Resenhando o Livro “O Educador de Todos os Dias: convivendo com crianças de 0 a 6 anos” e sua contribuição para profissionais da educação Infantil

Rose Carla Mendes Oleques[*]

publicado em 06/08/2009 como www.partes.com.br/educacao/educadordetodos.asp

      Este livro apresenta uma leitura importante para todas as pessoas que trabalham com crianças de zero a seis anos em instituições de educação infantil. Os autores discutem questões que fazem parte desse cotidiano da criança como, por exemplo, o choro, o sono, o uso do bico, a tirada de fralda, a sexualidade, as brincadeiras, a rotina, a adaptação e o envolvimento dos pais. Além disso, apresentam etapas de desenvolvimento da oralidade e do grafismo das crianças, instituições e os fundamentos legais do atendimento a elas referindo-se à importância do papel do adulto como mediador.

         Em conformidade com os aspectos gerais do desenvolvimento infantil no primeiro capítulo, encontram-se os conceito de inatismo, ambientalismo, interação o sujeito e o meio, o papel do adulto servindo como mediador entre a criança e o mundo e a hora que as crianças vão para a escolinha. Assim sendo, a concepção inatista defende que é através da hereditariedade que chegamos a ser o que somos, ou seja, possuímos características inatas que nasceram conosco, assim em oposição, a esta está à ideia de que é o ambiente que determina o jeito de ser de uma pessoa.

         No próximo capítulo, condiz sobre a rotina dos pequenos na Instituição de educação Infantil. Dessa maneira, é possível perceber que a organização no tempo deverá permitir ao professor que interaja com as crianças, ao mesmo tempo em que estas irão brincar umas com as outras realizando muitas aprendizagens. Dessa maneira, o educador deverá ter em mente que tipo de atividade realizará, em que local e em que hora.

         No terceiro capítulo, apontam as autoras, para a questão da importância da interação da família, escola e comunidade. Para o trânsito destas questões, é fundamental que as famílias sejam bem vindas no ambiente escolar, na qual o ingresso dos pais seja admitido, não só em reuniões, mas em atividades da escola que estimule a cooperação, na qual a instituição deve prestar contas aos pais e comunidade sobre o trabalho realizado e produzidos com as crianças, as salas de aula e as crianças brincando e interagindo, baseado sempre no respeito e valores, ritos e tradições.

         O quarto capítulo refere-se ao estudo da convivência com crianças de zero a seis anos. Nesse ponto, a instituição infantil não é uma família, todavia, é familiar, afetuosa, cuidadosa, tem suas próprias leis, rotina, organização, escolhas, objetivos, nas qual visa o bem-estar das crianças de modo que elas sintam-se seguras e orientadas no período que lá permanecem. Assim sendo, as crianças de um ano e meio necessitam de muita atenção do adulto, pois ao nascer o corpo da criança é muito frágil, mas é nele que irão acontecer às explorações dos sentidos e a construção da motrocidade e a fala.

         Dentro do mesmo capítulo, a questão do corpo da criança está relacionado com a exploração dos sentidos, a construção da motrocidade. Logo, uma criança entre um ano a três anos de idade seu corpo já representa movimentos e registros e dos três aos seis anos de idade, ela necessita de novos e mais complexos desafios, utilizando-se das brincadeiras simbólicas ou dos jogos de faz-de-conta. É possível perceber, que é a partir de um ano e meio aproximadamente que a criança vai desenvolver também a oralidade e ao longo desta faixa etária ela se dá conta do sentido da fala e aos poucos vai organizando para conquistá-la, para adquiri-la e dominá-la.

         O último capítulo é destinado às leis do atendimento à criança pequena como a Constituição Federal de 1988, primeira Constituição brasileira, a reconhecer a criança como sujeitos portadores de direitos; o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei Fed. 8.969/90)-ECA, lei da cidadania da criança e do adolescente, Lei Orgânica de Assistência social (Lei Fed. 8.742/93) – LOAS e, por final, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei Fed. 9.394/96) – LDB. Sintetizando, creches e pré-escolas que são destinadas a crianças de zero a seis anos, são direito da criança e dos seus pais e dever do estado para a educação.

         As ideias apontadas neste livro, organizada por Craidy (1998), são de extrema relevância para as pessoas que trabalham com crianças de zero a seis anos, sejam elas estudantes de pedagogia ou professoras da educação infantil, o educador de “todos os dias”. Sintetizando, a obra apresenta uma linguagem acessível, ilustrações e textos que carregam contribuições teóricas e práticas que auxiliam o dia- a –dia de quem trabalha com estes pequenos.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

CRAIDY, Carmem Maria (org). O Educador de Todos os Dias: Convivendo com Crianças de 0 a 6 Anos. Porto Alegre/BR: Mediação, 2004.

[*] Graduada em Letras Licenciatura Plena Habilitação Português e Espanhol, Aluna do Curso de Especialização em Gestão Educacional/ UFSM. E-mail: rosecarlaoleques@yahoo.com.br

 

Como citar este artigo:

OLEQUES, Rose Carla Mendes. Resenhando o Livro “O Educador de Todos os Dias: convivendo com crianças de 0 a 6 anos” e sua contribuição para profissionais da educação Infantil. P@rtes (São Paulo). V.00 p.eletrônica. Agosto de 2009. Disponível em<>. Acesso em _/_/_.

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