Sócrates e Platão (Precursores da Filosofia Espírita)

Nair Lúcia de Britto

publicado em 01/04/2010

 

Foto: Rosali Martins
Nair Lúcia de Britto nasceu em Joanópolis (SP). Passou toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar…
Formada em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) Seu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.
Escreveu vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.
Em São Vicente (SP) foi repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”. Além de prosas, escreve também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

As grandes ideias não surgem inesperadamente. Aquelas que são verdadeiras têm sempre seus precursores. Os precursores da Filosofia Espírita foram os filósofos Sócrates e Platão. Sócrates combatia o Paganismo e afirmava que Deus era um só e que a alma era imortal, mas nada escreveu a respeito. Quem escreveu sobre essas ideias, que se assemelham às ideias cristãs, foi seu discípulo Platão.

Segundo eles, o homem é uma alma encarnada. Isto é, reveste-se de um corpo físico durante sua passagem pela Terra. Antes de sua encarnação, a alma já existia e, ao encarnar, por vezes sente-se prisioneira e deseja se libertar.

Quando a alma se liga demasiado à matéria, inquieta-se. Mas, quando se liga à própria essência, ou seja, a tudo que é puro, sente-se reconfortada. A esse estado de alma é o que se denomina sabedoria. O verdadeiro sábio é aquele que sabe isolar a alma do corpo, para ver com os olhos do espírito. É o que igualmente ensina o Espiritismo.

Os excessos provenientes dos apetites e desejos carnais; temores e mil tolices sugeridos pelo corpo físico afastam o homem da sabedoria. Nesse caso, não conhecerá jamais a verdade ou virá a conhecê-la só depois da morte. As almas impuras ficam errantes, até retornarem à Terra em outro corpo físico; então, retomam os mesmos costumes terrestres de antes. A essas ideias de Sócrates, o Espiritismo acrescenta que, quando a alma toma boas resoluções na erraticidade e adquire novos conhecimentos, então ela reencarna com menos defeitos e mais virtudes. E assim, a cada reencarnação, a alma volta mais depurada intelectual e moralmente.

Se a morte representasse o desaparecimento total do homem, os maus estariam lucrando porque estariam livres de resgatar todas as suas dívidas provenientes de suas maldades. O Espiritismo mostra como é penosa a passagem dos homens maus, ao deixar a Terra. E que somente os bons nada têm a temer quando dão entrada na vida futura.

Sócrates e Platão ensinaram o que Jesus ensinaria 500 anos depois: nunca retribuir a injustiça com outra injustiça; nem o mal com o mal. Este é o princípio da caridade pura e da plena confiança na justiça de Deus.

“O amor está em toda parte na Natureza, que nos convida a exercitar a nossa inteligência; é encontrado até nos movimentos dos astros. É o amor que orna a Natureza de seus ricos tapetes; ele se enfeita e fixa sua morada lá onde encontra flores e perfumes.

É ainda o amor que dá paz aos homens, a calma ao mar, o silêncio aos ventos e o sono à dor.” (Platão)

Fonte de Pesquisa: O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec

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