Desejo de tolo

Desejo de Tolo Gilda E. Kluppel Tolos ambicionam o poder, e aos inocentes restam as lágrimas, nem em seus piores pesadelos podem imaginar, as competições repugnantes em palavras imundas. Clausuram sentimentos encerram as amizades, iniciam as parcerias, unem-se aos assemelhados, ocupam os espaços, demarcam territórios e consolidam acordos para abrigar os indesejáveis. Enfileiram as pessoas, […]

Conectados 

Gilda E. Kluppel Talvez esteja muito distante do mundo conectado, mas salta aos olhos a ligação, até mesmo afetiva, dos jovens com seus smartphones. Quem perguntar quantas mensagens de texto eles são capazes de enviar, em um dia, pode também se surpreender: mais de cem! Isto acontece durante o período diurno, noturno e até de […]

O sofá rasgado

O sofá rasgado Gilda E. Kluppel   Eles não gostam mais de receber visitas. O sofá da sala está rasgado e não querem que os outros percebam. A filha mais nova causou o rasgo, havia deitado no móvel com uma sandália de fivela. A situação acarreta uma grande angústia, costumam fazer inúmeras críticas, quando visitam […]

Panelinha vazia

Gilda E. Kluppel As panelinhas, na linguagem popular, representam grupos informais fechados, aqueles que se isolam dos demais. Não deixam um mínimo espaço para quem não pertence à turma, permitindo somente a entrada de pessoas escolhidas, segundo julgamentos pessoais e duvidosos. Faz parte da natureza humana reunir-se em grupos, desde o nosso tempo de escola […]

As Marias

As Marias   Gilda E. Kluppel   Ela, uma Maria chamada de dom e de magia do qual todas as mulheres têm algo talvez, ligação com poesia.   Resistentes são as flores de nome Maria das “três-marias” que se multiplicam vigorosamente em galhos de arbustos simples e belas também em florzinha chamada de “maria-sem-vergonha” uma […]

A vendedora de bilhetes

A vendedora de bilhetes   Gilda E. Kluppel     Quando ouvi pela primeira vez, no calçadão da Rua XV de Novembro, a voz potente da vendedora de bilhetes de loteria levei um susto. “É a cobra 33, corre hoje”. Outras vezes, ficava incomodada ao passar por aquela esquina, pois uma quadra antes escutava a […]

Saudade, este substantivo feminino abstrato…

Saudade, este substantivo feminino abstrato… Gilda E. Kluppel   Saudade, este substantivo feminino abstrato, inscrita com destaque em lápides para expressar o sentimento da ausência provocado pela morte; desperta sensações nostálgicas, mas não é sinônimo de nostalgia e nem de melancolia. Substantivo abstrato que revela impressões próprias, sua existência está ligada a alguém ou alguma […]

O homem que fingia ser bom

O homem que fingia ser bom Gilda E. Kluppel     A sensibilidade nunca foi o seu ponto forte, ao contrário, a rudeza dos modos sempre o acompanhou. Gostaria de expressar a sensibilidade, mas era incapaz de sentir o outro, não possuía empatia para isto. Entretanto, considerava bonito e elegante manifestar esse sentimento. Contou a […]

Belas palavras

Belas palavras Gilda E. Kluppel   Gostava de falar palavras bonitas, aquelas com uma boa sonoridade. Quando ouvia alguma palavra diferente, considerada agradável, anotava num bloquinho de papel, que carregava sempre junto ao bolso da camisa. O sentido da palavra não era relevante, apenas a beleza do som que elas produziam. Pretendia causar impacto. Sentia-se […]

Natal

Natal   Gilda E. Kluppel         Resolveu inovar neste Natal, em cada final de ano, ele e a esposa procuravam agradar a todos, acreditando que quanto maior o gasto, maior a fraternidade. Destinavam uma grande quantia de dinheiro para que nada faltasse à mesa e também para a decoração da casa. Mas, […]