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[...] o cativo é sempre bem cuidado
e posto à engorda antes de ser vendido. A aplicação do óleo de palma em
todo o corpo esconde certas doenças de pele, sobretudo dá-lhe brilho,
sinal de vigor físico. As vezes, dentes e gengivas são escovados com
raízes adstringentes, que dão à boca um aspecto bem saudável.
A simples comparação
de fatos históricos não é um procedimento pedagógico recomendável, pois
as circunstâncias as quais os momentos foram produzidos são diferentes e
distintos, portanto, essas possíveis digressões que aparecem, devem
servir muito mais a atributos caricatos do que verdades científicas.
Mas, porém e, entretanto não devemos esquecer que a racionalidade humana
é deverás criativa e permite essas comparações de compreensão literárias
satíricas, que são produtos da expressão da materialidade histórica das
relações sociais.
Nosso intuito é
tentar entender o turismo brasileiro naquilo em que ele tem de mais
frágil; ser instrumento de uso político pelo Estado e por políticos.
E não estar colocado como elemento efetivo nos Planos Nacionais de
Políticas Públicas. O turismo desde sua existência na realidade nacional
foi uma atividade ligada à elite com raras exceções no período do
governo de Getúlio Vargas.
Comparar as Casas de
Engorda, espaço em que os negros eram alimentados para engordar e
serem vendidos a um preço mais alto.
Com as estruturas federais que respondem pelo turismo nacional, não tem
nada de absurdo, mas sim, muita verdade aproximativa, que deve ser de
conhecimento de todos os cidadãos.
As Casas de Engorda em
sua maioria possuíam uma estrutura para o descanso, engorda
batizado e venda de escravos. Os órgãos Federais de turismo por sua vez
têm funcionado como local de
transito em que uma parte dos funcionários é oriunda de interesses
escusos, pois desconhecem suas atividades profissionais e/ou são
resultados de apadrinhamentos políticos, ocupando cargos de primeiro e
segundo escalão a espera de outras oportunidades.
Ao mesmo tempo em que o
escravo africano tinha o mercado da Rua do Volongo para esperar, e
alguns casos se recuperar da longa viagem até chegar ao Brasil, para
posteriormente ser vendido a algum fazendeiro. O apadrinhado dos órgãos
de turismo espera por outras oportunidades políticas para poder
desenvolver seus féis serviços a nação como fizeram:
1.
Walfrido dos Mares Guia, que foi presidente do Ministério de
Turismo de 2003 a 2006, em que lhe pesa;
FONTE: www.congressoemfoco.com.br
Turismo à margem
da lei
Walfrido contrariou LDO e Tesouro ao liberar
mais de R$ 24 milhões para entidades privadas sem fins lucrativos,
igrejas e sindicatos rurais
Lúcio
Lambranho e
Eduardo
Militão
Enaltecido pelo presidente Lula ao assumir o Ministério das Relações
Institucionais por sua capacidade de agradar a parlamentares de todos os
partidos, o ex-ministro do Turismo Walfrido dos Mares Guia (PTB-MG)
transferiu, supostamente de forma irregular, mais de R$ 24 milhões a
entidades privadas sem fins lucrativos, igrejas e sindicatos rurais
entre 2003 e 2006.
Os 52
convênios firmados pelo Ministério do Turismo nesse período serviram,
principalmente, para a construção e a ampliação de sedes e obras físicas
das entidades, o que é proibido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Desde
2006 a
LDO proíbe a liberação de recursos para que qualquer tipo de ONG
construa ou amplie suas dependências, exceto quando se tratar de obra de
adequação necessária para instalação de equipamentos comprados pelo
mesmo convênio, o que não ocorreu em nenhum desses casos. As LDOs de
2003 a
2005 permitiam apenas a ampliação dos prédios.
A
proibição está baseada no princípio de que a parceria entre a União, as
ONGs e as chamadas Oscips (Organizações da Sociedade Civil de Interesse
Público) deve ficar restrita a ações de interesse mútuo e não pode se
destinar a aumentar o patrimônio privado dessas entidades (entenda
o que diz a LDO).
Do
total de 13 sindicatos rurais beneficiados, 12 são de Minas Gerais, base
eleitoral do ministro e de seus principais correligionários do PTB
mineiro. Além disso, segundo a Lei 9.790/99, que criou esse tipo de
entidade, sindicatos e igrejas incluídos na lista de liberações de
Walfrido não podem ser considerados Oscips.
Fonte: Agência Estado, 22/11
O ministro de
Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, articulador político
do governo, já tomou a decisão de deixar o cargo, informaram hoje fontes
do Palácio do Planalto.
A carta do ministro
comunicando sua decisão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva será
entregue no final do dia, segundo as mesmas fontes.
Mares Guia está ainda
elaborando a carta, em reunião com assessores, no Palácio do Planalto. A
decisão dele de renunciar ao cargo se deve à inclusão de seu nome na
lista de denunciados pelo procurador-geral da República, Antonio
Fernando de Souza, por suposto envolvimento no chamado "mensalão
tucano", em Minas Gerais. Mares
Guia é filiado ao PTB
2.
Eduardo Sanovics foi presidente da EMBRATUR e responde as
seguintes dúvidas a Controladoria-Geral da União:
FONTE: www.ucho.info
Turma do
contra
Depois de levar uma séria de bolas pretas do Itamaraty e todo o seu
staff, os Escritórios Brasileiros de Turismo, cuja instalação foi vetada
pela diplomacia brasileira, serão transferidos para o Banco do Brasil,
ficando sob a responsabilidade do departamento de promoção comercial no
exterior. O remendo operacional servirá para manter em pé o projeto do
presidente da
Embratur,
Eduardo
Sanovicz, que, de acordo com os mais próximos, não gosta de
ser contrariado. E mais: mesmo tendo garantido que não está por trás da
degola da jornalista Rita Maria Pereira, uma das mais respeitadas
profissionais na área do turismo, sua demissão do Brasília Visitors &
Convention Bureau é uma questão de honra, além de estar elegantemente
impedida de atuar em qualquer órgão da imprensa especializada
em turismo. Ou
seja, não é apenas
Sanovicz que não pode ser contrariado.
CGU vê alternativas para os escritórios da Embratur no exterior
A Controladoria - Geral da União (CGU)
confirma que a auditoria feita na Embratur constatou irregularidades e
impropriedades, dentre elas aquelas relacionadas com a forma escolhida
para montar os escritórios da empresa no exterior, que foram feitas sem
licitação e o pessoal foi selecionado sem concurso. Embora compreenda as
dificuldades enfrentadas pela empresa para montar a estrutura necessária
observando as exigências legais, que são mesmo rigorosas, o
sub-controlador-geral da União, Jorge Hage, insiste em que a Embratur
precisa, urgentemente, enquadrar-se no figurino legal, conforme foi
recomendado pela CGU no relatório de auditoria apresentado no final de
agosto.
Para Jorge Hage, existem várias
alternativas todas elas legais, que podem ser escolhidas pela empresa e
pelo Ministério do Turismo, e é claro que a empresa levará em conta
também para essa escolha o critério da economicidade e eficiência.
Ressalte-se que, segundo a Embratur, o modelo atual vem rendendo bons
resultados do ponto de vista econômico para o País. Ocorre que se
tratando da Administração Pública, o critério da economicidade não pode
ser o único, eis que a Constituição Federal impõe, em primeiro lugar, a
observância da legalidade. Como alternativas, o sub-controlador aponta,
em primeiro lugar, a utilização da estrutura das embaixadas brasileiras
no exterior, por meio de uma articulação com o Ministério das Relações
Exteriores. Uma segunda alternativa seria a criação oficial desses
escritórios no exterior na própria estrutura regimental da Embratur, o
que exigiria a criação de cargos de chefia e direção. A terceira seria a
forma de convênio com entidades privadas do setor, semelhante ao modelo
adotado hoje, porém com uma grande diferença: a celebração do convênio
ou contrato teria que ser precedida de licitação internacional; além
disso, deveriam ser observados critérios impessoais e transparentes para
a seleção das pessoas para a fixação de sua remuneração. Por último,
Hage aponta, ainda, um outro formato que seria a contratação direta de
empresas privadas no exterior, também mediante licitação, pagando-lhes
por serviços prestados, mas aí sem qualquer interferência na indicação
das pessoas, nem nos níveis de remuneração, porque se pagaria pelo
produto, observa Jorge Hage.
O sub-controlador afirmou que a CGU
aguarda as providências da Embratur, que deverá se posicionar não apenas
quanto à reformulação do modelo adotado para os escritórios, como,
também, sobre as demais providências recomendadas no relatório da
auditoria, inclusive com a instauração de sindicâncias para a apuração
de responsabilidades, nos casos ali apontados.
Assessoria de Imprensa da Controladoria-Geral da União
3.
O ex-diretor da EMBRATUR, senhor Emerson Palmieri, tem muito a
explicar:
A Polícia Federal iniciou nesta terça-feira
operações de busca e apreensão no escritório do ex-tesoureiro do PTB e
ex-diretor da Embratur Emerson Palmieri. Ele teria ajudado o deputado
Roberto Jefferson (PTB-RJ) a guardar os R$ 4 milhões que o deputado diz
terem sido doados ao PTB pelo PT durante as eleições municipais de 2004.
Até o momento, Jefferson não informou o que fez com a suposta doação, da
qual não há registro oficial.
A busca também será realizada em três endereços de Roberto Garcia
Salmerón, ex-presidente da Eletronorte. Os dois investigados eram
apadrinhados de Jefferson e ocupavam cargos estratégicos no governo
federal.
A operação foi pedida pelo Ministério Público
Federal.
Época
Online, com informações de O Globo
4.
Cláudio Gontijo
lobista da construtora Mendes Junior intermediou a multiplicação dos
recursos financeiros para pagar pensão alimentícia à jornalista Mônica
Veloso a pedido do presidente do Congresso Nacional. Foi diretor de
Marketing da EMBRATUR em 1992 na gestão de Ronaldo do Monte Rosa.
5.
Emerson
Palmieri, o homem do dinheiro no
PTB, é antigo freqüentador de histórias heterodoxas sobre finanças
eleitorais. Paranaense, Palmieri
ganhou notoriedade em julho de 2002, quando seu nome apareceu no
escândalo do caixa dois da campanha do atual prefeito de Curitiba, o
pefelista Cassio Taniguchi. Na época, o jornal Folha de S.Paulo
descobriu que, na contabilidade paralela da campanha, Palmieri
surgia como beneficiário de 560.000
reais. Nesse período, Palmieri
era um dos coordenadores da campanha presidencial de Ciro Gomes. Acabou
perdendo o cargo. Foi substituído por Walfrido dos Mares Guia. Os três
personagens voltaram a se encontrar sob o governo de Lula. Ciro Gomes
virou ministro da Integração Nacional. Mares Guia é ministro do Turismo.
Palmieri ganhou o posto de
diretor de administração e finanças da Embratur, estatal subordinada a
Mares Guia. FONTE: VEJA Edição 1872 . 22 de setembro de 2004
6.
Zuanazzi
quer ser presidente da Embratur
Certo de que será obrigado a renunciar à presidência da Agência Nacional
de Aviação Civil (Anac), o petista Milton
Zuanazzi começou um lobby
intenso junto ao governo para ganhar outro cargo de destaque. Nos
bastidores, Zuanazzi tem
trabalhado para ser indicado para a presidência do Instituto Brasileiro
de Turismo (Embratur), noticia o diário Tribuna da Imprensa.
Para reivindicar o cargo, Zuanazzi
argumenta com seus colegas de partido que tem vasta experiência no
setor. Durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, antes de assumir a diretoria geral da Anac, o petista foi
secretário nacional de políticas do turismo.
Ligado à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff,
Zuanazzi tem afirmado
publicamente que não irá renunciar ao cargo. Correligionários do petista
garantem, no entanto, que esse comportamento não passa de estratégia
para se cacifar e ser indicado para um novo cargo no governo.
A decisão de tirar Zuanazzi
da Anac já está tomada. Ele será, porém, o último a deixar a Agência.
Antes, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, vai nomear os dois novos
diretores nas vagas abertas com a renúncia de Denise Abreu e Jorge
Veloso. Depois serão substituídos dois outros diretores - Leur Lomanto e
Joseph Barat. Por último, sairá
Zuanazzi.
Fonte: gabeira.com
Todos esses personagens
passaram pela EMBRATUR ou Ministério de Turismo, na verdade usou do
turismo como instrumento político para atender a acordos de base de
sustentação política do Estado e satisfazer os desejos de apadrinhados
políticos
Por isso, a EMBRATUR e o Ministério
de turismo, possui uma fragilidade de essencialidade no entendimento
desse fenômeno no que concerne a mudar o enfoque hegemônico da Política
Nacional de Turismo, de receptivo para turismo interno. O leitor se
tiver paciência pode ler os Planos Nacionais de Turismo de 2003 a 2007 e
2007 a 2003, verificará que a mudança de um para outro, é superficial,
pois o enfoque continua para o turismo receptivo.
Infelizmente, os órgãos federais
que atuam no turismo são desrespeitados no que se refere ao seu quadro
funcional, pois uma parte é reservada para conchavos políticos, que
acabaram internalizando grupos que mantêm e disputam o comando dentro da
EMBRATUR e do Ministério. E que ainda são comandados de fora para
dentro.
Cara ministra Marta Suplicy,
sabendo de sua atuação política ética e a forma assertiva em administrar
o “bem publico”, aconselho a estar atenta aos “amigos da onça”
instalados nas estruturas de sua área de atuação. Não se deixe levar
pelo marketing do ministério e atue mais livremente naquilo que traduz
sua sensibilidades pelas classes populares.
Bacharel
em Turismo pelo Centro Universitário Ibero-Americano de São
Paulo (Unibero) e bacharel
em
Ciências Sociais
pela PUC/SP. Mestre em Educação: História e Filosofia da
Educação pela PUC/SP. Professor-convidado na Faculdad de
Filosofia e Letras da Universidad Nacional de Heredia (UNA),
em
San José
da Costa Rica. Professor concursado pela Universidade Estadual
de Maringá. Autor do livro “Ontologia do turismo: estudo de suas
causas primeiras” EDUSC, Universidade de Caxias do Sul. E-mail
joaofilho@onda.com.br
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