Em questão

A sabedoria dos avós

  Certamente você já disse ou ouviu dizer que os avós estragam a educação dos netos e tiram a autoridade dos pais.   Esta afirmação é falsa ou verdadeira? A resposta não é tão simples assim, pois não devemos generalizar comportamentos. Nas relações familiares há quem queira determinar um comportamento padrão e é rigoroso na cobrança dos filhos e netos. Mas, há também quem sabiamente aconselha e passa sua experiência de vida com o devido respeito às individualidades e às diferenças culturais das novas gerações. Na realidade, esse tema da participação dos avós na educação dos netos ganha ainda mais destaque, especialmente nesse tempo em que a sociedade vive a grave crise do conceito de família. São pais que...
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Cida Mello

Ora pois!!!

Ora pois!!! Aparecida Luzia de Mello* Ela vinha sofrendo muito com um conflito interno, que se agravava próximo ao mês de maio, mês das mães, das noivas, do amor… Quando ela via as propagandas do dia das mães, aquilo a perturbava muito. Que mãe era aquela que eles pintavam nas propagandas que ela não conhecera. Embora sua mãe ainda fosse viva, ela não reconhecia naquela figura a mãe que simbolizava o amor. Agora que se via compelida a cuidar da mãe com Alzheimer avançado tudo ficava mais difícil. Nas crises a mãe a ameaçava de morte, ela ficava revoltada e fazia que tinha que ser feito, mas não tinha amor. Isto a torturava. Começou a refletir o porquê daquilo....
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Cida Mello

Psicologia de vó

Aparecida Luzia de Mello* Numa manhã gelada de inverno a filha liga desesperada para a mãe e chorando lhe contou que a neta estava na cama em depressão. A garota havia brigado com o namorado, haviam desmancharam o romance e por causa disto não queria comer, tomar banho, estudar, viver… Além disto, não admitia que entrassem em seu quarto e aquele que arriscasse levava sapatada na cara. A bandeja voou e o prato de comida se espatifou na parede. A porta só não estava trancada porque a mãe conseguiu pegar a chave e esconder, senão… A avó do outro lado da linha ouviu tudo e ficou calada. A filha retrucou: -: mãe você não diz nada! O que eu...
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Cida Mello

Espanhola

Aparecida Luzia de Mello* Eram nove irmãs, todas fogosas, espanholas bem nutridas, cabelos longos cacheados, seios fartos e exuberância na vestimenta. Ela era a mais velha, casou-se, teve um filho e levava uma vida de privações e provações, humilhações, agressões, até o dia que ele a agrediu fisicamente de fato. Ele derrubou-a no chão e com um muro no rosto deixou-a inconsciente, retalhou seus seios e coxas com uma faca, chamando-a de sem-vergonha. Vitorioso, gritava que queria ver se ela continuaria a se vestir como uma prostituta mostrando tudo. O filho pequeno, assustado, correu até a casa de uma das tias e entrou pedindo socorro, dizendo que o pai estava matando a mãe. Logo uma “multidão” avançou sobre ele,...
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Cida Mello

Cartão de natal

Aparecida Luzia de Mello* Houve uma época em que recebíamos muitos cartões de natal. Isto representava status. Quanto mais cartões mais amigos a pessoa tinha ou mais “interessados”. Sim interessados, porque ainda hoje os políticos usam este recurso. Mandam cartão no dia do nosso aniversário, na pascoa, no natal, nas eleições… será que são nossos amigos ou candidatos interessados em nosso voto? Algumas empresas também usam este recurso para chamar nossa atenção. Mas com o passar do tempo e o advento do mundo tecnológico, este hábito caiu de moda e diga-se a verdade, tornou-se mais barato e nem precisamos ir ao correio. Basta sentar na frente do computador, usar o tablet ou celular e mandar uma mensagem para nosso...
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Cida Mello

Trouxa eu?

Esperem... não foram compras de natal, ou melhor, foram sim, compras de natal, mas para as sacolinhas do abrigo infantil que assistimos. Claro que os amigos ajudam, mas sempre falta muita coisa e são estas coisas que compramos....
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Cida Mello

Preconceito

Aparecida Luzia de Mello* A família era negra. Era não, é, e continuará sendo! Na época era chamada família de cor. Porquê de cor? Ninguém sabe, mas era assim que muitos definiam uma família negra. O caçula tinha um gingado especial, gostava de dançar, sorriso farto, papo fácil e maneiro, diziam, alguns, era do tipo malandrinho…. Hoje é professor de educação física e tem academia de dança. Será isto malandro!?! Num sábado à tarde, a mãe mandou o moleque até o mercadinho na rua de baixo para buscar um refrigerante. Com 12 anos e aquele ar de “garoto do Rio” ele entrou, pegou o refrigerante e foi para o caixa. Lá entregou o dinheiro para pagar, recebeu o troco...
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Cida Mello

Barba

Aparecida Luzia de Mello* Todo dia ele faz tudo sempre igual, acorda as seis horas da manhã…e faz a barba. Nem sempre foi assim. Este ritual acontecia somente aos sábados e terças-feiras… nestes dias ele levantava e se aprumava. Tomava banho, escanhoava a barba, se perfumava, vestia uma roupa melhor, tomava café, escovava os dentes e ficava a espera… Quando ela chegava de longe seus olhos já brilhavam, corriam um para os braços do outro. Ah…estes dias sempre eram intensos. Cheios de abraços, beijos, carinhos, brincadeiras e risos. Passeavam no parque, almoçavam juntos, depois partiam para a sesta, quando acordavam era hora de jogar ou, se estivesse chovendo, assistir um filme e comer pipoca. Quando se despediam a troca...
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Terceira Idade

Avaliação da opinião da pessoa idosa sobre a relação da depressão com o envelhecimento e o sedentarismo

UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL CENTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO MONOGRAFIA COM PESQUISA DE CAMPO Avaliação da opinião da pessoa idosa sobre a relação da depressão com o envelhecimento e o sedentarismo. Amanda Dastry Dantas RESUMO A pesquisa foi realizada na cidade de São Paulo com amostra de 60 idosos, que frequentam o Núcleo de Convivência de Idoso (NCI), no período de 27 de janeiro a 25 de março de 2014, segundo as variáveis: sexo, faixa etária, estado civil, número de filhos, escolaridade, profissão, sentimento de exclusão no meio familiar e no meio social, estrutura familiar, antecedência familiar de depressão, uso de medicamento antidepressivo e para dormir, sentimento de tristeza, tempo que frequenta o NCI e se percebeu alguma melhora depois que...
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Cida Mello

Cinderela de tamanco

No dia esperado tomou banho, a mãe trançou seus cabelos, colocou um vestido novo de chitinha estampada com flores amarelas e calçou o tamanco bordado. Foi junto com a família e vizinhos para missa. Enquanto ia andando, pulando e correndo na frente de todos com o tamanco, fazia barulho e todas as amigas olhavam encantadas. ...
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Cida Mello

O Broche

Lá chegando, como sempre, foi recebido com festa, já que continuava muito querido. Cumprimentou a todos e deu o presente para a namorada. Foi uma inveja só! O namorado de uma das irmãs dela ficou enciumado e no outro dia providenciou um broche também....
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Cida Mello

Ursinho de pelúcia, presente para a namorada

Nesta hora a agenda dele já tinha que estar à disposição. Era neste momento que ele passava as instruções para ela. As vezes ela comia a marmita fria no banheiro porque não dava tempo de ir ao refeitório esquentar de tanto serviço e exigências daquele executivo. Mas o salário compensava. Dava para pagar a conta de água, a conta de luz, a comida, os remédios da mãe e ainda comprar alguma roupa porque tinha que se vestir mais ou menos, afinal trabalhava na diretoria da empresa....
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Cida Mello

Xodó da vovó

Aparecida Luzia de Mello*   A vovó que fora uma mulher de garra, batalhadora, começava a entregar os pontos. A primeira crise de depressão aconteceu quando todos os filhos já tinham casado e saído de casa. Bateu a “síndrome do ninho vazio” que é o vazio deixado pelos filhos que já não requerem mais seus cuidados e atenção. Precisou de ajuda médica. O marido passou a lhe dar mais atenção, começaram a passear, viajar, coisa que não faziam antes. Quase tudo já tinha voltado ao normal quando o vovô adoeceu. Ela enfrentou tudo com maestria, mostrou-se forte, cuidava, acompanhava, medicava, alimentava… até o dia que ele partiu. Aí a depressão voltou galopante, a família também abalada pela partida do...
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Cida Mello

Atire a primeira pedra…

eu não votei neles, mas como você pode dizer que faria do Brasil um exemplo de honestidade se tem “gato” da TV a cabo na sua casa. Só compra vídeo pirata. Dirige pelo acostamento em muitas estradas. Ultrapassa a velocidade permitida quando não tem radar. Nos postos de parada da estrada você já tem esquema para receber 10% de tudo que o pessoal consome. Come de graça por trazer clientes ao posto e pega um cupom fiscal já guardado pelo gerente para depois fazer acerto na empresa. Quando abastece a Van manda colocar 10% menos de combustível e pede a nota com o valor integral. Quando alguém não aceita sua proposta você corta da lista de “fornecedores”... e se...
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Cida Mello

Cola

E agora, de repente, vinha aquele terrível DITADO para estragar tudo! Não entendia o que estava acontecendo. Como a professora havia informado que toda semana teriam ditado, ela começou a pensar numa solução para aquele grave problema. Pensou, pensou, pensou... e achou uma solução....
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Cida Mello

Reinventado o folclore brasileiro

Aparecida Luzia de Mello* Uma vez por semana a avó ficava com a netinha no período da noite até as 23h. Horário em que a filha chegava do mestrado. A avó saia de casa à tarde, cruzava a cidade, pegava a garotinha na escola às 17h. Normalmente a menina vinha, no carro, cantando a música ensaiada na semana. Chegando à casa da filha, a avó preparava o banho da pequena, que vinha exausta das atividades e brincadeiras. Servia o jantar e sentava com a netinha para brincar até mais ou menos às 21h, horário determinado para o famoso “já pra caminha! ”. A ausência da mãe durante o dia era suportável, a menininha aceitava bem que a mamãe tivesse...
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