Fausto e a República Brasileira – Uma visão alegórica da Primeira República do Brasil

Fausto e a República Brasileira

Uma visão alegórica da Primeira República do Brasil

Fausto y la República Brasileña

Una visión alegórica de la Primera República de Brasil

César Augusto Hülsendeger*

Resumo

A República brasileira raramente abriu possibilidades de reinvenção e de libertação, sempre pretendendo inserção na modernidade. Mas como adverte Baudelaire, cada Modernidade tem “seu porte, seu olhar e seu gesto” ditados pela própria época, não se repetem de forma necessariamente idêntica, mas são importantes para “extrair o eterno do transitório”. Neste texto, se propõe uma articulação entre vários pensadores e uma leitura alegórica do Movimento Republicano e da Primeira República a partir de análises do Fausto, de Goethe.

Palavras-chave: Fausto; República; modernidade; alegoria.

Resumen

La República brasileña rara vez ha abierto posibilidades de reinvención y Liberación, siempre con el objetivo de integrarse en la modernidad. Pero, como advierte Baudelaire, cada Modernidad tiene «su porte, su mirada y su gesto», dictados por su propia época, que no se repiten necesariamente de forma idéntica, pero que son importantes para «extraer lo eterno de lo transitorio». En este texto se propone una articulación entre diversos pensadores y una lectura alegórica del Movimiento Republicano y de la Primera República a partir de análisis del Fausto de Goethe.

Palabras clave: Fausto; República; Modernidad; alegoría.

Introdução

A compreensão do passado e das experiências humanas ao longo do tempo exige uma abordagem que vá além da sucessão de eventos. Lucien Febvre, Marshall Berman e Marshall Sahlins – analisado por Adam Kuper – oferecem perspectivas convergentes quanto à centralidade da cultura e da simbolização na constituição da experiência histórica.

O Movimento Republicano inaugurado pelo Manifesto de 1870 (USP, 2024) e a Primeira República (1889-1930) podem ser lidos, alegoricamente, pelo prisma da análise do Fausto, de Goethe, feita por Berman (1986), pois é possível identificar nesse período os três momentos de Fausto: o romântico/sonhador (o período entre o Manifesto e a instalação da República), o amador (da instalação da República até o governo de Washington Luís) e o fomentador (a revolução de 1930). Por esse prisma alegórico, é possível ver que a República instalada difere daquela pensada no Manifesto – democrática, representativa, federalista – e acaba por repetir usos e atos do governo imperial que eram combatidos pelos republicanos.

Porém, é perigoso analisar esse período sem ter em conta os significados das palavras e o que pensavam os agentes da época, sob pena de se entender incorretamente tanto as ideias do Manifesto, quanto a própria Primeira República e, de resto, toda a República brasileira.

Neste ensaio, se propõe uma articulação entre os pensadores citados e essa leitura alegórica do Movimento Republicano e da Primeira República a partir da análise do Fausto, de Goethe, por Berman, e de uma análise desse texto por Backes.

O Fausto “romântico/sonhador”: o Manifesto de 1870

O fim da Monarquia no Brasil teve uma série de agentes1: os liberais – que a pretendiam como passaporte à modernidade política com a instauração de uma república no estilo daquela dos EUA –, os militares positivistas – que queriam a república para, mais ativamente, participar dos e influenciar/direcionar os destinos da Nação – e os positivistas de vários matizes – para quem a república era o caminho necessário à implantação do “estado positivo”, pois a monarquia representava o superado “estado metafísico”.

Tal como Fausto proclamou o fracasso da ciência (Backes, 2007, p. 5) em elevar o Homem, o Manifesto Republicano de 1870 proclamou o “fracasso” do Império em levar o Basil à “modernidade” da Revolução Industrial e da democracia realmente representativa. Seus subscritores advogavam a ideia de que a Monarquia, naquela quadra do século, representava um regime cujas tradições herdadas da tradição lusitana bragantina, “aliadas aos funestos preconceitos de uma escola política meticulosa e suspicaz” (USP, 2024, p. 727), trabalharam o espírito nacional deturpando e confundindo as noções de direito e democracia, mediante a manutenção de instrumentos próprios dos regimes absolutos, apesar da existência de uma Constituição, essa mesma uma

Mescla informe de princípios heterogêneos e de poderes que todos se anulam diante da única vontade que sobre todos impera, é ela a base da Monarquia temperada que, pela graça de Deus, nos coube em sorte. (USP, 2024, p. 729)

A República dos republicanos do Manifesto se pretende “uma nova dimensão para a vida” (Backes, 2007, p. 5), científica, democrática e representativa. A “magia natural” procurada por Fausto após o desencanto com a ciência, na ideologia republicana de então, pode ser vista nas críticas ao sistema de governo que os primeiros republicanos expuseram no Manifesto de 1870. E naquele grito “Somos da América, queremos ser americanos” (USP, 2024, p. 744), que, de certa forma, indicava o farol que lhes dava o rumo: a república federativa dos Estados Unidos da América, conforme se pode inferir da seguinte passagem:

A nossa forma de governo é, em sua essência e em sua prática, antinômica e hostil ao direito e aos interesses dos estados americanos.

Perante a Europa passamos por ser uma democracia monárquica que não inspira simpatia nem provoca adesão. Perante a América passamos por ser uma democracia monarquizada […].

Em tais condições pode o Brasil considerar-se um país isolado, não só no seio da América, mas no seio do mundo.

O nosso esforço dirige-se a suprimir este estado de coisas, pondo-nos em contato fraternal com todos os povos, e em solidariedade democrática com o continente de que fazemos parte. (USP, 2024, p. 744-745)

O Manifesto, dessarte, surge como produto de um imaginário modernizante, profundamente influenciado pelos ideais da ciência, do progresso e do modelo dos EUA. Visão que encontra eco em Febvre, visto que as ideias dos signatários do Manifesto devem ser compreendidas justamente com base nesses ideais e modelos, conforme preconiza o intelectual francês. Ao rejeitar o anacronismo, Febvre busca compreender os sujeitos históricos com base nas formas simbólicas e linguísticas de sua época. É isso que se tenta fazer neste ensaio: entender, por meio da alegoria do Fausto, as ideias dos republicanos brasileiros do final do século XIX, que tinham base em termos e conceitos algo diferentes – ou menos precisos – daquele de hoje. Isso é visível na confusão feita entre república e democracia no Manifesto (Hülsendeger, 2025, p. 4), pois ambos os termos pareciam ter os mesmos significados para os republicanos de então.

As ideias do Manifesto e de seus signatários devem ser compreendidas no contexto da época, quando o Brasil ainda parecia patinar em instituições ainda muito próximas do passado colonial que deveria ter sido superado com a Independência: o padroado, o Poder Moderador, a centralização da política e das decisões na Corte e no Paço de São Cristóvão…

Assim surgiu o movimento republicano, uma amálgama de ideias liberais e positivistas que pretendia levar o Brasil à modernidade por intermédio da República, por ter chegado a hora – criam – de findar a Monarquia, vista como “um entrave ao que entendiam ser a natural inclusão do Brasil no patamar de modernidade/civilização da época” (Hülsendeger, 2024, p. 7). Os signatários pretendiam, como Fausto, “participar do mundo novo da revolução industrial”, mirando os EUA, que, de colônia explorada, tomara seu destino nas mãos e se tornara um facho de civilização (Hülsendeger, 2024, p. 10-11).

Mas… Mefistófeles estava à espreita e vem cobrar a conta.

O “segundo” Fausto (o amador): a pretendida “modernidade” chega (?), mas…

Berman (1986) retrata a modernidade como um campo de tensão entre destruição e criação. O sujeito moderno é arrastado por um turbilhão de transformações que desintegram tradições, mas também abrem possibilidades de reinvenção. A modernidade é, ao mesmo tempo, libertação e perda. Essa ambiguidade pode ser vista na Proclamação da República em relação com Fausto, cujo pacto com Mefistófeles simboliza o desejo de controle e progresso. A instalação da República no Brasil é vista como realização parcial e trágica desse desejo: embora tenha trazido elementos de modernização, impôs altos custos sociais, políticos e simbólicos.

E a República que se estabelece não é aquela que os republicanos do Manifesto ideavam e pretendiam. Instalada por um golpe militar, a República vive os seus primeiros tempos praticamente como uma ditadura castrense, em disputas paroquiais entre os militares e os políticos (os casacas, execrados pelos militares), com duas guerras civis (as revoluções de 1893 e 1923 no Rio Grande do Sul), fechamento do Congresso e demora na instalação da Constituinte. Embora a República pareça fazer o Brasil adentrar a “modernidade” – pela democracia representativa, pela adoção de um sistema federativo, pela ampliação do eleitorado, pela abolição do poder Moderador, pelo fim do Senado vitalício –, os seus custos são muitos altos, inclusive na parte financeira. Pois, assim como no Fausto, haverá a inflação que gera crises diuturnas, apesar da tentativa do governo de pôr as finanças públicas em ordem com a política do encilhamento.

Mas nada disso detém a República faustiana. Mefistófeles continua a influenciar, utilizando os mesmos instrumentos que a “modernidade” republicana do Manifesto e de seus autores rejeitava. E cobra a conta, novamente.

As duas revoluções federalistas no Rio Grande do Sul (1893 e 1923) – com cerca de 30 anos de espaço entre uma e outra – podem ser tidas como as duas Walpurgisnacht presenciadas por Fausto, após as quais a República parece se afirmar como regime. Mas a partir delas – ou por sua causa –, assim como o “ideal desenvolvimentista” faustiano elimina Filemon e Baucis, também a República instalada elimina esperanças de maior participação democrática – e aqueles que são contrários ao novo regime (vide Canudos) –, com a “política dos governadores”, por exemplo, reedição republicana repaginada dos privilégios imperiais de determinados grupos políticos de determinadas províncias.

Terceiro Fausto (o fomentador): a República Inquieta

E é assim, como para Fausto, que a Inquietação chega para a novel República – aliás, chegou junto com ela – e bafeja os olhos dos governantes, que se cegam às repetidas crises, recusando-se a aceitar suas culpas e participação nos erros da condução do país. As várias revoltas (da Armada, da Chibata, Federalistas, da Vacina, do Contestado, de Canudos, dos Tenentes…) podem ser alegoricamente representadas nos Lêmures que recolhem Fausto e o deixam cair no chão. E os demônios convocados por Mefistófeles para não deixar a alma de Fausto lhe escapar podem ser comparados aos militares, que desde sempre são convocados para que o poder não escape das mãos dos “donos do poder” de Faoro (2021). E a redenção de Fausto chega com o fim da Primeira República, por meio da Revolução de 1930, os “anjos” que pretendem redimir o sonho faustiano de 1870 e 1889.

Contudo, essa redenção fica apenas na pretensão, pois os “revolucionários” de 1930 acabam por recair na esparrela de Mefistófeles, visto que, apesar do soluço do Movimento Constitucionalista em São Paulo e da Constituição de 1934, o sonho de redenção se transforma, outra vez, em pesadelo. E isso se faz alardeando uma nova “modernidade”, agora sob a influência da linguagem do autoritarismo que se difunde pelo mundo da época e que ressignifica, mais uma vez, os conceitos de liberdade, democracia e república. Novamente, se terá uma busca pela “modernidade”, que acaba por, de novo, destruir Filemon e Baucis e instalar um governo ditatorial que se assume como autoritário e que proclama a fragilidade da democracia representativa para solucionar os problemas nacionais. E que, mesmo estruturando o país como uma república federativa, concentra todo o poder nas mãos do Presidente – o Chefe da Nação –, fechando os Parlamentos, manietando o Judiciário, eliminando os governos estaduais e impondo uma censura feroz.

E o fim dessa “modernidade” se iniciará com uma nova intervenção de Mefistófeles: a II Guerra Mundial, que “recicla” muitos dos Tenentes de 1922 pela participação no teatro de guerra europeu. Essa os transforma nos “demônios” que derrubarão Fausto – no caso, Getúlio Vargas e o Estado Novo – sob argumentos semelhantes àqueles que derrubaram o velho Imperador e a Primeira República. E que, posteriormente, derrubarão o herdeiro de Vargas, sob o pretexto do combate ao comunismo, a nova “modernidade” que apareceria 20 anos depois.

Considerações finais

A aproximação entre Lucien Febvre, Marshall Berman e Marshall Sahlins neste texto tenta revelar a força das abordagens que privilegiam a cultura, a linguagem e os imaginários como elementos estruturantes da história. Ao compreender a República brasileira por meio de uma metáfora literária, buscou-se uma leitura simbólica e crítica do passado, em sintonia com os três pensadores aqui discutidos. A história, vista por essa ótica, é menos uma sucessão de fatos e mais uma trama de sentidos, disputas e representações.

Sahlins, conforme apresentado por Kuper, propõe uma reinterpretação da história como produção simbólica. Em vez de ver os eventos como dados objetivos, Sahlins entende que são ressignificados a partir das categorias culturais de cada sociedade. Assim, a história é também narrativa, construção e interpretação. Essa perspectiva encontra ressonância na abordagem deste ensaio, que busca ler a Primeira República brasileira como uma alegoria estruturada por símbolos faustianos. A história torna-se, nesse caso, narrativa dramatizada, onde revoltas, crises e rupturas são personificadas por figuras míticas. A República, como Fausto, busca redenção, mas sucumbe a seus próprios pactos e ilusões.

Sempre em busca de uma modernidade – quase entendendo o que Baudelaire diz sobre ela –, o Brasil – ou seus pretensos dirigentes – acaba por cair repetidamente na armadilha de Mefistófeles, o qual apresenta muitas faces e formas em todas as fases dessa República: são os militares positivistas, os partidários de Campos Salles e de Hermes da Fonseca, os Tenentes de 1922, os autoritários que criam o Estado Novo… Mesmo que as linguagens e símbolos se modifiquem ao longo de século XX, a República é marcada por eventos que negam as premissas daqueles que tentam reformulá-la ou reformá-la.

É o que se vê na Revolução de 1930, que deságua no golpe de 1937; na queda de Vargas em 1945, sob a batuta dos Tenentes de 1922, que, apesar de iniciar um período relativamente democrático – naqueles termos em que se entendia democracia na época –, acabou, novamente sob a batuta de Tenentes de 1922, em um período ditatorial. O qual, mesmo levando Brasil à força para um período de “modernidade” – tecnológica, ao menos, embora não política2 – negou os conceitos de democracia, república e federalismo que dizia defender. Ou, ao menos, ressignificou esses conceitos, conforme se pode depreender, por exemplo, dos vários Atos Institucionais publicados a partir de 1964 (mas isso é assunto para outro ensaio).

Essa dinâmica de constante superação e esquecimento do passado, em nome de um ideal sempre renovado de progresso, também encontra eco na reflexão estética e filosófica sobre a modernidade. Nesse sentido, as palavras de Baudelaire (1986) – “a Modernidade é o transitório, o efêmero, o contingente” – ajudam a iluminar o movimento paradoxal da história republicana brasileira: criando vanguardas que tornam antiguidade cada vanguarda anterior, mas sem nada aprender com ela. É o que acontece com a República faustiana: cada vanguarda que tenta se apresentar, acaba se tornando antiguidade, se não a si mesma, o que foi considerado como vanguarda anteriormente. E isso fica bem marcado na história republicana: a Primeira República é a vanguarda que torna o Império antiguidade; e a Revolução de 1930 pretende ser a nova vanguarda que transforma a Primeira República em antiguidade – no seu sentido mais pejorativo.

Por sua vez, as premissas da Revolução de 1930 são tornadas antiguidade pelo Estado Novo, que ressignifica o conceito de governo e modernidade com uma leitura assumidamente autoritária; e o Estado Novo é tornado antiguidade pela redemocratização vanguardista pós-guerra de 1946, que é tornada antiguidade pela vanguarda anticomunista e conservadora do Golpe de 1964. A quem a vanguarda da redemocratização de 1988 tornou antiguidade – novamente no seu sentido mais pejorativo – e que ainda não foi totalmente transformada em antiguidade, apesar dos esforços contínuos de certos grupos.

A República brasileira pode até ter desintegrado tradições, mas raramente abriu possibilidades de reinvenção e, menos ainda, de libertação, considerando aquele retrato de tensão a que se refere Berman (1986). E como adverte Baudelaire, cada Modernidade tem “seu porte, seu olhar e seu gesto” ditados pela própria época, não se repetem de forma necessariamente idêntica. Mas são importantes para “extrair o eterno do transitório”. O que nem sempre se verifica na história republicana brasileira. Infelizmente.

Referências

BACKES, Marcelo. Goethe e a modernidade de Fausto. Rascunho, Rio de Janeiro, ed. 90, out. 2007. Disponível em: https://rascunho.com.br/ensaios-e-resenhas/goethe-e-a-modernidade-de-fausto/. Acesso em: 20 abr. 2025.

BAUDELAIRE, Charles. A Modernidade. In: COELHO, Teixeira (org.). Sobre a modernidade: o pintor da vida moderna. Trad. de Suely Cassal. Rio: Paz e Terra, 1996. p. 24-28.

BERMAN, Marshall. Tudo que é sólido desmancha no ar. A aventura da modernidade. Trad. de Carlos Felipe Moisés e Ana Maria L. Ioriatti. 1 reimp. São Paulo: Companhia das Letras, 1986.

FAORO, Raymundo. Os Donos do Poder. Formação do patronato político brasileiro. 3. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.

FEBVRE, Lucien. O problema da incredulidade no século XVI: a religião de Rabelais. Tradução de Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

HÜLSENDEGER, César Augusto. Republicanos, Positivistas e Federalistas… mas nem tanto. Revista Eletrônica da ESA/OAB-RS, Porto Alegre, v. 16, n. 1, sp. dez./2024. Disponível em: https://admsite.oabrs.org.br/arquivos/file_67644002b871e.pdf. Acesso em: 15 maio 2025.

KUPER, Adam. Marshall Sahlins: história como cultura. In: Cultura: a visão dos antropólogos. Tradução de Vera Ribeiro. Bauru: EDUSC, 2002. p. 207-258.

USP. Manifesto Republicano de 1870. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4360902/mod_resource/content/2/manifesto%20repu blicano%201870.pdf. Acesso em: 26 jun. 2024.

Notas:

1 Conforme apontado em Hülsendeger, 2024, p. 5.

2 Pois embora não se assumisse autoritário, o regime inaugurado em 1964 tinha o DNA daqueles que fizeram o Estado Novo.

Como citar:

HÜLSENDEGER, César Augusto. Fausto e a República Brasileira. Uma visão alegórica da Primeira República do Brasil. Revista P@rtes.

TRABALHO PRODUZIDO COM AUXÍLIO DA PUCRS, POR MEIO DA BOLSA PRO STRICTO.


* Jornalista pela FAMECOS/PUCRS; Bel. em Ciências Jurídicas e Sociais pela UFRGS; Especialista em Gestão Pública e Controle Externo pela ESGC Francisco Juruena/TCE-RS; Especialista em Direito Público pelas Faculdades IDC; Mestre em Direito pela PUCRS; doutorando em História na PUCRS; Advogado OAB/RS nº 127.591; Auditor de Controle Externo do TCE/RS (aposentado). hulsendeger@gmail.com.

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