Cida Mello

P@rtes, preciso te contar…

Aparecida Luzia de Mello* Estes dias vivi momentos de intensa expectativa. Você em P@rtes foi responsável, quando há mais ou menos 3 anos começou a publicar contos que timidamente eu lhe enviava.  Quando me dei conta todo início de mês lá estava eu retratando um momento da vida de alguém de forma romanceada. No início entendi que era uma maneira de homenagear um pequeno grupo de amigos, amigos vividos, importantes e queridos. Todavia sem perceber este fato serviu para meu desenvolvimento e aprimoramento na habilidade de escrever. Claro que sem muita pretensão. Afinal ser escritor é um dom e eu não fui contemplada quando nasci. Percebi isto ao escrever. Enquanto para o escritor é uma experiência natural para mim...
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Cida Mello

Aconteceu… Neste Natal

Aparecida Luzia de Mello  As férias escolares da garotinha chegaram e com ela os problemas para a mãe executiva. Deixa-la em casa com a empregada era difícil para a mãe, pois as atividades se resumiam em TV + TV + TV… Ela sabia disto, mas não queria incomodar a família. Todavia no segundo dia a garotinha já estava amuada, manhosa e com olhar tristonho, por ser uma menina muito comunicativa e inteligente precisava de “ação”. Quando a avó soube, de pronto, dispôs-se a buscar a netinha e ficar com ela durante a semana. Na manha seguinte a avó tomou banho, vestiu-se com uma roupa leve devido ao calor, e, arrumada foi buscar a neta. Instaladas no carro, a garotinha...
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Cinema

E Se Vivêssemos Todos Juntos?

Por Gilberto da Silva Abordar a terceira idade no cinema sem ser chato, piegas ou trágico não é fácil. Realizar um filme com um elenco idoso é ousado… e delicado. E Se Vivêssemos Todos Juntos? de Stéphane Robelin é uma grata surpresa pois caminha pelo leve, suave e com um toque de humor num tema que não é inovador, mas que encontramos um resultado simpático e, em certos casos, emocionantes. Quase um elogio à vida! Annie (Geraldine Chaplin), Jean (Guy Bedos), Claude (Claude Rich), Albert (Pierre Richard) e Jeanne (Jane Fonda) são melhores amigos há mais de quatro décadas. Uma forte amizade une os cinco personagens. Annie e Jean (um militante comunista excluído do seu grupo) são casados. Albert...
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Agradecimento à P@RTES

    Aparecida Luzia de Mello*         Da nossa vida em PARTE, Por que publica PARTE, Da nossa história que sempre PARTE Da melhor PARTE Que temos em PARTE Para contar à P@RTES.       Agora vem a melhor PARTE… Nós do PEEM desejamos que   PARTE   PARTE da vida de cada um dos senhores que fazem da da Paz, Amor, Sucesso, Saúde e Luz que há no mundo, faça   P@RTES, você já faz PARTE   P@ARTES uma PARTE da nossa vida!                             * Advogada, Mestre em Políticas Sociais, Pós-Graduada em Gestão e Organização do 3º Setor, Psicogerontologia e Memórias....
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“Não te cases com viúvo com filhos”

por Fátima Teixeira “Sempre gostei de contar histórias aos meus filhos e depois aos meus netos. Eu os divertia inventando patacoadas, como também me divertia interpretando-as.” (Zélia Gattai no livro Códigos de Família) A poucos dias terminei uma leitura muito interessante que acabou por me inspirar a escrever este artigo. O livro chama-se “Códigos de Família” da escritora Zélia Gattai e trata de histórias, falas, expressões do dia a dia que foram colecionadas pela família e por meio delas a escritora descreveu fatos e situações vividas e relatadas com muita naturalidade e alegria. A partir dos Códigos, a escritora resgatou a sua história de vida ao lado de Jorge Amado e de seus filhos Paloma e João Jorge, tendo...
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Liberdade para voar

Fátima Teixeira Era uma vez… um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Encontrou uma águia e colocou-a no galinheiro junto às galinhas, dando-lhe a mesma ração que oferecia a elas. Passados cinco anos, o camponês recebeu a visita de um naturalista que, ao ver a águia logo a identificou, dizendo: “Esse pássaro aí não é uma galinha, mas sim uma águia”. O camponês concordou, argumentando que como havia sido criada no galinheiro, agora era uma galinha. Decidiram fazer uma prova. O naturalista ergueu a ave bem alto para fazê-la voar. Porém, ao ver as galinhas ciscando grãos no chão, a águia pulou para junto delas. O naturalista inconformado, fez várias...
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Envelhecer com qualidade

por Fatima Teixeira Simone de Beauvoir em seu livro “A Velhice” escreve: ” Morrer prematuramente ou envelhecer: não há outra alternativa”… (1990:347) O envelhecimento é um processo natural e inevitável, sendo assim, a velhice é uma fase que, como a infância, a adolescência e a juventude, faz parte do ciclo biológico e natural da vida. No entanto, trata-se de uma construção social e histórica devido às variadas formas pelas quais o processo de envelhecimento é entendido e vivido nas diferentes sociedades. Na França do século XlX por exemplo, a velhice passou a ser tratada como um problema social, isto porque, mais da metade da população com idade acima de 65 anos vivia em precárias condições de vida. O crescimento...
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Fátima de Jesus Teixeira

Velhice e Solidariedade

Fátima Teixeira  “Não me deitem à margem, não me deitem à margem, senão quando quiser visitar os amigos terei que ir ao cemitério”. (Alencar, personagem da minissérie “Os Maias” de Eça de Queiroz) Existem várias formas das pessoas manifestarem suas ideias a respeito da velhice, que se refletem nas atitudes e reações frente as diferentes situações cotidianas que envolvem a pessoa idosa. Para ilustrar a afirmativa inicial, comentarei dois exemplos tirados da minha experiência profissional na área de atendimento ao idoso em órgão público. Há alguns dias recebi o telefonema de uma mulher que, justificando-se preocupada com a segurança de uma vizinha, solicitava providências do setor público para o caso. Disse tratar-se de uma senhora idosa que vive só...
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A velhice sob a ótica da mulher

Fátima Teixeira “O segredo de se envelhecer bem é se aceitar, se você olhar para as suas rugas com crítica, com rejeição, é lógico que as pessoas vão ver você assim. Se, no entanto, você deixar fluir sua autoestima, se você sorri para a vida, suas rugas aparecem em segundo plano; o sorriso é que aparece primeiro”. (Cecília Bourbon no livro Quarenta A Idade da Loba, de Regina Lemos) No dia 08 de março comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Esse dia, explorado inclusive comercialmente, representa na verdade um marco na luta feminina para a conquista de espaço, direitos e autonomia na sociedade. A história dessa data está ligada à greve de operárias da fábrica Cotton, ocorrida em Nova...
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O idoso e a família: os dois lados da mesma moeda

Fátima Teixeira             Você tem um idoso em sua família? Qual o grau de convivência e responsabilidade presente na relação entre você e esse idoso? Neste artigo vamos procurar abordar a questão do idoso dentro do âmbito familiar sobre dois enfoques. De um lado, o ponto de vista do idoso com suas necessidades e expectativas e do outro a família moderna com sua organização e dinâmica nem sempre entendendo o processo que o idoso vem experimentando nessa etapa da vida. A família é definida como um grupo enraizado numa sociedade e tem uma trajetória que lhe delega responsabilidades sociais. Especialmente perante o idoso, a família vem assumindo um papel importante e inovador, na medida em que o envelhecimento acelerado...
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Fátima de Jesus Teixeira

Restaurando a dignidade no envelhecimento

Fátima Teixeira Leliane Melro Em trabalho publicado em setembro de  1997, em conclusão ao estudo que realizamos na Prefeitura de São Paulo apontamos alguns aspectos que merecem ser destacados devido a sua relevância dentro do processo vivenciado nos grupos que trabalhamos. O aumento da participação dos homens nos grupos indica a gradativa conquista por partes das mulheres em envolver seus maridos, e propiciar uma aproximação entre os casais. Temos notados que em momentos festivos há o comparecimento de esposos que não frequentam formalmente o grupo. O reconhecimento da importância das dinâmicas de grupo revelam o entendimento de que foi através delas que se desencadeou o processo de autorreconhecimento, crescimento e participação. A partir de inúmeras constatações podemos confirmar que...
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Fátima de Jesus Teixeira

Sexualidade: a arte de saber vivê-la

SEXUALIDADE: A Arte de Saber Vivê-la Fátima Teixeira Leliane Melro Após o último artigo sobre Terceira Idade (A velhice é indigna?), no qual abordamos a forma como foi construída a imagem da velhice em nossa sociedade, um leitor (veja na seção Cartas) chamou-nos a atenção para um aspecto bastante importante, mas ainda pouco explorado teoricamente, a sexualidade da pessoa idosa. Cabe lembrar que o tema velhice e as questões do envelhecimento começaram a ser tratados a partir da década de 60, ganhando visibilidade nos anos 80 e exigindo necessárias políticas públicas, embora ainda insuficientes, no decorrer dos anos 90. Alguns estudos realizados sobre o assunto, tanto no Brasil como em outros países do mundo, aliados à própria observação do...
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Fátima de Jesus Teixeira

Envelhecer com dignidade

Fátima Teixeira A poucos dias, num programa de televisão participavam algumas pessoas, entre elas uma atriz que revelou estar com mais de 70 anos e uma jovem modelo de 20 e poucos anos. A atriz, além de talentosa, mantém uma aparência conservada não demonstrando a idade real. A modelo, por sua vez, preenche todos os quesitos que definem os padrões de beleza para a sociedade atual. Por vários momentos a atriz, de forma bem humorada, fez referência à sua própria condição como alguém que envelheceu e já não apresenta mais a sedução como arma feminina, colocando-se em franca desvantagem frente a beleza exuberante da modelo. Num determinado ponto da entrevista a atriz, sem esconder um certo tom de desprezo...
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Fátima de Jesus Teixeira

Cena do cotidiano

Fátima Teixeira É interessante como simples fatos do cotidiano nos fazem refletir sobre situações da realidade que precisam ser transformadas, a fim de alcançarmos a tão almejada justiça social. O fato ocorreu na porta de uma agência bancária de um bairro de classe média da cidade de São Paulo, na qual um senhor aparentando um pouco mais de 70 anos, pedia ajuda aos clientes ou usuários dos serviços, que entravam e saíam da agência. Ele estava trajado com simplicidade, apresentava-se limpo e não tinha aspecto de mendigo. Trazia na mão uma receita médica e pedia auxílio para a compra dos medicamentos. Uma pessoa mais desconfiada poderá argumentar tratar-se de um artifício para justificar a situação de pedinte. Quantos de...
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Fátima de Jesus Teixeira

A velhice e a tecnologia

Fátima Teixeira A poucos dias precisei encaminhar uma proposta por escrito que deveria ser recebida o mais rápido possível. Como não dispunha de aparelho de fax me dirigi a uma papelaria próxima para executar a operação. Enquanto aguardava, puxei conversa com o balconista lamentando não dispor de tal comodidade em minha residência. O balconista minimizou minha queixa afirmando que, com a chegada do micro computador e o acesso à Internet, o aparelho de fax havia se tornado um objeto obsoleto. Projetou ainda, que num futuro próximo a papelaria, a biblioteca e outros serviços ligados ao setor serão desnecessários fazendo com que a sua própria profissão desapareça do mercado de trabalho. Disse que já está se preparando na busca de...
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Um novo olhar para a velhice

Fátima Teixeira Você já reparou como o número de pessoas mais velhas está aumentando? O Brasil, que até pouco tempo era identificado como um “país jovem”, atualmente encontra-se no rol dos países com um importante crescimento de sua população idosa. O envelhecimento acelerado que estamos constatando é decorrência da queda brusca da fertilidade e do aumento da longevidade humana. A redução da taxa de mortalidade infantil, as novas tecnologias, o avanço da medicina e a melhoria da qualidade de vida contribuíram, entre outros fatores, para aumentar a expectativa de vida do brasileiro. Segundo dados do IBGE, em 1991 a população brasileira com 65 anos ou mais atingiu 7 milhões de pessoas. Conforme projeções, atualmente uma em cada 13 pessoas...
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Crônicas

Para quem tem mais de 65 anos

Por Ivone Boechat 1 – Tome posse da maturidade. A longevidade é uma bênção! Comemore! Ser maduro é um privilégio; é a última etapa da sua vida e se você acha que não soube viver as outras, não perca tempo, viva muito bem esta. Não fique falando toda hora: “estou velho”. Velho é coisa enguiçada. “Idade não é pretexto para ninguém ficar velho”. Engane a você mesmo sobre a sua idade, porque os psicólogos dizem que se vive de acordo com a idade declarada! 2 – Perdoe a você antes de perdoar os outros. Se você falhou, pediu perdão? Deus já o perdoou e não se lembra mais. Mas você fica remoendo o passado… Não se importe com o...
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Crônicas

Como chegar à melhor idade…

nair lúcia de britto Muitos idosos colocam em dúvida, se depois dos sessenta anos, justifica-se dizer que o idoso chegou à melhor idade. Depende de muitos fatores: das circunstâncias que a sociedade lhes impõe, do próprio idoso, sua família e amigos. Nessa fase da vida é evidente o desgaste físico, que o idoso sofre, com uma série de alterações indesejáveis. Na maioria das vezes, o corpo fraqueja e os problemas de saúde são mais assíduos. O mais importante, porém, é que o idoso não se entregue à tristeza nem ao desânimo por causa disso. Em primeiro lugar, ele deve encarar essa fase como uma etapa natural que ele conquistou em sua vida, com a graça de Deus. E, principalmente,...
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Cida Mello

Vovó Velhinha

Aparecida Luzia de Mello*           A avó materna saia da cama todos os dias às 6 horas da manhã para caminhar e fazer ginástica visando manter a silhueta, embora adorasse dormir até tarde.            Tomava banho frio inclusive no inverno para não ressecar a pele, embora adorasse banho quente. Gastava um dinheirão em cremes de prevenção às rugas. A noite dormia besuntada e durante o dia estava sempre maquiada.           Não comia muito, e comia menos ainda o que gostava, para manter o peso controlado e as curvas no lugar. Passava longe dos doces, chocolates, sorvetes, frituras, salgadinhos, bebidas alcóolicas. Quem via seu prato ficava espantado, era composto por legumes cozidos com pouco sal para evitar a retenção...
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Cida Mello

Assim sem você!

Aparecida Luzia de Mello* Quem conhece esta música entenderá sobre o que estou escrevendo: “Avião sem asa, Fogueira sem brasa, Sou eu assim sem você.” “Futebol sem bola, Piu-Piu sem Frajola, Sou eu assim sem você.”. Há mais de 10 anos a cena se repetia, mas ninguém se dava conta, parecia até provocação. Embora o suor insistisse em correr no rosto pelo esforço feito com a vassoura, lá estavam eles, provocativos, para denunciar a alegria que haviam provocado. Todo ano depois da festa, a faxina se tornava dobrada, o pessoal da limpeza varria, varria, varria, mas sempre aparecia um teimoso pedacinho de papel redondinho colorido no chão. Depois do baile estes pedacinhos teimosos de papel iam parar nos quartos,...
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