É o que se diz do futuro.

Mas há outros ditados que mostram que podemos construí-lo sem fatalismos ou conformismo: “Deus ajuda quem cedo madruga” e “Deus ajuda quem se ajuda”.

Um certo locutor esportivo adorava usar a expressão “o inexorável da vida” quase como um mantra. Só que a única coisa efetivamente inexorável na vida é a morte, e não faz sentido viver em função dela. Isso é pura perda de tempo!

Também lembro de uma anedota em que um sujeito vivia pedindo ao seu santo de devoção para ganhar na loteria. Num dado dia, o santo lhe apareceu e disse: “Eu ajudarei, mas vê se joga, ao menos!”.

Viver jamais pode ser um ato passivo e depender sempre dos outros só faz sentido em caso de incapacidades.

Devemos ser, tanto quanto possível, protagonistas de nossas vidas, nunca meras vítimas de circunstâncias ou armações.

O fim de ano normalmente é tempo de reflexão sobre o que passou e projeções para o ano seguinte.

Considerando tudo o que é divulgado, dias melhores parecem ser uma utopia. O mesmo vale para promessas em tempos de campanhas eleitorais.

Ouvi sobre uma pesquisa que afirma que os brasileiros seriam o povo mais religioso e que mais valoriza a família, coisas que têm gente tentando destruir em nome de suas outras crenças. Essa mesma pesquisa concluiu que somos o povo mais desconfiado do mundo.

Paradoxalmente, isso não se reflete nas eleições, pois pessoas que já demonstraram não merecer confiança são reeleitas e abrem espaço para seus descendentes e apaniguados, transformando política em profissão, não necessariamente “pelo bem do povo e felicidade geral da nação”.

O futuro a Deus pertence, mas precisamos nos ajudar para mudar o que precisa ser mudado, e isso passa pelas eleições de 2026.

Novamente ouviremos as mesmas promessas que não serão cumpridas. Vão nos assegurar que representarão nossos interesses, para depois dizerem que o mandato é do partido, fazendo ouvidos moucos para o clamor popular ou interpretando-o segundo interesses pouco republicanos.

Num país em que até o passado é incerto, como já disseram, o temor continuará a ser ver a impunidade e a justiça seletiva prevalecerem, a indução ao ódio, a corrupção e o crime organizado prosperarem, se aproveitando disso, sob a benção de “deuses” seculares, insofismáveis e inatingíveis.

Enfim, que tenhamos saúde, fé, atitude positiva e respeito ao próximo e a si mesmos, sempre, tendo a “Oração da Sabedoria” de Francisco de Assis como exortação diária: “Senhor, dai-me força para mudar o que pode ser mudado, resignação para aceitar o que não pode ser mudado e sabedoria para distinguir uma coisa da outra”. Eu acrescentaria: e o que não pode ser mudado, que não seja por alienação, omissão, cumplicidade ou oportunismo.

Que essa sabedoria nos norteie em 2026, para que deixemos de acreditar nas aparências, falácias, narrativas e modismos, que, sob o pretexto de acordar, entorpecem, e passemos a cobrar coerência, compromisso com o povo, honestidade e imparcialidade de quem legisla, executa e julga.

Feliz Ano Novo!

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