Doenças Ocupacionais do sistema osteomuscular e suas correlações com a atividade de motorista de ônibus coletivo urbano

Doenças Ocupacionais do sistema osteomuscular e suas correlações com a atividade de motorista de ônibus coletivo urbano

 

 

Felipe Arêdes Galvão*

Adalberto Romualdo Pereira Henrique**

 

Resumo

Sendo a mecânica corporal, enquanto ciências que estuda as forças estáticas e dinâmicas que agem sobre o corpo humano, o estudo pesquisou possíveis patologias ocupacionais do sistema osteomuscular, queixas de dores e desconfortos causados pelo impacto da atividade laborativa e como esses fatores interferem no desempenho ocupacional em motoristas de ônibus coletivo urbano, no período de fevereiro a abril de 2009.

Palavras Chaves: Doenças Ocupacionais, Osteomuscular, Motorista, Ônibus, Ergonomia

Abstract

As the body mechanics, as a science that studies the static and dynamic forces that act on the human body, the study focused on the possible occupational diseases of the musculoskeletal system, complaints of pain and discomfort caused by the impact of labor activity and how such factors influence the occupational performance drivers in urban public bus, from February to April 2009.

Keywords: Occupational Diseases, Musculoskeletal, Driver, Bus, Ergonomics

Introdução

            A palavra trabalho “abrange várias realidades, como mostra seu uso corrente. É utilizada, conforme o caso, para designar as condições de trabalho (trabalho penoso, trabalho pesado…), o resultado do trabalho (um trabalho malfeito, um trabalho de primeira…) ou a própria atividade de trabalho (fazer seu trabalho, um trabalho meticuloso, estar sobrecarregado de trabalho…). Em primeira análise, a atividade se opõe à inércia. É o conjunto dos fenômenos fisiológicos, psicológicos…, que caracterizam o ser vivo cumprindo atos. Estes resultam de um movimento do conjunto do homem (corpo, pensamento, desejos, representações, história) adaptado a esse objetivo. No caso do trabalho, esse objetivo é socialmente determinado. Sem atividade humana não há trabalho, mas pode haver uma produção. Um automatismo, por exemplo, materializa de certo modo o trabalho necessário a sua concepção, fabricação e manutenção e transmite a cada unidade produzida uma parte do valor desse trabalho” (F. GUÉRIN, 2001).

            A profissão de motorista é considerada árdua e penosa. As exigências do trabalho fazem com que o motorista permaneça muito tempo sentado e isolado, para garantir segurança na viagem. Estes cuidados são acentuados quando se transportam passageiros. A manutenção da postura em equipamentos (bancos), que podem faltar com as condições ergonômicas necessárias, o estresse em trânsitos congestionados, a poluição, desavenças com o público (passageiros) e muitos outros, favorecem a caracterização de uma profissão altamente fatigante (MENDES, 1997).

            Justifica-se a pesquisa em um estudo direcionado à classe trabalhadora, em específico os motoristas de ônibus urbano focando as doenças geradas nesta classe, devido a diversos fatores ergonômicos envolvidos nessa atividade laboral.

Segundo Lancman (2004), a ergonomia nasceu da constatação de que o homem não é uma máquina como as outras, das patologias e infrapatologias específicas do trabalho e da necessidade de responder questões levantadas pelas situações de trabalho insatisfatórias. Surgindo da fusão de duas correntes, a produtivista, que compreende o funcionamento do homem em atividade profissional para adaptar as ferramentas, máquinas, os espaços de trabalho, os ambientes e organizações no trabalho, e a higienista, que entende os efeitos negativos do trabalho sobre o homem para suprimir suas causas.

            Tomando como fundamento a mecânica corporal, enquanto ciência que estuda as forças estáticas e dinâmicas que agem sobre o corpo humano, o estudo pesquisou possíveis patologias ocupacionais do sistema osteomuscular, queixas de dores e desconfortos causados pelo impacto da atividade laboral e como esse fatores interferem no desempenho ocupacional em motoristas de ônibus urbano da cidade de Muriaé, MG, no período de fevereiro a abril de 2009. Para participar da pesquisa, foram selecionados todos os profissionais motoristas ativos da Empresa Coletivos Muriaeense Ltda, localizada em Muriaé (MG), no total de 55 motoristas, gênero masculino.

 Relações Trabalho e Saúde

            O trabalho, na atualidade, reveste-se de muitos significados, dependendo da ciência que o traz como enfoque: Biologia, Física, Ciências Sociais, dentre outras.

            As várias escolas clássicas da teoria social encontram na categoria trabalho o elemento central para a compreensão das sociedades contemporâneas, compreendidas como “sociedades do trabalho”. É definida em Marx, Durkheim e Weber.

            O reconhecimento da relação entre saúde e trabalho são antigos na historia, mudando apenas a forma de apreender esta relação e o modo de lidar com ela. Observa-se que somente considera nos campos de investigação e intervenção a comparação existente entre si e quando seus efeitos se tornam lesivos aos interesses da produção ou geram conflitos e resistências por parte dos trabalhadores. (GOMEZ et al, 1992).

            O processo de transformação da natureza feita pelos homens acarretou conseqüências para saúde, sofrendo grandes modificações no decorrer da história até chegar ao capitalismo que vivenciamos. Desde a antigüidade podem-se encontrar relatos de doenças advindas do trabalho. Os escritos de Hipócrates sobre a intoxicação saturnina em um mineiro possibilitaram estabelecer o sentido com a atividade laboral. Mas, já naquele momento a relação saúde-doença-trabalho não faziam parte das preocupações dos estudiosos da época, uma vez que a força produtiva era, em sua maioria, de escravos.

A idade média fora marcada pelo valor atribuído aos metais preciosos, fomentou observações quanto ao estado de saúde das pessoas envolvidas na extração mineral (MENDES, 1995).

            A importância atribuída aos metais prolongou-se por outros períodos históricos perpetuando os riscos à saúde. Desta forma, na idade moderna encontramos relatos de Georgius Agrícola (1556), que após o estudo de aspectos relacionados à extração e fundição de metais, destaca a “asma dos mineiros, cuja descrição dos sintomas e a rápida evolução sugerem tratar-se de silicose, eventualmente acompanhada de câncer de pulmão” (MENDES, 1995).

Em 1700 foi publicado o livro de Bernardino Ramazzini cujo título, “De Morbis Artificum Diatriba”, obra fundamental para a patologia do trabalho, onde são descritas as doenças que ocorrem em 50 diferentes ocupações da época. Ramazzini propõe, acrescentar-se às investigações médicas o questionamento sobre a ocupação (MENDES, 1995).

            Entre 1760 e 1850 desenvolveu-se a fase histórica que se tornou mais evidentes as conseqüências das más condições de vida e trabalho à saúde, pois neste período ocorria a Revolução Industrial, estabelecendo uma maior abrangência no modo de produção capitalista, foi produzido uma alteração profunda nas relações homem-natureza e homem-homem. Neste modelo apenas um grupo da sociedade apropria-se dos meios de produção, em detrimento da maioria que possuía parte de seu trabalho revertido em mais valia. (MENDES, 1995).

            No processo de trabalho onde o uso de maquinaria é hegemônico, dá-se a substituição das ferramentas artesanais e da força humana pelas máquinas.

            A inserção diferenciada nos processos produtivos determina formas desiguais de adoecer, portanto acrescentam uma carga de maiores riscos à saúde. Além, daqueles compartilhados entre a população em sua grande maioria, submetida às mesmas condições de vida. Dentro dos seus respectivos ambientes de trabalho, suas condições de organização provocam situações que determinam cargas diversas e sobrecargas aos trabalhos, quer em conjunto e/ou individualmente.

O Trabalho e a Ergonomia

            Santos (1997) define o trabalho como uma atividade própria do ser humano enquanto ser social. Existem vários entendimentos para a atividade laboral, de acordo com a forma de abordagem. Em uma das análises mais ressaltadas procurou-se diferenciar as atividades humanas de trabalho. Para os pesquisadores, a distinção deve recair na classificação das atividades do homem em “trabalho” e “não trabalho”. Como exemplos citam a atividade de colher uma fruta: quando o objetivo é apenas comê-la, não seria trabalho, contudo a mesma ação com objetivo comercial caracterizar-se-ia como uma situação laboral. Outro exemplo pode ser encontrado no lazer, onde a atividade humana pode caracterizar-se como “não trabalho” para o turista que procura apenas uma satisfação direta de uma necessidade recreativa, mas como “trabalho” para o guia que o conduz.

            No entanto, uma importante forma de identificar uma atividade como trabalho é o valor pago pelo mesmo, isto é, o salário. Uma das características fundamentais do trabalho é a remuneração, quando não se pode desconsiderar, por exemplo, os estudantes, as atividades domésticas e os atletas. Estes, por sua vez, devem cada indivíduo, com sua particularidade, apresentar algum resultado e/ou desempenho sem, na maioria dos casos serem remunerados.

            São muitas as áreas de conhecimento como no caso da Sociologia, Economia, Administração de empresas, Serviço social, Psicologia, Terapia Ocupacional, entre outros que incluem em seu campo de estudo as relações do trabalho. No entanto, uma ciência reconhecida recentemente (1949-1950) a qual procura adaptar o trabalho ao homem, identificada como Ergonomia, tem recebido muita aceitação por parte dos pesquisadores (IIDA, 1993).

            A palavra Ergonomia vem do grego ergon (trabalho) e nomos (legislação, normas). Pode ser entendida como a ciência que procura configurar, planejar, adaptar o trabalho ao homem, respondendo questões levantadas em condições de trabalho insatisfatórias (DUL e WEERDMEESTER, 1995).

            A Ergonomia possui vantagens em relação às outras áreas do conhecimento que pesquisam o trabalho, pois apresenta natureza aplicada e em especial, caráter interdisciplinar. O caráter aplicado está fundamentado na adaptação do posto de trabalho e do ambiente cotidiano às necessidades e características humanas, enquanto a interdisciplinaridade significa que a ergonomia se apóia e utiliza informações de outras áreas do conhecimento humano para alcançar seus objetivos. A interdisciplinaridade permite ao ergonomista a bagagem para entender as necessidades e dificuldades do trabalhador e dos mais variados tipos de profissões existentes em nossa sociedade (MONTMOLLIN, 1995).

Isto é facilitado porque a ergonomia está apoiada em conhecimentos de outras áreas científicas, como Biomecânica, Fisiologia, Cineantropometria, Anatomia, Arquitetura, Desenho industrial, Engenharia mecânica, Informática. Estes recursos contribuem para um relacionamento harmonioso entre o indivíduo e a realização de uma tarefa.

            Assim, a Ergonomia se faz presente no projeto e adaptação de ferramentas, armas, utensílios, máquinas, equipamentos, sistemas e tarefas de toda natureza às necessidades e características humanas, com o objetivo de melhorar a segurança, saúde, conforto e eficiência no trabalho (IIDA, 1993).

            A condição de trabalho está, antes de tudo, no ambiente físico (temperatura, pressão, barulho, vibração, irradiação, altitude e iluminação), no ambiente químico (produtos manipulados, vapores e gases tóxicos, poeiras, fumaça, etc.), no ambiente biológico (vírus, bactérias, parasitas e fungos), nas condições de higiene e nas características antropométricas do posto de trabalho (DEJOURS, 1988).

            A condição de trabalho estudada pela Ergonomia, de acordo com Dul e Weerdmeester (1995), também permite incluir outros aspectos, como posturas e movimentos corporais (sentado, em pé, empurrando, puxando, levantando pesos, repetição de movimentos), informações (informações captadas pela visão, audição e outros sentidos), relações entre mostradores e controles, bem como cargos e tarefas. A análise e ajuste adequado destes fatores possibilitam projetar ambientes seguros, saudáveis, confortáveis e eficientes, tanto para o trabalho quanto para as atividades diárias.

            Sendo esta análise do ambiente de trabalho um fornecedor de informações que podem ser aplicadas na elaboração de instrumentos, para que o homem não fique exposto a acidentes e a má postura, podendo moldar suas atividades ao conforto, segurança e eficiência. Assim a ergonomia procura focalizar o homem no projeto de trabalho e nas atividades cotidianas. As condições de insegurança, insalubridade, desconforto e ineficiência podem ser eliminadas quando são adequadas às capacidades e limitações físicas e psicológicas do homem (DUL & WEERDMEESTER, 1995).

            Para Carvalho (1984), a ergonomia propõe preservar o homem da fadiga, do desgaste físico e mental, colocando-o apto ao trabalho produtivo. Complementa Lancman (2004) que a ergonomia possui duas abordagens: a Human Factors e Ergonomia da Atividade Humana. A primeira abordagem citada como enfatiza Mascia e Sznelwar (apud LANCMAN, 2004) “privilegia a interface entre os componentes materiais e os fatores humanos”, “leva em conta as características gerais do homem, para que máquinas e dispositivos técnicos sejam mais bem adaptados aos operadores…”.

            Tendo em vista que a execução de toda atividade humana, seja no trabalho, no lar, no tempo livre ou rendimento esportivo, requer o emprego de instrumentos, equipamentos ou acessórios para realizá-la, torna-se evidente a valiosa contribuição que a Ergonomia poderá fornecer na adaptação e realização destas atividades.

A Profissão de Motorista

            O Brasil possui uma grande quantidade de caminhões e ônibus, sendo que o transporte interno de produtos agrícolas, industrializados, matéria prima, passageiros, entre outros, é realizado quase que inteiramente por transportes rodoviários.

            A capacidade do ser humano em dominar as máquinas motorizadas lhe proporcionou uma importante forma de se engajar no mercado de trabalho. O homem quando dirige um veículo automotivo pode fazê-lo como forma de lazer, necessidades pessoais ou como instrumento de trabalho. O motorista pode atuar na área de transporte de cargas, encomendas, passageiros, ou como piloto de veículos de velocidade. Esta colocação evidencia a grande importância que o motorista desempenha tanto no setor social quanto econômico.

            As exigências do trabalho fazem com que o motorista permaneça muito tempo sentado e isolado, para garantir segurança na viagem. Estes cuidados são acentuados quando se transportam passageiros. A manutenção da postura em equipamentos (bancos), que podem faltar com as condições ergonômicas necessárias, o estresse em trânsitos congestionados, a poluição, desavenças com o público (passageiros) e muitos outros, favorecem a caracterização de uma profissão altamente fatigante MENDES (1997).

            Entre outras exigências para a profissão de motorista, a atividade mental, que para a Ergonomia tem significado especial, engloba alguns aspectos que devem ser atendidos pelo motorista ou qualquer outro profissional que, em sua situação laboral, exija uma demanda mental considerável. Grandjean (1998) descreve como características que definem a atividade mental a recepção de informações, a memória e a vigilância. Estas, entretanto, são características comuns ao cotidiano, embora sejam mais exigidas em algumas situações. Assim, atividades laborais que implicam em receber e analisar informações, processando e emitindo respostas, memorização de controles, mostradores e botões, manter-se por longos períodos em estado de vigilância, podem ser entendidas como profissões que necessitam de elevada participação do sistema nervoso.

            Neste sentido, o motorista deve manter a atenção constante, precisão na realização das ações, autocontrole, direção defensiva, análise e interpretação das informações fornecidas pelos equipamentos do veículo. O sistema auditivo, visual, a percepção, a coordenação de movimentos e o raciocínio rápido para manipular os mecanismos e equipamentos do veículo, estacionar, avançar, desviar, são solicitações que devem ser percebidas, analisadas e respondidas em fração de segundos. Talvez isto caracterize a exigência mental, aliada às exigências dos órgãos dos sentidos, fundamentais na profissão de motorista. Dessa forma, a profissão de motorista torna-se desgastante também devido à atenção e ao estado de alerta que o profissional deve manter constantemente.

 Neste aspecto Pegorim e Balistieri (1997) constataram que a atividade do motorista de ônibus coletivo é penosa, propondo que se regulamente a “penosidade” da atividade, garantindo-se com isto os direitos destes trabalhadores. Para tanto, sugerem a formulação de uma NR (Norma Regulamentadora) para incluir na portaria 3.214/78 do Ministério do Trabalho.

A legislação trabalhista, conhecida como Norma Regulamentadora 17 ou a Norma da Ergonomia, a ciência do trabalho, foi recentemente alterada no sentido de disciplinar as atividades que acarretam sobrecarga muscular (OLIVEIRA e SCAVONE, 1997).

            A exigência mental da profissão, combinada com fatores econômicos, administrativos e sociais, pode aumentar as cargas de estresse no organismo. O estresse é uma disfunção geradora de distúrbios orgânicos dos mais variados no ser humano (GRANDJEAN, 1998). São vários os fatores que podem desencadear um estado de estresse, além deste pode ser favorecido pelo padrão de comportamento do indivíduo. Por exemplo, o indivíduo com uma personalidade que o caracteriza como agitado, agressivo, competitivo, impaciente, possui maiores chances de desenvolver doenças cardíacas (POLLOCK e WILMORE, 1993). Uma pesquisa realizada em bancários por MONTEIRO, VIEGAS e GONTIJO (1998) revelou que o padrão de comportamento individual demonstrou uma elevada associação com portadores de DORT.

Exigências Motoras na Atividade do Motorista

            O pouco espaço que possui para realizar suas tarefas (cabina), o estar sentado, a atenção nos controles, mostradores localizados no painel, no teto ou em outro local, exigem do motorista a manutenção repetida de ações básicas para conduzir adequadamente o veículo. No entanto, as exigências motoras da profissão são específicas, pois exigem que todo o corpo (cabeça, tronco, membros superiores e inferiores) seja solicitado de maneira coordenada durante a realização das atividades.

            A coluna vertebral suporta a compressão exercida pela sobrecarga imposta, em função da força da gravidade (trancos, vibrações e outros fatores externos), e ainda é solicitada em freqüentes rotações da cabeça e do tronco. Estas ações são leves, mas em muitos casos prejudiciais para as estruturas da coluna, ombros e pescoço, porque devem ser realizadas freqüentemente como forma de assegurar a eficiência da tarefa (PEGORIM e BALISTIERI, 1997).

            Na análise ergonômica realizada por Pegorim e Balistieri (1997), foi identificado um tempo de cinco horas e vinte minutos efetivamente trabalhados no volante, desconsiderando os intervalos. Também notou um número elevado de movimentos repetitivos como trocas de marchas, uso da embreagem e do freio. Durante o período que permaneciam dirigindo o ônibus, os motoristas executavam em média 1415 trocas de marchas e 304 freadas diariamente. Foi registrado até 164 trocas de marchas por hora, durante “horário de “rush”.

            No caso de dirigir ônibus em rodovias, ou em centros urbanos, as exigências tanto mentais quanto motoras podem apresentar diferenças. Apesar de se adotar os mesmos princípios de atenção, alerta, trocam de marchas ou outros, suas intensidades são distintas. Supõe-se que os motoristas de ônibus urbano demonstram uma carga de trabalho físico maior que as outras categorias de motoristas (rodoviário), pois são mais exigidos quanto à repetição de movimentos, congestionamentos, parados e vibrações (PEGORIM e BALISTIERI, 1997).

 Mecânica da Postura Sentada

 

            Mecanicamente, durante a postura ortostática (em pé) a carga imposta sobre a coluna lombar é de aproximadamente 60% do peso corporal individual, enquanto na posição sentada isto se eleva para 70%, e pode ultrapassar este valor com o tronco inclinado (BANKOFF et al. apud YONAMINE, 1995).

Grandjean (1998) coloca que a carga imposta à coluna é de 1.5 vezes maior quando o indivíduo está sentado do que quando em pé.

            Knoplich (1982) cita o exemplo da carga exercida no interior do disco intervertebral L3 (3º vértebra lombar), em diferentes posições. Assim, para uma pessoa de 70 kg, quando deitada em decúbito dorsal, o disco suporta uma carga de 25 kg, deitada lateralmente, se eleva para 75 kg, ficando em pé, 100 kg e se ficar sentada a carga imposta ao disco aumenta para 150 kg, assim sendo possível observa-se que, quando se está sentado, a pressão sobre os discos vertebrais é maior do que quando se está em pé. Contudo, a pressão exercida sobre a coluna vertebral é distribuída, graças a um eficiente trabalho conjunto de músculos, articulações, fáscias e ligamentos, entre os discos intervertebrais durante a permanência no estar sentado.

            A compressão nos discos vertebrais pode ser acentuada por um único esforço ou pela fadiga instalada em decorrência do período prolongado de trabalho, tornando a musculatura tensa, enfatiza Achour Júnior (1996). O autor comenta que o homem moderno realiza atividades que o obrigam há permanecer muito tempo sentado ou em pé, situações que exigem estabilidade músculo – articular para conservação da postura.

Doenças Ocupacionais do Sistema Osteomusculares relacionados ao trabalho (LER / DORT)

            Segundo Michel (2000) no século XVI, algumas observações esparsas surgiram, evidenciando a possibilidade de o trabalho ser causador de doenças.

            No século XVII, Ramazzini, um médico italiano que se dedicou a descrever doenças ocupacionais, relatou que movimentos violentos e irregulares, bem como posturas inadequadas durante o trabalho provocavam sérios danos à máquina vital. Aqui cabe ressaltar “as doenças dos escribas e notários”. Com esta afirmação, constata-se então que certas atividades ocupacionais, independentes da época em que são exercidas e da presença de máquinas ou produção organizada, exigem das pessoas posturas, esforços físicos e mentais que podem produzir doenças.

            Já com o advento da Revolução Industrial, quadros clínicos decorrentes de sobrecarga estática e dinâmica do sistema osteomuscular tornaram-se mais numerosos.

            Observa-se que dentro das discussões relativas à saúde dos trabalhadores, importa a discriminação e a análise dos fatores dentro e fora do ambiente de trabalho, bem como sua repercussão no desencadeamento e na manutenção dos processos patológicos. Os problemas relativos às extremidades superiores, relacionados ao trabalho, têm se constituído um grande fator de profundas discussões em termos de saúde pública em muitos países.

            A Saúde, segundo definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), é “um estado de completo bem-estar físico, mental e social” (FISCHER et al., 1989). Este conceito propõe uma ligação de todos os elementos presentes no ambiente com o estado de saúde das pessoas. Onde saúde e doença são estados que dependem da integridade física e mental do indivíduo, bem como das características físicas e “emocionais” da sociedade na qual ele vive, mora, trabalha, diverte-se e sofre. Miranda (1998) menciona que, diversos estudos têm revelado no desenvolvimento da LER, a possível contribuição de fatores psicossociais.

            Sendo que o trabalho em condições inadequadas, acima referidas, pode provocar o acometimento de tendões, sinóvias, músculos, nervos, fáscias, ligamentos, isolada ou associadamente, com ou sem degeneração dos tecidos, especialmente dos dedos da mão, punhos, antebraços, cotovelos, braços, ombros, pescoço e regiões escapulares, relatada também a ocorrência de afecções de origem ocupacional em membros inferiores, especialmente atingindo os joelhos. Onde historicamente essas lesões por esforços repetitivos constituem um fenômeno universal, de grandes proporções, em constante crescimento. Na verdade, tais lesões já foram registradas em 1700 pelo médico italiano Ramazzini, que estudou sua ocorrência entre escriturários.  Em 1895, De Quervain descreveu o “entorse das lavadeiras”, depois denominada tenossinovite do polegar. Contudo, somente a partir da década de 60 o problema ganhou maior dimensão com a incidência crescente de LER entre trabalhadores de países industrializados. Vale recordar que, em nosso país, apenas a partir de 1987 a Previdência Social passou a considerar a LER como uma doença profissional. (MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, 1993).

            Atualmente no mundo a tendência mais moderna para efeitos de atualização do fenômeno LER é a denominação DORT (distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho). Destacas o termo “distúrbios”, ao invés de “lesões”, no sentido de corresponder ao que se percebe na prática, de ocorrerem distúrbios numa fase precoce.

            A pesquisa foi realizada na Empresa Coletivos Muriaeense Ltda atualmente apresenta 55 motoristas ativos, de ônibus coletivo de linha urbana e 21 afastados do trabalho por motivos diversos, entre os quais patologias neurológicas, osteomusculares, circulatórias e visuais.

            Na pesquisa identificou-se alguns fatores que levam esses profissionais a sentirem, no futuro, alguns desconfortos, além da tensão e atenção redobrada que devem ter por exigência da própria profissão. Dessa amostra – 55 motoristas –, 48 são destros e 7 são canhotos, sendo que estes encontram um pouco mais de dificuldade na profissão, devido aos veículos não serem adaptados, resultando maior esforço na realização das manobras e consequentemente, maior fadiga.   Quanto ao tempo de profissão 3 (5%) tem entre 1 a 3 anos; 6 (11%) tem entre 3 a 5 anos; 9 (16%) tem entre 5 a 10 anos; 7 (12%) tem entre 10 e 15 anos; 6 (11%) tem de 15 a 20 anos e, 24 (45%) tem mais de 20 anos de profissão, conforme o Gráfico 2 abaixo. Em relação ao tempo de empresa 6 (11%) tem até 1 ano; 13 (25%) tem de 1 a 3 anos; 7 (12%) tem de 3 a 5 anos; 11 (20%) tem de 5 à 10 anos; 6 (11%) tem de 10 a 15 anos; 3 (5%) tem de 15 a 20 anos e, 9 (16%) dos motoristas tem mais de 20 anos de empresa, ou seja, estão na mesma profissão e na mesma empresa há mais de 20 anos.

            Percebe-se que a grande maioria tem mais de 20 anos de profissão e consequentemente, sentem as consequências físicas, mentais e psicológicas de tantos anos exercendo a mesma atividade laboral, fazendo os mesmos movimentos diariamente (esforços repetitivos).

De acordo com a teoria estudada especialistas como Pegorim e Balistieri (1997) constataram que a profissão de motorista é bastante árdua e em função do desgaste da referida atividade laboral, propõem inclusive a (re) formulação da NR para garantir melhores condições de trabalho e segurança para esses profissionais.

            A pesquisa confirma tal entendimento, pois mais da metade dos motoristas entrevistados, ou seja, 28 (51%) sentem alguma dor ou desconforto durante as horas em que estão trabalhando; 27 (49%) disseram que não tem nada, como mostra o gráfico abaixo. Quanto ao uso de medicamento a maioria 38 (69%) dos entrevistados disse não usar nenhum tipo de medicamento; 17 (31%) disseram que tomam algum medicamento. Os que afirmaram tomar algum tipo de medicamento 76% tomam analgésicos; 11% tomam medicação para hipertensão (Captopril entre outros) e, 13% disseram que tomam antiinflamatórios (Piroxicam entre outros). Presume-se que essa medicação seja receita por médico, até mesmo a empresa, já em conseqüência do desgaste da profissão. Foi perguntado também sobre afastamento por algum motivo e, 17 (31%) disseram que sim, desses 4 (22%) por LER/DORT; 3 (18%) por Hipertensão Arterial (pressão alta), o que implica sobremaneira na execução do trabalho do motorista além de representar alto risco, não só para o profissional, como também para aqueles que estão sob sua responsabilidade, que são os passageiros; 10 (60%) disseram que foram afastados das atividades laborais por um motivo ou outro, sem especificar. O restante, 38 representando 69% dos motoristas, responderam que nunca foram afastados por motivo nenhum, doença etc. Desses motoristas que disseram sentir dores e/ou desconforto, 2 (7%) disseram que sentem dores há aproximadamente 1 ano; 6 (21%) entre 1 e três anos; 6 (21%) de 3 a 5 anos; 5 (19%) de 10 a 15 anos; 1 (4%) de 15 a 20 anos e, 2 (7%) há mais de 20 anos. Aos que queixaram de sentirem dores e/ou algum desconforto a maioria, 19 (21%) queixaram de dores torácico-lombares; 11 (21%) de dores no ombro; 2 (2,3%) dores no cotovelo; 4 (4,6%) dores no punho; 4 (4,6%) dores na mão; 14 (16%) queixaram dores no quadril; 14 (16%) dores no joelho; 4 (4,6%) dores no tornozelo e, 17 (19%) queixou de dores no pescoço. Quanto à idade, a maioria dos motoristas entrevistados tem entre 40 e 50 anos, sendo assim distribuídos: 8 (15%) tem até 30 anos; 17 (31%) tem até 40 anos; 15 (27%) tem até 50 anos; 10 (18%) tem até 60 anos e, 5 (9%) tem mais de 60 anos. Mesmo com algumas queixas, todos gostam da profissão e muitos nunca tiveram outra atividade ocupacional, senão a de motorista.

            A pesquisa mostrou que pelo excesso de estresses, conforme esclarece as literaturas citadas no conteúdo do trabalho, desencadeado por vários fatores, social, econômico, psicológico, mental etc., os motoristas vivem em constante pressão incluindo o número elevado de veículos automotores circulando pelas ruas da cidade, a falta de educação no transito etc., fazem com que esses profissionais fiquem em constante carga estressante e o ambiente de trabalho ergonomicamente inadequado favorece ao aparecimento de doenças osteomusculares.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

            Pelos estudos realizados e análise dos dados obtidos foram encontradas evidências plausíveis de que, o trabalho de motorista é realmente penoso e extremamente fatigante, fatores que levam estes profissionais a sentirem, no futuro, alguns desconfortos e dores, além da tensão e atenção redobrada que devem ter por exigência da própria profissão. Acrescenta-se a isso o longo período de trabalho intenso, as atividades realizadas pelo motorista que exigem permanência prolongada na postura sentada, produzindo desajuste muscular e desconforto postural e corporal, caracterizado por dor ou perda de conforto em conseqüência de diversos fatores entre eles a sobrecarga mecânica e condições patológicas.

            A pesquisa confirma tal entendimento, pois mais da metade, 51% dos motoristas entrevistados sentem alguma dor ou desconforto durante as horas em que estão trabalhando. O tempo de profissão é contribuinte para o adoecimento destes profissionais, pois 45% estão a mais de 20 anos na mesma atividade laboral sofrendo seus impactos. Para eliminar ou minimizar as dores são utilizados medicamentos como analgésicos, anti-inflamatórios para lesões osteomusculares, principalmente na coluna vertebral e medicações para pressão arterial. Por conseqüência da exposição desses indivíduos ao ambiente de trabalho ergonomicamente inadequado às necessidades e características humanas, sofrendo de dores e desconfortos e o longo período de trabalho, há o possível surgimento de LER/DORT, doenças do sistema circulatório, distúrbios visuais, entre outros. Acarretando também incapacidades dos mesmos em continuar a exercer suas atividades, sendo afastados de seus postos de trabalho decorrentes das doenças ocupacionais.

            Portanto são sugeridas alterações na carga horária laboral, utilizando de pausas estratégicas durante o trabalho para amenizar a fadiga muscular e sobrecarga mecânica, orientações e modificações ergonômicas no ambiente de trabalho (cabines), no objetivo de prevenir as doenças ocupacionais do sistema osteomuscular, e circulatório, doenças nas quais são comuns em acometerem esta classe trabalhadora, como foram observadas neste estudo.

Estes resultados possibilitaram a formulação de recomendações que viabilize, em estudos futuros, a introdução de melhorias para o aumento da qualidade de vida dos motoristas de ônibus coletivo urbano. Os estudos também permitiram identificar uma afinidade do processo participativo com os motoristas de ônibus, em que as mudanças podem ocorrer de forma gradativa e experiencial por meio de padrões no caso das demandas referentes a posto de trabalho e físico ambiental, ou através de possíveis adaptações no conteúdo da tarefa do motorista no caso das demandas referentes à organização do trabalho. Tudo isto visando o atendimento, por ordem de importância, dos itens de demanda ergonômica. Considerando que para estes trabalhadores os fatores acima são geradores de afastamentos, com consequente redução de salário, o que gera constrangimentos, alteração da autoestima, estresse e depressão, comprometendo a qualidade de vida.

            O Terapeuta Ocupacional analisa as práxis laborais e a partir dessa percepção contribui na prevenção e redução dos agravos à saúde, valorizando o trabalhador como indivíduo e favorecendo o bem-estar social. Ao analisar as etapas desse processo, o Terapeuta Ocupacional, contribui para o menor número de afastamentos e consequentemente na redução dos custos da seguridade social.

 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS          

 

 

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MINI CURRICULO DOS AUTORES

* Felipe Arêdes Galvão

 Terapeuta Ocupacional formado pela FAMINAS/Muriaé-MG

** Adalberto Romualdo Pereira Henrique

Acadêmico do 7º período de  Terapia ocupacional pela FAMINAS/Muriaé-MG

adalbertofaminasto@yahoo.com.br

(32)3721-4359

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