Livros

As rosas e a revolução

As Rosas e a Revolução é o terceiro livro da escritora nacional Karina Dias, um romance envolvente que narra a história de Vilma a partir dos movimentos estudantis de 1968. É uma lindo romance lésbico de 352 páginas. O ano é 1968. Aos 17 anos, Vilma, a filha perfeita e despolitizada do coronel Solano aceita um convite que mudará a sua vida. Decide acompanhar a amiga Maristella em um passeio no restaurante estudantil Calabouço, no Rio de Janeiro. Queria ver de perto como eram os cabeludos comunistas que o pai tantas vezes praguejava. Viu muito mais. Testemunhou a invasão policial do restaurante e foi resgatada do terror por Alda, militante da UNE, por quem se apaixonou perdidamente. E a...
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Cultura

Poesia em quatro atos

Poesia em quatro atos Marta Morais da Costa* Crianças gostam de jogos verbais que brinquem com sonoridades e ritmos. A atração que exercem sobre os pequenos revela-se nas parlendas, nos trava-línguas e na poesia. O corpo das crianças é demonstração concreta desse prazer. O movimento da dança, o olhar fixo e brilhante, a boca sempre pronta a emitir sons cantarolados e a sorrir expõem claramente o quanto a provocação dos textos poéticos encontra seus interlocutores mais apropriados. A poesia para crianças atende aos mais diferentes objetivos, desde os fins escolares pedagógicos ao mais descompromissado poema lúdico; dos textos cívicos à poesia do cotidiano. Um projeto destinado à formação de leitores de literatura não pode ignorar a edição de obras...
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Livros

Jornalismo em trânsito – o diálogo social solidário no espaço urbano

“Jornalismo em trânsito – o diálogo social solidário no espaço urbano” de Mara Ferreira Rovida é indicado por Gilberto da Silva, editor da revista Partes. O livro é resultado de pesquisa que uniu trabalho de campo e reflexões teóricas no campo da sociologia e da comunicação. A narrativa da pesquisa foge, em várias passagens, ao padrão acadêmico e o tom usado para contar as vivências dos personagens do estudo é pautado pela arte narrativa. Muda-se a mancha do texto para marcar essas passagens, mas o livro, divido em quatro partes, é permeado de narrativas descritivas e autorais sobre um espaço urbano caótico, conflituoso, mas que guarda momentos de encontro, de afeto e de diálogo....
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Livros

A Porca e Eu

A escritora Maria Eugenia Cerqueira já conhecida pelo livro Quem dá Brilho, brilha – obra que dá dicas sobre limpeza doméstica, apresenta seu mais novo livro: A Porca e Eu. Nesse interessante livro, a autora narra a sua relação com Gipsy, uma porca de estimação que foi adquirida como mini porco, e que com o tempo mostrou que era uma porca de verdade, ou seja, Gipsy tornou-se um presente de grego.  ...
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Cultura

Da pedra à tela

Da pedra à tela Por Júlio Röcker Neto* Já presenciamos o “fim” de alguns suportes de comunicação, como videocassete, fita cassete, disquete, entre outros. O fim do livro impresso também é tema corrente e, nesse contexto, vem à tona, logicamente, o fim do livro didático, em especial pelo crescimento das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação). O impacto das novas tecnologias nos ambientes educativos é evidente, mas é preciso relativizar o tom catastrofista, levando-se em conta a evolução histórica dos suportes de comunicação/leitura. Os diferentes suportes de leitura (pedra, argila, osso, metal, madeira, tecido…) certamente conviveram em algum momento e durante algum tempo. Dessa forma, suportes podem ter um tempo de “convivência” saudável. Foi assim no passado, com o...
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Cultura

Graciliano Ramos: memória e militância

Claudia Izique | Agência FAPESP Graciliano Ramos (1892 – 1953) foi preso em Maceió em 1936, quando o governo de Getúlio Vargas investiu contra a esquerda, em resposta aos levantes comunistas de 1935. Enviado ao Recife e transferido no porão de um navio para o Rio de Janeiro, o autor de Vidas Secas permaneceu 11 meses na Casa de Detenção e na Colônia Correcional de Dois Rios, na Ilha Grande, sem qualquer processo ou acusação formal. Deixou a prisão em 1937, graças à pressão de José Lins do Rego e de José Olympio, entre outros intelectuais. No mesmo ano, esboçou algumas notas sobre a sua experiência de cadeia. “Mas, de fato, ele só retomou a redação de Memórias do Cárcere em 1946, um ano depois...
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Crônicas

Entre voos e quedas

ENTRE VOOS E QUEDAS Margarete Hülsendeger Nós lidamos mal com a morte, essa coisa banal, única; não conseguimos mais colocá-la num contexto mais amplo. Julian Barnes Todos, em algum momento, desenvolvemos estratégias para lidar com a morte. Alguns choram, outros permanecem em silêncio, há os que se voltam para a religião e existem aqueles que, simplesmente, surtam. Eu, segundo familiares, estou no último grupo. Quando minha mãe faleceu, há mais de 20 anos, tive uma reação estranha: no velório mantive-me falante, quase alegre, fazia piadas, e não parava de repetir, para quem quisesse ouvir, que ela estava bem e, mais importante, eu estava ótima. Sim, é estranho, mas não faça julgamentos apressados. Obviamente, esse “bem” ou esse “ótima” era...
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Cultura

Amor Fundamental

Vou contar para vocês como surgiu o livro – Amor Fundamental, Histórias e Fábulas para Treinamento. Em tantos treinamentos que já ministrei em minha vida, você pode imaginar quantas histórias eu já ouvi. Histórias verdadeiras, casos do cotidiano empresarial e algumas inacreditáveis. Então, um dia eu resolvi compilar estas histórias e como já era um sonho antigo, reuni, também, aquelas estórias que nos levam a uma reflexão, a enxergar o mundo de forma diferente, de ver coisas por outras ângulos e aí, juntei tudo isso em um livro. E decidi ter o cuidado de fazer uma breve biografia de cada autor citado, afinal de contas, fico sempre me perguntando, quem é esse tal de “autor desconhecido’…risos. O título original...
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Cultura

Lançamento da Paulus reflete sobre cidade, cultura e espetáculo

  Por Mara Rovida Ferreira “Quando, nos ambientes acadêmicos ou na mídia, o nome de Guy Debord é mencionado, normalmente ele é associado à expressão “sociedade do espetáculo”, geralmente entendida como o “inevitável domínio da mídia” na contemporaneidade ou o desejo, pretensamente natural, que as pessoas têm de “aparecer”.” Com essas palavras o organizador do livro ‘Cultura, Comunicação e Espetáculo’, Claudio Novaes Pinto Coelho, nos insere nessa obra de assinatura coletiva em que o espaço urbano, o teatro e os movimentos sociais são observados num momento em que as relações sociais estão cada vez mais próximas de uma forma superficial e esvaziada, como pensado por Guy Debord. O livro, editado pela Paulus, é resultado do trabalho que vem sendo...
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Cultura

Roma para sempre e o combate à intolerância religiosa

ROMA PARA SEMPRE e o combate à intolerância religiosa Sayonara Salvioli Uma das funções primordiais da Literatura é interpretar os males de uma época. Ora, um romancista pode e deve ser, além de ficcionista, um tradutor dos grandes problemas de seu tempo. E, mesmo, de outros! Escrever é arte compromissada com um pensamento evolutivo – o ato de criar figuras de ficção, mas tendo por base conceitual personas tão humanas como as carnais, refletindo assim os conflitos do homem em todas as sociedades. No meu caso particular, já publiquei dois romances passados no século XIX e tenho escritos outros bem distantes desta nossa era 2000. Contudo, num romance contemporâneo – como é ROMA PARA SEMPRE –, a ficção me...
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Cultura

A porca e eu

Por Redação A escritora Maria Eugenia Cerqueira já conhecida pelo livro Quem dá Brilho, brilha – obra que dá dicas sobre limpeza doméstica, apresenta seu mais novo livro: A Porca e Eu. Nesse interessante livro, a autora narra a sua relação com Gipsy, uma porca de estimação que foi adquirida como mini porco, e que com o tempo mostrou que era uma porca de verdade, ou seja, Gipsy tornou-se um presente de grego. Apesar de ser enganada pelos criadores que ela cita no livro, a porca conquistou seu coração e ganhou um espaço especial na vida de Maria Eugenia, uma ultramaratonista apaixonada por animais. Gipsy, como foi carinhosamente batizada a nova inquilina, acabou crescendo mais do que a dona...
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Cultura

Dicas de Viagens em crônicas de quatro continentes

Dicas de Viagens em crônicas de quatro continentes Autor: João Aparecido da Luz Este livro é um relato de experiências realizadas, sentidas e vividas pelo autor em países e cidades nos quatro continentes, objetivando passar um breve relato do cotidiano dos habitantes dos lugares. A sintaxe simples e descomplicada utilizada nos textos permite que leitores, de qualquer idade, incluindo estudantes de nona série e Ensino Médio, possam ter a informação fiel das descobertas do cotidiano de pessoas, cidades e países, seus costumes e tradições, um pouco da história, geografia e divisão administrativa de cada região. Com textos claros, concisos e atraentes, as crônicas têm um desenvolvimento literário que satisfaz de forma prazerosa o mais exigente leitor. São pormenores que...
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Comunicação

Jornalismo, trânsito e diálogo no espaço urbano. É possível?

O trânsito representa o que há de mais caótico nas grandes metrópoles, é o cenário que parece condensar drasticamente o conflito e as disputas que marcam a vida urbana. Nas ruas e avenidas da cidade, as pessoas se digladiam para ir e vir usando o transporte coletivo público ou as formas individuais e privadas de mobilidade. Dessa necessidade que se impõe diariamente a milhões de pessoas surge uma realidade permeada por desavenças, violência e mortes. O trânsito brasileiro apresenta números, entre mutilados e mortos, semelhantes aos de uma guerra civil. Muito tem sido feito para amenizar essa realidade, mas seria possível pensar num espaço público menos violento ou o seu oposto, isto é, um trânsito amistoso onde as pessoas...
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Contos

Ninguém pode explicar nem a Lapa Nem a Lida, num conto curto

por Zeh Gustavo   ao Paulinho da Viola que acompanha todos os sambistas   Tenso. Desfavorável. Um abafa num Rio de outono-inferno, calor alegremente soturno, derrete-miolos. A cidade exala qual açougue. No matadoidos do caldo urbano assa nossa carne misturada, rastegue somos todos andrajos na cidade-sítio de bairros-baldeações com seu trânsito de veículos débeis sob siglas pelos quais desfiamos nosso rosário de pés-rapados e bolsos extorquidos. E aquela, mais uma guigue por se fazer. Prato do dia: ensopado de restolhos. A direção: a velha senhorita-patrona, dona Lapa. Maneca e suas responsas, a superpesarem nos quengos. E nos braços que lutam pela sobrevivência musical num pano de fundo quase findo, horizonte vindouro é magro. Pedestais, dois mics, um pequeno amplificador...
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Cultura

Resenha do livro de Leandro Konder: O que é dialética

RESENHA DO LIVRO DE LEANDRO KONDER: O QUE É DIALÉTICA. SÃO PAULO: BRASILIENSE, 2008. Guilherme Leonardo Freitas Silva*   O livro inicialmente traz a origem da dialética com berço na Grécia antiga, onde era considerada a arte do diálogo. Mais tarde, ela passou a ser considerada na arte do diálogo como um meio de argumentação por meio de uma tese. Para Aristóteles, Zênon de Eleia (490-430 a.C.) foi o criador da dialética. Porém outros consideram que foi Sócrates (469-399 a.C) o primeiro fundador. Durante uma discussão sobre a filosofia, que na época estava sendo considerada inculta como atividade, Sócrates desafiou os generais Lachés e Nícias para definirem o que era bravura. Também desafiou o político Calichés para que definisse...
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Cinema

As bestas da miséria

    Paulo Custódio de Oliveira* Baixio das Bestas (2007) / Direção: Cláudio Assis Como diria Graciliano Ramos, “a miséria é incômoda”. Em Baixio das Bestas (2007), de Cláudio Assis ela é apresentada como decadência indigesta da Zona da Mata. Suportá-la é só para estômagos muito bem preparados. A miséria física que ronda o povoado onde acontecem as cenas do filme infecciona a moral e gera a miséria intelectual. O povoado circundado por canaviais está espremido pela economia do latifúndio e padece de inanição. A população definha-se trabalhando para poderosos invisíveis e leva uma vida sem qualquer perspectiva de melhora. As moradias capengas abrigam um arremedo de sociedade que reproduz a divisão irascível que sucateia o país: os muito pobres sem rumo e...
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Cultura

Sobre a morte de Umberto Eco

“Esta é uma história de livros e não de mistérios quotidianos” “Stat rosa pristina nomine, nomina nuda tenemus”. Assim termina o romance O nome da rosa, do pensador italiano Umberto Eco (1932-2016). Em tempos de informações globalizadas e rápidas em um minuto pode-se descobrir que essa frase em latim diz, em nossa língua, que a rosa antiga apenas permanece no nome e que, na verdade, nada temos além dos nomes. Podemos até mesmo descobrir que se trata de um verso de um poeta medieval modificado pelo autor do romance: o original não falava da rosa, mas de Roma. E como o próprio Eco esclarece mais tarde, se refere às glorias passageiras. Tudo acaba de algum modo esvaindo-se no nada....
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Cultura

Meu Livro Preferido

Nair Lúcia de Britto De todos os livros que eu li o que eu mais gostei foi E o Vento Levou, da escritora norte-americana Margareth Mitchell. Eu li esse livro quando ainda era bem jovem e estava cursando o Clássico, curso destinado aos alunos que queriam seguir a carreira de Letras. Era um livro de dois volumes, com muitas páginas; mas a história desse livro me empolgou tanto que eu o li em apenas uma semana. Foi a única vez que eu li um livro tão rapidamente. Acho até que essa obra, de certa forma, contribuiu para que minha personalidade se tornasse tão forte e tão singular como é hoje. Segundo pesquisa, a obra retrata o período da guerra...
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Cultura

Resistir sempre

RESISTIR SEMPRE Margarete Hülsendeger Minha memória é composta de fragmentos de existência, estáticos e eternos: o tempo não passa entre eles, e coisas que aconteceram em épocas muito distantes entre si estão juntas, ligadas ou reunidas por estranhas antipatias e simpatias. Ernesto Sabato (2008, p. 24) No dia 30 de abril de 2011, quando estava a dois meses de completar cem anos, morria na cidade de Santos Lugares, na Argentina, aquele que é considerado um dos maiores escritores argentinos de século XX, Ernesto Sabato. Antes da notícia de sua morte, confesso, nunca havia lido nenhum livro dele. Aliás, se é para ir mais longe na minha confissão, nunca sequer ouvira falar em Sabato. No entanto, quando li, por ocasião...
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