spacer

 

ISSN 1678-8419         última atualização em: segunda-feira, 04 de agosto de 2008 22:57:48                                               

 
  Principal
 Agenda
 Artes e Artesanato
 Colunistas
 Cultura
 Crônicas
 Econotas
 Editorial
 Educação
 Em Questão
 Em Rhede
 Entrevistas
 Humor
 Política e Cidadania
 Reportagens
 Mirim
 Notícias
 Outras edições
 Poesia e Contos
 Reflexão
 Expediente
 Sócio Ambiental
 Terceira Idade
 Terceiro Setor
 Turismo
   Participe
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
   Especiais
 Igrejas
 Meio Ambiente
 SP 450 anos
 Memória Sindical
 Assédio Moral
 Vitrine do Giba
 Nosso Dáimon
 O Grito do Ipiranga
 Mirim
 Feiras e Mercados
 Em RHede
 Econotas
 Ambientais
 Agenda
.
Leia na Revista Partes
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TURISMO
A forma de pensar do governo brasileiro com relação ao Turismo    

Roberta Celestino Ferreira

publicado em 04/08/2008

 

            A forma de pensar do governo brasileiro durante vários anos foi errônea e não fez incentivos suficientes ao turismo, pois se acreditava na máxima que pelas belezas naturais e culturais do país, este seria o destino preferido pelos turistas ao redor do mundo. 

            O Turismo é considerado como uma das maiores fontes de renda do mundo. Sem dúvida essa indústria promove milhões de empregos diretos e para muitas indústrias de serviço indiretamente.

            A partir de 1994, com o governo de Fernando Henrique Cardoso, começou-se a pensar no turismo como um setor estratégico e capaz de gerar renda e novos empregos. 

            Através de parcerias com os estados, municípios e setor privado foi implementada a Política Nacional de Turismo e a criação do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo.

            O governo implantou o programa “Avança Brasil” que continha 24 programas nacionais para o setor de turismo com investimentos de US$ 650 milhões e possibilidade da criação de cerca de 500 mil novos empregos. 

            No período do primeiro mandato de Fernando Henrique, houve um faturamento direto e indireto de muitos bilhões de dólares, gerando milhares de novos empregos. Com o aumento de turistas estrangeiros em 1998 fez as cidades turísticas e os pequenos municípios beneficiados pelo programa obterem um crescimento econômico grande gerando um aumento de bilhões de dólares na arrecadação de impostos diretos e indiretos.

            O transporte aéreo também demonstrou crescimento, e a capacitação de recursos humanos também foi um dos destaques da Embratur.

            O governo se preocupou em promover o turismo brasileiro em outros países através de catálogos e informação nas agências de viagem. Inclusive a promoção de turismo nos países integrantes do Mercosul, por serem superiores aos nossos e por suas posições geográficas, favorecendo o incremento de turismo para o Brasil.

            No segundo governo de FHC, deu-se continuidade as políticas públicas iniciadas em seu primeiro pleito, amadurecendo as idéias e corrigindo os erros.

            No governo de Lula, as coisas já estavam encaminhadas, tudo estava muito fácil para o novo governo, pois estratégias já estavam consolidadas, o turismo no Brasil já não era mais o mesmo, muita coisa estava sendo feita, só era preciso dar continuidade.

            Criar um ministério específico para o turismo acredito que não tenha sido algo muito vantajoso, pois as políticas públicas relativas ao turismo devem ser aplicadas em infra-estrutura, e isso se reflete em estrada, saúde, educação, assistência social, esportes, cultura... Mais um órgão público para os brasileiros patrocinarem obrigatóriamente.

            Mas criaram o ministério e o mesmo é fato consumado, então deveriam dar prioridade a um ministro (a) que entende de turismo e não para amadores, pois amadores não sabem pegar o fio da meada, atrasam o andamento natural do planejamento estratégico.

            O primeiro plano nacional de turismo veio com varias alternativas para se promover o turismo no Brasil, mas muito ambicioso, não primou pelo território e sim por discursos políticos que davam a entender algo muito astucioso.

            Acredito que muitos docentes não sabem explicar de fato a política publica do plano nacional de turismo, mas isso é algo a parte.  O que se tem de propósito no momento é discutir a participação do governo no desenvolvimento do turismo no Brasil.

            Como empreendedor, o governo Lula se mostrou bastante compromissado, pela primeira vez financiamentos turísticos aconteceram com mais facilidade e com grande ênfase.

            A Revista Veja de Maio de 2007, trás como um de seus temas: Turismo no Brasil ainda é coisa de amador. Desde 2002, os gastos anuais de turistas estrangeiros no Brasil cresceram 116%. O governo comemora o resultado, mas um estudo encomendado pelo Ministério do Turismo à Unicamp concluiu que a atividade ainda é amadora no país. O trabalho considerou a taxa de crescimento anual do setor e a sua participação no PIB de diversos países. A partir desses dados, classificou-se em quatro graus de competitividade. O Brasil está no pior grupo.

            1º - Países em que o turismo cresce acima da média mundial e o setor é muito relevante para a economia: México, Espanha e Grécia.

            2º - Países em que o turismo cresce acima da média, mas é pouco relevante para a economia: Chile, China e Índia.

            3º - Paises em que o turismo, por ser forte demais, não acompanha mais o ritmo de crescimento mundial: França, EUA E Suíça.

            4º – Países em que o turismo cresce abaixo da média mundial e é pouco relevante para a economia: Brasil, Argentina e Indonésia.

            Mas o governo brasileiro precisa se preocupar mais com o turismo receptivo, a política de turismo deve ser vista como investimento no campo da saúde, educação, cultura e no social, deve estruturar regionalmente a Embratur, implantar disciplinas extracurriculares de turismo e educação, controlar a abertura dos cursos de graduação e pos graduação, legalizar e regulamentar a profissão do turismólogo.

            Muita coisa mudou no Brasil nos últimos 12 anos com relação ao turismo, mas muito ainda se deve ser feito, Investimentos devem ser feitos na infra-estrutura, e como o turismo é um fato econômico e social, ao fazer investimentos na área o governo não só favorecerá a economia do país, mas melhorar o nível de vida do brasileiro aumentando o número de empregos e diminuindo a desigualdade social. 

 

* Graduada em Bacharelado em Turismo pela Faculdade Piauiense - FAP, pós-graduanda em Projetos Turísticos pela Universidade Gama Filho. 

 
  

spacer
::sobre o autor::
Roberta Celestino Ferreira é graduada em Bacharelado em Turismo pela Faculdade Piauiense - FAP, pós-graduanda em Projetos Turísticos pela Universidade Gama Filho. 
 
::contato com o autor::

Fale com o autor clicando aqui.

 
::::


 
   ::participe::
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
 
 

::outros artigos::
 

 

 

::apoiadores::






© copyright Revista P@rtes 2000-2008
Editor: Gilberto da Silva (Mtb 16.278)
São Paulo - Brasil
spacer