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RESUMO
O Parque Ambiental Encontro dos Rios possui uma beleza
natural simples, mas bastante peculiar. Sua criação aconteceu em 1996,
pelo então prefeito Francisco Gerardo e desde então é uma referência
quando se trata de pontos turísticos na cidade de Teresina. Este
trabalho tem como objetivo principal destacar os principais elementos
que compõem o citado parque, destacando seus pontos negativos e
positivos, suas características e sugestões de melhorias para o futuro,
sempre focando na sustentabilidade do mesmo.
Palavras-chaves: Meio Ambiente; Sustentabilidade; Turismo
ABSTRACT
O Encontro dos Rios
Environmental Park has a simple beauty, but peculiar.
Its creation was in 1996 by then-Mayor Francisco Gerardo and has since
become a reference when it comes to sights in the city of Teresina. This
work has as main objective to highlight the main elements that compose
the park, pointing out its negative and positive points, their
characteristics and suggestions for improvements for the future, always
focusing on the sustainability of it.
Keywords: Environment;
Sustainability; Tourism
INTRODUÇÃO
Localizado no Poti Velho, no lado esquerdo da foz do Rio
Poti ao desaguar no Rio Parnaíba, o Parque Encontro dos Rios possui um
centro de recepção ao turista, espaço para exposição e comercialização
de produtos artesanais, monumento ao Cabeça-de-Cuia, algumas palhoças,
dois mirantes, um restaurante flutuante, trilhas, áreas para pesca,
esportes aquáticos e toda beleza natural da região. O aspecto natural da
região, contemplado na sua beleza maior pelo encontro dos rios Parnaíba
e Poti, é a causa do crescimento de uma procura maior das pessoas pelos
ambientes naturais.
A utilização de ambientes naturais se tornou algo comum
quando se trata da atividade turística. Segundo Sancho, 2001 apud
Dias, 2007, p. 18:
“a busca de alternativas ao turismo tradicional tem
levado à exploração de lugares novos, em muitos casos, com ecossistemas
frágeis que correm o risco de uma rápida e irreversível degradação
(...). Como um paradoxo, essa mudança de interesse pode voltar-se contra
os espaços com um elevado valor ecológico.”
A importância de se preservar a área é essencial na sua
sustentação. Como o parque é extremamente visitado pela população, sejam
moradores da cidade ou turistas, a sua preservação deve ser ressaltada
como um ponto muito importante. O objetivo deste trabalho é justamente
descrever o parque através do olhar de acadêmicos do curso de
Bacharelado em Turismo e do curso de Licenciatura em Geografia,
utilizando conceitos aprendidos ao longo das disciplinas de Meio
Ambiente. Essa descrição começou com uma visita ao Encontro dos Rios,
onde pudemos observar e tentamos colher dados durante este procedimento.
Segundo Dencker (1998):
“Fazer pesquisa é observar a realidade. Todos nós
constantemente observamos para obter informações sobre o mundo. Muitos
dados de que o pesquisador necessita podem ser obtidos pela observação
direta das situações adequadas. A grande vantagem das técnicas de
observação é o fato de permitirem o registro do comportamento no
instante em que este ocorre.”
O local recebe um grande número de estudantes e
visitantes, que são turistas de várias partes do mundo, como Itália,
Alemanha, França, Japão e Estados Unidos. Na hora do almoço acontece o
maior movimento no Encontro Dos Rios, justamente pelo cardápio servido,
composto por comidas típicas e delicias do Estado do Piauí. A arte
também é contemplada com a venda de artesanato nos quiosques que
funcionam no local.
O Parque adquire um significado maior, pois não é apenas
mais outra atração turística, mas também se dispõe para estudos e
atividades ambientais educativas. A educação ambiental representa um
papel importantíssimo no resgate da valorização da natureza, pois é uma
forma de ação que promove a busca pela sustentabilidade, termo que será
discutido posteriormente.
MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE: PRINCIPAIS CONCEITOS
LIGADOS AO TURISMO
O turismo sustentável é aquele que atende as necessidades
dos turistas, que satisfaz o visitante e a comunidade local, e ao mesmo
tempo se preocupa com a preservação do local explorado e o seu
melhoramento para o futuro. Paralelo ao crescimento da consciência
ambiental, o turismo se desenvolveu de forma rápida com a intensiva
utilização dos recursos naturais e sem uma preocupação com a preservação
desses atrativos que formavam a base de apoio da atividade.
Com o aprofundamento sobre os estudos do meio e ambiente
e do turismo, a partir de década de 80 o crescimento do movimento
ambientalista começou a influenciar o setor turístico e as viagens que
antes eram movidas pelo tradicional “sol e praia”, começaram a buscar
novas alternativas. Em uma declaração conjunta sobre Turismo e Meio
Ambiente da OMT (Organização Mundial do Turismo) e da Pnuma, em 1982, a
associação entre as duas expressou a convicção de que o desenvolvimento
das atividades de férias e tempo livre e uma saudável gestão do meio
ambiente são dois elementos essenciais e interdependentes de um rico
processo de desenvolvimento, do qual, em últimos termos, deve
beneficiar-se o próprio homem. E a única forma de turismo aceitável é a
que melhora, protege e salvaguarda o meio ambiente. Na declaração
afirmam ainda que a satisfação das exigências para o desenvolvimento do
turismo não pode ser prejudicial aos interesses sociais e econômicos da
população, do meio ambiente e, sobretudo dos recursos naturais que são a
atração fundamental do turismo.
O termo sustentabilidade tem permitido uma aglutinação em
torno do desenvolvimento do turismo e seus efeitos ambientais,
socioculturais e econômicos. Para um destino turístico ser sustentável é
preciso de esforços entre os vários atores do processo: comunidade
local, turistas, governantes, empresários, operadores e etc, que
buscarão integrar os recursos naturais e culturais num processo de
planejamento que firme um desenvolvimento gradativo e permanente,
diferente do tradicional que sacrifica o futuro e apenas privilegia
ganhos econômicos e financeiros imediatos, associado e tecnologia
prejudicial ao meio ambiente.
Com base no que foi falado sobre sustentabilidade e nos
esforços de preservação nas áreas naturais, a seguir, faremos uma
discussão sobre o Parque Encontro dos Rios e o seu enquadramento no
conceito de área de proteção ambiental.
O PARQUE AMBIENTAL ENCONTRO DOS RIOS COMO ÁREA DE
PROTEÇÃO AMBIENTAL
O Parque Encontro dos Rios configura as suas
características como uma unidade de uso sustentável, ou seja, ele tem
como objetivo compatibilizar a conservação da natureza com o uso
sustentável de parcela de seus recursos naturais.
Dentro do grupo de unidades de uso sustentável, ele se
caracteriza como Área de Proteção Ambiental e está acompanhado por
outros tipos que são:
- Área de Proteção Ambiental (caso do parque citado no
presente estudo);
- Área de relevante Interesse Ecológico;
- Floresta Nacional;
- Reserva Extrativista;
- Reserva de Fauna;
- Reserva de Desenvolvimento Sustentável;
- Reserva Particular do Patrimônio Natural.
Esses tipos de unidades de conservação oferecem uma vasta
diversidade ecológica e uma boa perspectiva para o desenvolvimento do
turismo no Brasil. Cada uma possui atrativos únicos que poderão atrair
apreciadores da natureza pelos próximos anos, desde que possuam
condições de acomodação e atendimento adequadas às necessidades deste
público.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este trabalho se configura como um estudo introdutório
sobre o Parque Encontro dos Rios e da sua importância para a sociedade
piauiense. Procuramos evidenciar alguns trechos sobre a sua criação e um
breve relato das suas características, associando a sustentabilidade e a
sua importância, e também a sua configuração como unidade de uso
sustentável.
Nas visitações pudemos analisas diversos pontos positivos
e negativos, que serão retratados agora:
Pontos positivos: Boa estrutura de uma maneira geral, boa
arborização, ambiente limpo e área de lazer agradável.
Pontos Negativos: Má divulgação do local, falta de
sinalização, falta de segurança, falta de incentivos públicos, má
estrutura na recepção, ausência de pessoas falando outros idiomas,
inexistência de profissionais de turismo, falta de acostamento, grande
necessidade de mais linhas de transporte público e má iluminação pela
noite.
O Parque possui grande potencial para a prática do
turismo sustentável, incluindo a população na sua conservação e
promovendo retorno econômico a esta, ao mesmo tempo em que educa e
satisfaz a busca pela contemplação e fuga da tensão urbana para os
visitantes. Todas estas potencialidades não podem ser desperdiçadas
devido aos problemas que o parque enfrenta e que são totalmente capazes
de serem resolvidos com o apoio do poder público e da população, que
deve valorizar este bem tão precioso para o turismo e o meio ambiente.
Referências:
Dencker, Ada de Freitas Maneti. Pesquisa em turismo:
planejamento, métodos e técnicas / Ada de Freitas Manet Dencker. -
São Paulo: Futura, 1998.
Dias, Reinaldo. Turismo Sustentável e Meio Ambiente
/ Reinaldo Dias - 1. ed. - 3. reimpr. - São Paulo : Atlas, 2007.
P922p. PERFIL DE TERESINA: Econômico, Social, Físico e
Demográfico. Raimundo Leôncio Ferrar Fortes, coord. Teresina:
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo – SEMDEC.
2010.
Ruschmann, Doris van de Meene. Turismo e planejamento
sustentável: A proteção do meio ambiente / Doris van de Meene
Ruschmann. – Campinas, SP : Papirus, 1997. – (Coleção Turismo).
* Estudante do 7º período do
Curso de Bacharelado em Turismo, pela Universidade Estadual do Piauí –
UESPI, e 2º período do Curso de Ciências Sociais, pela Universidade
Federal do Piauí – UFPI.
**Estudante do 7º
período do Curso de Licenciatura em Geografia, pela Universidade
Estadual do Piauí - UESPI, e 5º período do Curso de Bacharelado em
Arqueologia e Conservação de Arte Rupestre, pela Universidade Federal do
Piauí – UFPI.
*** Graduada em
Turismo, pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, Especialista em
Planejamento e Gestão Organizacional, pela Universidade de Pernambuco -
UPE; Planejamento e Gestão de Eventos Turismo e Hotelaria, pela
Faculdade das Atividades Empresariais de Teresina - FAETE, e Mestranda
em Turismo, pela Universidade de Brasília – UNB.
**** Graduada em
Turismo, pela Faculdade Piauiense – FAP; Especialista em Turismo com
Ênfase em Projetos Turísticos, pela Universidade Gama Filho – UGM; e
Mestranda em Desenvolvimento e Meio Ambiente, pela Universidade Federal
do Piauí – UFPI.
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