
sociais para o desenvolvimento de uma localidade. (KADT 198-).
Quando se pensa em turismo cultural é comum relacioná-lo a grandes
museus, no entanto a música e a dança também devem ser valorizadas, pois
normalmente estas manifestações buscam retratar as atividades que eram
realizadas pelos mais velhos. O artesanato é outro componente do produto
turístico cultural que merece destaque, assim como a gastronomia que
torna-se essencial para o bom desenvolvimento de qualquer localidade,
ainda mais quando se trata de turismo cultural. Com isso o turista, que
se desloca para um país, cidade ou município aprimora seus conhecimentos
não apenas no que se torna visível, mas também tem a oportunidade de
buscar desde o princípio como são feitos os produtos, como é o exemplo
do artesanato.
É possível, portanto, verificar que o turismo cultural tem-se destacado
pela curiosidade dos turistas em conhecer novas culturas, e isso pode
ser verificado por meio do artesanato, música, dança, gastronomia e das
manifestações folclóricas. Muitas destinações buscam por meio da dança
expor ao turista a cultura ucraniana trazida pelos imigrantes, e uma vez
que isso acontece a cultura daqueles grupos e daquela comunidade se
fortalece, ao passo que a comunidade prima pelo mantenimento das
tradições, assim como busca transmitir às novas gerações a riqueza da
cultura ucraniana. O turismo cultural surge como um fator de aproximação
entre culturas (do visitante para o visitado), sendo que o turismo se
vale dela como atrativo de uma localidade, fazendo com que a destinação
valorize a cultura existente, mesmo que seja para o turismo. Portanto,
se as pessoas viajam com a motivação de realizar esta atividade
conseqüentemente estarão realizando além do lazer, aquisição de
experiências e vivências que são fatores relevantes para o acréscimo da
bagagem cultural de cada um.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Por meio deste trabalho, buscou-se mostrar que a cultura pode ser
transmitida também mediante os grupos folclóricos sejam eles de dança ou
músicas. Existem muitas formas de manifestações culturais, e isso pode
ser visto através do comportamento de tais grupos assim como o seu modo
de vestir, alimentar, falar, seus hábitos, costumes, além das danças e
músicas. Assim também a pesquisa buscou mostrar a importância do turismo
cultural como fator indutor de valorização da cultura de um grupo,
comunidade ou região.
Contudo, para considerar os grupos folclóricos como
integrantes atrativos da oferta turística de uma localidade é necessário
que estes estejam disponíveis aos visitantes, mesmo sob agendamento,
seja por meio da organização de eventos; roteiros; ou apresentações
regulares.
Do contrário, caso os grupos de uma localidade não se
apresentam na cidade regularmente, estes podem ser considerados
patrimônios da mesma, mas não oferta turística.
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