RESUMO
Esse presente artigo tem por finalidade abordar aspectos da
Festa do Senhor dos Passos na cidade sergipana de São Cristóvão,
tendo como início a sua formação urbana, herança do Brasil
Colônia e dando destaque à procissão Senhor dos Passos a partir
da descoberta da imagem de Jesus no rio Paramopama. A
metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, visita in
loco e aplicação de questionário. O processo de análise dos
gráficos foi o quali-quantitativo. O texto, também procura
estabelecer uma relação entre identidade, patrimônio e memória,
através dos resultados da pesquisa feita durante a festa, no ano
de 2009. Por fim, o artigo mostra que essa comemoração
religiosa, é fator de atração turística à cidade e de identidade
sociocultural.
Palavras-chave: São Cristóvão, Senhor dos Passos, turismo
religioso, patrimônio.
ABSTRACT
This article was written due to explain some aspects of a
cultural party from Brazil, known Senhor dos Passos party. It
happens in Sao Cristovao, a northeast city from Brazil. The text
shows the urban generation, witch was brought from Colonial
Brazil, emphasizing the Senhor dos Passos walking which began
after the Jesus semblance discover, at Paramopama river. The
study
methodology was book searchs, local visits and also
questionnairies. The study analysis
were either qualitative or quantitative. After that, this
article related identity, property and
also memory, using some research results from this party, in
2009. Finally this study shows that this party is an religious
celebration and an also an tour appeal with a hard social
and cultural identity.
Key–words: São Cristóvão, Senhor dos Passos, religious tour,
property.
INTRODUÇÃO
A
partir da última década, a atividade do turismo tem sido
amplamente divulgada e propagada ao redor do planeta. Polêmicas
à parte quanto aos seus benefícios para a comunidade receptora,
a atividade foi segmentada pela Organização Mundial do Turismo
de acordo com a motivação e o perfil dos visitantes, para
facilitar o estudo e estabelecer uma classificação. Para Andrade
(1977) apud Novaes (2000, p. 129),
depois do
turismo de férias e de negócios, o turismo que mais cresce é
religioso, porque, além dos aspectos místicos e dogmáticos, as
religiões assumem o papel de agentes culturais pelas
manifestações de valores antigos, de intervenção na sociedade
atual e de preservação no que diz respeito ao futuro dos
indivíduos e das sociedades.
Reconhecendo os efeitos benéficos do turismo, a comunidade pode
e deve traçar metas para melhorar a atividade, procurando
minimizar os impactos nocivos a população local. Em linhas
gerais, Ignarra (1999, p. 25), diz que o turismo “é o
deslocamento de pessoas de seu local de residência habitual por
períodos determinados e não motivados por razões de exercício
profissional constante”.
Dentro
dessa divisão estabelecida pela OMT, à motivação
cultural-religiosa é uma das que mais cria fluxo de indivíduos
através das regiões, dentro e fora do país de origem. Segundo o
Ministério do Turismo (2005, p. 10), “o turismo cultural
compreende as atividades turísticas relacionadas à vivencia do
conjunto dos elementos significativos do patrimônio histórico e
cultural e dos eventos culturais, valorizando e promovendo os
bens materiais e imateriais da cultura”.
Nesse
sentido, o turismo religioso como ramificação do turismo
cultural, se propõe a estimular o deslocamento de pessoas aos
locais de culto e peregrinação, onde as mesmas procuram o
preenchimento espiritual, a renovação da fé ou um simples
conforto. Conforme o MTur (2005, p. 12), o turismo religioso
“configura-se pelas atividades turísticas decorrentes da busca
espiritual e da prática religiosa em espaços e eventos
relacionados às religiões institucionalizadas”. Ainda de acordo
com Oliveira (2004, p. 28), “o turismo religioso também reafirma
que a fé, como principal motivação desse tipo de viagem, é capaz
de construir e dinamizar a estética dos espaços, tornado-os
materialmente religiosos”.
Entendendo que o culto e a preservação da memória local, são
fundamentais para reafirmar a identidade sociocultural da
cidade. Manter a tradição viva das procissões, através dos bens
materiais e imateriais do lugar, é também fortalecer o sentido
de pertencimento, garantido a população residente e flutuante o
acesso aos ritos religiosos. Para Souza (2003),
a identidade
cultural é vista como uma forma de identidade coletiva
característica de um grupo social que partilha as mesmas
atitudes e, está apoiada num passado com um ideal coletivo
projetado. Ela se fixa como uma construção social estabelecida e
faz os indivíduos se sentirem mais próximos e semelhantes.
[1]
Através da perpetuação dos signos religiosos que atravessam
gerações, é possível a determinada sociedade, estabelecer um
vínculo entre o passado e o presente. Trazendo para o momento
atual fatos, ritos e celebrações que construíram a sociedade
local e nortearam o desenvolvimento das suas ações. Neste
sentido Giddens apud Hall (2003, p. 15), comenta que,
nas sociedades
tradicionais, o passado é venerado e os símbolos são valorizados
porque contêm e perpetuam a experiência de gerações. A tradição
é um meio de lidar com o tempo e o espaço, inserindo qualquer
atividade ou experiência particular da continuidade do passado,
presente e futuro, os quais, por sua vez, são estruturados por
práticas sociais recorrentes.
Geertz
(1978, p. 57), reforça esse pensamento dizendo que “não dirigido
por padrões culturais - sistema organizado de símbolos
significantes – o comportamento do homem seria virtualmente
ingovernável, um simples caos de atos sem sentido e de explosões
emocionais, e sua experiência não teria qualquer forma”. Essa
idéia é corroborada também por Rodrigues (2005), quando ele
explica que a preservação da memória individual e coletiva,
possibilita aos indivíduos, estabelecer um elo entre o passado e
o presente essencial para manter o equilíbrio emocional.
A CIDADE DE SÃO CRISTÓVÃO E A FESTA DO
SENHOR DOS PASSOS
Fundada em 1590, São Cristóvão no Estado de Sergipe é
considerada a quarta cidade mais antiga do Brasil, ficando atrás
de Salvador, Rio de Janeiro e João Pessoa. O núcleo urbano
nasceu no período colonial brasileiro e tem influência na sua
trama das cidades ibéricas, com a localidade construída em dois
níveis: cidade alta e baixa.
São
Cristóvão tinha no início da sua formação como os espaços
principais, o Largo da Igreja Matriz e a Câmara (poder religioso
e político) e o porto. Galvão Júnior (2007),
[2]
discute os espaços de poder na formação das cidades na
colonização de Portugal e Espanha comentando que,
[...] a
organização dos estados ibéricos tinha uma característica
determinante para a colonização: o poder laico dos reis
imbricava em suas cortes o poder divino. A religião provinha o
poder real de valores imateriais, como forma de sustentação e
auto-preservação. Por outro lado, os valores materiais eram
distribuídos sobre bases milenares de ocupação territorial, em
suas marchas, contramarchas de ocupações, guerras, domínios,
etc.
Conforme Telles (2007), a primeira irmandade religiosa –
Carmelita – chega ao local em 1608. Os franciscanos só foram se
instalar na cidade após a desocupação dos holandeses. A fixação
dessas Ordens em Sergipe deixou um legado artístico e
arquitetônico, fundamentais na formação cultural do Estado.
Para
Telles (2007), a chegada a São Cristóvão das Ordens Religiosas
vai definir os elementos formadores de sua malha urbana. Com a
edificação das igrejas conventuais, criam-se espaços públicos
sociais, diretamente ligados a estas construções. Locais de
convivência dos habitantes da cidade.
Esses
espaços de socialização vão receber uma grande influencia das
festas religiosas e procissões vindas de Portugal e Espanha.
Ferreira (2009) faz uma análise desses acontecimentos,
comentando que “as
festas religiosas são uma das mais antigas manifestações da vida
social no Brasil. Elas diferem umas das outras conforme a época
e a sociedade, mas, invariavelmente, representam os valores,
reforçam as estruturas sociais e ajudam a construir a identidade
de um grupo [...]”.
Ferreira (2009), também informa que “o culto aos santos, as
missas, os ritos, as romarias e as procissões faziam parte do
cotidiano das pessoas. A Igreja Católica influenciava a produção
artística, as regras de comportamento, de convívio social, e as
festas contribuíam para reforçar as relações de poder e status
da população”.
[3]
A
maioria das cidades que nasceram no período colonial do Brasil
traz para os dias atuais, ambientes de manifestação pública de
fé e devoção católica. Como Sevilha, cidade espanhola que
segundo Oliveira (2004, p.1), tem “uma das mais impressionantes
demonstrações de sobrevivência no mundo de hoje de rituais
herdados da época barroca, onde 58 procissões oficiais percorrem
as ruas da cidade, do Domingo de Ramos ao Domingo da
Ressurreição [...]”.
Seguindo o calendário litúrgico anual no segundo fim de semana
da Quaresma, a cidade de São Cristóvão relembra a chegada de
Jesus a Jerusalém, passando pela paixão, crucificação, morte e
ressurreição. São dois dias de celebração católica atraindo
pessoas de vários lugares do Estado. Desde o século XIX na
cidade, esse momento é rememorado através da Festa do Senhor dos
Passos.
Para
Fontes (2007), esta é a principal festa religiosa da cidade. Por
todo o circuito do trajeto é comum vislumbrar manifestações de
devoção e veneração, com pessoas pagando alguma promessa ou
ajoelhadas sobre o calçamento.
O
grande momento é a Procissão do Encontro, que leva a imagem de
Jesus e de Nossa Senhora das Dores pelas ruas do centro
histórico. É um trajeto programado para as imagens se
encontrarem na Praça São Francisco, principal espaço público da
cidade e que reivindica junto a UNESCO a se tornar patrimônio
cultural da humanidade.
O
ritual católico inicia a partir da sexta á noite, onde os fiéis
rezam o Ofício da Paixão de Jesus Cristo, seguido de uma missa.
A primeira procissão é no sábado à noite com cânticos ligados
aos passos da Paixão. São paradas realizadas sempre em pontos
estabelecidos e mantidos segundo a tradição da festa. Nestes
locais, são erguidos pequenos altares representando o passo a
ser entoado pelos cantadores sempre em latim.

Neste
dia, o cortejo sai da Igreja do Senhor dos Passos levando a
imagem de Jesus dentro de uma caixa encoberta por um pano roxo,
onde ficará até o domingo à tarde para a Procissão do Encontro.
As pessoas seguem em silêncio, e algumas delas, vestindo túnicas
pretas, roxas e brancas, com velas nas mãos. Segundo Pereira
(2009), “muitos seguem descalços, ajoelhados ou a pé, levam os
ex-votos, retratos, fitas, bilhetes ou cabelos para colocar na
Igreja, ao final deixam também as indumentárias, que são
recolhidas e doadas aos pobres”.
A
Procissão do Encontro no domingo é um momento de grande emoção
com manifestações de fervor religioso, onde podem se ver pessoas
agradecendo pelas graças alcançadas ou pedindo a intercessão de
Jesus ou Maria para alcançar algum benefício. Pereira (2009),
informa que a procissão é
realizada na
tarde do domingo tem dois cortejos: Um cortejo acompanha o
Senhor dos Passos da Igreja Matriz em direção a Praça São
Francisco onde ocorre o encontro, são cantados três passos neste
percurso. Outro cortejo sai da igreja do Carmo acompanhando a
imagem de Nossa Senhora em direção à mesma praça. Um sermão é
realizado no momento do encontro das imagens, logo após ouve-se
ecoar o triste canto da Verônica: "O vos ommines qui transites
per viam, attendite et videte se est dolor similis dolor meus",
e então seguem as duas imagens, conduzidas á Igreja do Carmo em
cujo trajeto são cantados os passos finais. Uma missa por fim é
celebrada na Praça do Carmo com as duas imagens.
Foi a
partir da festa que se originou o Museu dos Ex-votos.
[4]
Numa sala anexa a igreja do Senhor dos Passos, durante os dois
dias de celebração os devotos trazem objetos, criando o próprio
acervo do museu. Acervo este, composto exclusivamente de objetos
referentes à graças alcançadas em pagamento de promessas.
É
grande o fluxo de pessoas que visitam este museu na festa de
Jesus rememorando a Via Crucis.
[5]
Algumas peças são confeccionadas em madeira, gesso e parafina,
representando partes do corpo humano. Compõem também o acervo do
museu, fotografias, mechas de cabelo, dentre outros.

tendo o seu Senhor dos Passosiais rityol e Espanha, atrav
Com a devoção ao Senhor dos Passos, a antiga Capela da Ordem
Terceira do Carmo ou Carmo Pequena, passou a ser conhecida como
a Igreja do Senhor do Passos. Conforme Carvalho (1989), a antiga
capela foi construída no século XVIII, possuindo o frontão em
estilo barroco. Logo acima da portada, “coroamento” com concha e
duas volutas
[6]
em pedra calcária e a imagem de Nossa Senhora do Carmo com o
mesmo material. O sino encontra-se à direita da fachada,
emoldurado por uma janela.
A capela-mor possui teto em medalhão policromado em forma de
gamela, com a pintura de Nossa Senhora do Carmo. O altar-mor é
dourado e os quatro altares e retábulos laterais em estilo
rococó
[7]
sem policromia, com as esculturas pintadas do “Senhor da Pedra
Fria”, “Senhor da Coluna”, Santa Tereza e a imagem de vestir de
Nossa Senhora do Carmo. A igreja possui a imagem de roca
[8]
articulável, em tamanho natural representando Jesus, com olhos
de vidro, indumentária e peruca.
De
acordo com Quites (1997, p.1), “as Imagens de Vestir e as
Imagens de Roca também possuem articulações, porém ficam
escondidas sob as vestes. Essas duas categorias geralmente
possuem perucas de cabelos naturais e vestes feitas em tecido”.
Este Bem Cultural foi encontrado dentro de uma caixa no rio
Paramopama - rio que passa pela parte baixa da cidade - a partir
daí, deu inicio a devoção e tradicional festa da Penitência do
Senhor dos Passos.
No
“Annuario Cristhovense”, o autor Serafim Sant’iago é citado por
Thiago Fragata em seu blog (2008), descrevendo o momento
da inusitada descoberta da imagem. Em seu manuscrito ele relata
que,
um homem
praiano (diziam elles) cujo nome não me lembro encontrou certo
dia, rolando pela costa que fica ao sul da cidade, um grande
caixão resultado talvez de algum naufrágio de alguma sumaca;
elle cuidadosamente rolou-o para a terra, abrio-o e
surprehendido ficou verificando a existência de uma
perfeitíssima imagem de roca em tamanho natural. O homem de
educação religiosa muito honesto, tomou uma canoa e nella
acomodou o referido caixão, e com outros companheiros
transportou para a velha cidade o feliz e milagroso achado. Foi
esta sagrada imagem ali entregue aos frades jesuítas carmelitas
que collocou em uma capelinha da Egreja – Ordem 3a. do Carmo, e
depois de longos annos, mudada para o throno do Altar-mór da
mesma Egreja. Como sabem, sempre foi no segundo domingo da
quaresma, o dia aprasado para efetuar a tradicional Procissão
dos Passos na antiga cidade.
[9]
Com o passar dos anos, A Festa do Senhor dos Passos tem
atraído pessoas à cidade, transformando a paisagem local. São
Cristóvão que possui 74.189,
[10]
no fim de semana da procissão recebe em média 200.000 pessoas,
entre fiéis, devotos, penitentes, turistas e curiosos.
RESULTADOS DA PESQUISA DE CAMPO
Em uma pesquisa realizada na festa foi perguntado ao
morador qual o símbolo que mais representa a cidade de São
Cristóvão, as respostas foram as seguintes:
Gráfico 1

Fonte:
Elaborado pelo autor, 2009.
Foi
questionado ao visitante qual a imagem que vai ficar da cidade
de São Cristóvão. Conforma a seguir, os argumentos foram os
seguintes:
Gráfico 2

Oliveira (2004, p. 65), afirma que “o símbolo é, em si, uma
construção mitológica, e não pode haver turismo religioso sem a
percepção dos elementos simbólicos que remetem ao divino. Ter fé
é o mesmo que acreditar no símbolo”. Percebe-se pelo resultado
de ambos os gráficos a grande influencia que a festa e a imagem
do Senhor dos Passos tem nas pessoas.
Para 30% dos moradores consultados na pesquisa, o símbolo
que mais representa a cidade de São Cristóvão é o Senhor dos
Passos. De acordo com o turista, 28% dos que preencheram o
questionário diz que a imagem que vai ficar da cidade é da
Procissão do Senhor dos Passos.
[11]
É notória a influencia da religiosidade popular no período
da festa. A procissão se torna ainda mais realística e
expressiva por parte da cena teatral dos últimos passos de Jesus
representado pela sua imagem articulada e vestida. Durante um
fim de semana, a cidade de São Cristóvão torna-se um cenário
para relembrar os últimos dias de Cristo mudando o cotidiano da
população local, e trazendo visitantes de várias partes do
Estado e de outras regiões do Brasil.
CONCLUSÃO
Conclui-se que o conjunto de bens materiais e imateriais é
fator de identidade sociocultural dos moradores de São
Cristóvão, visto que os indivíduos reconhecem o centro histórico
da cidade e a festa como parte da sua cultura e se reconhecem
enquanto pessoas que partilham o mesmo ambiente. Através desse
patrimônio, o lugar atrai indivíduos para conhecer as
construções seculares, a festa religiosa e a procissão,
estabelecendo um vínculo entre passado e presente, perpetuando
os ritos e manifestações de fé, herança do período colonial do
Brasil. Por fim, tanto quem vive na cidade, como quem chega para
participar e/ou conhecer a comemoração religiosa, a procissão e
a imagem do Senhor dos Passos são símbolos de identidade
cultural e atrai as pessoas para a localidade.
REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO
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desenvolvimento do turismo cultural. Brasília, DF, 2005.
CARVALHO, E. M. S. F. São Cristóvão e seus monumentos:
400 anos de história. São Cristóvão: Secretaria de Estadual de
Educação, 1989.
GEERTZ, C.
Interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
HALL, S. A
identidade cultural na pós-modernidade. 7. ed. Rio de
Janeiro: DP&A, 2003.
IGNARRA, L.
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NOVAES, M. H. Turismo religioso. In: ANSARAH, M. G. dos R.
Turismo: segmentação de mercado. 3. ed. São Paulo: Futura,
2000.
OLIVEIRA, C. D. M. de. Turismo religioso. São Paulo:
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QUITES, Mª R. E. A Imaginária processional em Minas Gerais e a
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Globalização
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Disponível em: <http://www.sbec.org.br/evt2003/trab19.doc>.
Acesso
em: 27 de nov. de 2007.
[4]
Graças alcançadas pela interseção de Jesus, Maria ou outro
santo.
[8]
Imagen
sacra que se destina a ser levada em procissão e que é
vestida com trajes de tecido
[9]
Manuscrito pertencente ao
acervo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe.