O pombo branco

A free flying white dove isolated on a black background

O POMBO BRANCO

Nair Lúcia de Britto

 

Sonhei que eu estava numa rua um tanto movimentada… Um lugar onde nunca estivera antes. O local tinha uma aparência simples, mas graciosa. Chamou logo a minha atenção um empório que havia numa esquina.  Um toldo arredondado sombreava a porta de entrada. Sob o toldo eu vi um pombo branco, pendurado e aprisionado com uma corda, envolvendo seu frágil corpo. Logo deduzi que o pobre pombo se encontrava ali, em sacrifício, para servir de isca à uma freguesia mais farta.

O que eu fiz? Fui ao encontro da ave, disposta a salvá-la.

— Ninguém vai maltratar um animal na minha frente, disse eu para mim mesma. Discreta e disfarçadamente eu desamarrei o pombo, sem que o comerciante visse. Livre das amarras, o pombo voou, mas permaneceu pelos arredores. Vi, então, que seu pescoço estava muito machucado, certamente pelas cordas que o prendiam.

Novamente coloquei-me à disposição  do pombo, cuidando do seu ferimento.

Terminada a tarefa, retornei ao que estava fazendo antes: andando por aquela rua tão desconhecida, quanto agradável.

Súbito, para minha surpresa, o pombo branco postou-se inesperadamente à minha frente e, com a cabeça, fez um sinal  sincero e amistoso, de agradecimento.

Então, eu acordei… O que significaria este sonho?

 

Este sonho significa que você está no caminho certo, fiel a Deus, procurando curar as feridas daqueles que o destino coloca à tua frente. Não és nenhuma santa, isso é verdade… Mas estás a caminho para que algum dia sejas.”

Nair Lúcia é poeta, jornalista, escritora e colaboradora da Revista Partes

Post Author: partes

1 thought on “O pombo branco

    Johnny Notariano

    (18/01/2018 - 16:00)

    Sonhar faz bem ao ego e movimento é algo extraordinário. Crescer com pessoas. Necessidade de levar conhecimento.

Comments are closed.