ISSN 1678-8419         última atualização em: sábado, 14 de junho de 2008 00:57:44                                               

 
  Principal
 Agenda
 Artes e Artesanato
 Colunistas
 Humor
 Cultura
 Econotas
 Editorial
 Educação
 Em Questão
 Em Rhede
 Política e Cidadania
 Entrevistas
 Reportagens
 Mirim
 Notícias
 Outras edições
 Poesia e Crônicas
 Reflexão
 Expediente
 Sócio Ambiental
 Terceira Idade
 Terceiro Setor
 Turismo
   Participe
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
   Especiais
 Igrejas
 Meio Ambiente
 SP 450 anos
 Assédio Moral
.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TURISMO

Negar as pressões do Estado é defender o neopositivismo

João dos Santos Filho

publicado em 14/06/2008

   

    

Antes de expressar nossa opinião sobre a ANAC devo registrar que acredito na integridade moral e política da Ministra Dilma Rousseff, por seu passado, e presente de lutas em prol do retorno da democracia e justiça social. Acrescento ainda, que administrar e dar encaminhamento às ações do governo Lula, não deve ser nada fácil, pois, queiramos ou não, a postura da atual administração está voltada para as classes menos favorecidas, em que interesses econômicos e políticos das grandes corporações estão sendo objeto de questionamentos.

            Salientamos por último, que por ser petista e crítico inconteste da Política Nacional de Turismo, por ser equivocada, preconceituosa, parcial, privatizante, medíocre e de ter tornado o Ministério do Turismo e a EMBRATUR instrumentos para acordos políticos e passagem de pessoas na busca por melhores cargos. Com a preocupação de preservar a “imagem ufanista” mesmo que a realidade aponte para outra direção, de um turismo cada vez mais elitizado e de apartheid. Com a destruição da orla marítima, manguezais, vegetação nativa e impactos culturais junto aos moradores ribeirinhos, tudo isso, com o apoio da lógica do Capital que dá “legalidade” para a criação de Resort´s e condomínios fechados e privativos para estrangeiros.

             Diante dos fatos narrados anteriormente, devo dizer que assisti por nove horas o depoimento da ex-diretora da ANAC Denise Abreu, não a conheço pessoalmente, mas me impressionou sua capacidade assertiva de responder as questões dos senhores senadores. Com um discurso de linguagem clara, e o uso gramatical correto, a diretora foi impecável, manteve a calma e se tornou enérgica quando precisou sem perder a linha de raciocínio argumentativa.

            Para o governo as provas documentais não apareceram, e não poderiam aparecer, pois nenhum administrador, de qualquer escalão da administração pública seria tão infantil em produzi-las, a não ser o ex-presidente Jânio da Silva Quadros, com seus famosos bilhetinhos. Para a chamada oposição que, quer, sim tirar “caldo de uma laranja seca” o depoimento de Denise Abreu foi bombástico, revelador e fantástico, nem uma coisa e nem outra. O que na verdade sobrou para a oposição foi se agarrar ao pressuposto do pensamento neopositivista da neutralidade, isto é, condenar “as determinações de existência” como se, os homens, a sociabilidade e a história da humanidade não fossem compostos de “formas moventes e movidas da própria matéria”, (filósofo húngaro George Luckács), ou seja, a neutralidade não existe, mesmo que a mesma seja garantida legalmente. O que existe na verdade é um entendimento filosófico por parte da oposição de encurtamento intelectual.

            Nesse sentido devo esclarecer que, parabenizamos a ex-diretora da ANAC, por ter confirmado as pressões que recebeu da máquina administrativa do governo e dos advogados representantes da Gol. E repudiamos a fala neopositivista do senhor Nilton Zuanazi que negou que a ANAC sofreu pressão.

            Entendo que pensar a estrutura societária sem as inter-relações é entender a realidade composta por um objeto morto, como o faz a oposição e Zuanazi.  

 

 
  

spacer
::sobre o autor::

JOÃO DOS SANTOS FILHO é Bacharel em Turismo, pelo Centro Universitário Ibero-Americano de São Paulo (Unibero) e Bacharel em Ciências Sociais, pela PUC/SP. Mestre em Educação: História e Filosofia da Educação, pela PUC/SP. Professor-convidado na Faculdad de Filosofia e Letras da Universidad Nacional de Heredia (UNA), em San José da Costa Rica. Professor concursado pela Universidade Estadual de Maringá. Autor do livro “Ontologia do turismo: estudo de suas causas primeiras” EDUSC, Universidade de Caxias do Sul.  E-mail  joaofilho@onda.com.br .  .Av. Guedner n. 948, casa 3, Conj. Residencial Delta Ville I, Maringá - Paraná CEP 87050-390.

::contato com o autor::

Fale com o autor clicando aqui.

 
::anuncie::

Saiba como anunciar no site clicando aqui.

 
   ::participe::
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
 

::outros textos::

O Telefone e a Política Nacional de Turismo
João dos Santos Filho
publicado em 16/02/2008

Ministério do Turismo e Embratur: uma viagem de exclusão ao Turismo doméstico
João dos Santos Filho
publicado em 23/01/2008

Turismo brasileiro e a Casa de Engorda
João dos Santos Filho
publicado em 04/12/2007

Ufanismo, sandice e galhofa são atributos das políticas públicas de turismo no Brasil
João dos Santos Filho
publicado em 03/11/2007

Pavor, terror e assassinato no acúmulo de capital
João dos Santos Filho
publicado em 23/07/2007

Diretrizes para uma Política de Turismo Popular
Por João dos Santos Filho
publicado em 11/05/2007

Maris Guia sai errando e Marta entra acertando
Por João dos Santos Filho
publicado em 31/03/2007 

O fetiche da "Política Nacional de Turismo": o paraíso perdido da classe trabalhadora
O elo perdido do turismo brasileiro
Por João dos Santos Filho
publicado em 15/02/2007

::apoiadores::






© copyright Revista P@rtes 2000-2008
Editor: Gilberto da Silva (Mtb 16.278)
São Paulo - Brasil