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ISSN 1678-8419         última atualização em: quinta-feira, 04 de novembro de 2010 19:40:27                                               

 
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TURISMO

Turismo, ecoturismo e sustentabilidade

Rosimery Martins de Lima[1] Paloma da Silva Marques[2]  Francysco Renato Antunes Lopes[3]Filipe Ribeiro Cardoso Porto[4]

publicado em 02/11/2010


 

RESUMO

O presente trabalho propõe que o desenvolvimento sustentável pode ser alcançado através do ecoturismo, pois este se mostra de suma importância no processo cultural, econômico, social e principalmente na preservação do meio ambiente nas comunidades.

Desse modo, o ecoturismo torna-se uma alternativa para a obtenção do desenvolvimento sustentável, quando busca conciliar a relação dicotômica entre preservação do meio ambiente e desenvolvimento. Sendo assim este trabalho propõe apresentar esta relação de preservação versus desenvolvimento, através de atividades ecoturísticas e mostra de que forma essas atividades podem contribuir com a sustentabilidade da sociedade.


Palavras-chave
: Ecoturismo e Desenvolvimento sustentável.


 

RESUMÉN
 

Este documento propone que el desarrollo sostenible puede lograrse
a través del ecoturismo, ya que es de suma importancia como en el cultural, económico y social y especialmente la preservación del medio ambiente en las comunidades.
Por lo tanto, el ecoturismo se convierte en una alternativa a obtener desarrollo sostenible, tratando de conciliar la relación dicotómica entre la preservación del medio ambiente y desarrollo. Así que este trabajo se propone presentar la relación de conservación versus desarrollo a través de actividades de ecoturismo y programas de cómo estas actividades pueden contribuir a la sostenibilidad de la sociedad.


Palabras clave
: Ecoturismo y Desarrollo Sostenible.


 

INTRODUÇÃO
 

Atualmente o ecoturismo é visto como uma forma de obtenção de altos lucros. No entanto, tal visão gera preocupação quanto à questão de se conseguir a sustentabilidade tanto no âmbito cultural, social, natural e econômica da localidade onde esta atividade será desenvolvida. É necessário um planejamento eficiente e eficaz para essa prática, pois caso contrário podem surgir conseqüências negativas, no que se refere á impactos tanto para os autóctones quanto para o ecossistema local. A atividade ecoturística, deve basear-se num planejamento adequado para o local, priorizando assim a diminuição dos impactos ambientais causados na fauna e flora.

O Turismo deve preocupar-se com o futuro, um futuro pensado agora no presente, no qual muitos atores da atividade turística se envolvam com a questão. Mas é preciso conhecer um pouco mais sobre como a atividade ecoturística pode utilizar-se dos recursos naturais e culturais de maneira sustentável.

Pode-se perceber que o desenvolvimento sustentável é o tipo de desenvolvimento que pode ter suas bases no ecoturismo, pois são conceitos correlatos, visto que a definição e o fim de ambos estão interligados, propiciando desde então o mecanismo para o desenvolvimento das ações, nesse sentido.

Esses mecanismos seriam as estratégias e planos elaborados pelos empresários e governos, baseados na sustentabilidade e conservação presentes no ecoturismo, que tem como propósito a participação das comunidades locais nesse processo, fazendo com que todos os envolvidos sintam a necessidade de práticas para um desenvolvimento sustentável.

Molina (2001, p. 160), ao falar sobre o autêntico ecoturismo, diz que ele não é um produto a mais no mercado [...] sim [...] um turismo de nova geração, regido por um conjunto de condições que superam a prática do turismo convencional de massas.

O autor trata do ecoturismo como uma nova versão de Turismo onde deixa para trás as velhas práticas, devido às características que apresenta de conservação e educacional, numa nova roupagem. Porém essa prática mesmo sendo uma nova prática, necessitará dos serviços básicos existentes no Turismo de massas. Mas, estes serviços carecem de funções diferentes, ou seja, serviços mais adequados às condições da realidade local.

Para Ruschmann (1994, p. 35), são necessárias algumas medidas estruturais para o desenvolvimento sustentável dos recursos ou localidades turísticas:


 

[...] determinar restrições de acesso e desenvolvimento; impor cotas ou custos extras que limitem a instalação de equipamentos receptivos; delegar poder de decisão às autoridades competentes, responsabilizando-as [...] pelas decisões que envolvem o desenvolvimento.


 

Essas medidas colocadas por Ruschmann têm como objetivo fomentar um desenvolvimento sério do ecoturismo. O ecoturismo pode ser entendido como sendo um meio para o aumento da compreensão dos valores ambientais, se levado em consideração o novo modo como a sociedade vê a natureza atualmente.

Para se alcançar um equilíbrio entre ser humano e natureza, é preciso verificar a sustentabilidade, a conservação e o fortalecimento da comunidade receptora de atuação do ecoturismo.

A demanda Turística para áreas naturais e selvagens é grande, e continua acrescer, mas, os empresários que se utilizam da atividade do Turismo nessas áreas, não se preocupam em incluir no planejamento das atividades, a comunidade local. O ideal seria que as comunidades dos locais explorados tivessem participação efetiva do desenvolvimento da atividade. Isso devido na maioria das vezes, haver o perigo da imposição cultural dos turistas que irão freqüentar o local das atividades turísticas.

Para se busca uma nova abordagem da atividade turística, o ecoturismo é de fundamental importância, pois o mesmo oferece um meio alternativo às práticas operacionais do Turismo. O ecoturismo não se tornará uma nova "indústria" praticada na natureza, mas sim uma forma de dar vivência ao indivíduo ou grupo, influenciando suas atitudes, valores e ações, ou seja, suas práticas nesse ambiente. Com isso, pretende–se conduzir as pessoas a manterem os ambientes naturais e fortalecer as comunidades receptoras, objetivando a sustentabilidade e conservação de ambos. Contudo, apesar do ecoturismo ser uma prática a favor do desenvolvimento sustentável, algumas comunidades não tem obtido os benefícios esperados, pois o objetivo que se almeja com essa forma de turismo tem sido o lucro imediato e não o desenvolvimento através dos princípios defendidos pelo ecoturismo.

Essa forma de pensar o ecoturismo não se limita aos empresários, mas se estende aos governos de países que vêem nessa prática, uma solução para os problemas de desenvolvimento, ou seja,usam-no para suprir a falta de empregos e conseguir capital para infra-estrutura. Dessa forma, se faz necessário elaborar novas estratégias de gestão, para desvincular o ecoturismo do turismo de massa, pois esta é a visão que alguns países têm sobre o mesmo, não levando em consideração a importância da participação da comunidade local nesses planos.

Sobre esta questão Neiman (2002, p. 178) critica o ecoturismo, pois:


 

De nada adianta fazer ecoturismo [...] se não há estudos de capacidade de suporte [...] infra-estrutura adequada e não - impactante, [...] normas que regulamentem e excluam empresas especializadas [...]


 

Assim, entende-se que é preciso cumprir várias etapas antes que se tenha o ecoturismo funcionando de maneira satisfatória e realizado de forma a obter um desenvolvimento sustentável, pois os elementos colocados pelo autor, ainda não estão em um patamar esperado, vigorando e talvez tardem a acontecer.

 


 

CONSIDERAÇÕES FINAIS


 

Atualmente o turismo é uma das atividades econômicas mais importantes, na qual se destaca o segmento do ecoturismo. Este, por sua vez, torna-se uma atividade que tem direta relação com o desenvolvimento sustentável, já que ele está intrinsecamente ligado aos setores econômicos, sociais, ambientais e culturais, objetivando a preservação dos recursos naturais e culturais, num intuito de garantir a sustentabilidade da comunidade local onde é desenvolvido.

Com base nas colocações acima mencionadas, este artigo apresentou a visão de que somente a mudança de mentalidade das autoridades e criação de projetos que contribuam com a sustentabilidade da sociedade em que atuam, pois buscam utilizar os princípios do ecoturismo como uma alternativa do verdadeiro desenvolvimento sustentável, conservar e preservar o meio ambiente das comunidades locais do seu entorno.
 


 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BENI, mario carlos. Análise estrutural do turismo. 11ª edição, São Paulo , ed. Senac, São Paulo 2006


 

DENCKER, Ada de Freitas Maneti. Métodos e técnicas de pesquisa em turis-mo.São Paulo: Futura, 1998.


 

MOLINA E, Sergio. Turismo e ecologia. Bauru: EDUSC, 2001.


 

NEIMAN, Zysman (Org). Meio ambiente, educação e ecoturismo. Barueri: Manole, 2002.


 

RUSCHMANN, Doris. O planejamento do turismo e a proteção do meio ambiente. São Paulo: ECA/USP, 1994.

 


[1] Estudante do 8º período do Curso de Bacharelado em Turismo pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI e Graduada em Licenciatura Plena em Letras/Espanhol pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI.

[2] Estudante do 8º período do Curso de Bacharelado em Turismo pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI.

[3] Estudante do 8º período do Curso de Bacharelado em Turismo pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI, e 3º período do Curso de Ciências Sociais pela Universidade Federal do Piauí – UFPI.

[4] Estudante do 8º período do Curso de Licenciatura em Geografia pela Universidade Estadual do Piauí - UESPI, e 6º período do Curso de Bacharelado em Arqueologia e Conservação de Arte Rupestre pela Universidade Federal do Piauí – UFPI.

 

 
  

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::sobre o autor::

Filipe Ribeiro Cardoso Porto é estudante do 8º período do Curso de Licenciatura em Geografia pela Universidade Estadual do Piauí - UESPI, e 6º período do Curso de Bacharelado em Arqueologia e Conservação de Arte Rupestre pela Universidade Federal do Piauí – UFPI.

Rosimery Martins de Lima é Estudante do 8º período do Curso de Bacharelado em Turismo pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI e Graduada em Licenciatura Plena em Letras/Espanhol pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI.


Francysco Renato Antunes Lopes é estudante do 7º período do Curso de Bacharelado em Turismo, pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI, e 2º período  do Curso de Ciências Sociais, pela Universidade Federal do Piauí – UFPI..

Paloma da Silva Marques é estudante do 8º período do Curso de Bacharelado em Turismo pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI.

 

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