Um bom 2004 para todos

2003 foi um ano de fortalecimento para nossa revista. Novos amigos, novos parceiros, novos colaboradores. Gente boa, como tais como Madalena Carvalho, Sandra Kezen, Gustavo Dumas, poeta Silas Correa, Antônio Carlos da Silva, Dulcinéia Maria Sabino Silva, Carolina de Souza, Agenor Luiz Delazari, Julio Paupitz, Alessandra Bertasi Nascimento, Vera Lúcia Teixeira, Giuliana Capello, Jaqueline Novaes, Washington Sorio, Omar Freddi e finalmente, Ana Marina Godoy. Juntaram-se aos fiéis colaboradores tais como, Adilson Luiz Gonçalves, Paulo de Abreu Lima, Vicente Martins e Davys Sleman de Negreiros. A participação destes e de tantos outros colaboradores (perdoem a omissão) e palavras incentivadoras permitem que possamos tocar o barco em 2004 com muito mais garra e esmero

 

 

Uma carta ao Presidente Lula

Presidente Lula,

Longe vai o tempo em que eu, no vigor da juventude, influenciado pela militância do sindicalista Paulo de Matos Skromov engajei-me na luta por um Partido dos Trabalhadores. Numa sala pequena da Av. Senador Queiróz, no centro de São Paulo vivenciei várias vezes como o sindicalista coureiro ficava contente em saber que o companheiro metalúrgico do ABC também queria formar um partido de “peões”.
Do núcleo da Rua Catão, na Lapa, até Carapicuíba e depois Barueri foram anos e anos de luta para formar uma partido pela base. De núcleos e diretórios, de eleições e mais eleições o PT, de luta em luta, chegou ao poder.

Nesta última eleição, a vitoriosa, já sabia que sua chegada ao Planalto não significaria uma revolução socialista. Outros, ou já sabiam, ou fingiam que não sabiam. Ou, pior, acreditavam numa mudança profunda. Já afirmava aos meus amigos que depois de sua eleição um novo partido deveria ser formado para atrair e aglutinar os descontentes com os rumos do PT. Não seriam poucos…. É o que está acontecendo.

Você (permita-me chamar assim) no PT sempre foi a base, a estrutura dos rumos que o partido imprimia a cada momento. Este papel você está exercendo com maestria, na minha opinião, o papel de Presidente do país. Acredito, ainda, na sua força, no seu desejo de mudar a cara deste Brasil tão desunido, destruído por governantes inescrupulosos.
O tempo passou, mudei, mudamos. Os tempos são outros. A vida é este eterno mudar e re-mudar. Mas como na canção, os sonhos não envelhecem.

Muitos petistas como eu continua acreditando no seu potencial de articulador, negociador e na sua enorme força de vontade de mudar este país. Esperamos que em 2004 novos rumos possam ser implementados e que você possa superar as dificuldades iniciais e leve este país para o seu merecido posto de país desenvolvido.
Bom, é muita pretensão da minha parte querer que estas pequenas linhas cheguem aos seu olhos, eu fico por aqui.
Sucesso!

Um abraço,
Gilberto da Silva

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