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A indústria
do turismo vai passar pelos próximos anos por rápidas transformações causadas
pela alteração do clima no planeta. Isso vai fazer com que as empresas e os
próprios turistas busquem novas opções e se adaptem ao um novo modelo de viajar.
Clima,
hábitos e culturas vão mudar radicalmente, fazendo com que o turismo, a forma de
viajar e conhecer, também mudem.
Como
atividade econômica o turismo também vai sentir as conseqüências do aumento de
temperatura. A atividade turística depende em grande parte do meio ambiente.
Lugares antes considerados pólos turísticos já estão perdendo sua principais
características de atrativo.
Um belo
exemplo é a estação de esqui boliviana de Chacaltaya, considerada a mais alta do
mundo a 5,2 mil metro de altitude. As geleiras que circundam o local estão
derretendo em uma velocidade incrível, inviabilizando a prática do esporte.
Dentro de alguns poucos anos a pista deve desaparecer. Este também é o caso de
inúmeras outras estações de esqui na Europa que cessarão suas atividades com
o
desaparecimento das pequenas geleiras dos Alpes até 2050.
Os
relatórios da ONU sobre mudanças climáticas nos mostram uma realidade sombria.
"O relatório adverte que se nada for feito para conter o atual ritmo de
aquecimento global, as geleiras dos Andes tropicais desaparecerão em 15 anos.
Nem a mais alta cadeia de montanhas da Terra escapará: o Himalaia pode perder um
quinto de suas geleiras até 2030".
Neve
derretendo, mar subindo e praias desaparecendo. Esta é a realidade dos países
insulares do Pacífico. A elevação do nível do mar pode erodir praias, recifes de
corais e manguezais. Isso pode reduzir em 80% o turismo, a principal fonte de
renda da maioria dos países ilhas como o Taiti. A diminuição da chuva pode
acabar com as reservas de água potável desta ilhas inviabilizando ainda mais a
prática do turismo.
Muitos
outros points turísticos serão atingindo por causa da alteração nos
ecossistemas. A Grande Barreira de Corais da Austrália e os recifes de corais de
Abrolhos, uma das únicas reservas marinhas intactas do país, estão ameaçadas
pelo aumento da temperatura nos oceanos e pela elevação da acidez da água, que
também afeta
às espécies
que formam as conchas e crustáceos como camarões e lagostas. Deverá haver
extinção de muitas outras espécies, prejudicando o turismo submarino, de
observação, pesca esportiva, náutico e até gastronômico.
E que tal
férias no Caribe? Os turistas deverão ser alertados pelas operadoras para o
aumento da freqüência de furacões no Caribe. As alterações na temperatura do
oceano deverão multiplicar a potência dos furacões e estes fenômenos serão mais
destrutivos exatamente lá.
É evidente
que as empresas de turismo buscarão novas opções e formas de se adaptarem. Porém
precisam adotar medidas urgentes para vencerem os paradigmas que ainda as
prendem ao modelo econômico convencional. A implantação de medidas para
diminuírem os impactos ambientais e a aplicação correta do modelo de ecoturismo,
são essenciais para resolverem ou minimizarem grande parte dos problemas de
nossa época, satisfazendo as necessidades humanas de desenvolvimento e, ao mesmo
tempo, protegendo o meio ambiente |