A Guerra do Vietnã: foi uma incursão norte-americana no Vietnã do Norte ou uma declaração de guerra dos norte-vietnamitas aos EUA?

Luciano Bezerra Agra Filho

publicado em 02/04/2011

www.partes.com.br/politica/guerradovietna.asp

 

RESUMO: O que foi a guerra do Vietnã?2Guerra do Vietnã do Norte ou Guerra Norte-Americana? Meu objetivo ao pesquisar sobre A Guerra do Vietnã e de tentar expor o conhecimento em suas origens, pois, apesar de ser um acontecimento de nossa era, pouco se sabe sobre o mesmo, a não ser através de filmes e noticiários que na maioria das vezes são um tanto superficiais no relato dos fatos. A Guerra do Vietnã foi muito além destes filmes a noticiários, suas sequelas são sentidas até hoje, pelo que dela tomaram parte direta ou indiretamente. Em linhas gerais, tentarei mostrar desde os aspectos geográficos, até renascimento do país depois do término da guerra. Analiso neste artigo as características filosóficas, geográficas, históricas da Indochina e assim sucessivamente, que a priori, muito favoreceram os asiáticos nos conflitos contra os invasores franceses. Tento expor também, a política de exploração, ocorrida a partir do século XIX, nesta região. Bem como, a resistência, por parte dos indochineses a política imperialista das grandes potências. Por fim, tento expor um pouco do Vietnã atualmente, que, apesar das divisões, das perdas humanas e materiais, conseguiu impor-se frente a grande potência de nossa era: os Estados Unidos.
Palavras-Chave:
A Guerra do Vietnã, Norte-Americana, Norte-Vietnamita.


THE WAR IN VIETNAM: WAS AN INCURSION NORTH-AMERICAN IN VIETNAM NORTHERN OR A DECLARATION OF WAR IN THE NORTH-VIETNAMESE TO THE USA?

Luciano Bezerra Agra Filho é graduado em Licenciatura em História pela Universidade Estadual da Paraíba [UEPB] e Graduando em Licenciatura Plena em Filosofia pela Universidade Estadual da Paraíba [UEPB].

ABSTRACT: That was the war in Vietnam? The Vietnam War in Northern or North-American War? My aim to find on the war in Vietnam and trying to present knowledge in their origins, because, despite being an event of our era, little is known about the same, not be through films and news that in most cases are somewhat superficial in the report of the facts.The war in Vietnam was far beyond these films news, its sequelae are experienced until today, that it took part directly or indirectly. In general, I will try show geographical aspects since, until revival of the country after the end of war. I analyze in this Article the characteristics philosophical, geographical, historical Indochina and so on, that a priori, very favored the Asians in conflicts against the invaders French. I try bare also, the policy of exploitation, occurred from the 19th century, in this region. As well as, resistance, on the part of indochineses the imperialist policy of the major powers. Lastly, I try display a little Vietnamese currently, that, despite the divisions, the human and material losses, managed-front the great power of our era: the United States.
Key-words: The War in Vietnam – North-American – North-Vietnamese.

LA GUERRE DU VIETNAM: A L’INCURSION NORD-AMÉRICAIN AU VIETNAM DU NORD OU UNE DÉCLARATION DE GUERRE DANS LE NORD-VIETNAMIENS À DES ÉTATS-UNIS?

RÉSUMÉ: quelle était la guerre au Vietnam? La guerre du Vietnam du Nord ou du nord-américain de guerre? Mon but de trouver sur la guerre du Vietnam et à essayer de connaissances actuelles dans leurs origines, parce que, malgré un événement de notre ère, peu est connu à propos de la même, ne pas être moyen de films et les nouvelles que la plupart sont quelque peu superficiel dans le rapport des faits. La guerre du Vietnam a été bien au-delà ces films nouvelles, ses séquelles sont expérimentés jusqu’au aujourd’hui, qu’il a pris part directement ou indirectement. En général, j’essaierai afficher les aspects géographiques puisque, jusqu’au renouveau du pays après la fin de la guerre. J’analyse dans cet article les caractéristiques philosophique, géographiques, historiques indochine et ainsi de suite, qu’a priori, très favorisée les Asiatiques dans des conflits contre les envahisseurs français. J’essaie strict également, la politique de l’exploitation, s’est produite à la 19e siècle, dans cette région. Ainsi que, de résistance, de la part de indochineses la politique impérialiste des grandes puissances. Enfin, j’essaie afficher un peu vietnamiens actuellement, que, malgré les divisions, les droits et des pertes matérielles, géré-devant la grande puissance de notre ère: les États-Unis.
Mots-clés
: la guerre du Vietnam, nord-américain,  nord-vietnamiens.


INTRODUÇÃO

A Guerra do Vietnã começou em 1959 e terminou no dia 30 de abril de 1975, dezesseis anos após em locais como o Vietnã do Norte, Vietnã do Sul e Sudeste Asiático. As batalhas ocorreram nos territórios intervenientes do Vietnã do Norte, Vietnã do Sul, Reino do Laos, Camboja, Vietnã do Sul, Estados Unidos, Coréia do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Filipinas, Tailândia, República do Khmer, Vietcong, China, Coréia do Norte e União Soviética, tendo como principais líderes, a saber, Nguyen Van Thies, Ngo Dinh Diem, Nguyen Cao Ky, Ngo Quang Truong, Lam Quang Thi, John Kennedy, Lyndon Johnson, Richard Nixon, William Westmoreland, Creighton Abrams, Dwight D. Eisenhower, Gerald Ford, Earle Wheeler, Robert McNamara, Frederick Weyand, Elmo Zumwalt, Robin Olds, John S. McCain II, Park Chung-hee, Chae Myung-shin, Lee Se-ho, Harold Holt, Ferdinand Marcos, Keith Holyoake, Lon Nol, Thanom Kittikachorn, Vang Pão, Hoang Minh Tão, Nguyen Minh Chau, Tran The Mon, Nguyen Chi Thanh, Truong Muc, Dong Sy Nguyen, Vo Minh Triet, Le Duc Tho, Nguyen Van Toan, Nguyen Huu Na, Pham Hung, Van Tien Dung, Le Duc Anh, Chu Pong Dói, Tran Van Tra, Troung Chinh, Tran Do, Ho Chi Minh, Vo Nguyen Giap, Lê Duẩn, Nikita Khrushchov, Leonid Brejnev, Mao Tse-Tung e Pol Pot.

O Vietnã havia sido colônia Francesa e no final da Guerra da Indochina (1946-1954) foi dividido em dois países. O Vietnã do Norte era comandado por Ho Chi Minh, possuindo orientação comunista pró União Soviética. O Vietnã do Sul, uma ditadura militar, passou a ser capitalista, aliado dos Estados Unidos. A relação entre os dois Vietnãs, em função das divergências políticas e ideológicas, era tensa no final da década de 1950. Em 1959, vietcongues, com apoio de Ho Chi Minh e dos Soviéticos, atacaram uma base Norte-Americana no Vietnã do Sul. Essa articulação se concretizou, nas décadas de 1970 e 1980, o cinema norte-americano produziu diversos filmes sobre a participação dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã. Como se pode perceber, muitos deles apoiavam a intervenção americana no conflito; outros, porém, criticavam essa política, manifestando posições antimilitaristas, como, por exemplo, Amargo Regresso (de H. Ashby, 1978), O Franco Atirador (de M. Cimino, 1978), Apocalypse Now (de F. F. Coppola, 1979), Nascido para Matar (de S. Kubrick, 1987) e Nascido em 4 de Julho (de O. Stone, 1989). Sobre a sociedade e a política norte-americanas das décadas de 1960 e 1970. Considerando, então, paralelamente ao conflito asiático, os Estados Unidos também intervieram militarmente na República Dominicana, a pretexto de combater a presença comunista nas Américas. Devido a esse ponto de base do país na política interna, os movimentos pacifistas norte-americanos promoveram diversas manifestações com o objetivo de pressionar o governo para que retirasse suas tropas do conflito vietnamita. Ao final de sua participação na Guerra do Vietnã, os Estados Unidos haviam sofrido, além de pesadas perdas humanas e econômicas, um desgaste na sua imagem de potência militar capaz de resolver conflitos internacionais. Devido aos gastos militares e à alta dos preços do petróleo no mercado internacional, o governo e a sociedade norte-americana enfrentaram uma séria crise econômica, na década de 1970. É possível presenciar, que segundo Airton Ortiz em seu livro Vietnã Pós-Guerra argumentou o seguinte:


Em seu novo livro, Vietnã pós-guerra, Ortiz relata a expedição que realizou pelo sudeste asiático, onde visitou a Tailândia, o Laos, o Vietnã e o Camboja. O texto está centrado no Vietnã, onde passou a maior parte do tempo, viajando de Hanói, no norte, a Saigon, no sul, passando pela baía Ha Long e pela Zona Desmilitarizada, antiga fronteira entre o Vietnã do Norte e Vietnã do Sul. Visitou os locais onde se deram as maiores batalhas durante a Guerra do Vietnã. “Meu objetivo nesta viagem”, explica Airton 0rtiz, “é recontar a história da guerra a partir do ponto de vista dos vietnamitas, pois tudo o que sabemos sobre esse conflito nos chegou pela visão da imprensa norte-americana”. Ao chegar em Hanói, o repórter descobriu que até o nome da guerra é diferente dependendo de quem a conta. Para os Estados Unidos e para o resto do mundo, tratou-se da Guerra do Vietnã. Mas, entre os vietnamitas, é conhecida como Guerra Americana. Outro fato que surpreendeu Airton Ortiz é que, enquanto a imprensa ocidental informava que o motivo da guerra era impedir o avanço do comunismo no mundo, isso em plena Guerra Fria, para o povo do Vietnã o conflito aconteceu para defender o país da invasão de uma potência estrangeira. Atualmente, segundo o autor, o Vietnã é um país com um sistema político ditatorial, onde a burocracia ligada ao Partido Comunista — que de comunista não tem mais nada — governa com mão de ferro. Não há liberdade de imprensa nem partidos de oposição. Mas o sistema econômico é capitalista, baseado na economia de livre mercado. “Seguindo o padrão da China”, explica Ortiz, “essa dualidade excludente deverá levar o Vietnã, e mais tarde a China, a conflitos internos. À medida que a classe média enriquece com o capitalismo, também rejeita a ditadura política”. Dentre os 85 milhões de habitantes, o Partido Comunista do Vietnã conta com apenas 2 milhões de filiados. Segundo Airton 0rtiz, a viagem foi uma grande aventura. Ele percorreu também o delta do rio Mekong, uma região selvagem, onde teve de comer carne de cobra, único alimento disponível. “Navegar pelo rio Mekong”, explica, “foi uma das maiores aventuras que já enfrentei”.(ORTIZ, 2009, p. 01)



É interessante perceber neste fragmento acima, que a Guerra do Vietnã foi um conflito armado que começou em 1959 e foi até 30 de abril de 1975. As hostilidades se originaram como os EUA invadindo a política interna do Vietnã. Podemos ver, a princípio, conforme o definido pela Convenção de Genebra, os vietnamitas tinham direito a terem eleições livres para que escolher os seus governantes. Entramos neste raciocino dando um enfoque aos diplomatas americanos, mas eles sabiam que, se fossem autorizados plebiscitos no país, os comunistas iriam vencer com mais de 90% dos votos, por causa da popularidade de seu líder, Ho Chi Minh, que era um patriota e herói da resistência vietnamita que era contra a ocupação japonesa e a luta pela independência da França. Entendendo que estavam com o maior medo dos Estados Unidos não era só a possibilidade do Vietnã cair nas mãos dos comunistas, mas sim o chamado efeito dominó, ou seja, que os ES vizinhos tentassem seguir o exemplo do Vietnã do sul. Assim sendo, fica claro que os EUA apoiava o regime ditatorial que era do Vietnã do Sul com dinheiro, armas, carros de combate e assessores militares. É a partir do ano de 1962, que as tropas, no entanto, combatiam de um lado com coalizão de forças incluindo os EUA, a República do Vietnã do sul, a Austrália, a Nova Zelândia, as Filipinas e a Coréia do Sul, e no outro lado a República democrática do Vietnã, a Frente de liberação nacional e também a guerrilha comunista sul-vietnamita. É comum percebermos, que cerca de 540 000 americanos foram enviados ao Vietnam em 1965 e 1973 para ajudá-los a preservar a independência do Vietnã do Sul capitalista em relação ao norte que era comunista. É de extrema importância, que os Vietcongs tinham uma grande rede de abrigos subterrâneos e túneis, que realizavam armadilhas e emboscadas. A URSS e a China forneciam material ao Vietnã do Norte e ao FLN, eles não tiveram participação militar ativa no conflito.

É importante analisar que a Guerra do Vietnã é freqüentemente representada no cinema norte-americano como um trauma para aquela sociedade, sendo que uma guerra em um país distante, na qual muitos jovens morreram e o país foi derrotado por uma força militar tecnologicamente muito inferior. Em que consiste o envolvimento norte-americano na Guerra do Vietnã a, pelo menos, após a Segunda Guerra Mundial? Em contrapartida o governo norte-americano preocupava-se com a expansão do poder comunista pelo sudeste asiático, pois esta colocaria em risco os interesses americanos no Pacífico. Assim sendo, entendia como desestabilizador para o equilíbrio político da Ásia os seguintes acontecimentos ocorridos após o término da 2ª Guerra Mundial, a saber, tais como a Revolução Chinesa de 1949; o fracasso do colonialismo francês na Indochina e o surgimento do Laos, Camboja e de um Vietnã dividido; a independência da Indonésia e sua postura neutralista e independente frente ao Estados Unidos e União Soviética e a Guerra da Coréia. Qual foram os dois movimentos de resistência ao envolvimento norte-americano na Guerra do Vietnã, ocorridos nos EUA? Vale dizer que estes dois movimentos consistiram nas contínuas baixas de soldados norte-americanos e os alastramentos do conflito fortaleceram diversos setores contrários ao desenvolvimento norte-americano no Vietnã. Como se vê a cobertura da imprensa sobre a participação de tropas norte-americanas em situações de extrema violência, tais como os bombardeios de Napalm e o massacre de My Lai, que forneceram à sociedade norte-americana imagens e informações que estruturaram diversos focos de oposição, críticas foram feitas pelos próprios meios de comunicação, por segmentos do clero liberal, pelo movimento estudantil, especialmente contra o alistamento, pelo movimento negro e por grupos pacifistas.

Este fato deu inicio a guerra. Entre 1959 e 1964, o conflito restringiu apenas ao Vietnã do Norte e do Sul, embora os Estados Unidos e também a União Soviética prestassem apoio indireto. Em 1964, os Estados Unidos resolveram entrar diretamente no conflito, enviando soldados e armamentos de guerra. Os soldados norte-americanos sofreram num território marcado por florestas tropicais fechadas e grande quantidade de chuvas. Os vietcongues utilizaram táticas de guerrilha, enquanto os norte-americanos empenharam-se no uso de armamentos modernos, helicópteros e outros recursos. No final da década de 1960, era claro o fracasso da intervenção dos Estados Unidos, em 1968, o exercito norte-vietnamita invadiu o Vietnã do Sul e os Estados Unidos responderam com toda forca.

No começo da década de 1970, os protestos contra a guerra aconteciam em grande quantidade nos Estados Unidos. Jovens, grupos pacifistas e a população em geral iam para as ruas pedir a saída dos Estados Unidos do conflito e o retorno imediato das tropas. Neste momento, já eram milhares os soldados norte-americanos mortos no conflito. A televisão mostrava as cenas violentas e cruéis da guerra. Sem apoio popular e com derrotas seguidas, o governo norte-americano aceita o acordo de Paris, que previa o cessar fogo, em 1973. Em 1975, ocorre a retirada total das tropas norte-americanas. É a vitória do Vietnã do Norte. O conflito deixou mais de 1 milhão de mortos (civis e militares) e o dobro de mutilados e feridos. A guerra arrasou campos agrícolas, destruiu casas e mais que isso provocou prejuízos econômicos gravíssimos no Vietnã. O Vietnã foi reunificado em 2 de julho de 1976 sob o regime comunista, aliado da União Soviética.


1. A INDOCHINA


A “virada” que culminou com a derrota americana na Guerra do Vietnã (1954-1975) começou com uma série de ataques dos inimigos comunistas em 1968. É o episódio conhecido como “Ofensiva do Tet”. O nome é uma referência à data de início das batalhas, o feriado de ano-novo lunar, chamado pelos vietnamitas de Tet Nguyen Dan. A partir da madrugada de 31 de janeiro de 1968, o governo comunista do Vietnã do Norte e seus aliados, os guerrilheiros da Frente de Libertação Nacional, mais conhecidos como vietcongues, iniciaram ataques simultâneos contra várias cidades do Vietnã do Sul – um país capitalista defendido pelo exército sul-vietnamita e por nações como Austrália, Nova Zelândia, Coréia do Sul e, principalmente, Estados Unidos. A idéia da invasão militar comunista era lutar para “libertar” o povo do Sul da “opressão capitalista”. Eles achavam que a invasão provocaria uma rebelião popular contra o governo do Vietnã do Sul, coisa que nunca aconteceu. No começo, o ataque-surpresa deu certo, mas os americanos e sul-vietnamitas reagiram rapidamente. Como o poderio militar do lado capitalista era muuuito maior, os comunistas foram expulsos em poucos dias de quase todas as cidades que invadiram. Mas, apesar da vitória militar americana, as imagens da invasão frustrada provocaram um bruta estrago nos Estados Unidos. “A Ofensiva do Tet chocou a opinião pública americana. A cobertura dos combates feita pela TV deixou em muita gente a impressão de que os Estados Unidos e seus aliados estavam em situação desesperadora”, diz o historiador americano Ronald Spector, da Universidade George Washington. Dentro dos Estados Unidos, aumentaram os protestos contra a guerra. Com o filme queimado, o governo americano ainda segurou seus soldados no Vietnã por quatro anos, mas acabou retirando as tropas em 1972. Diante do abandono americano, o exército e os guerrilheiros do Norte ganharam terreno. Acabaram tomando a capital Saigon em 1975, vencendo a guerra e unificando o Vietnã sob o regime comunista. (NAVARRO, 2011, p. 01).


Com referência a isso, Navarro argumentou uma indagação, a saber. Mas, afinal, qual era realmente o objetivo dos Americanos era apenas defender o Vietnam do Sul contra uma invasão dos comunistas do Norte, ou defender o sul e depois invadir o norte ou não era essa intenção dos Americanos pois se invadissem o norte a China e URSS podiam intervir no conflito? Os americanos estavam decididos a conter o avanço do comunismo na Ásia e por isso despacharam tropas para o Sudeste Asiático. Percebo que o tempo de treinamento para adaptar-se em um ambiente tão inóspito quanto as florestas do Sudeste Asiático foi muito curto. É interessante assinalar que os povos da Península da Indochina3 são muito antigos, e foram tradicionalmente resistentes à invasores. Durante o domínio chinês, por exemplo, as mais variadas formas de independência foram feitas. Posteriormente, esta mesma resistência funcionou contra os franceses, japoneses e os norte-americanos. Quanto à ocupação demográfica, prevalece uma diferença. Os vales e deltas superpovoados – como é o caso do rio Vermelho; no norte do Vietnã, e da Planície do Mecong, no sul do país. Mas, esta concentração demográfica deve-se em parte, pelas condições favoráveis, que estas regiões dão a cultura do arroz – que é um dos principais produtos de subsistência dessa região. Inclusive na região do delta do rio Vermelho, durante a guerra da Indochina(1946/1954/, houve a tentativa francesa de isolar a região, constituindo uma linha de defesa para este fim, denominada Linha de Lattre.4

A partir do século XIX, o sudoeste asiático foi objeto de exploração colonial, devido à sua matérias-primas agrícolas e minerais. Os que mais realizaram essas explorações foram os franceses. Os ingleses e os holandeses. A Indochina, no caso, sofreu colonização francesa. A Revolução Industrial, passou a ser vivida intensamente pela Europa, no século XIX, e a necessidade de conseguir matérias-primas agrícolas e minerais, eram uma constante, pois, na Europa, havia a deficiência desses produtos, enquanto que na Ásia, havia abundancia de matérias-primas, tão necessárias ao desenvolvimento industrial. Além do mais as metrópoles européias, tinham como objetivo, ampliar seus mercados, para colonização de seus produtos manufaturados e para seus investimentos.


1.1. O VIETNÃ E A OCUPAÇÃO FRANCESA

Indochina, ou Península Indochinesa, é uma região do sudeste asiático, entre o leste da Índia e o sul da China. Inclui Vietnã, Laos, Camboja, e, às vezes, Tailândia e Myanmar – antiga Birmânia. O termo foi cunhado pelos franceses, que assim alcunharam sua colônia que compreendia os atuais países Vietnã, Laos e Camboja. O nome Indochina surgiu porque essa região fica justamente espremida entre duas grandes culturas asiáticas, a indiana (a oeste) e a chinesa (ao norte). Essas duas civilizações milenares tiveram forte influência sobre a vida e os costumes dos vários reinos que governavam a Indochina antes da expansão colonial européia. […] A Indochina foi colônia francesa entre meados do século XIX e meados do século XX. Ela englobava três países atuais: o Vietnã, o Laos e o Camboja. O domínio francês no território, visando a extração de matérias-primas como a borracha, estabeleceu-se gradualmente entre 1858 e 1893. No século XX, a região seria palco de vários acontecimentos polêmicos. No início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), por exemplo, o avanço japonês na área levou o governo dos Estados Unidos a congelar todos os bens nipônicos em território americano. Um mês depois, os japoneses atacariam a base ianque de Pearl Harbor, colocando os dois países em guerra. Entre 1955 e 1975, seria a vez de a Indochina se transformar em cenário de outro importante conflito do século XX: a Guerra do Vietnã, que opôs os Estados Unidos ao Vietnã do Norte. Foi só após o final desse confronto que as fronteiras da região finalmente adquiriram o formato atual, dividindo-se em três países – Vietnã, Laos e Camboja. […] (BRUNO, 2009, p. 01).

O sudoeste asiático era objeto de cobiça das metrópoles européias e dos Estados Unidos, por este motivo foi partilhado entre estas nações. A Península da Indochina(Vietnã, Laos e Camboja), sofreu ocupações francesa. As revoltas contra a colonização no Vietnã eram constantes, mas somente a partir do século XX, é que os movimentos de revolta, tornaram-se mais organizados. Dentre estes movimentos organizados, está a criação dos partidos Nacionalista e Comunista. Ambos representavam a resistência às nações imperialista. O partido comunista, a partir de 1940, ganhou mais impulso, quando o Vietnã foi ocupado pelos japoneses. O Japão com as demais potências já citadas, buscava conseguir matérias-primas e ampliar mercados para colocação de seus produtos manufaturados e aplicar parte de seus investimentos, além de reposicionar parte de sua população [mudar a população de determinado local para outro local], exemplo, reposicionar uma população do centro de uma sala para o canto, pois o país sofria os problemas de uma superpopulação.

Gradativamente, o Japão foi conquistando algumas porções asiáticas. A Indochina foi incorporada ao Japão durante a Segunda Guerra Mundial, isto sem sofrer oposição francesa. Mas, vale salientar que durante a guerra, devido aos alemães-aliados dos japoneses, derrotaram os franceses, deste modo, a França achava-se sem condições morais de tentar fazer a resistência aos japoneses na colônia da Indochina. Mesmo assim, a França administrou a colônia até 1945.

Foi formada em 1941, a Liga Revolucionária para a Independência do Vietnã. Esta liga ficou mais conhecida como movimento, Việt Minh5. Apesar de o movimento agrupar várias tendências ideológicas, o mesmo tinha a predominância de elementos comunistas e era tanto até francês, como antijaponês, ou seja, contra qualquer tipo de exploração. O grande líder da Liga Revolucionária foi Ho Chi Minh6. Após o término da II Guerra Mundial, posteriormente, por força de acordo de cessar fogo, teve que desocupar a região. Os vietminhs aproveitaram a situação de abandono das metrópoles sobre a Indochina, e declararam a independência do Vietnã. Assim, acredita-se, que o movimento vietminh, alastrou-se e, após 4 anos de guerrilhas contra os japoneses, já mantinha certo domínio sobre algumas áreas no norte e no sul do país. Em 2 de Setembro de 1945, Ho Chi Minh, proclamou a independência do Vietnã. A França é claro, não aceitou a situação e rapidamente, restabeleceu seu domínio no Sul do país, pois lá influência sócio-cultural do colonialismo, havia sido mais forte. No Norte, o movimento vietminh, era mais organizado, portanto, tinha mais força.

O movimento vietminh contava com um amplo apoio popular, pois, durante a guerra contra o domínio japonês, o movimento conquistou e manteve sob seu controle inúmeras área. Nelas, os vietminhs, fizeram uma administração, que, antes de tudo, levava em conta as tradições da população. Em algumas áreas, o movimento chegou a fazer reforma agrária, expropriando quase sempre o grande proprietário. O governo francês tentava negociar com o vietminh, mas, as negociações não surtiam efeito. O objetivo do movimento vietminh era unificar o país, e torná-lo independente. Por outro lado, os franceses até concordavam com uma independência, mas com certas limitações. O acordo entre as duas partes era impossível, pois, os objetivos eram totalmente opostos, e, não sendo possível um acordo, em fins de 1946, estourou a guerra, que ficou conhecida com a guerra da Indochina, entre franceses e vietminhs.

Concluímos que o Vietnã, como toda a Indochina, foi uma colônia francesa desde os anos 1860 [Napoleão III] no processo do colonialismo da Ásia e África. Desde o início do colonialismo no século XIX sobre a Indochina, houve reações nacionalistas contrárias à ocupação estrangeira. Essas reações na Indochina já existiam antes da ocupação francesa e eram contra a China, vista também no Vietnã como potência agressora. No entanto, esses movimentos foram mais intensos após a Segunda Guerra Mundial, pois o mundo passou a ter outra configuração.

Percebemos que as potências coloniais européias, arrasadas e em crise pela guerra, não conseguiam manter a estrutura colonial. Acrescente-se a essa situação a formação da ONU, que passou a incentivar e promover o processo de descolonização e a consciência da autodeterminação dos povos. A estas condições soma-se a Guerra Fria com a bipolarização entre EUA e URSS, que procuravam ampliar as suas áreas de influência sobre essas áreas coloniais européias. Esses fatores associados aos movimentos nacionalistas resultaram no processo de descolonização na Ásia, que grosso modo se estendeu de 1945 a 1975.

É interessante assinalar que o Vietnã foi ocupado pelos japoneses durante a Segunda Guerra e, com sua derrota, reocupado pelos franceses. Durante a ocupação japonesa formaram-se fortes grupos de resistência de orientação socialista, que se opuseram à tentativa de recolonização francesa no pós-Guerra. A luta pela independência em relação à França terminou em 1954, consagrada nos Acordos de Genebra, e no fim da guerra, criando, ao norte do paralelo 17º da península indochinesa, o Vietnã do Norte, socialista, e ao sul o Vietnã do Sul, capitalista.

Como se vê, após 1961, os EUA passaram a interferir na região, provocando a Guerra do Vietnã, que terminou em 1975 com a derrota norte-americana. Podemos afirmar, em certo sentido, que a Guerra do Vietnã completou o processo de descolonização do Vietnã com a unificação do Norte e Sul. Com a Guerra Fria, após a Segunda Guerra, acirram-se as disputas entre EUA e URSS por áreas de influência.O Vietnã, após a luta contra a França, em 1954, ficou dividido entre o Norte [socialista] e o Sul [capitalista]. Nesse período formou-se, no Sul, o vietcongue, uma organização política de esquerda que recebia apoio do Vietnã do Norte e combatia o governo sul-vietnamita, por meio de guerrilhas. O crescimento da influência socialista no Vietnã do Sul levou a uma intervenção por parte do governo dos EUA, dando suporte ao governo sul-vietnamita. A partir de 1965 tiveram início os bombardeios aéreos sobre o Vietnã do Norte, generalizando a Guerra no Vietnã. Os EUA imaginavam que a socialização do sul do país resultaria numa expansão comunista na Ásia. A guerra para os EUA foi extremamente desgastante, dela saindo derrotados. Enquanto o Sul recebia ajuda dos EUA, o Norte recebia-a de parte do bloco socialista – caracterizando a bipolarização do período da Guerra Fria.


1.2. A GUERRA DA INDOCHINA


Em 1941, durante a Segunda Guerra, os franceses perdem a região para as tropas japonesas. Na época a França estava sob domínio da Alemanha nazista e não ofereceu grande resistência. Parte da administração da Indochina, principalmente áreas do Camboja e do Vietnã, os japoneses delegam à aliada Tailândia. Quando os japoneses se rendem no final da Segunda Guerra (1945), a estrutura colonial da região começa a desmoronar. No norte do atual Vietnã, o líder nacionalista e comunista Ho Chi Minh anuncia a criação da República Democrática do Vietnã. As monarquias do Laos e Camboja hesitam em fazer o mesmo e esses territórios são reocupados pela França (1946). A França não aceita a independência do norte do Vietnã e tem início a Primeira Guerra da Indochina. O conflito acaba em 1954 com vitória das tropas de Ho Chi Minh. No acordo de paz, o Vietnã é dividido em dois países, o Vietnã do Norte, sob o regime comunista de Ho Chi Minh, e Vietnã do Sul, monarquia encabeçada por Bao DaI. O monarca é deposto no ano seguinte por Ngo Dinh Diem, que proclama a República no sul e assume a Presidência Aproveitando-se da derrota francesa, Laos e Camboja também conseguem se livrar do domínio colonial (1955). A paz na região dura pouco. (BRUNO, 2009, p. 01).


Nessa passagem acima, Bruno expõe que o conflito entre vietminhs e franceses, teve início em 1946. De início, os franceses forçaram os vietminhs a se deslocarem das áreas mais povoadas como o Delta do Rio Vermelho, para se refugiarem nas regiões acidentadas e florestas do Norte, a partir daí, tem início a luta de guerrilhas. O armamento francês era mais moderno e, de início, puderem controlar com facilidade, as áreas mais povoadas do Vietnã. Os vietminhs não podiam fazer frente aos franceses com seu armamento rudimentar, refugiaram-se, então, em regiões de difícil acesso, esperando ajuda da amiga China Comunista. Mas, afinal a China ainda é comunista? Confirma-se, portanto, que é essa a pergunta de todo estrangeiro que chega à China. Cabe ressaltar, que a China politicamente, continua um país comunista, ou seja, o partido comunista é único, manda em todos e controla ou governa tudo. É interessante assinalar que os atuais detentores do poder querem que essa situação continue porque o marxismo permite conservar o poder e exercê-lo de forma autoritária.

Em consequência disto, esse autoritarismo, junto com o controle sobre tudo o que se diz e se faz na China, é relativamente aceito pelo povo, devido às raízes confucionistas da cultura chinesa, e é por isso que o Confúcio ensinou que o ideal da perfeição humana é alcançar a harmonia com a ordem geral do mundo em todos os aspectos da vida, o econômico, o social, cultural e o religioso, inclusive a autoridade é a responsável para que essa harmonia seja conseguida. Percebe-se que a sociedade confucionista é organizada em relações de autoridade, e é possue dependência em todos os níveis, a saber, sendo que o governo, onde a autoridade é responsável pelo bem geral dos cidadãos; empresa, onde o presidente é responsável pelo bem dos funcionários e família, e ainda o pai é o responsável pelo bem da mulher e dos filhos.

Entretanto essa mentalidade está enraizada há 2 mil anos e é um dos aspectos mais marcantes da cultura chinesa, mas os comunistas levaram às extremas conseqüências princípios já aceitos há milênios pelo povo chinês. Porém, se a China é politicamente marxista, agora é também aberta à economia de mercado, embora somente em determinadas regiões, contrariando assim os princípios do próprio marxismo. Fica ainda uma indagação: Esse casamento poderá continuar ou é apenas uma fase de transição que terá o seu desfecho na volta ao antigo ou na abertura global ao capitalismo?

Durante 5 anos, ou seja, de 1948 à 1953, os conflitos se desenrolaram mais no Norte do país. Por um lado, os franceses detinham e reforçaram cada vez mais suas posições próximas ao Delta do Rio Vermelho, que era a área mais povoada e urbanizada da região. Os guerrilheiros vietminhs saíam se mal nos seus ataques, pois, o poder de fogo dos franceses, era superior. Por outro lado, os franceses saíam-se mal, quando saíam de suas áreas guarnecidas, devido à certas táticas dos guerrilheiros vietminhs que tinham um melhor conhecimento da região. Em 1953, a guerra já tinha reflexos negativos sobre a opinião pública francesa, então, o comando militar francês, decide tomar uma iniciativa mais eficaz. Os guerrilheiros vietminhs, estavam começando a estender suas bases dentro do território de Laos. A aldeia de Diem Bien Phu7foi o ponto escolhido pelos franceses para mudar o percurso da guerra. A escolhida da aldeia foi devido à mesma ficar próxima à fronteira de Laos, e, a conquista da aldeia e das regiões vizinhas limitaria, na visão do comando militar francês, a atuação dos vietminhs, que tinham base em Laos.

Dien Bien Phu, localizava-se dentro de uma área que estava sob o domínio vietminh, assim, expulsando a guerrilha da região, o movimento seria desmoralizado. No entanto, nesta aldeia, havia um campo de aviação, o único da região. A existência do mesmo seria superimportante, porque toda a operação francesa, basearia-se no uso intensivo de recursos aéreos. O plano foi chamado de Operação Castor8, e o mesmo foi posto em ação a 20 de novembro de 1953. As tropas francesas aerotransportadoras, saltaram sobre a aldeia de Diem Bien Phu, que em pouquíssimo tempo, foi totalmente controlada. Logo após, por via aérea, começaram a chegar mais soldados, mantimentos e material bélico. Aos poucos, as posições francesas em torno da aldeia foram sendo reforçadas. Tudo estava ocorrendo dentro do planejado, mas, certos aspectos geográficos foram um tanto, desconsiderados pelos franceses. A aldeia de Diem Bien Phu, localiza-se em um vale, cercado de colinas, densamentes florestadas e envoltas constantemente por neblina. Além disso, nessa época, estavam iniciando-se as chuvas torrenciais de verão, e, como a operação baseava-se essencialmente em uso de aviões, os problemas começaram a surgir. Ainda mais, os aviões operavam quase no limite do combustível, pois, suas bases localizavam-se no Delta do Rio Vermelho, distantes de Diem Bien Phu.

Além dos aspectos geográficos estarem favorecendo os guerrrilheiros vietminh, a China havia dado ajuda militar aos mesmos. Os franceses por sua vez, subestimavam a ajuda chinesa aos vietminhs. Destaca-se neste período o general Vo Nguyen Giap9, líder militar do movimento vietminh. O mesmo usou métodos bastante criativos para fazer frente ao poderio bélico francês. Em 13 de março de 1954, a artilharia vietminh surpreendeu os franceses. O campo de aviação foi inutilizado pelos vietminhs. Aos poucos, o cerco contra os franceses foi se apertando, até que em 7 de Maio de 1954, os franceses se renderam. Com a vitória dos vietminhs, o prestígio francês foi totalmente abalado. A França, era apoiada pelos Estados Unidos, e ainda a França, foi a mesa de negociações, iniciadas em 8 de Maio em Genebra, na Suíça. Essas negociações foram marcadas pela derrota de Diem Biem Phu, mudaram a situação política da Indochina. Laos e Camboja tornaram-se independentes. O Vietnã foi dividido em Vietnã do Norte, com capital em Hanói, e Vietnã do Sul com capital Saigon, sendo que o Vietnã do Norte, era de orientação comunista, chamado oficialmente de República Popular e Democrática do Vietnã do Norte, enquanto que o Vietnã do Sul, era de orientação norte-americana ou capitalista.


2 – VIETNÃ – PÓS CONGRESSO DE GENEBRA


A guerrilha comunista intensifica os combates no sul do Vietnã com a formação da Frente de Libertação Nacional, conhecida como Vietcong, que luta para derrubar o regime de Diem e reunificar o país. A Guerra do Vietnã começa em 1959 e opõe militares do Vietnã do Sul à guerrilha apoiada pelo Vietnã do Norte. Os EUA se envolvem no conflito em 1961 e ampliam seu apoio ao sul até a intervenção militar aberta, quatro anos depois. Os vietcongues resistem aos ataques com táticas de guerrilha. A violência e a continuidade da guerra levam a opinião pública dos EUA a opor-se à participação do país no conflito. Ho Chi Minh morre em 1969. Os bombardeios norte-americanos sobre Hanói, em 1972, e o bloqueio de portos norte-vietnamitas não dão resultado. No auge da guerra, os EUA têm cerca de meio milhão de militares envolvidos. Em 1973 aceitam o cessar não fogo e retiram-se da região dois anos depois. Morrem no conflito mais de 58 mil norte-americanos e entre 1 milhão e 2 milhões de vietnamitas. Com a retirada dos EUA, os comunistas ocupam Saigon, em abril de 1975, pondo fim à guerra. A cidade passa posteriormente a se chamar Ho Chi Minh. Em 2 de julho de 1976, o Vietnã é oficialmente reunificado sob o regime comunista, aliado da União Soviética (URSS). O governo nacionaliza empresas, coletiviza a agricultura e reprime opositores. Milhares de pessoas são enviadas a campos de trabalho forçado. As tensões com a China aumentam em 1978, quando o Vietnã invade o Camboja e derruba o regime do Khmer Vermelho aliado dos chineses, instalando um governo pró-vietnamita. Em 1979, em represália, a China realiza ataques contra o Vietnã. Na década de 1980, o Vietnã mergulha numa crise econômica, agravada pelo embargo comercial imposto pelos EUA e pelo alto custo da presença militar no Camboja. (BRUNO, 2009, p. 01).


Neste fragmento acima, Arthur Bruno argumentou que após os acordos de Genebra em 1954, a política da Indochina sofreu modificações. Os Estados Unidos, não quiseram ter nenhuma participação nos acordos de Genebra. O próprio Vietnã do Sul se recusou a assinar os acordos. Estas posições mostram bem o frágil equilíbrio geopolítico da região. Em meados de 1934, o Vietnã do Sul estava realmente em confusão e não havia grande probabilidade de um governo efetivo que pudesse ser estabelecido. Bảo Đại10, o chefe de Estado e antigo Imperador, não tinha a confiança do povo e estavam tendo dificuldades em encontrar um líder para formar o governo. Bảo Đại indicou Ngo Dinh Diem, quando a Conferência de Genebra ainda estava em sessão, para o cargo de Premier do governo do Vietnã do Sul. Depois de um começo bastante problemático, Ngo Dinh Diem consegue derrotar as forças paramilitares das seitas político-religiosa, edifica um exército, estabelece um pouco da administração civil e começa a estender o controle do governo central à zona rural. Os Estados Unidos ofereceram apoio conselho e auxílio econômico ao novo Premier. Dinh Diem acabou-se firmando no governo. Consegue expulsar Bảo Đại do cargo de chefe de Estado e proclama a República do Vietnã. Seu governo passa, então, a ser apoiado decisivamente pelo governo dos Estados Unidos.

Em 1956, eleições seriam realizadas, mas Dinh Diem suspende-as, fazendo assim, com que seu governo torne-se cada vez mais autorizado. O mesmo passa a primar pela falta de eficácia da corrupção e do nepotismo. Dinh Diem, chega até mesmo a interferir na organização política tradicional das aldeias, realiza uma contra-reforma agrária, e começa a perseguir os opositores de seu regime. Todas estas medidas, foram fazendo com que, a oposição contra Dinh Diem fosse aumentando de forma significativa. De início, os atos de insurreição foram sendo contidos pelo governo, mas, a partir de 1960, foi formada a Frente Nacional para a Libertação do Vietname [FNL]11, com um exército guerrilheiro conhecido pelo nome de Vietcong.


2.1. COMEÇA A GUERRA – VIETNÃ DO SUL


A Guerra do Vietnã começou em 1959 e terminou em 1975, dezesseis anos após. As batalhas ocorreram nos territórios do Vietnã do Norte, Vietnã do Sul, Laos e Camboja. O Vietnã havia sido colônia Francesa e no final da Guerra da Indochina (1946-1954) foi dividido em dois países. O Vietnã do Norte era comandado por Ho Chi Minh, possuindo orientação comunista pró União Soviética. O Vietnã do Sul, uma ditadura militar, passou a ser capitalista, aliado dos Estados Unidos. A relação entre os dois Vietnãs, em função das divergências políticas e ideológicas, era tensa no final da década de 1950. Em 1959, vietcongues, com apoio de Ho Chi Minh e dos Soviéticos, atacaram uma base Norte-Americana no Vietnã do Sul. Este fato deu inicio a guerra. Entre 1959 e 1964, o conflito restringiu apenas ao Vietnã do Norte e do Sul, embora os Estados Unidos e também a União Soviética prestassem apoio indireto. Em 1964, os Estados Unidos resolveram entrar diretamente no conflito, enviando soldados e armamentos de guerra. Os soldados norte-americanos sofreram num território marcado por florestas tropicais fechadas e grande quantidade de chuvas. Os vietcongues utilizaram táticas de guerrilha, enquanto os norte-americanos empenharam-se no uso de armamentos modernos, helicópteros e outros recursos. No final da década de 1960, era claro o fracasso da intervenção dos Estados Unidos, em 1968, o exercito norte- vietnamita invadiu o Vietnã do Sul e os Estados Unidos responderam com toda forca. No começo da década de 1970, os protestos contra a guerra aconteciam em grande quantidade nos Estados Unidos. Jovens, grupos pacifistas e a população em geral iam para as ruas pedir a saída dos Estados Unidos do conflito e o retorno imediato das tropas. Neste momento, já eram milhares os soldados norte-americanos mortos no conflito. A televisão mostrava as cenas violentas e cruéis da guerra. Sem apoio popular e com derrotas seguidas, o governo norte-americano aceita o acordo de Paris, que previa o cessar fogo, em 1973. Em 1975, ocorre a retirada total das tropas norte-americanas. É a vitória do Vietnã do Norte. O conflito deixou mais de 1 milhão de mortos (civis e militares) e o dobro de mutilados e feridos. A guerra arrasou campos agrícolas, destruiu casas e mais que isso provocou prejuízos econômicos gravíssimos no Vietnã. O Vietnã foi reunificado em 2 de julho de 1976 sob o regime comunista, aliado da União Soviética. (QUEIROZ, 2010, p. 01)


Nessa passagem, nota-se claramente, que em 1960, Jonh Kennedy, era eleito presidente dos Estados Unidos, e já em seu discurso de posse, traça em linhas gerais, como seria a política externa de seu governo: Assim Nelson Bacic Olic se expressa que: “que as nações saibam que, nos queiram bem ou mal, pagaremos qualquer preço, enfrentaremos qualquer sacrifício, apoiaremos qualquer um de nossos aliados, inimigos para garantir a manutenção e o florescimento da liberdade.” (OLIC, 1988, p. 20). Lyndon Johnson, em 1961, vice-presidente dos Estados Unidos, durante uma visita que fez ao Vietnã do Sul, afirmou que: “a decisão básica com relação ao futuro do Sudoeste Asiático será tomada aqui. Devemos decidir entre ajudar esses países da melhor maneira que pudermos ou desistir de vez, retirando nossas defesas para San Francisco e nos resignando a transformar nosso país numa fortaleza.” (OLIC, 1988, p. 20). Com esta afirmação, as intenções norte-americanas, com relação ao Vietnã, tornam-se bem claras. Os Estados Unidos começaram a envolver-se na guerra, para tentar sufocar o movimento dos vietcongs. Paralelamente à essa ajuda militar, os Estados Unidos, procuraram influenciar Dinh Diem a fazer algumas reformas políticas, mas, a política do país estava deteriorizando-se. Diem, tinha compromisso somente com a corrupção e o favoritismo. Enquanto todos estes acontecimentos ocorriam no Vietnã do Sul, o Vietnã do Norte passava por um intenso processo de implantação do socialismo. Até 1960, este país havia recebido ajuda externa basicamente somente da CHINA e da URSS. No Vietnã do Sul, o Vietcong, passou a receber ajuda do Vietnã do Norte, com isso, amplas áreas do Vietnã do Sul, passaram para o controle dos guerrilheiros vietcongues. O governo norte-americano, passa a achar que a situação não exigia somente contingentes militares, e sim, uma real intervenção, os norte-vietnamitas estavam merecendo uma lição12.

Lyndon Johnson, recebe o aval do Congresso americano para intervir na área a partir daí, inicia-se os bombeiros sobre o Vietnã do Norte, bombeiros estes, que se prolongaria por quatro anos. Mesmo assim em 1965, mais de 70% do território sul vietnamita estava em poder dos guerrilheiros vietcongueses. A partir de 1966, a situação se modifica. As operações de guerra norte-americanas passaram a ganhar proporções. Conseguem aos poucos, dominar áreas tanto no Vietnã do Sul, como no Vietnã do Norte. Apesar da resistência, em especial do Vietnã do Norte o território foi parcialmente destruído pelos intensos bombardeiros, que terminaram por abalar sua infra-estrutura econômica. Mas, apesar de os norte-americanos contarem com uma certa vantagem, os mesmos também enfrentaram uma série de dificuldades, tais como, incapacidade do exército sul-vietnamita de fazer frente a guerrilha vietcongue, bem como evitar a infiltração de armas, mantimentos e homens através de Tailândia, Laos, Camboja e Vietnã13; a característica do conflito como uma luta contra o invasor e assim sucessivamente. Apesar destas desvantagens, os norte-americanos estavam cientes de que dentro de alguns meses, a guerra terminaria. Entretanto, no cenário internacional, um fato novo despontava a opinião pública mundial e norte-americana, em particular, mostravam-se cada vez mais contrárias a participação dos Estados Unidos na guerra. Tentando extrair proveito disso, o Vietnã do Norte planejou, juntamente com os vietcongues fazer uma grande ofensiva sobre o Vietnã do Sul. Juntos, tentaríamos provocar o colapso do exército sul vietnamita, tentaríamos também, abalar a determinação política de os Estados Unidos se manterem na guerra.

Esta ofensiva ocorreu a 31 de Janeiro de 1968, e ficou conhecida como ofensiva do TET14. O exército do Vietnã do Norte, atacaria as províncias do Norte do Vietnã do Sul, enquanto que os vietcongues tentariam atacar todas as cidades e centros administrativos, principalmente a capital, Saigon. A ofensiva pegou de surpresa os norte-americanos e o exército sul-vietnamita. Durante a primeira semana, a vitória pareceu pender para os atacantes; na semana seguinte, no entanto, grande parte das áreas conquistadas já havia sido retomada pelos sul-vietnamitas e norte-americanos. Mas, apesar de ter fracassado militarmente, pois não houve conquistas efetivas do território sul-vietnamita, do ponto de vista psicológico a ofensiva desgastou profundamente a imagem do governo e das forças armadas norte-americanas ante sua sociedade.

A invasão da embaixada norte-americana em Saigon pelos vietcongues, os bombardeiros norte-americanos indiscriminados sobre a população civil, a crueldade da guerra exibidas em detalhes pelas câmaras de TV, entre outras coisas, mostravam uma realidade, por demais diferente da que o governo tentava passar aos cidadãos. A população. A população norte-americana questionava se depois de tantos desperdícios, não só de dinheiro, mas como também de vidas como os inimigos poderiam ter desecadeados uma ofensiva de tão grandes proporções? A imagem que os Estados Unidos tentavam passar era que os inimigos estavam praticamente derrotados. Segundo Todd Gitlin, dizia que:


Já pouco depois da Ofensiva do Tet, em 1968, uma maioria de americanos estava convencida de que a guerra era errada – errada porque invencível, e não pelas razões morais e políticas preconizadas pelo movimento contra a guerra, mas mesmo assim errada. A longa luta popular contra a Guerra do Vietnã – que eu saiba, o mais bem-sucedido movimento antibélico da história – transformou os EUA não só para melhor mas também para sempre. O consenso político do pós-guerra que havia fundido os partidos Republicano e Democrata se rompeu. A presunção de uma virtude automática americana caiu por terra. Agora, podia-se admitir que a Casa Branca mentia, que a CIA, com demasiada freqüência, desmantelava a democracia, que os interesses americanos eram mais egoístas e menos universalistas do que proclamava a retórica da Guerra Fria. (GITLIN, 2001, 96)


O comando militar norte-americano no Vietnã solicitou, o envio de mais soldados para por fim a guerra. As manifestações antibélicas nos Estados Unidos e em outras partes do mundo aumentaram. Os Estados Unidos estavam ficando isolados num plano diplomático internacional, o mesmo estava desacreditado. Além do mais, o fato de que, uma pequena nação, estava resistindo à maior potência mundial, contada sua falta tecnologia de guerra, foi fazendo com que a imagem dos Estados Unidos fosse sendo desgastada, isto, tanto no período Estados Unidos, como também nos países aliados. A oficina de TET, teve como conseqüência imediatas como suspensão dos bombardeios norte-americanos sobre o Vietnã do Norte, que tinham ocorrendo desde 1965; início das conversações de paz em Paris (1968) visando buscar uma solução política para o término do conflito. Em 1969, Richard Nixon, assume a presidência dos Estados Unidos, propondo-se a “trazer os rapazes para casa”. (OLIC, 1988, p. 31). Negociações de paz continuaram ocorrendo em Paris. Por um lado os norte-americanos somente concordavam em sair caso os norte-vietnamitas cessassem a ajuda de que estavam dando aos vietcongues, por outro lado, os norte-vietnamitas, insistiam na substituição do governo do Vietnã do Sul do governo de coalizão no qual eles também estivessem incluídos. Os combates continuaram, embora em número e em intensidade menores. Ao mesmo tempo, os soldados norte-americanos iam, aos poucos sendo retirados do Vietnã.

Neste período, as condições morais dos soldados norte-americanos, estavam precárias. A perspectiva de sair do inferno da guerra fazia com que muitos deles não se arriscassem em ações consideradas sem nenhuma finalidade bélica. O uso de drogas, o abandono ao exército, as idéias negativas sobre a guerra, trazidas pelos novos recrutas, e o não-acatamento de ordens dos oficiais, mostravam claramente em que condições psicológicas encontravam-se os soldados norte-americanos ao Vietnã. Os soldados norte-americanos continuavam sendo, gradativamente retirados do Vietnã. Em março de 1970, o presidente Nixon, manda bombardear Camboja, visando desmantelar refúgios vietcongues no país; no mês seguinte, Camboja é invadida por tropas do Vietnã do Sul e dos Estados Unidos. No ano seguinte, soldados sul-vietnamitas, apoiados pela aviação norte-americana, invadem Laos. Enquanto isso, as negociações de paz em Paris, continuam sem resultados, uma vez que os dois lados buscavam obter vantagens.

O general Vo Nguyen Giap – o estrategista de Dien Bien Phu e da Ofensiva do TET – planeja, então, uma ofensiva geral sobre o Vietnã do Sul, a fim de testar a força de exército sul vietnamitas e forçar a saída dos norte-americanos. A ofensiva ficou conhecida como Ofensiva da Páscoa15. Os ataques concentrariam-se em 3 regiões básicas do Vietnã do Sul; a cidade de Hué, ao Norte; as regiões dos planaltos centrais; as áreas próximas a Saigon e o Delta do Mecong, ao Sul. Nos dois primeiros meses foram conquistadas, amplas áreas do Vietnã do Sul, causando assim, um grande impacto. No entanto, os aviões de guerra norte-americanos, conseguiram deter a invasão e reiniciaram os bombardeiros sobre o Vietnã do Norte. Bombardeiros estes que, iam de acordo com o andamento das negociações de paz em Paris; toda vez que estas emperravam, os norte-americanos aumentavam a intensidade dos ataques. Seu objetivo era abalar economicamente e psicologicamente o Vietnã do Norte, para permitir que o governo do Vietnã do Sul, ficasse um pouco mais aliviado.

A priori, os bombardeiros, ficaram restritos apenas 40 Km além da zona desmilitarizada existente entre os dois Vietnãs16. Posteriormente, os bombardeiros se estenderam a todo Vietnã do Norte. Esta operação chamou-se Linebacker I17. Em Dezembro de 1972, houve uma nova ofensiva aérea – operação Linebacker II18, foi feita sobre o Vietnã. Foi o mais intenso e violento bombardeio de toda a guerra e atingiu indistintivamente objetivos militares e áreas rurais sem qualquer importância militar. Em 27 de Janeiro de 1973, é assinado em Paris, o acordo de paz, e no dia seguinte anuncia-se o cessar fogo. Segundo o governo norte-americano, o que levou os norte-vietnamitas a assinarem o acordo de paz foram os devastadores bombardeiros sofridos por eles. Em fins de março de 1973, Nixon, argumentou que na nação os Estados Unidos tinham conseguido uma paz honrosa no Vietnã19.


2.2. FASE FINAL DA GUERRA: A PAZ SUPERFICIAL

Em 27 de janeiro de 1973, representantes do Vietnã do Norte e do Sul, bem como dos Estados Unidos, assinaram em Paris um difícil acordo que pôs fim à guerra do Vietnã. […] a assinatura do acordo de paz, em 27 de janeiro de 1973, alimentou grandes esperanças. O cessar-fogo firmado em Paris deveria significar o fim da guerra do Vietnã. Com isso, o presidente norte-americano Richard Nixon queria terminar a intervenção militar dos EUA na Indochina: “Falo hoje à noite no rádio e na televisão para anunciar que fechamos um acordo que põe fim à guerra e deve trazer a paz para o Vietnã e o Sudeste Asiático. Durante os próximos 60 dias, as tropas norte-americanas serão retiradas do Vietnã do Sul. Temos de reconhecer que o fim da guerra só pode ser um passo em direção à paz. Todas as partes envolvidas no conflito precisam compreender agora que esta é uma paz duradoura e benéfica”. […] O acordo de paz previa a retirada completa das tropas dos Estados Unidos. Em contrapartida, o Vietnã do Norte se comprometeu a soltar todos os prisioneiros de guerra norte-americanos. Além disso, Hanói reconheceu o direito à autodeterminação do Vietnã do Sul. Foi criado também um conselho de reconciliação nacional, presidido pelo chefe de Estado Nguyen Van Thieu, encarregado de convocar eleições livres no Vietnã do Sul, com a participação dos comunistas do Vietcong e outros grupos de oposição. Os principais arquitetos do acordo de Paris foram os chefes das delegações do Vietnã do Norte e dos EUA, respectivamente Le Duc Tho e Henry Kissinger, encarregado especial de Nixon. Pelos seus esforços, os dois diplomatas foram agraciados com o Prêmio Nobel da Paz de 1973. Foi principalmente Kissinger quem forçou uma mudança de rumo na política externa dos Estados Unidos, depois que os protestos dos pacifistas criaram uma situação insustentável para Washington. […] (MAREK, 2011, p. 01)


O acordo de Paris de 1973, entre outros itens, estabeleceu a retirada total das tropas e dos assessores estrangeiros; a troca de prisioneiros; a criação de um governo no Vietnã do Sul, que seria eleito de forma democrática e sob a supervisão de uma comissão internacional. Mas, o que acontece é que, do que foi estabelecido, pouco foi cumprido do acordo, procurando cada lado extrair o máximo de vantagens. Na verdade, a paz era somente superficial. No decorrer de 1973, o exército sul-vietnamita recuperou algumas áreas norte-vietnamitas. Isto, devido à ajuda norte-americana e as perdas humanas e materiais sofridas pelos vietcongues e norte-americanos com os bombardeiros. No final de 1974, os norte-vietnamitas e o Vietcong, tentaram uma nova ofensiva contra o Vietnã do Sul, isto, devido à diversos acontecimentos ocorridos, que, de uma forma ou de outra, influenciaram desfavoravelmente o Vietnã do Sul: a hostilidade cada vez maior do Congresso americano ao presidente Nixon, pelas repercussões do rumoroso caso Watergate20; o elevado aumento dos preços do petróleo, ocorrido após a guerra do Yom Kippur21, que refletiu negativamente, sobre a economia do Vietnã do Sul; crescente corrupção nos quadros do governo; intensa ajuda prestada pela URSS aos norte-vietnamitas para a reconstrução e reequipamento militar. Quanto à reação norte-americana, a esta nova ofensiva, os comunistas sentiram que não havia necessidade de maiores preocupações. Aliás, isto quer dizer que à capacidade de resposta do exército sul-vietnamita, os norte-vietnamitas fizeram uma sondagem militar ao Norte e ao centro do Vietnã do Sul, em fins de 1974, reconhecendo a debilidade das forças armadas sul-vietnamitas. Isso foi imediatamente explorando pelas tropas do Vietnã do Norte e do Vietcong, que avançaram sobre as áreas dominadas pelo exército sul-vietnamita. O que podia ser uma resistência feroz dos sul-vietnamitas, transformaram-se numa incrível debanda. Armamentos intactos e suprimentos era deixados para trás, passando a ser largamente utilizados pelos vietcongues e pelas tropas norte-vietnamitas que avançavam.

Ao mesmo tempo, ia ocorrendo um grande êxodo de civis sul-vietnamitas, não somente pelo medo da guerra, e sim também para não serem submetidos ao domínio dos norte-vietnamitas e vietcongues. No final de março de 1975, a metade do Vietnã do Sul, já estava ocupada pelos comunistas. Em abril de 1975, os Estados Unidos, desistiram de intervir na região, para eles, a guerra havia terminado. Na manhã do dia 30 de abril, poucas horas depois da partida dos últimos americanos, tanques norte-vietnamitas derrubaram os portões do palácio presidencial de Saigon, e os representantes do governo Sul-vietnamita de renderam incondicionalmente. Trinta anos a guerra, haviam terminado. O Vietnã, em 1976, foi unificado sob o domínio comunista, com capital em Hanói. Saigon, a antiga capital do Vietnã do Sul, passou a se chamar Ho Chi Minh, em homenagem ao grande líder e fundador do Partido Comunista do Vietnã22.

3 – UM POUCO DO VIETNÃ HOJE


O atual Vietnã, juntamente com o Laos e o Camboja, fazia parte do território conhecido como Indochina, que desde o final do século XIX era uma possessão da França. No decorrer da Segunda Guerra Mundial, o Japão avançou sobre o Sudeste Asiático, desalojou os franceses e anexou a região aos seus domínios. Organizadas na Liga Revolucionária para a Independência do Vietnã, liderados por Ho Chi Minh, os vietnamistas reagiram aos japoneses e no final da Segunda Guerra proclamaram, na parte norte do país, a República Democrática do Vietnã. Logo a seguir, os vietnamistas entraram em guerra contra os franceses, que teimavam em reconquistar a região, e os venceram de modo espetacular na Batalha de Dien Bien Phu, em 1954. Nesse mesmo ano, na Conferência de Genebra, convocada para celebrar a paz, decidiu-se que até as eleições gerais, que se realizaria em 1956, o Vietnã independente ficaria dividido em: * Vietnã do Norte (socialista), com capital em Hanói, governado por Ho Chin Minh; * Vietnã do Sul (pró-capitalista), com capital em Saigon, liderado por Bao Dai. Nos anos seguintes, ao mesmo tempo em que a Guerra Fria se acentuava, a rivalidade entre os dois Vietnãs cresceu e as eleições com vistas à reunificação do país não se realizaram. Opondo-se à divisão do Vietnã e ao ditador que os governava, os sul-vietnamistas fundaram, em 1960, a Frente Nacional de Libertação. Essa organização era formada por grupos de guerrilheiros socialistas conhecidos como vietcongues. A Frente recebeu o imediato apoio do Vietnã do Norte. Decididos a conter a expansão do socialismo na região, os Estados Unidos começaram a enviar ajuda militar ao governo do Sul e com isso precipitaram o início de uma nova guerra. Durante os doze anos em que estiveram envolvidos nesse conflito, os EUA despejaram sobre o Vietnã milhões de toneladas de napalm e chegaram a manter na região 550 mil soldados. Apesar do poderoso arsenal bélico, os norte-americanos foram derrotados pelas forças norte-vietnamistas e vietcongues, retirando-se da região em 1973. A guerra, no entanto, prosseguiu até 1975, ano em que o governo de Saigon rendeu-se aos seus adversários.No ano seguinte, os vencedores promoveram a unificação do país, transformando o Vietnã num Estado socialista. (RAFAEL, 2007, p. 01).


A antiga Saigon, hoje atual Ho Chi Minh, é um dos pouquíssimos lugares do Vietnã que, mostra mudanças nos últimos dez anos. A arquitetura ainda é a mesma, o movimento frenético das ruas também, as cicatrizes da guerra também não desapareceram. Mas, no seu interior, a cidade mudou radicalmente. Durante a ocupação norte-americana, Saigon era tida como uma cidade parasita, pois, produzia o mínimo daquilo que consumia. Hoje, Ho Chi Minh, fornece mais de 35% da produção industrial de todo o Vietnã, além de exportar alimentos para o Norte do país. O antigo cassino transformou-se em teatro popular. Casebres e barracos, que haviam sido construídos ao longo dos canais e dos rios, foram removidos. Os moradores estão sendo levados para apartamentos no bairro de Tan Binh. Atualmente o Vietnã, é um país onde o novo surge em meio ao pesadelo do passado. A população procura pacientemente renascer em meio aos traumas deixados pela guerra. A luta da reconstrução, talvez seja tão longa, quanto à luta contra inimigos. Mas, se uma vitória já foi possível, outras não serão impossíveis. Atualmente, Ho Chi Minh é o pólo de desenvolvimento industrial do Vietnã. O analfabetismo é considerado erradicado. Desde 1975, foram criadas um milhão de empregos, 300 empresas industriais estatais, e por volta de 25 mil unidades privadas e cooperativas de artesanato.

Nem em Ho Chi Minh, nem em outras regiões do Vietnã, se vêem crianças com sinais de subnutrição. A cidade dispõe ainda de mais de 600 creches, inúmeras faculdades e escolas de adultos. Em Hanói, o passado milenar, a ocupação chinesa e a colonização francesa vêm ao encontro do visitante a cada esquina. Templos, torres, monumentos, vindos dos confins dos séculos, convivem com os belos edifícios de arquitetura colonial francesa, recuperados para ministérios e outros departamentos administrativos. Percebe-se, ainda, que Hanói é também os lagos, o Parque de Lênin, os jardins e fatalmente, os vestígios da guerra. Há tanto em Hanói, como em Ho Chi Minh, Da Nang [Costa do Centro-Sul]23, Haipong[Delta do Rio Vermelho]24, e outras cidades vietnamitas, a mesma quantidade de bicicletas que parecem andar em ininterrupto desfile. Possui, a cidade de Hanói, aproximadamente um milhão de habitantes[menos que a cidade de Ho Chi Minh]. A construção de novas moradias se faz lentamente. As pequeninas casas abrigam duas ou mais famílias, o que leva muita gente a preferir dormir em esteiras nas calçadas, quando o calor aperta e chuva não cai. Em Ho Chi Minh, há mendigos, mas em número ínfimo, se comparados com os de cidades como Rio de Janeiro, Buenos Aires, e assim sucessivamente.


CONCLUSÃO

Ao terminar o meu artigo sobre A Guerra do Vietnã, concluímos que, desde a Segunda Guerra Mundial, este conflito, foi, um dos mais importantes da nossa era, pois, o mundo chegou a atingir a geração dos anos 60 do século XX. Esta guerra foi um pesadelo terrível, o qual, percebo, jamais será esquecido. Não somente pela sua longa duração, nem pela resistência e luta dos vietnamitas contra uma super potência, mas, sobretudo pelo sofrimento que a mesma impôs aos que dela participaram e as cicatrizes são profundas. Para os vietnamitas, a guerra não deixou somente milhares de vítimas, e sim também um país totalmente destruído, que ainda tenta se reconstruir de todo seu esfacelamento e acima de tudo, a Guerra do Vietnã deixou também a imagem de um povo determinado, que lutou com todas as suas forças, para não se tornar submisso. Os norte-americanos também ficaram marcados por este grande pesadelo, pois, milhares deles foram mortos e multilados, e é por isso que o mundo não foi mais o mesmo depois desta guerra.

Atualmente o Vietnã, juntamente com o Laos e o Camboja, fazia parte do território conhecido como Indochina, que desde o final do século XIX era uma possessão da França. No decorrer da Segunda Guerra Mundial, o Japão avançou sobre o Sudeste Asiático, desalojou os franceses e anexou a região aos seus domínios. Vale ressaltar que foram organizadas na Liga Revolucionária para a Independência do Vietnã, liderados por Ho Chi Minh, os vietnamistas reagiram aos japoneses e no final da Segunda Guerra proclamaram, na parte norte do país, a República Democrática do Vietnã. Em conseqüência disto, os vietnamistas entraram em guerra contra os franceses, que teimavam em reconquistar a região, e os venceram de modo espetacular na Batalha de Dien Bien Phu, em 1954. Em seguida houve nesse mesmo ano, na Conferência de Genebra, convocada para celebrar a paz, decidiu-se que até as eleições gerais, que se realizaria em 1956, o Vietnã independente ficaria dividido em Vietnã do Norte [socialista], com capital em Hanói, governado por Ho Chin Minh; Vietnã do Sul [pró-capitalista], com capital em Saigon, liderado por Bảo Đại.

Nos referentes anos posteriores, ao mesmo tempo em que a Guerra Fria se acentuava, a rivalidade entre os dois Vietnãs cresceu e as eleições com vistas à reunificação do país não se realizaram. Em contraposição à divisão do Vietnã e ao ditador que os governava, os sul-vietnamistas fundaram, em 1960, a Frente Nacional de Libertação. Essa organização era formada por grupos de guerrilheiros socialistas conhecidos como vietcongues. A Frente recebeu o imediato apoio do Vietnã do Norte. Estavam decididos a conter a expansão do socialismo na região, os Estados Unidos começaram a enviar ajuda militar ao governo do Sul e com isso precipitaram o início de uma nova guerra. Durante os doze anos em que estiveram envolvidos nesse conflito, os EUA despejaram sobre o Vietnã milhões de toneladas de napalm e chegaram a manter na região 550 mil soldados.

Assim, acredita-se que o poderoso arsenal bélico, os norte-americanos foram derrotados pelas forças norte-vietnamistas e vietcongues, retirando-se da região em 1973. A guerra do Vietnã, no entanto, prosseguiu até 1975, ano em que o governo de Saigon rendeu-se aos seus adversários. No ano seguinte, os vencedores promoveram a unificação do país, transformando o Vietnã num Estado socialista, isto quer dizer ainda, que a vitória do Vietnã do Norte, obteve a Retirada das Forças norte-americanas da Indochina, da dissolução do Vietnã do Sul, com a reunificação do país sob o regime comunista e da Ascensão do comunismo no Camboja e no Laos.


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1 Graduado em Licenciatura em História pela Universidade Estadual da Paraíba [UEPB] e Graduando em Licenciatura Plena em Filosofia pela Universidade Estadual da Paraíba [UEPB].

2O Vietname ou Vietnã ou, oficialmente, República Socialista do Vietname / Vietnã, é um país asiático, localizado na Indochina, e limitado a norte pela China, a leste e a sul pelo Mar da China Meridional, e a oeste pelo Golfo da Tailândia, pelo Camboja e pelo Laos. A capital do país é Hanói.

3 Península da Indochina – localiza-se no sudoeste asiático e compreende os países como Vietnã, Camboja e Laos. Está localizada quase que inteiramente numa zona intertropical, apresentando um clima quente e úmido com predomínio de uma vegetação de florestas densas e savanas. Faz parte de uma Área denominada Ásia das monções.

4 Linha de Lattre – divisão do Vietnã, na altura do paralelo 17, em Vietnã do Norte e Vietnã do Sul.

5 O Việt Minh [forma curta de Việt Nam Ðộc Lập Ðồng Minh Hội, “Liga pela Independência do Vietnã”] foi um movimento revolucionário de libertação nacional criado por Hồ Chí Minh em 1941, na China, para obter a independência do Vietnã da França, bem como se opôr à ocupação japonesa durante a Segunda Guerra Mundial.Inicialmente apenas formado por comunistas, acabaram por abrir as portas a qualquer família política. Os seus membros organizaram acções de guerrilha contra os japoneses durante a Segunda Guerra Mundial, e foi sob o comando do general Vo Nguyen Giap que muitas regiões do Norte do Vietname foram libertadas do jugo japonês. Após a rendição do Japão, ocuparam Hanói e proclamaram a independência da República Democrática do Vietname. Apesar da promessa por parte da França em reconhecer o novo governo, estes recuaram e, a 23 de Novembro de 1946, a Armada francesa iniciou o bombardeamento à cidade portuária de Haiphong, e com isso a Guerra da Indochina.

6 Hồ Chí Minh (Kiem Lan, 19 de maio de 1890 — 2 de setembro de 1969) foi um revolucionário e estadista vietnamita. Nguyễn Sinh Cung nasceu na província de Nghệ An e somente mais tarde seria mundialmente conhecido como Hồ Chí Minh (“aquele que ilumina”). Embora Ho desejasse ser cremado, ele foi embalsamado e seu corpo actualmente encontra-se no seu mausoléu em Hanoi.

7A Batalha de Dien Bien Phu [em francês Bataille de Diên Biên Phu, em vietnamita Trận Điện Biên Phủ], travada entre o Việt Minh e o corpo expedicionário francês no Extremo Oriente, de 13 de Março a 7 de Maio de 1954, foi a última batalha da Guerra da Indochina.

8Numa determinada manhã em pleno dia 20 de Novembro de 1953 do século XX, no quadro da operação Castor, somente dois batalhões de pára-quedistas franceses, a saber, sendo o 6º BPC [Batalhão de Pára-quedistas Coloniais] do major Bigeard e o 2/1º RCP [2º Batalhão do 1º Regimento de Caçadores Pára-quedistas] do major Bréchignac tomam Dien Bien Phu, defendida por um destacamento pouco importante do exército Việt Minh. Em outras unidades pára-quedistas são largadas em reforço nessa tarde ou nos dias seguintes e nas semanas que se seguem, depois da renovação da pista de aterragem construída pelos japoneses, os franceses encaminham por avião homens, material, armas e munições para Dien Bien Phu. Este vai-e-vem aéreo funciona durante quatro meses para criar, abastecer e reforçar o campo entrincheirado. O material pesado [artilharia e blindados] é desmontado em Hanói, transportado em peças soltas, e depois remontado à chegada.

9 Vo Nguyen Giap (Vietnamese: Võ Nguyên Giáp) (born August 25, 1911[2]). É um retirado do Vietnã policial em o Vietnã as pessoas do Exército e um político. Ele foi um dos principais comandante em duas guerras: em primeiro lugar na Indochina Guerra (1954) e 1946–Guerra do Vietname (1960–1975). Ele participou nos seguintes historicamente importantes batalhas: Lang Filho (1950); Hoa Binh (1951–1952); Dien Bien Phu (1954); the Tet Offensive (1968); the Nguyen Hue Offensive (known in the West as the Easter Offensive) (1972); e o final Ho Chi Minh Campaign (1975). Ele foi também um jornalista, um ministro do interior no Presidente Ho Chi Minh’s vietnamita Minh governo, o comandante militar do vietnamita Minh, o comandante do Exército Popular do Vietname (PAVN), e ministro da defesa. Ele também serviu Politburo LAOSIANA Dong membro do Partido.

10 Bảo Đại [保大, ou Bao Dai na escrita ocidentalizada] [Huế, 22 de outubro de 1913 – Paris, 30 de julho de 1997] foi o último imperador do Vietnã, décimo-terceiro da dinastia Nguyen. Isto quer dizer que Ele nasceu como príncipe Nguyễn Vĩnh Thụy em Huế, que era então capital do país, portanto o seu pai foi o imperador Khai Dinh, mais depois de ter estudado na França, tornou-se imperador em 1925, após a morte do pai. Naquele momento o Vietname ainda era colônia francesa, e Bảo Đại tinha que se submeter em parte à decisões da França. [O Vietnã era parte da chamada Indochina francesa]. Em conseqüência disto, Bảo Đại, havia sido colocado no poder do Vietnã do Sul, por intervenção francesa, o mesmo havia colaborado com os japoneses no período de ocupação.

11A Frente Nacional para a Libertação do Vietname [cujos combatentes eram também chamados vietcongues] foi um exército formado por sul-vietnamitas que lutaram na Guerra do Vietnã junto ao exército do Vietnã do Norte contra a coalizão formada pelos Estados Unidos da América e pelo governo do Vietnã do Sul. Era composto principalmente por milícias aptas para táticas de guerrilha, embora contasse também com unidades militares perenes. A ação militar pela qual os vietcongues são mais conhecidos é a Ofensiva do Tet, um ataque realizado em 1968 em centenas de cidades no Vietnã do Sul, culminando com o ataque à embaixada americana em Saigon. O grupo foi extinto apenas em 1977, após a reunificação do país. Além disso, o termo vietcongue é derivado da expressão “cộng sản Việt Nam”, que significa “comunista vietnamita”. Há registros do uso da palavra em jornais de Saigon desde 1956. Citações em inglês do termo datam de 1957. Soldados americanos referiam-se aos vietcongues como Victor Charlie. Logo, a Frente de Libertação Nacional, tinha como objetivo derrubar o governo de Diem e unir o Vietnã do Sul ao Vietnã do Norte.

12 O processo surgiu com os incidentes de Tonquin (agosto de 1964), quando os mandantes de 2 barcos norte-americanos, que viajavam o litoral norte-vietnamit, alegaram ter sido atacados por lanchas do Vietnã do Norte.

13 Os reforços chegavam aos vietnamitas através de trilhas que cortavam as regiões montanhosas e densamente florestadas – trilhas Ho Chi Minh.

14 Ofensiva do Tet foi um ataque em três fases lançado pelos norte-vietnamitas contra as forças americanas e sul-vietnamitas em 31 de janeiro de 1968, durante a Guerra do Vietnã. As operações recebem este nome porque se iniciaram nas primeiras horas da manhã do Tết Nguyên Đán, o primeiro dia do ano no calendário lunar tradicional usado no Vietnã, e o feriado mais importante do país. Tanto o Vietnã do Norte quanto o do Sul haviam anunciado em transmissões nacionais de rádio que haveria um cessar-fogo de dois dias durante a ocasião. Em vietnamita a ofensiva é conhecida como Cuộc Tổng tiến công và nổi dậy (“Ofensiva e Insurreição Geral”), ou Tết Mậu Thân (“Tet, ano do macaco”).

15 Os ataques tiveram início nos feriados da Páscoa, final de março de 1972.

16 Esta área tinha sido criada em 1954, quando o Vietnã fora dividido.

17 Operation Linebacker I foi o título da Força Aérea U. S. Sétimo U. S. NAVY Task Force e 77 aéreo interdição campanha dirigida contra a República Democrática do Vietnã) Vietname (Norte de 9 de Maio a 23 de Outubro 1972, durante a Guerra do Vietname.). O objetivo foi parar ou abrandar o transporte de fornecimentos e materiais para a Nguyen (conhecida em cor ofensiva do ocidente como a Páscoa Ofensiva), a invasão da República do Vietname (Sul do Vietnã), por forças do Exército Popular de Vietnã (PAVN), que tinha sido lançada no dia 30 de Março. Linebacker foi o primeiro esforço contínuo bombardeante Vietname do Norte realizadas contra uma vez que a bombardeante parada instituído pelo Presidente Lyndon B. Johnson em Novembro de 1968.

18 Operation Linebacker II foi nos Sétimo Air Force a Marinha americana Task Force e 77 aéreo bombardeios, conduzida contra alvos na República Democrática do Vietnã) Vietname (Norte durante o período final do envolvimento dos EUA na Guerra do Vietname. A operação foi realizada a partir de 18–29 de Dezembro 1972, levando a vários dos informais nomes como “A Dezembro os ataques” e “O Natal bombardeios”. Ele viu o maior pesado bombardeador embata lançado pela Força Aérea dos EUA desde o fim da II Guerra Mundial. Linebacker II foi um recomeço da Operação Linebacker bombardeamentos efectuados a partir de Maio a Outubro, com a ênfase da nova onda de atentados de campanha foi desviada para Stratofortress bombardeiros B-52 e não tático aviões de combate. Ao longo 1.600 civis morreram em Hanói e Haiphong nos ataques.

19 O presidente norte-americano, utiliza o termo paz e não vitória.

20O caso Watergate foi o escândalo político ocorrido na década de 1970 nos Estados Unidos da América que, ao vir à tona, acabou por culminar com a renúncia do presidente americano Richard Nixon eleito pelo partido republicano. “Watergate” de certo modo tornou-se um caso paradigmático de corrupção. Em suma, Watergate, ocorreu em 17 de Junho de 1972, membros do Partido Republicano, diretamente intrínsecos ao presidente Nixon foram surpreendidos instalando aparelhos de escuta na sede do Partido Democrata, localizado no edifício Watergate, em Washington.

21 A Guerra do Yom Kippur (em hebraico: מלחמת יום הכיפורים; transliterado: Milchemet Yom HaKipurim ou מלחמת יום כיפור, Milchemet Yom Kipur; em árabe: حرب أكتوبر‎, transl. ħarb October, ou حرب تشرين, ħarb Tishrin), também conhecida como Guerra Árabe-Israelense de 1973, Guerra de Outubro, Guerra do Ramadão (Ramadã, na forma brasileira) ou ainda Quarta guerra Árabe-Israelense, foi um conflito militar ocorrido de 6 de Outubro a 26 de Outubro de 1973, entre uma coalizão de estados árabes liderados por Egipto e Síria contra Israel. A guerra começou com um ataque conjunto surpresa pelo Egipto e Síria no feriado judaico de Yom Kippur. Egipto e Síria cruzaram as linhas de cessar-fogo no Sinai e na Colinas do Golã, respectivamente, que haviam sido capturados por Israel em 1967 durante a Guerra dos Seis Dias. Logo, a Guerra de Yom Lippur, ocorreu entre Árabes e israelenses, ocorrida em outubro de 1973. O petróleo foi usado como arma de pressão política por parte dos países árabes produtores de petróleo. O nome Yom Kippur refere-se ao feriado judaico do Dia do Perdão, data em que se verificou o ataque dos países árabes à Israel.

22 O Partido Comunista do Vietnã ou PCV (Đảng Cong sản Việt Nam) é atualmente o único partido político legal no Vietnã. É um Partido Comunista marxista-leninista apoiado pela Frente da Pátria Vietnamita. Na maioria dos casos, a imprensa vietnamita e pessoas referem-se ao Partido Comunista do Vietnã como “Đảng” (parte) ou “Đảng ta” (nossa parte).

23 Da Nang (vietnamita: Đà Nẵng) é uma cidade com estatuto de província do Vietnã.

24 Haiphong ou Hai Phong (Hải Phòng em vietnamita) é uma cidade com estatuto de província localizada no norte do Vietname. É um porto no golfo de Tonquim. Tem cerca de 1850 mil habitantes.

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