Cotidiano

Você é o senhor do seu próprio destino?

Por Eliane Quintella Gosto de observar o olhar de quem se olha no espelho. Ele diz muito. O olhar mais comum é aquele que chamo “senhor do próprio destino”, que é feito normalmente de peito estufado e com um sorriso suave de lado que mostra confiança. Sempre que vejo esse olhar eu me pergunto: Será que encontrei? A maior parte das pessoas é capaz de lançar esse olhar, mas a verdade é que poucas o fazem com legitimidade. Sei que para conduzir o próprio destino é preciso usar luvas de aço, saber suportar tempestades com brilho de esperança nos olhos e não se esquecer de onde quer chegar. No caminho da vida, é muito fácil nos esquecermos das luvas...
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Cotidiano

Pai – precisamos esperar por agosto?

por Paulo de Abreu Lima   Alguns meses atrás, mais exatamente em agosto do ano passado, a Folha de São Paulo, em alusão ao Dia dos Pais, publicou uma reportagem onde abordava diversos tipos de pais. Chamou-me a atenção a diversidade desta tipologia pois apresentou pais adotivos, ricos, pobres, etc., ou seja, tipos muito diferentes entre si e o quanto estes tipos e jeitos diferentes de atitudes e comportamentos são, no fundo, ricos em sentimentos e força de paternidade na relação pais-e-filhos (é claro que esta relação pais-e-filhos, não se restringe à figura paterna; tais sentimentos e significação são profundamente vividos na relação mãe-e-filhos, com modelo e referência diferentes, nem melhores nem piores). Vale a pena lembrar alguns casos...
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Crescimento & maturidade

Deveis ensinar aos vossos filhos que o solo que pisam são as cinzas dos nossos avós (…). Tudo quanto acontecer a terra acontecerá aos filhos da terra. (Chefe Seatle) Não se faz a consciência dos homens à força . (Jung) Não há luta contra pessoas. O que se pretende é corrigir os vícios nas estruturas. (Dom Luciano Mendes de Almeida) No silêncio mora a confiança. (Rubem Alves)  Paulo de Abreu Lima De alguma forma todas estas frases tratam de uma mesma questão, mais ou menos diretamente: crescimento e maturidade. Acho que toda a febre de livros de autoajuda não é outra coisa senão uma grande oportunidade de exploração comercial da necessidade do crescimento das pessoas. E se observarmos bem...
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Cotidiano

Qual é a nossa?

  Qual é a nossa?  Por Paulo de Abreu Lima   Qual tem sido a nossa busca neste mundo? Como tem sido essa busca? O quê temos conquistado? Qual a perspectiva que temos pela frente? Temos buscado alimento físico, mas principalmente alimento afetivo e social, o que tem causado, ao longo de toda a história humana, muitos ganhos, é verdade, mas muitas perdas também. Ganhamos muito no desenvolvimento cultural e social; no acúmulo e preservação de valores e conhecimento científico e tecnológico. Nunca, em tão pouco tempo, por exemplo, nos últimos duzentos anos, a humanidade evolui tanto; e, parece, este quanto de evolução passou de uma proporção de décadas para horas!! Acho que podemos considerar como ganhos as aquisições...
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Estarrecimento e silêncio

Paulo de Abreu Lima Numa noite recente de fevereiro último, uma segunda feira, um barulho persistente de helicóptero, muito próximo de onde moro, chamou-me a atenção. Em princípio não dei bola, pois esta é uma região de intenso tráfego aéreo, muito próximo ao aeroporto. Repentinamente, e muito espantada, minha esposa me chama para olhar pela janela uma cena incomum. De uma posição razoavelmente privilegiada, no 7º andar de onde moro, pudemos ver, não com muito a nitidez, é verdade – já era noite fechada e a cena acontecia a cerca de cem metros – mas com muito espanto e curiosidade, uma aglomerado de pessoas e luzes vermelhas piscando insistentemente de quase duas dezenas de viaturas policiais. No ar, a...
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Natal e o Oriente Médio

O mês de dezembro é o mês do natal cristão. Mais do que nunca, a reflexão sobre o Natal invoca uma reflexão sobre o conflito no Oriente Médio.  Paulo de Abreu Lima Temos a impressão, com frequência, que o conflito entre árabes e israelenses nunca será solucionado. A julgar pelo que acompanhamos pela imprensa, o relacionamento entre judeus e palestinos, especialmente, sempre será marcado por atitudes violentas de ambas as partes. É bastante lamentável a grande perda de todo o avanço a que chegaram as negociações de paz, entre Iasser Arafat e Itzhak Rabin. Mais lamentável, ainda, Israel eleger, na sequência, um primeiro-ministro da direta (Byniamin Nethanyahu), que, claramente, desprezou e jogou no lixo todo o avanço alcançado. A...
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Esquartejadores da consciência (versão fim de século)

  Gilberto da Silva Cena 1 – Tomada única É Natal. Numa casa da periferia, Manuel e Maria tomam “champanhe Cereser”. Tudo é alegria, tudo é festa. Chove. Afinal chove todo ano nessa época em São Paulo. E dá enchentes. Não muito longe dali, Bola e Sete planejam um Natal melhor, afinal, Natal tem muito vermelho e isto lembra sangue e festa. Bola e Sete querem mais é aproveitar. Manuel e Maria são boas vítimas um banquete de glória, fúria e insanidade. Não pode faltar sangue (nem o de boi) na ceia de Bola e Sete. Menores sonham sempre com um Natal melhor… Cena 2 Segunda tomada Na subida das escadas da estação do metrô. Um diálogo apenas. -...
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Vivo para eu mesmo ou para o outro?

Paulo de Abreu Lima Há cerca de um mês atrás se realizou o McDia Feliz, uma iniciativa do McDonald´s que apoia instituições que atendem crianças com câncer. Um pouco antes, me parece, aconteceu, também, o evento Teleton, uma ação de grande porte, envolvendo, inclusive grandes redes nacionais de TV. Ações desta natureza não passam despercebidas e são dignas de respeito, pois demonstram sensibilidade da sociedade, ou pelo menos de alguns setores, em mobilizar-se para contribuir na reparação de graves problemas sociais – problemas de saúde infantil, nestes casos.  Na ocasião do McDia Feliz, ocorreu-me uma reflexão acerca do quanto  ainda há para fazer. Ocorreu-me um sentimento de que tais ações são gotas no oceano. Não há dúvida de que...
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Coisas do amor, do sexo, da vida:Amarás o próximo?

Gilberto da Silva É ainda poderosa a máxima bíblica “amarás ao próximo como a ti mesmo” posto que vivemos numa sociedade em que o egoísmo é muito forte. A competição, a busca pelo Belo (corpo perfeito, plásticas, dietas etc) e o impulso de destruição são condições de sobrevivência. O egoísmo é uma forma de amor. O amor-próprio é considerado uma virtude para alguns e um vício para outros. Amar aos outros deve ser feito na mesma tonalidade que amar a si mesmo? O amor a outro é uma forma de amar de redenção. “Assim me falou um dia o diabo: ‘Também Deus tem seu inferno: é o amor pelo homem’. E mais recentemente eu o ouvi dizer esta palavra:...
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Você já empinou uma pipa com seu filho, hoje?

Paulo de Abreu Lima   Refletindo sobre a construção deste artigo, pensava em 3 temas: o maniqueísmo e a neurose urbana na qual vivemos submerso no dia-a-dia numa cidade como SP a perda da arte no nosso comportamento, por estarmos “deglutidos” na tecnologia da informação “internetizada” e a consequência destas duas coisas na difícil tarefa de educar nossos filhos. No fundo está tudo muito interligado; se não, vejamos. As nossas relações no cotidiano têm se caracterizado como relações de receio, como relações de medo, até. É muito interessante observarmos que quando vivemos numa cidade como São Paulo, somos livres, pois somos anônimos, ao contrário daqueles que moram em cidade pequenas, onde todos sabem de tudo. Será que somos livres...
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Cotidiano

Na cova com os leões

  Eliana Maria Righi Criança é morta por leões em circo de Recife.  Na sequência da tragédia temos quatro leões assassinados, um leão exonerado e dez pessoas são indiciadas.  Estas, mesmo que venham a receber a sentença máxima, poderão cumprir a pena em liberdade, sem qualquer risco de virem a ocupar um dia qualquer tipo de grade, cercado ou jaula. Barbárie num mundo ignaro.  Ignorância num mundo de misérias.  Injustiça num mundo sem leis.  Na Universidade Rural de Pernambuco, onde os leões foram necropsiados, comprovou-se que não havia nenhum material sólido no estômago dos animais.  Fome.  Como poderiam estes leões se defender da morte iminente por inanição?  Qual a lei da natureza?  Quais os instrumentos que dispunham naquele momento...
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Cotidiano

Para onde vamos?

 Paulo de Abreu Lima Pensar nesta pergunta parece, hoje, não ter importância. Será que é importante mesmo? Talvez porque pensar para onde vamos? seria pensar na evolução da nossa conduta ética e/ou espiritual. O quê nosso universo ético e espiritual pode ter haver com nosso universo mundano que, atualmente, é essencialmente consumista, econômico? Aliás, sempre foi, e não vai deixar de ser. A questão mais importante, parece ser mesmo: por que as sociedades materialistas (capitalistas, consumistas ao extremo, etc.) construíram um universo ético tão nocivo, tão áspero, onde as relações são caracteristicamente temerosas e ameaçadoras?? Para onde vamos, se a ciência e a tecnologia parecem estar praticamente sempre a serviço do comércio? Para onde vamos se, apesar de...
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Cotidiano

Cachaça, a verdadeira preferência nacional

Foto: Gilberto da Silva Dona de muitos nomes, ainda estigmatizada em sua própria terra, para muitos não é uma boa ideia, mas, também há admiradores espalhados por todo o Brasil. Com moderação e cautela é possível tomar um bom gole da “marvada”. Invenção dos tempos da colonização portuguesa no Brasil, nos antigos engenhos de açúcar, o refugo da produção era dado aos animais e aos escravos. Os escravos, às vezes, deixavam a borra de melaço fermentar por alguns dias, criando assim a primitiva cachaça. Pinga boa tem garantia de qualidade uai! A AMPAQ – Associação Mineira dos Produtores de Aguardente de Qualidade foi criada em 1988 para zelar pela qualidade da bebida no estado mineiro Para apreciarmos a boa...
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Cotidiano

Você já empinou uma pipa com seu filho, hoje?

Paulo de Abreu Lima Refletindo sobre a construção deste artigo, pensava em 3 temas: o maniqueísmo e a neurose urbana na qual vivemos submerso no dia-a-dia numa cidade como SP a perda da arte no nosso comportamento, por estarmos “deglutidos” na tecnologia da informação “internetizada” e a consequência destas duas coisas na difícil tarefa de educar nossos filhos. No fundo está tudo muito interligado; se não, vejamos. As nossas relações no cotidiano têm se caracterizado como relações de receio, como relações de medo, até. É muito interessante observarmos que quando vivemos numa cidade como São Paulo, somos livres, pois somos anônimos, ao contrário daqueles que moram em cidade pequenas, onde todos sabem de tudo. Será que somos livres mesmo?...
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Cotidiano

Na cova com os leões

01 Eliana Maria Righi Criança é morta por leões em circo de Recife. Na sequência da tragédia temos quatro leões assassinados, um leão exonerado e dez pessoas são indiciadas. Estas, mesmo que venham a receber a sentença máxima, poderão cumprir a pena em liberdade, sem qualquer risco de virem a ocupar um dia qualquer tipo de grade, cercado ou jaula. Barbárie num mundo ignaro. Ignorância num mundo de misérias. Injustiça num mundo sem leis. Na Universidade Rural de Pernambuco, onde os leões foram necropsiados, comprovou-se que não havia nenhum material sólido no estômago dos animais. Fome. Como poderiam estes leões se defender da morte iminente por inanição? Qual a lei da natureza? Quais os instrumentos que dispunham naquele momento...
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comportamento

Para onde vamos?

Paulo de Abreu Lima Pensar nesta pergunta parece, hoje, não ter importância. Será que é importante mesmo? Talvez porque pensar para onde vamos? seria pensar na evolução da nossa conduta ética e/ou espiritual. O quê nosso universo ético e espiritual pode ter haver com nosso universo mundano que, atualmente, é essencialmente consumista, econômico? Aliás, sempre foi, e não vai deixar de ser. A questão mais importante, parece ser mesmo: por que as sociedades materialistas (capitalistas, consumistas ao extremo, etc.) construíram um universo ético tão nocivo, tão áspero, onde as relações são caracteristicamente temerosas e ameaçadoras?? Para onde vamos, se a ciência e a tecnologia parecem estar praticamente sempre a serviço do comércio? Para onde vamos se, apesar de tanto avanço científico e tecnológico,...
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