A questão ambiental

A questão ambiental
por William Jorge Gerab

www.partes.com.br/reflexao/socioambiental/gerab/gerab1.asp

Sociólogo, com especialização em Gestão Ambiental e funcionário público municipal aposentado.
wjgerab@terra.com.br

Nesse momento de reavaliação das experiências de elaboração política, de organização e das práticas das esquerdas, temos que incluir a discussão da temática ambiental. Mais do que uma atualização da visão de mundo dos socialistas, essa discussão permitirá alcançar, na teoria e na ação cotidiana, a reunificação do conhecimento, pulverizado pelas necessidades de produção em massa e de controle político do Capitalismo.

Apropriar-se dos conceitos, recursos metodológicos e valores do Ambientalismo, que interessam aos trabalhadores e à maioria oprimida da sociedade, resultará em um salto de qualidade na busca de antigas pretensões, como a de, já no planejamento e nas formas de aplicação das ciências, nas técnicas, estar realizando distribuição de renda, justiça social e tudo o que se derivar desses princípios. Como a própria dinâmica do meio ambiente impõe, uma estrutura política e social, que combine Ambientalismo e Socialismo, precisará absorver sistemática e continuamente as mudanças trazidas pelas demandas populares para a sua realização.

Esta é, portanto, uma proposta para que os Núcleos de Reflexão e Ação Socialista incorporem e desenvolvam a ideologia e as práticas do que podemos chamar de Ecossocialismo, a busca de uma dinâmica social e política, que harmonize uma futura sociedade humana com o meio ambiente, seja ele natural ou criado por homens e mulheres.

Para iniciar a discussão dessa proposta, há a sugestão dos dois textos publicados neste site. O de Pierre Rousset, publicado em 1998, demonstra como as questões ambientais não podem mais serem dissociadas das sociais, inclusive nos programas políticos dos partidos e nos programas e planos de ação governamentais. Já o segundo, de Leonardo Boff, publicado em 1996, mostra algumas compreensões da expressão “ecologia” e como elas podem nos levar a perceber ou não a interação entre meio ambiente e sociedade, a vida psíquica da humanidade e, até, um nível espiritual ou místico de entendimento do universo. Como já pode ser percebido, a idade dos textos, sete e nove anos, respectivamente, nem de longe os envelheceu.

William Jorge Gerab

wjgerab@terra.com.br

1º de Maio de 2005.
Obs: Para saber mais sobre os Núcleos de Reflexão e Ação Socialista visite o site: www.agrupamento.com.br

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