Desmistificando 5 mitos sobre projetos de IoT

Stephan Romeder (*)

Como as empresas podem obter apoio para projetos de Internet das Coisas (IoT), ao mesmo tempo em que derrubam os conceitos tradicionais de gerenciamento de TI não apropriados para o planejamento de projetos de IoT?

O primeiro mito a derrubar é que a Internet das Coisas (IoT) é nova. Na verdade, o conceito vem desde meados da década de 1980.

O conceito machine-to-machine (M2M), como é conhecido no mundo corporativo, definiu a base para IoT décadas atrás. A diferença é que agora todos os dispositivos conectados inteligentes também estão conectados a uma rede e podem se comunicar com vários sistemas de TI de back-end para monitoramento de uso das coisas, faturamento, etc., adicionando outra camada de complexidade.

Embora parte da tecnologia seja antiga e comprovada para melhorar consideravelmente a eficiência ao mesmo tempo em que melhora o serviço ao cliente, muitas novas aplicações podem ser disruptivas. Então, como o impacto pode ser grande, a melhor estratégia muitas vezes pode ser começar pequeno.

Portanto, esta é uma boa base para desmascarar muitos conceitos de gerenciamento de TI tradicionais que simplesmente não são apropriados para o planejamento de projetos IoT:

Mito 1: Começar a partir do topo
Iniciar um grande projeto estratégico de IoT começando com a alta gerência pode não ser a melhor estratégia. Algumas tecnologias ainda estão em fase experimental e pequenos projetos limitados diminuirão os riscos e irão interromper ou impactar menos operações do que projetos grandes, ambiciosos e complicados. Além disso, até que os benefícios do IoT sejam bem compreendidos, pode ser mais prudente ter apenas alguns patrocinadores internos envolvidos em vez de tentar educar, evangelizar e integrar a entrada de vários gestores de alto nível.

Mito 2: Focar no ROI
Nos estágios iniciais é difícil saber o impacto que o IoT terá em seu negócio e em toda a companhia. Uma prototipagem rápida pode ajudá-lo a descobrir. Nas fases experimentais, é importante pilotar rapidamente as ideias, experimentar coisas novas e aprender com falhas. Outras variáveis são difíceis de estimar, tais como quão válidos ou importantes serão os dados no futuro, de modo que pode ser difícil medir o ROI sem uma compreensão completa da vida útil do sistema de IoT.

Mito 3: Analisar os requisitos da rede nas etapas finais
Com a Internet das Coisas, tudo está conectado. Isso inclui não apenas os dispositivos conectados, mas também a infraestrutura de TI que permite que os negócios usem os dados e insights do IoT. A capacidade de analisar, coletar, armazenar e compartilhar dados com facilidade e confiabilidade é essencial. Conectividade consistente é fundamental para que a solução IoT possa operar de forma eficaz, e isso requer ter a infraestrutura de rede necessária para isso. Isso exige que os requisitos de rede sejam feitos mais cedo do que o habitual.

Mito 4: Trazer fornecedores após a definição do projeto
Fornecedores trazem a infraestrutura, sensores e redes e a parceria com eles pode ajudar a acelerar a sua prova de conceito de IoT. Uma vez que muitos aspectos do IoT não podem ser testados ou comprovados em laboratórios, mas apenas com usuários reais e clientes externos, trazer fornecedores no início é importante para testar teorias, descobrir novas oportunidades e reduzir o risco de surpresas desagradáveis mais tarde.

Mito 5: Considerar o risco de segurança após a conclusão do projeto
IoT significa que mais dados estarão disponíveis em uma ampla rede, aumentando o risco de violações de dados, representando uma ameaça significativa para indivíduos e empresas. As limitações inerentes aos dispositivos de IoT impedem a instalação de agentes anti-malware, antivírus e de firewall. Por isso, os requisitos de segurança precisam ser identificados e considerados antecipadamente para manter os endpoints e as trocas de dados seguros.

A IoT oferece às empresas a oportunidade de oferecerem novas aplicações que proporcionem informações em tempo real que ajudam as empresas a capturar, compreender e utilizar mais eficazmente os dados de cada dispositivo, mas também requer uma nova mentalidade quando se trata de gestão de projetos, com a vontade de ser flexível, tentar coisas novas e aproveitar a experiência.

Algumas das melhores estratégias de gerenciamento de projetos para a IoT podem não ser consideradas como melhores práticas para projetos de TI tradicionais, mas inovações como a IoT exigem estratégias criativas de gerenciamento de projetos para ajudar a concretizar a oportunidade completa com um nível aceitável de risco.

(*) Managing Director, Magic Software Europe

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