O PIBID E A FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE FRANCÊS COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA: REFLEXÕES A PARTIR DO SUBPROJETO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS DA UFU

O PIBID E A FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE FRANCÊS COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA: REFLEXÕES A PARTIR DO SUBPROJETO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS DA UFU
Lucas Barbosa Trindade[1]
Klívia de Cássia Silva Nunes[2]
RESUMO:
O presente artigo analisa o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) como espaço de formação inicial de professores de francês como língua estrangeira (FLE), a partir das experiências desenvolvidas no subprojeto Línguas Estrangeiras da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), edição 2025-2026. Considerando a escassa oferta do francês na educação básica em Uberlândia-MG e no estado de Minas Gerais, discute-se o PIBID como campo de experimentação pedagógica e de articulação entre teoria e prática na formação docente. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa e reflexiva, ancorada em referenciais da formação de professores, da linguística aplicada, da educação linguística crítica, da didática do plurilinguismo e do ensino de FLE. Analisa-se, ainda, uma oficina pedagógica desenvolvida no âmbito do subprojeto, na qual o francês esteve presente, evidenciando processos de construção de saberes docentes, de reflexão crítica sobre a prática e de enfrentamento da ausência do FLE no currículo da educação básica.
Palavras-chave: PIBID. Formação inicial docente. Francês como Língua Estrangeira (FLE). Educação linguística crítica. Plurilinguismo.
RÉSUMÉ :
Cet article propose une réflexion sur le Programme institutionnel de bourse d’initiation à l’enseignement (PIBID) en tant qu’espace de formation initiale des enseignants de français langue étrangère (FLE), à partir des expériences menées dans le cadre du sous-projet intitulé Langues étrangères de l’Université fédérale d’Uberlândia (UFU), édition 2025–2026. Dans un contexte marqué par la faible présence de l’enseignement du français dans l’éducation de base à Uberlândia–MG et dans l’État de Minas Gerais, le PIBID est envisagé comme un espace d’expérimentation pédagogique et d’articulation entre théorie et pratique enseignante. La recherche s’inscrit dans une approche qualitative et réflexive, ancrée dans des cadres théoriques relatifs à la formation des enseignants, à la linguistique appliquée, à l’éducation linguistique critique, à la didactique du plurilinguisme et à l’enseignement du FLE. On analyse également un atelier pédagogique développé dans le cadre du sous-projet, dans lequel le français est présent, en mettant en évidence la construction de savoirs professionnels, le développement d’une posture réflexive ainsi que la prise en compte des enjeux liés à l’absence du FLE dans le curriculum de l’éducation de base.
Mots-clés : PIBID. Formation initiale des enseignants. Français langue étrangère (FLE). Éducation linguistique critique. Plurilinguisme.
- Introdução
A formação de professores de línguas no Brasil tem sido constantemente permeada por desafios de ordem histórica, epistemológica e política, que impactam diretamente as práticas pedagógicas e a organização dos currículos de formação inicial e continuada. Em um cenário caracterizado por disparidades estruturais, frequentes alterações legislativas e imposições normativas, evidencia-se a necessidade de reconsiderar os fundamentos que orientam os processos formativos docentes, especialmente no âmbito da educação linguística e da didática do ensino plurilíngue, compreendidos como bases orientadoras de uma formação docente crítica, comprometida com a equidade social, com a justiça linguística e com a valorização da diversidade cultural e linguística que compõe os espaços escolares (SOUZA E RUTIQUIEWISKI, 2025).
No contexto do Curso de Letras: Francês e Literaturas de Língua Francesa da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), embora existam apenas duas escolas no município que ofertem o ensino de Francês como Língua Estrangeira (FLE), observa-se a quase inexistência dessa língua no currículo regular da educação básica local. Tal cenário acentua o distanciamento entre a formação teórica oferecida pela universidade e as possibilidades concretas de vivência da prática docente, gerando uma lacuna formativa para os licenciandos em Letras: francês, especialmente no que se refere à atuação no sistema público de ensino da região.
Conforme aponta Leffa (1999, apud KASPARY et al., 2024), ao longo das últimas décadas tem-se observado uma progressiva diminuição da carga horária destinada ao ensino de línguas estrangeiras, o que contribui para a desvalorização do ensino e da formação docente em línguas que não o inglês, como é o caso do francês. Esse quadro é intensificado pelas diretrizes estabelecidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2017/2018), que consolidou a língua inglesa como língua franca, atribuindo-lhe centralidade no currículo da educação básica e reduzindo, consequentemente, o espaço destinado às demais línguas estrangeiras (KASPARY et al., 2024).
Ao evidenciar a redução da carga horária e a perda de visibilidade das línguas estrangeiras no currículo escolar brasileiro, especialmente a partir da década de 1960, Leffa (1999, apud SOUZA, p. 68–69) demonstra como esse processo repercutiu na relevância do papel do professor dessas disciplinas. Os autores evidenciam que antes desse período, era comum o ensino de mais de uma língua estrangeira, como latim, grego, inglês e francês; entretanto, após as reformas educacionais vinculadas à LDB de 1961 e às alterações posteriores, a carga horária destinada ao ensino de línguas estrangeiras foi significativamente reduzida, chegando a cerca de dois terços do que era anteriormente.
Diante de um contexto em que a oferta do ensino de FLE é praticamente inexistente nas redes estadual e municipal de Uberlândia, destaca-se a relevância do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) como espaço privilegiado de formação inicial, considerando que o programa possibilita aos licenciandos a vivência antecipada da prática pedagógica, constituindo-se como um campo de experimentação e reflexão sobre o fazer docente. No âmbito do PIBID, os futuros professores têm a oportunidade de atuar diretamente com estudantes da educação básica, avaliar suas estratégias didático-pedagógicas, desenvolver habilidades comunicativas e adaptar suas práticas a diferentes faixas etárias e contextos socioculturais.
Considerando, ainda, esse cenário, o presente trabalho busca refletir, sem a pretensão de esgotar a temática, sobre o PIBID como espaço de formação docente para professores de FLE, a partir das experiências vivenciadas no subprojeto Línguas Estrangeiras – Letras: Espanhol/Inglês e Letras: Francês (edição 2025–2026) da UFU, no período de fevereiro a setembro de 2025.
As reflexões apresentadas baseiam-se, especialmente, na atuação do primeiro autor no referido subprojeto, que tem como proposta desenvolver uma abordagem interdisciplinar de Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) no ensino de línguas estrangeiras, em consonância com as orientações da BNCC (2017/2018; BRASIL, 2019), com os pressupostos da educação linguística crítica, políticas linguísticas educacionais e com a Linguística Aplicada (LA). Este estudo insere-se nesse campo de pesquisa por se tratar de uma área interdisciplinar e indisciplinar, conforme aponta Moita Lopes (2006), ao propor reflexões orientadas à busca de soluções para problemas sociais nos quais linguagem, ensino e sociedade se articulam, perspectivas já destacadas por Celani (1992), Cuq (2003) e Rajagopalan (2013).
Desse modo, o trabalho busca interpretar os sentidos atribuídos às vivências formativas e analisar as contribuições do PIBID para a formação inicial docente, com ênfase na constituição do professor de FLE. Para isso, realiza-se também a análise reflexiva da primeira oficina do subprojeto, realizada em agosto de 2025, construída de forma colaborativa pelos licenciandos bolsistas e pela professora supervisora, docente efetiva de Língua Inglesa, em uma das escolas estaduais parceiras do programa em Uberlândia – MG, onde a atividade foi desenvolvida. Assim, o texto está organizado em cinco seções: i) Introdução; ii) Abordagem interdisciplinar no subprojeto PIBID Línguas Estrangeiras da UFU; iii) Contribuições do PIBID para a formação do professor de FLE e reflexões sobre a formação inicial docente; iv) Considerações finais; e v) Referências.
- Abordagem interdisciplinar no subprojeto PIBID Línguas Estrangeiras da UFU
Na presente edição do programa (2025–2026), foi incorporada uma abordagem interdisciplinar ao subprojeto Línguas Estrangeiras, aprovado pelo Edital nº 10/2024 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que selecionou Projetos Institucionais de Iniciação à Docência a serem executados pelas Instituições de Ensino Superior (IES), em colaboração com as redes públicas de ensino, no âmbito do PIBID. O subprojeto contempla as licenciaturas em Letras com habilitação em espanhol, francês e inglês. Nesse contexto, propõe-se o trabalho articulado entre essas línguas, explorando TCTs indicados pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2017/2018). Esses temas, centrados em questões de interesse social, podem ser incorporados às práticas pedagógicas por meio do ensino de Língua Estrangeira (LE), considerando que o processo de ensino e aprendizagem de línguas ultrapassa o ensino estritamente gramatical, envolvendo também dimensões culturais, sociais e comunicativas da linguagem.
No período analisado, as ações do subprojeto de Línguas Estrangeiras, realizadas em uma escola da rede estadual parceira, foram inicialmente compostas por cinco estudantes do curso de Letras: Inglês e dois estudantes do curso de Letras: Francês, sendo um deles um dos autores deste trabalho. Todos os participantes são graduandos da UFU e pertencem a diferentes períodos acadêmicos, o que reforça o disposto no § 3º do Art. 11 da Resolução CNE/CP nº 2, de 20 de dezembro de 2019, segundo a qual a prática deve estar presente em todo o percurso formativo do licenciando. Tal orientação implica compreender que a formação prática não se restringe apenas ao estágio curricular supervisionado, mas se inicia desde os primeiros períodos da licenciatura, de forma progressiva e articulada com os estudos teóricos.
No que se refere à composição da equipe, o programa conta com uma professora que atua como coordenadora institucional geral, além de três docentes dos cursos de Letras: Inglês, Letras: Espanhol e Letras: francês, cada um responsável pela orientação das atividades relacionadas à respectiva língua estrangeira no subprojeto. Todos são docentes efetivos da UFU. A equipe é complementada por uma professora supervisora, docente efetiva da escola parceira na qual são desenvolvidas as atividades do programa.
Cabe destacar que não há oferta do ensino de Língua Francesa nos componentes curriculares da referida escola pública estadual onde são realizadas as atividades do PIBID, o que representa um desafio significativo para os estudantes bolsistas do curso de Letras: Francês participantes do programa. Entretanto, a ausência desse componente curricular não impediu a realização de experiências de prática pedagógica em sala de aula, ainda que de forma mediada por atividades interdisciplinares e oficinas pedagógicas desenvolvidas no âmbito do subprojeto.
De acordo com o § 4º do Art. 35-A da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, 1996), os currículos do ensino médio devem incluir obrigatoriamente o estudo da língua inglesa, podendo oferecer, de forma facultativa, outras línguas estrangeiras, preferencialmente o espanhol. A oferta dessas línguas depende da disponibilidade e das condições definidas pelos sistemas de ensino em âmbito local ou regional. Nesse contexto, a ausência do francês como opção curricular pode comprometer a representação da diversidade cultural e linguística global, limitando as possibilidades de ampliação do repertório cultural e comunicativo dos estudantes.
Em uma perspectiva plurilíngue, o ensino de diferentes línguas estrangeiras contribui para a valorização da diversidade linguística, para o fortalecimento do diálogo intercultural e para a ampliação de horizontes acadêmicos, profissionais e sociais, elementos fundamentais para a formação de sujeitos críticos e atuantes em um mundo cada vez mais interconectado. Além disso, conforme apontam Cuq (2003), García (2009), Blanchet e Coste (2010), Beacco (2007), Rajagopalan (2013), Blanchet (2014a, 2014b, 2018), Arruda et al. (2022) e Souza e Rutiquiewiski (2025), faz-se necessária a implementação de políticas públicas que incentivem e garantam um ensino de línguas orientado pelo plurilinguismo. Nessa perspectiva, defende-se a formação de sujeitos capazes de se comunicar em diferentes línguas estrangeiras, ampliando suas possibilidades de inserção acadêmica, profissional e cultural em contextos locais e globais, bem como desenvolvendo competências comunicativas nas diversas práticas sociais em que a linguagem se constitui.
Assim, busca-se, por fim, com este trabalho, contribuir para a reflexão crítica e democratização do acesso ao ensino de diferentes línguas estrangeiras na educação pública brasileira, especialmente no estado de Minas Gerais, bem como para o fortalecimento de uma política educacional que reconheça o plurilinguismo e a interculturalidade como dimensões constitutivas da formação integral dos estudantes. Nesse contexto, torna-se relevante ampliar a oferta de línguas estrangeiras na educação básica do município de Uberlândia–MG, com a inclusão do francês, a fim de enriquecer a formação linguística e cultural dos estudantes.
- Contribuições do PIBID para a formação do professor de FLE e reflexões sobre a formação inicial docente
No campo do ensino de línguas, Almeida Filho (1999) e Vieira-Abrahão (1999, 2002, 2010) configuram-se como referências no contexto brasileiro, ao conceberem a formação docente como um processo crítico, reflexivo e situado. Nessa direção, a noção de professor reflexivo, fundamentada em Schön (1983), concebe a formação inicial como um movimento contínuo de reflexão sobre a prática. De modo complementar, a perspectiva da educação linguística crítica, segundo Tilio e Rocha (2024), compreende o ensino de línguas como uma prática orientada para a transformação social radical, a ser conduzida de forma crítica e afetiva, em estreita relação com discussões sobre letramentos e criticidade.
Tal abordagem dialoga com o pensamento de Freire (1996), cuja pedagogia sustenta práticas emancipatórias e problematizadoras, e com Geraldi (1991), que amplia a compreensão da linguagem em sua dimensão social e histórica. Nesse cenário, a noção de competência plurilíngue e pluricultural (COSTE; MOORE; ZARATE, 1997) reafirma a diversidade cultural como elemento constitutivo das práticas sociais permeadas pela língua(gem).
No que se refere ao ensino de FLE, a ancoragem em perspectivas socioculturais dialoga com as contribuições de Beacco (2007, 2010), Coste (2002) e as diretrizes do Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (CONSELHO DA EUROPA, 2001). Somam-se a esse quadro os aportes da didática das línguas (Besse, 1985; Puren, 1988; Cuq; Gruca, 2005), que enfatizam a centralidade da interação e da dimensão intercultural no processo de ensino-aprendizagem do idioma. Vale ressaltar que a inserção do FLE na referida edição do PIBID decorre dos esforços da coordenação pedagógica da área no Instituto de Letras e Linguística (ILEEL/UFU). O objetivo foi fomentar a presença da língua francesa no programa, dado que esta raramente é contemplada na educação básica de Uberlândia–MG e do estado de Minas Gerais.
No âmbito do subprojeto Línguas Estrangeiras – Letras: Espanhol/Inglês e Letras: Francês (edição 2025–2026), as experiências vivenciadas entre fevereiro e setembro de 2025 envolveram: i) leituras de bases teóricas sólidas da área, por meio da socialização e de comentários crítico-reflexivos postados em um Padlet disponível em plataforma online; ii) observação e inserção no cotidiano da escola estadual parceira; iii) planejamento e regência de práticas didático-pedagógicas; iv) atividades formativas e reflexivas; e v) enfrentamento dos desafios inerentes à realidade escolar. Nessa perspectiva, os bolsistas atuantes na escola parceira idealizaram a oficina “Biografias: Negros no Palco”, executada em agosto de 2025. A proposta buscou dialogar com os TCTs da BNCC (2017/2018) e, primordialmente, com a perspectiva decolonial (GONÇALVES et al., 2024). Desenvolvida junto a alunos do 1º ano do Ensino Médio e sob supervisão da professora de Língua Inglesa da unidade, a oficina estruturou-se como uma sequência didática em três momentos: sensibilização, produção escrita (gênero biografia) e socialização.
Inicialmente, promoveu-se uma problematização sobre a representatividade negra para além de estereótipos, mobilizando os estudantes a refletirem sobre a presença de personalidades negras em diversas áreas do conhecimento, extrapolando os campos tradicionais das artes e esportes. Em um segundo momento, os alunos realizaram pesquisas orientadas sobre figuras históricas e contemporâneas de contextos anglófonos e francófonos, produzindo biografias em ambas as línguas. Por fim, a proposta culminou em apresentações orais mediadas por recursos digitais. Essa organização didática efetiva a interdisciplinaridade ao integrar discussões sobre direitos humanos e valorização cultural, promovendo uma formação crítica e cidadã em consonância com as demandas da escola pública contemporânea.
- Considerações
A oficina realizada em agosto de 2025, no âmbito do subprojeto PIBID Línguas Estrangeiras da UFU, configurou-se como uma experiência formativa significativa de inserção do FLE em um contexto no qual essa língua não está formalmente contemplada no currículo da educação básica. Ao propor uma sequência didática centrada na temática da representatividade negra e na produção do gênero textual biografia, os bolsistas mobilizaram conteúdos linguísticos e culturais de forma articulada a TCTs previstos na BNCC, criando condições para a presença do FLE em um espaço pedagógico que, embora não institucionalizado curricularmente, mostrou-se aberto à experimentação e à ampliação de repertórios linguísticos e culturais.
A articulação entre o ensino de francês, inglês e português contribuiu para o desenvolvimento de uma abordagem plurilíngue e intercultural, alinhada às perspectivas contemporâneas da educação linguística crítica e decolonial. Essa experiência evidencia que a inserção do FLE no contexto escolar não depende exclusivamente de sua presença formal no currículo, podendo emergir por meio de práticas pedagógicas interdisciplinares, como as promovidas pelo PIBID, que tensionam e ressignificam os limites curriculares estabelecidos.
Nesse sentido, a oficina não apenas favoreceu aprendizagens linguísticas e culturais, mas também revelou o potencial do PIBID como espaço privilegiado de experimentação pedagógica e de formação inicial docente. Ao possibilitar que licenciandos planejem, desenvolvam e avaliem práticas de ensino em diálogo com a realidade da escola pública, o programa contribui para o desenvolvimento da autonomia, da reflexão crítica e da agência docente dos futuros professores. Assim, iniciativas dessa natureza demonstram que programas de Iniciação à Docência (ID) podem desempenhar um papel relevante na construção de alternativas pedagógicas que ampliem o acesso às línguas estrangeiras e valorizem a diversidade linguística no contexto educacional brasileiro.
- Referências
ALMEIDA FILHO, José Carlos Paes de. Dimensões comunicativas no ensino de línguas. Campinas: Pontes, 1999.
ARRUDA, Larissa de Souza; OLIVEIRA DE LIMA, Rahissa; GONTIJO, Larissa Fontenelle. A BNCC e o desaparecimento da língua francesa na educação básica brasileira. Revista Letras Raras, Campina Grande, v. 11, n. spécial, p. 217–242, 2022. Disponível em: https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/RLR/article/view/821. Acesso em: 17 jan. 2026.
BEACCO, Jean-Claude. L’approche par compétences dans l’enseignement des langues. Paris: Didier, 2007.
BEACCO, Jean-Claude. L’éducation plurilingue et interculturelle. Paris: Didier, 2010.
BEACCO, Jean-Claude; BYRAM, Michael. De la diversité à l’éducation plurilingue: guide d’élaboration des politiques linguistiques éducatives en Europe. Estrasburgo: Conseil de l’Europe, 2007. Disponível em: https://rm.coe.int/16802fc3ab. Acesso em: 20 jan. 2026.
BESSE, Henri. Méthodes et pratiques des manuels de langue. Paris: Didier, 1985.
BLANCHET, Philippe. De la didactique des langues à la didactique du plurilinguisme. [S. l.]: H. Saffari, 2014. 1 vídeo (59 min). Disponível em: https://youtu.be/sEsBmQ_BQ5s. Acesso em: 13 jan. 2026.
BLANCHET, Philippe. Discriminations linguistiques et didactique des langues: pour une éducation linguistique démocratique. Paris: Didier, 2014.
BLANCHET, Philippe; COSTE, Daniel (org.). Regards critiques sur la notion d’« interculturalité »: pour une didactique de la pluralité linguistique et culturelle. Paris: L’Harmattan, 2010.
BLANCHET, Philippe; COSTE, Daniel. Sur quelques parcours de la notion d’« interculturalité »: analyses et propositions dans le cadre d’une didactique de la pluralité linguistique et culturelle, 2010.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF: Presidência da República, 1996. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 19 fev. 2026.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2017. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 17 fev. 2026.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 7 fev. 2026.
BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC: contextualização. Brasília: MEC, 2019. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/contextualizacao_temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 27 mar. 2026.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP nº 2, de 20 de dezembro de 2019. Brasília: MEC, 2019.
CELANI, M. A. A. Afinal, o que é Linguística Aplicada? In: PASCHOAL, M. S. Z.; CELANI, M. A. A. (org.). Linguística Aplicada. São Paulo: EDUC, 1992. p. 15-24.
CONSELHO DA EUROPA. Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas: aprendizagem, ensino, avaliação. Lisboa: Edições Asa, 2001.
COSTE, Daniel. La notion de compétence en langue. Lyon: ENS Éditions, 2002.
COSTE, Daniel; MOORE, Danièle; ZARATE, Geneviève. Compétence plurilingue et pluriculturelle. Strasbourg: Conseil de l’Europe, 1997.
CUQ, Jean-Pierre; GRUCA, Isabelle. Cours de didactique du français langue étrangère et seconde. Grenoble: Presses Universitaires de Grenoble, 2005.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GARCÍA, Ofelia. Bilingual education in the 21st century: a global perspective. Oxford: Wiley-Blackwell, 2009.
GERALDI, João Wanderley. Portos de passagem. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
GONÇALVES, Cláudia Luíza A.; MARTINS, Gabrielle F.; OLIVEIRA, Lorrany A. O pensamento decolonial como perspectiva para construção de um novo currículo. P@rtes, 2024.
KASPARY, Cíntia Voos et al. As disciplinas de estágio supervisionado de língua francesa como espaços de construção de futuros professores. Gláuks – Revista de Letras e Artes, v. 24, n. 2, p. 45-69, 2024.
MOITA LOPES, L. P. Uma linguística aplicada mestiça e ideológica: interrogando o campo como linguista aplicado. In: MOITA LOPES, L. P. (org.). Por uma linguística aplicada indisciplinar. São Paulo: Parábola, 2006. p. 13-44.
PUREN, Christian. Histoire des méthodologies de l’enseignement des langues. Paris: Nathan-CLE International, 1988.
SOUZA, Lara Cristina Batista. Processos de (des)identificação no/do PIBID: efeitos de sentido na formação inicial de professores de língua estrangeira. 2024. 129 f. Dissertação (Mestrado em Estudos Linguísticos) — Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2024.
SOUZA, Sweder; RUTIQUEWISKI, Andréia. Formação permanente de professores e educação linguística crítica: reflexões sobre a didática do plurilinguismo no Brasil. Humanidades & Inovação, v. 12, n. 4, p. 12-22, 2025.
TILIO, Rogério; ROCHA, Claudia Hilsdorf. Educação linguística crítica para a transformação social radical: discussões sobre letramentos, criticidade e afeto em tempos de barbárie. DELTA: Documentação de Estudos em Lingüística Teórica e Aplicada, v. 40, n. 1, p. 2-32, 2024.
VIEIRA-ABRAHÃO, Maria Helena (org.). Prática de ensino de línguas: experiências e reflexões. Campinas: Pontes, 1999.
VIEIRA-ABRAHÃO, Maria Helena. Formação de professores de línguas: passado, presente e futuro. Campinas: Pontes, 2002.
VIEIRA-ABRAHÃO, Maria Helena. Ensino de línguas: formação de professores. Campinas: Pontes, 2010.
COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR (CAPES). Edital nº 10/2024. Brasília, DF: CAPES, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-de-conteudo/editais/29052024_Edital_2386922_SEI_2386489_Edital_10_2024.pdf. Acesso em: 17 fev. 2026.

[1] Graduando no último período do curso de Letras: Francês e Literaturas de Língua Francesa pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). E-mail: lucastrindadefr@gmail.com

[2] Doutora em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Professora do curso de Pedagogia do Instituto de Ciências Humanas do Pontal na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). E-mail: klivia.nunes@ufu.br






