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Não sei por que! Mas quando estava
pensando na Política Nacional de Turismo, visualizei um banquete, onde a
prática gastronômica explicitava inexistir a plena felicidade sem o
pecado, que pode ser o da gula em razão da comida e do dinheiro pela
existência das emendas parlamentares. O Ministério do Turismo seria
madame Babette em seu banquete articulado por um maquiamento marqueteiro,
buscando contrapor a noção do pecado com a idéia da felicidade.
O uso da estrutura administrativa e
política do aparelho de Estado no extremo limite, entre o legal e o
imoral levam a situações questionadas pela Controladoria Geral da União
– CGU, que investiga o desvio de recursos destinados a municípios por
meio de emendas parlamentares para patrocinar, eventos, feiras e
exposições. Segundo dados publicados pela imprensa foram cerca de 1.500
atividades envolvidas ao turismo que receberam um total de 250 milhões
de reais.
Esse dinheiro arrecadado por meio de
emendas parlamentares, em que políticos estão fazendo a verdadeira festa
com o dinheiro público, associados à ONGs segundo o Blog do Noblat em
matéria veiculada em 19/04/2010 - Fraude com recurso para festas repete
“sanguessuga”:
Entre as 50 ONGs que mais
receberam dinheiro do Turismo para organizar festas entre 2007 e 2009, a
Folha identificou que 26 têm relação direta com políticos e partidos. As
entidades receberam R$ 53 milhões no período.
O Ministério do turismo foi criado em 2003
tendo como ministro o político Walfrido Mares Guia,
que soube preparar a estrutura ministerial para conseguir a colaboração
de deputados e senadores para gastarem suas emendas parlamentares em
atividades supostamente turísticas, segundo a CGU podendo haver desvio
de dinheiro que esta sendo investigado. Como também requereu a quebra de
sigilos bancário e fiscal de agentes públicos e dirigentes do Ministerio
de Turismo.
Na verdade o CGU
suspeita que prefeitos e ONGs e parlamentares tenham utilizado de notas
fiscais frias para sustificar o evento, ou que essas atividades tenham
sofrido superfaturamento. Uma coisa é certa existe, algum esquema
facilitador para que o Ministerio seja objeto de uma quantidade elevada
de emendas parlamentares, associado a prefeituras para o recebimento de
verbas para o turismo.
Esse processo já
denunciado pela emprensa, de ser investigado, e para apimentar ainda
mais esse fato pedimos ao CGU que investigue:
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No periodo que o
ministro Walfrido Mares Guia esteve a frente do Ministerio de turismo,
verificar como foi a distribuição de verbas por Estado, parece que
teriamos grandes supresas;
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Analisar cada evento que recebeu verba e
sua ligação com parentes de politicos;
Como podemos ter uma Política Nacional de
Turismo, voltada para o turismo interno, se os aportes financeiros são
direcionados segundo decisões políticas e politiqueiras?
Por isso, nunca se contratou tanto show de
duplas sertanejas de artistas conhecidos e desconhecidos; nunca se deu
tanta verba para a construção de portais turísticos que nada significam
e não leva a lugar nenhum; rodeios sem qualquer valor cultural e
econômico inventados por filhos de políticos.
Será que esses parlamentares e o
Ministério de turismo assistiram ao filme: A festa de Babette?
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