MELHOR DEFESA É O ATAQUE!

Essa frase é atribuída a Napoleão Bonaparte, mas algo semelhante já era encontrado em “A Arte da Guerra”, de Sun Tzu. Como quase tudo no mundo, alguém já havia aplicado, mas quem leva a fama é quem publica ou seus biógrafos e quem alardeia são seus seguidores e idólatras.
Essa máxima tem valido ao longo da história em múltiplas circunstâncias.
Batalhas foram vencidas pelo elemento surpresa e forças inferiores em número e recursos superaram grandes exércitos por meio de táticas bem elaboradas e equipes bem treinadas e motivadas, tirando o máximo proveito de suas eventuais limitações. A Força Expedicionária Brasileira (FEB) fez isso, usando de um cerco e um brilhante estratagema que levou uma divisão alemã inteira a se render, nos estertores da Segunda Guerra Mundial.
Mas não só em conflitos bélicos isso é aplicável. Vale para qualquer coisa na vida!
No âmbito futebolístico nacional, o saudoso Luiz Alonso Perez, o “Lula”, técnico do Santos do auge do Santos FC, tinha a mesma premissa. A defesa poderia levar quatro gols – e olha que, nessa época, Gilmar, Manga, Laércio e Cláudio, goleiros excepcionais, guardavam nossas metas –, mas o ataque fazia seis ou mais!
Tudo bem que quem tinha atacantes como Dorval, Coutinho, Dorval, Pelé, Pepe, Toninho “Guerreiro” e Pagão podia contar com uma “chuva de gols” a qualquer momento.
Mas isso já vinha desde a fundação do Santos FC, que sempre teve atacantes goleadores, como Feitiço e Araken Patusca, entre outros, que aliavam qualidade técnica, raça e objetividade.
Nenê, Cláudio Adão, Juari, Nilton Batata, João Paulo, Pita, Ailton Lira, Serginho “Chulapa”, Paulinho “McLaren”, Giovanni, Guga, Robinho, Diego, Neymar, Paulo Henrique “Ganso” e Ricardo Oliveria também integram essa lista de excelência.
Nos áureos tempos, os times adversários já entravam em campo “perdendo de 1 x 0”, só de olhar o uniforme do Santos, qualquer que fosse. Bem, exceção feita ao calção preto com estrelas brancas da época de Giovanni… Ninguém merece!
Hoje, por melhor que seja a escalação, agora contando com Neymar e Gabigol, e com Gabriel Brazão merecendo ser canonizado, tantos milagres ele tem feito, os resultados, mesmo em casa, são imprevisíveis mesmo diante de times de menor expressão, tradição e orçamento.
A melhor defesa é o ataque?
Pois bem, que os jogadores do Santos FC chutem de longe, tentem entrar na área estilo blitz, tentando sofrer pênaltis ou faltas. Em suma, tentem marcar mais gols do que nossa defesa tem tomado. Treinem isso até a exaustão!
Quando a confiança voltar, aí poderão voltar a praticar o futebol-arte que o Santos FC ensinou ao mundo.
Tem uma música do Rappa que proclama: “Eu quero ver gol! Eu quero ver gol! Não precisa ser de placa! Eu quero ver gol!”.
O momento exige essa mudança de postura, que pode ser incorporada ao espírito do clube, aliada à técnica que sempre caracterizou o Alvinegro da Vila mais famosa do mundo!
Adilson Luiz Gonçalves
Escritor, Engenheiro, Pesquisador Universitário e membro da Academia Santista de Letras







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