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ISSN 1678-8419         última atualização em: segunda-feira, 14 de setembro de 2009 22:14:19                                               

 
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TURISMO
Considerações sobre o turismo religioso e a festa do Senhor dos Passos na cidade de São Cristóvão/SE    

Ivan Rêgo Aragão *

publicado em 09/09/2009

 

 

RESUMO 

Esse presente artigo tem por finalidade abordar aspectos da Festa do Senhor dos Passos na cidade sergipana de São Cristóvão, tendo como início a sua formação urbana, herança do Brasil Colônia e dando destaque à procissão Senhor dos Passos a partir da descoberta da imagem de Jesus no rio Paramopama. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, visita in loco e aplicação de questionário. O processo de análise dos gráficos foi o quali-quantitativo. O texto, também procura estabelecer uma relação entre identidade, patrimônio e memória, através dos resultados da pesquisa feita durante a festa, no ano de 2009. Por fim, o artigo mostra que essa comemoração religiosa, é fator de atração turística à cidade e de identidade sociocultural.    

Palavras-chave: São Cristóvão, Senhor dos Passos, turismo religioso, patrimônio.        

 

ABSTRACT 

This article was written due to explain some aspects of a cultural party from Brazil, known Senhor dos Passos party. It happens in Sao Cristovao, a northeast city from Brazil. The text shows the urban generation, witch was brought from Colonial Brazil, emphasizing the Senhor dos Passos walking which began after the Jesus semblance discover, at Paramopama river. The study methodology was book searchs, local visits and also questionnairies. The study analysis were either qualitative or quantitative. After that, this article related identity, property and also memory, using some research results from this party, in 2009. Finally this study shows that this party is an religious celebration and an also an tour appeal with a hard social and cultural identity.

Key–words: São Cristóvão, Senhor dos Passos, religious tour, property.

 

 

INTRODUÇÃO

 

A partir da última década, a atividade do turismo tem sido amplamente divulgada e propagada ao redor do planeta. Polêmicas à parte quanto aos seus benefícios para a comunidade receptora, a atividade foi segmentada pela Organização Mundial do Turismo de acordo com a motivação e o perfil dos visitantes, para facilitar o estudo e estabelecer uma classificação. Para Andrade (1977) apud Novaes (2000, p. 129),

 

depois do turismo de férias e de negócios, o turismo que mais cresce é religioso, porque, além dos aspectos místicos e dogmáticos, as religiões assumem o papel de agentes culturais pelas manifestações de valores antigos, de intervenção na sociedade atual e de preservação no que diz respeito ao futuro dos indivíduos e das sociedades.

 

 

Reconhecendo os efeitos benéficos do turismo, a comunidade pode e deve traçar metas para melhorar a atividade, procurando minimizar os impactos nocivos a população local. Em linhas gerais, Ignarra (1999, p. 25), diz que o turismo “é o deslocamento de pessoas de seu local de residência habitual por períodos determinados e não motivados por razões de exercício profissional constante”.

 

Dentro dessa divisão estabelecida pela OMT, à motivação cultural-religiosa é uma das que mais cria fluxo de indivíduos através das regiões, dentro e fora do país de origem. Segundo o Ministério do Turismo (2005, p. 10), “o turismo cultural compreende as atividades turísticas relacionadas à vivencia do conjunto dos elementos significativos do patrimônio histórico e cultural e dos eventos culturais, valorizando e promovendo os bens materiais e imateriais da cultura”.

 

Nesse sentido, o turismo religioso como ramificação do turismo cultural, se propõe a estimular o deslocamento de pessoas aos locais de culto e peregrinação, onde as mesmas procuram o preenchimento espiritual, a renovação da fé ou um simples conforto. Conforme o MTur (2005, p. 12), o turismo religioso “configura-se pelas atividades turísticas decorrentes da busca espiritual e da prática religiosa em espaços e eventos relacionados às religiões institucionalizadas”. Ainda de acordo com Oliveira (2004, p. 28), “o turismo religioso também reafirma que a fé, como principal motivação desse tipo de viagem, é capaz de construir e dinamizar a estética dos espaços, tornado-os materialmente religiosos”.  

     

Entendendo que o culto e a preservação da memória local, são fundamentais para reafirmar a identidade sociocultural da cidade. Manter a tradição viva das procissões, através dos bens materiais e imateriais do lugar, é também fortalecer o sentido de pertencimento, garantido a população residente e flutuante o acesso aos ritos religiosos. Para Souza (2003),

 

a identidade cultural é vista como uma forma de identidade coletiva característica de um grupo social que partilha as mesmas atitudes e, está apoiada num passado com um ideal coletivo projetado. Ela se fixa como uma construção social estabelecida e faz os indivíduos se sentirem mais próximos e semelhantes. [1]

    

Através da perpetuação dos signos religiosos que atravessam gerações, é possível a determinada sociedade, estabelecer um vínculo entre o passado e o presente. Trazendo para o momento atual fatos, ritos e celebrações que construíram a sociedade local e nortearam o desenvolvimento das suas ações. Neste sentido Giddens apud Hall (2003, p. 15), comenta que,

 

nas sociedades tradicionais, o passado é venerado e os símbolos são valorizados porque contêm e perpetuam a experiência de gerações. A tradição é um meio de lidar com o tempo e o espaço, inserindo qualquer atividade ou experiência particular da continuidade do passado, presente e futuro, os quais, por sua vez, são estruturados por práticas sociais recorrentes.

 

Geertz (1978, p. 57), reforça esse pensamento dizendo que “não dirigido por padrões culturais - sistema organizado de símbolos significantes – o comportamento do homem seria virtualmente ingovernável, um simples caos de atos sem sentido e de explosões emocionais, e sua experiência não teria qualquer forma”. Essa idéia é corroborada também por Rodrigues (2005), quando ele explica que a preservação da memória individual e coletiva, possibilita aos indivíduos, estabelecer um elo entre o passado e o presente essencial para manter o equilíbrio emocional.   

 

A CIDADE DE SÃO CRISTÓVÃO E A FESTA DO SENHOR DOS PASSOS

 

Fundada em 1590, São Cristóvão no Estado de Sergipe é considerada a quarta cidade mais antiga do Brasil, ficando atrás de Salvador, Rio de Janeiro e João Pessoa. O núcleo urbano nasceu no período colonial brasileiro e tem influência na sua trama das cidades ibéricas, com a localidade construída em dois níveis: cidade alta e baixa.

 

São Cristóvão tinha no início da sua formação como os espaços principais, o Largo da Igreja Matriz e a Câmara (poder religioso e político) e o porto. Galvão Júnior (2007), [2] discute os espaços de poder na formação das cidades na colonização de Portugal e Espanha comentando que,

 

[...] a organização dos estados ibéricos tinha uma característica determinante para a colonização: o poder laico dos reis imbricava em suas cortes o poder divino. A religião provinha o poder real de valores imateriais, como forma de sustentação e auto-preservação. Por outro lado, os valores materiais eram distribuídos sobre bases milenares de ocupação territorial, em suas marchas, contramarchas de ocupações, guerras, domínios, etc.

 

Conforme Telles (2007), a primeira irmandade religiosa – Carmelita – chega ao local em 1608. Os franciscanos só foram se instalar na cidade após a desocupação dos holandeses. A fixação dessas Ordens em Sergipe deixou um legado artístico e arquitetônico, fundamentais na formação cultural do Estado.

 

Para Telles (2007), a chegada a São Cristóvão das Ordens Religiosas vai definir os elementos formadores de sua malha urbana. Com a edificação das igrejas conventuais, criam-se espaços públicos sociais, diretamente ligados a estas construções. Locais de convivência dos habitantes da cidade.

 

Esses espaços de socialização vão receber uma grande influencia das festas religiosas e procissões vindas de Portugal e Espanha. Ferreira (2009) faz uma análise desses acontecimentos, comentando que “as festas religiosas são uma das mais antigas manifestações da vida social no Brasil. Elas diferem umas das outras conforme a época e a sociedade, mas, invariavelmente, representam os valores, reforçam as estruturas sociais e ajudam a construir a identidade de um grupo [...]”.

 

Ferreira (2009), também informa que “o culto aos santos, as missas, os ritos, as romarias e as procissões faziam parte do cotidiano das pessoas. A Igreja Católica influenciava a produção artística, as regras de comportamento, de convívio social, e as festas contribuíam para reforçar as relações de poder e status da população”. [3]

 

A maioria das cidades que nasceram no período colonial do Brasil traz para os dias atuais, ambientes de manifestação pública de fé e devoção católica. Como Sevilha, cidade espanhola que segundo Oliveira (2004, p.1), tem “uma das mais impressionantes demonstrações de sobrevivência no mundo de hoje de rituais herdados da época barroca, onde 58 procissões oficiais percorrem as ruas da cidade, do Domingo de Ramos ao Domingo da Ressurreição [...]”.

 

Seguindo o calendário litúrgico anual no segundo fim de semana da Quaresma, a cidade de São Cristóvão relembra a chegada de Jesus a Jerusalém, passando pela paixão, crucificação, morte e ressurreição. São dois dias de celebração católica atraindo pessoas de vários lugares do Estado. Desde o século XIX na cidade, esse momento é rememorado através da Festa do Senhor dos Passos.

 

Para Fontes (2007), esta é a principal festa religiosa da cidade. Por todo o circuito do trajeto é comum vislumbrar manifestações de devoção e veneração, com pessoas pagando alguma promessa ou ajoelhadas sobre o calçamento. 

 

O grande momento é a Procissão do Encontro, que leva a imagem de Jesus e de Nossa Senhora das Dores pelas ruas do centro histórico. É um trajeto programado para as imagens se encontrarem na Praça São Francisco, principal espaço público da cidade e que reivindica junto a UNESCO a se tornar patrimônio cultural da humanidade.

 

O ritual católico inicia a partir da sexta á noite, onde os fiéis rezam o Ofício da Paixão de Jesus Cristo, seguido de uma missa. A primeira procissão é no sábado à noite com cânticos ligados aos passos da Paixão. São paradas realizadas sempre em pontos estabelecidos e mantidos segundo a tradição da festa. Nestes locais, são erguidos pequenos altares representando o passo a ser entoado pelos cantadores sempre em latim.

 

Neste dia, o cortejo sai da Igreja do Senhor dos Passos levando a imagem de Jesus dentro de uma caixa encoberta por um pano roxo, onde ficará até o domingo à tarde para a Procissão do Encontro. As pessoas seguem em silêncio, e algumas delas, vestindo túnicas pretas, roxas e brancas, com velas nas mãos. Segundo Pereira (2009), “muitos seguem descalços, ajoelhados ou a pé, levam os ex-votos, retratos, fitas, bilhetes ou cabelos para colocar na Igreja, ao final deixam também as indumentárias, que são recolhidas e doadas aos pobres”.

 

A Procissão do Encontro no domingo é um momento de grande emoção com manifestações de fervor religioso, onde podem se ver pessoas agradecendo pelas graças alcançadas ou pedindo a intercessão de Jesus ou Maria para alcançar algum benefício. Pereira (2009), informa que a procissão é

 

realizada na tarde do domingo tem dois cortejos: Um cortejo acompanha o Senhor dos Passos da Igreja Matriz em direção a Praça São Francisco onde ocorre o encontro, são cantados três passos neste percurso. Outro cortejo sai da igreja do Carmo acompanhando a imagem de Nossa Senhora em direção à mesma praça. Um sermão é realizado no momento do encontro das imagens, logo após ouve-se ecoar o triste canto da Verônica: "O vos ommines qui transites per viam, attendite et videte se est dolor similis dolor meus", e então seguem as duas imagens, conduzidas á Igreja do Carmo em cujo trajeto são cantados os passos finais. Uma missa por fim é celebrada na Praça do Carmo com as duas imagens.

 

Foi a partir da festa que se originou o Museu dos Ex-votos. [4] Numa sala anexa a igreja do Senhor dos Passos, durante os dois dias de celebração os devotos trazem objetos, criando o próprio acervo do museu. Acervo este, composto exclusivamente de objetos referentes à graças alcançadas em pagamento de promessas.

 

É grande o fluxo de pessoas que visitam este museu na festa de Jesus rememorando a Via Crucis. [5] Algumas peças são confeccionadas em madeira, gesso e parafina, representando partes do corpo humano. Compõem também o acervo do museu, fotografias, mechas de cabelo, dentre outros.

 

 tendo o seu  Senhor dos Passosiais  rityol e Espanha, atrav Com a devoção ao Senhor dos Passos, a antiga Capela da Ordem Terceira do Carmo ou Carmo Pequena, passou a ser conhecida como a Igreja do Senhor do Passos. Conforme Carvalho (1989), a antiga capela foi construída no século XVIII, possuindo o frontão em estilo barroco. Logo acima da portada, “coroamento” com concha e duas volutas [6] em pedra calcária e a imagem de Nossa Senhora do Carmo com o mesmo material. O sino encontra-se à direita da fachada, emoldurado por uma janela.

 A capela-mor possui teto em medalhão policromado em forma de gamela, com a pintura de Nossa Senhora do Carmo. O altar-mor é dourado e os quatro altares e retábulos laterais em estilo rococó [7] sem policromia, com as esculturas pintadas do “Senhor da Pedra Fria”, “Senhor da Coluna”, Santa Tereza e a imagem de vestir de Nossa Senhora do Carmo. A igreja possui a imagem de roca [8] articulável, em tamanho natural representando Jesus, com olhos de vidro, indumentária e peruca.

 

De acordo com Quites (1997, p.1), “as Imagens de Vestir e as Imagens de Roca também possuem articulações, porém ficam escondidas sob as vestes. Essas duas categorias geralmente possuem perucas de cabelos naturais e vestes feitas em tecido”. Este Bem Cultural foi encontrado dentro de uma caixa no rio Paramopama - rio que passa pela parte baixa da cidade - a partir daí, deu inicio a devoção e tradicional festa da Penitência do Senhor dos Passos.

 

No “Annuario Cristhovense”, o autor Serafim Sant’iago é citado por Thiago Fragata em seu blog (2008), descrevendo o momento da inusitada descoberta da imagem. Em seu manuscrito ele relata que,

um homem praiano (diziam elles) cujo nome não me lembro encontrou certo dia, rolando pela costa que fica ao sul da cidade, um grande caixão resultado talvez de algum naufrágio de alguma sumaca; elle cuidadosamente rolou-o para a terra, abrio-o e surprehendido ficou verificando a existência de uma perfeitíssima imagem de roca em tamanho natural. O homem de educação religiosa muito honesto, tomou uma canoa e nella acomodou o referido caixão, e com outros companheiros transportou para a velha cidade o feliz e milagroso achado. Foi esta sagrada imagem ali entregue aos frades jesuítas carmelitas que collocou em uma capelinha da Egreja – Ordem 3a. do Carmo, e depois de longos annos, mudada para o throno do Altar-mór da mesma Egreja. Como sabem, sempre foi no segundo domingo da quaresma, o dia aprasado para efetuar a tradicional Procissão dos Passos na antiga cidade. [9]

 

Com o passar dos anos, A Festa do Senhor dos Passos tem atraído pessoas à cidade, transformando a paisagem local. São Cristóvão que possui 74.189, [10] no fim de semana da procissão recebe em média 200.000 pessoas, entre fiéis, devotos, penitentes, turistas e curiosos.

 

RESULTADOS DA PESQUISA DE CAMPO

Em uma pesquisa realizada na festa foi perguntado ao morador qual o símbolo que mais representa a cidade de São Cristóvão, as respostas foram as seguintes:

 

Gráfico 1

Fonte: Elaborado pelo autor, 2009.

 

 

Foi questionado ao visitante qual a imagem que vai ficar da cidade de São Cristóvão. Conforma a seguir, os argumentos foram os seguintes:

 

Gráfico 2

 

 

 

Oliveira (2004, p. 65), afirma que “o símbolo é, em si, uma construção mitológica, e não pode haver turismo religioso sem a percepção dos elementos simbólicos que remetem ao divino. Ter fé é o mesmo que acreditar no símbolo”. Percebe-se pelo resultado de ambos os gráficos a grande influencia que a festa e a imagem do Senhor dos Passos tem nas pessoas.

 

Para 30% dos moradores consultados na pesquisa, o símbolo que mais representa a cidade de São Cristóvão é o Senhor dos Passos. De acordo com o turista, 28% dos que preencheram o questionário diz que a imagem que vai ficar da cidade é da Procissão do Senhor dos Passos. [11]

 

É notória a influencia da religiosidade popular no período da festa. A procissão se torna ainda mais realística e expressiva por parte da cena teatral dos últimos passos de Jesus representado pela sua imagem articulada e vestida. Durante um fim de semana, a cidade de São Cristóvão torna-se um cenário para relembrar os últimos dias de Cristo mudando o cotidiano da população local, e trazendo visitantes de várias partes do Estado e de outras regiões do Brasil.

 

CONCLUSÃO

 

Conclui-se que o conjunto de bens materiais e imateriais é fator de identidade sociocultural dos moradores de São Cristóvão, visto que os indivíduos reconhecem o centro histórico da cidade e a festa como parte da sua cultura e se reconhecem enquanto pessoas que partilham o mesmo ambiente. Através desse patrimônio, o lugar atrai indivíduos para conhecer as construções seculares, a festa religiosa e a procissão, estabelecendo um vínculo entre passado e presente, perpetuando os ritos e manifestações de fé, herança do período colonial do Brasil. Por fim, tanto quem vive na cidade, como quem chega para participar e/ou conhecer a comemoração religiosa, a procissão e a imagem do Senhor dos Passos são símbolos de identidade cultural e atrai as pessoas para a localidade.      

 

 

 

 

REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO

 

BRASIL, Ministério do Turismo. Diretrizes para o desenvolvimento do turismo cultural. Brasília, DF, 2005.

 

CARVALHO, E. M. S. F. São Cristóvão e seus monumentos: 400 anos de história. São Cristóvão: Secretaria de Estadual de Educação, 1989.

 

FERREIRA, L. D. M. e. Festas religiosas: uma manifestação cultural de Mariana. Revista Museu. Disponível em: <www.revistamuseu.com.br/artigos/art_.asp?id=20162>. Acesso em: 29 de maio de 2009.

 

FONTES, A. D. São Cristóvão: aspectos culturais. In: Proposição de inscrição da praça São Francisco em São Cristóvão/SE na lista do patrimônio mundial. Aracaju: Secretaria do Estado da Infra-Estrutura, IPHAN, Prefeitura Municipal de São Cristóvão, 2007. CD-ROM.

 

GALVÃO JUNIOR, J. L. Análise da evolução morfológica do espaço urbano. In: Proposição de inscrição da Praça São Francisco em São Cristóvão/SE na lista do patrimônio mundial. Aracaju: Secretaria do Estado da Infra-Estrutura, IPHAN, Prefeitura Municipal de São Cristóvão, 2007. CD-ROM.

 

GEERTZ, C. Interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.

 

HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. 7. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.  

 

IGNARRA, L. R. Fundamentos do turismo. São Paulo: Pioneira, 2000.

 

NOVAES, M. H. Turismo religioso. In: ANSARAH, M. G. dos R. Turismo: segmentação de mercado. 3. ed. São Paulo: Futura, 2000.

 

OLIVEIRA, C. D. M. de. Turismo religioso. São Paulo: Aleph, 2004. Coleção ABC do Turismo.

 

OLIVEIRA, M. A. R. de. Imagens processionais na semana santa de Sevilha. In Boletim do Centro de Estudos da Imaginária Brasileira. Belo Horizonte, v. 8, nº 28, 2004.

 

PEREIRA , L. Mª . Festa do Senhor dos Passos (São Cristóvão–SE). Disponível em: <http://lmariap.blogspot.com/2009/05/festa-de-senhor-dos-passos.html>. Acesso em: 25 de maio de 2009.

 

QUITES, Mª R. E. A Imaginária processional em Minas Gerais e a sua conservação. In: Boletim do Centro de Estudos da Imaginária Brasileira. Belo Horizonte, v. 1, nº 05, 1997.

 

RODRIGUES, M. Preservar e consumir: o patrimônio histórico e o turismo. In: FUNARI, P. P; PINSKY, J. (Org.). Turismo e patrimônio cultural. 4. ed. São Paulo: Contexto: 2005.

 

SANT’IAGO, S. Annuario Christovense. In: FRAGATA, T. In: Cicerone de São Cristóvão. Disponível em: <http://thiagofragata.blogspot.com/2008_02_01_archive.html> Acesso em: 13 de jul. de 2008.

 

SOUSA, M. V. de. Globalização e revalorização da identidade cultural. Disponível em: <http://www.sbec.org.br/evt2003/trab19.doc>.  Acesso em: 27 de nov. de 2007.

 

TELLES, A. S. São Cristóvão: urbanismo e arquitetura. In: Proposição de inscrição da praça São Francisco em São Cristóvão/SE na lista do patrimônio mundial. Aracaju: Secretaria do Estado da Infra-Estrutura, IPHAN, Prefeitura Municipal de São Cristóvão, 2007. CD-ROM.

 

 


 

* Técnico em conservação de bens culturais móveis pela Fundação de Arte de Ouro Preto - FAOP e Bacharel em Turismo graduado pela Faculdade de Sergipe - FaSe. E-mail: ivan_rego_aragao@yahoo.com.br

 

 

[1] Disponível em: <www.sbec.org.br/evt2003/trab19.doc>. Acesso em: 27 de nov. de 2007.

 

[2] Ver os sete artigos em CD-Rom com a proposta de inscrição da Praça São Francisco em São Cristóvão/SE há patrimônio mundial.

 

[3] Disponível em: < www.revistamuseu.com.br/artigos/art_.asp?id=20162>. Acesso em: 29 de maio de 2009.

 

[4] Graças alcançadas pela interseção de Jesus, Maria ou outro santo.

 

[5] Trajeto seguido por Jesus Cristo carregando a cruz que vai do Pretório até o Calvário.

 

 

[6] Elemento em espiral muito usado no período barroco.

 

[7] Estilo artístico que surgiu na França como desdobramento do barroco.

 

[8] Imagen sacra que se destina a ser levada em procissão e que é vestida com trajes de tecido

 

[9] Manuscrito pertencente ao acervo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe.

 

[10] IBGE, 2008.     

 

[11] Parte dos entrevistados tinha vindo à cidade exclusivamente para a Festa do Senhor dos Passos.

 

 

 
  

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