Retração da Cafeicultura e Expansão das Commodities: Transformações Produtivas no Paraná (1970–2017)

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Retração da Cafeicultura e Expansão das Commodities: Transformações Produtivas no Paraná (1970–2017)
Contracción de la Caficultura y Expansión de las Commodities: Transformaciones Productivas en Paraná (1970–2017)
Zaqueu Luiz Bobato[*]
RESUMO: Este artigo analisa a transição produtiva e territorial do Estado do Paraná entre 1970 e 2017, marcada pela retração da cafeicultura e pela expansão das commodities agrícolas (soja, milho, cana-de-açúcar e trigo). Utiliza dados secundários do Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e referenciais teóricos da Geografia e da Economia Política para descrever a reconfiguração do espaço agrário paranaense. Destaca-se que as severas crises climáticas, especialmente as geadas, com destaque para a “geada negra” de 1975, causaram prejuízos significativos aos cafeicultores, desestruturando a produção e favorecendo o avanço de políticas de modernização agrícola. Coincidentemente, foi nesse mesmo período que o ideário da Revolução Verde, com seus pacotes tecnológicos e subsídios, adentrou o Brasil e se territorializou no norte do Paraná, oferecendo suporte produtivo e financeiro aos agricultores afetados. Essa modernização, incorporada pelas políticas estaduais, consolidou a transição para um modelo agrícola voltado às commodities e à inserção global do agronegócio.
PALAVRAS-CHAVE: Cafeicultura. Commodities. Modernização Agrícola. Reestruturação Produtiva. Paraná.
RESUMEN: Este artículo analiza la transición productiva y territorial del Estado de Paraná entre 1970 y 2017, caracterizada por la contracción de la caficultura y la expansión de las commodities agrícolas (soja, maíz, caña de azúcar y trigo). Se utilizan datos secundarios del Censo Agropecuario del Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE) y marcos teóricos de la Geografía y de la Economía Política para describir la reconfiguración del espacio agrario paranaense. Se destaca que las severas crisis climáticas, especialmente las heladas, con énfasis en la “helada negra” de 1975, provocaron pérdidas significativas a los productores de café, desestructurando la producción y favoreciendo el avance de las políticas de modernización agrícola. Coincidentemente, fue en este mismo período que el ideario de la Revolución Verde, con sus paquetes tecnológicos y subsidios, ingresó en Brasil y se territorializó en el norte de Paraná, ofreciendo apoyo productivo y financiero a los agricultores afectados. Esta modernización, incorporada por las políticas estatales, consolidó la transición hacia un modelo agrícola orientado a las commodities y a la inserción global del agronegocio.
Palabras clave: Caficultura. Commodities. Modernización agrícola. Reestructuración productiva. Paraná.
Introdução
A trajetória da agricultura paranaense foi historicamente marcada pelo protagonismo da cafeicultura, que, desde o final do século XIX, consolidou-se como base econômica e territorial do Estado. No entanto, a partir da década de 1960, crises climáticas (com destaque para as severas geadas) e transformações nos mercados globais desencadearam um processo acelerado de retração da produção cafeeira e substituição por culturas mais adaptáveis e rentáveis, como soja, milho, cana-de-açúcar e trigo.
Esse movimento coincidiu com a intensificação das políticas de modernização agrícola no Brasil, impulsionadas pela disseminação dos pacotes tecnológicos da Revolução Verde. Este artigo analisa essa transição produtiva e territorial no Paraná, articulando dados do Censo Agropecuário (1970–2017) com referenciais teóricos que interpretam a reestruturação da agricultura como parte das dinâmicas globais da mundialização do capital, buscando descrever as mudanças identificadas nesse contexto.
Metodologia
Esta pesquisa caracteriza-se como descritiva e exploratória, estruturada a partir de abordagens quantitativa e qualitativa. Foram utilizados dados secundários do Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes ao período de 1970 a 2017, com o objetivo de descrever a evolução das áreas colhidas das principais culturas agrícolas no Estado do Paraná. A análise quantitativa permitiu identificar tendências de retração da cafeicultura e expansão expressiva das commodities agrícolas, como soja, milho, cana-de-açúcar e trigo.
A interpretação qualitativa dessas transformações foi sustentada pela articulação entre dados empíricos e referenciais teóricos. Izepão e Gardenal (2015) abordam a trajetória histórica da cafeicultura paranaense, destacando o papel das empresas colonizadoras e os impactos das crises climáticas e do capital cafeeiro na estrutura fundiária e no processo de industrialização. Priori et al. (2012) enfatizam a relevância econômica e urbana do café, bem como sua retração em decorrência das geadas e da modernização agrícola. Graziano da Silva (1981) analisa a adoção dos pacotes tecnológicos da Revolução Verde como parte das transformações estruturais na agricultura brasileira. Maluf (2000) critica a concepção restrita de desenvolvimento econômico, defendendo a incorporação das dimensões social, territorial e ambiental. Por fim, Oliveira (2011) destaca a mundialização contemporânea da produção agrícola, marcada pela concentração e financeirização do capital e pela territorialização seletiva, com impactos diretos sobre a configuração do espaço agrário paranaense.
A análise documental e interpretativa foi complementada por gráficos representando a evolução das áreas cultivadas, sem extrapolações causais não respaldadas pelas fontes. Este estudo, portanto, não busca realizar experimentações nem generalizar resultados, mas compreender a reestruturação produtiva e territorial do Paraná com base em dados oficiais e referenciais teóricos consolidados, reconhecendo limitações e indicando a necessidade de investigações futuras.
Da Cafeicultura Tradicional às Commodities: Análise Histórica e Crítica das Transformações no Paraná
A trajetória da cafeicultura no Paraná revela um processo de formação e expansão com características próprias, que se diferenciam das experiências registradas em Estados como São Paulo e Minas Gerais. Izepão e Gardenal (2015) indicam que o cultivo do café no Paraná começou no final do século XIX, em pequenos plantios isolados na região Norte do Estado. Nesse contexto, a estrutura fundiária local se consolidou em torno da pequena propriedade e do trabalho familiar, contrastando com o modelo latifundiário baseado na escravidão predominante em outros contextos. Essa configuração favoreceu a ocupação do território e a fixação de populações rurais.
A partir da década de 1930, empresas colonizadoras estrangeiras, como a Brazil Plantations Syndicate Limited e a Companhia de Terras Norte do Paraná, intensificaram a expansão cafeeira, aproveitando a fertilidade dos solos e a flexibilidade da estrutura fundiária (Izepão; Gardenal, 2015). Esse processo posicionou o Paraná como um dos principais produtores de café do país, alcançando mais de 50% da produção nacional em 1965.
Priori et al. (2012) destacam o papel central do capital cafeeiro na viabilização do desenvolvimento infraestrutural e industrial do Estado, por meio de instituições como a Companhia de Desenvolvimento do Paraná (CODEPAR), posteriormente transformada no Banco de Desenvolvimento do Paraná (BADEP). A expansão cafeeira foi impulsionada por fazendeiros oriundos de São Paulo, atraídos pelo potencial de rentabilidade e respaldados por políticas públicas, incentivos econômicos e investimentos em infraestrutura. Esse dinamismo também favoreceu o surgimento de novas centralidades urbanas associadas à economia cafeeira.
Contudo, esse ciclo de expansão enfrentou limites a partir dos anos 1960, com a conjugação de instabilidades climáticas, notadamente as geadas de 1953, 1955, 1969, 1972 e a “geada negra” de 1975, crises de mercado e reorientações políticas. Essas adversidades impulsionaram políticas públicas de diversificação agrícola e a substituição do café por cultivos mais adaptáveis e rentáveis, como soja, milho, cana-de-açúcar e trigo (Izepão; Gardenal, 2015; Priori et al., 2012). A “geada negra” de 1975 foi particularmente determinante, dizimando os cafezais e provocando uma reconfiguração do perfil agrícola do Estado.
Esse processo local ocorreu em sincronia com a intensificação da modernização agrícola no Brasil. Graziano da Silva (1981) analisa a adoção dos pacotes tecnológicos da Revolução Verde com ênfase no uso intensivo de fertilizantes, defensivos agrícolas e mecanização, como parte das transformações estruturais na agricultura brasileira. No Paraná, as crises climáticas e as instabilidades econômicas intensificaram a transição de uma agricultura baseada na cafeicultura para um modelo orientado à produção de commodities e à lógica do mercado global, consolidando uma nova configuração produtiva e territorial (Priori et al., 2012).
A seguir, a Figura 1, ilustra a evolução da área colhida das principais culturas no Paraná (café, cana-de-açúcar, milho, soja e trigo) no período de 1970 a 2017. Esta representação gráfica, elaborada a partir dos dados do Censo Agropecuário (IBGE), fornece uma visualização clara das transformações ocorridas no espaço agrário paranaense, evidenciando a retração da cafeicultura e a ascensão das commodities.
A análise da trajetória da cafeicultura paranaense, aliada à evolução dos dados do Censo Agropecuário e aos referenciais teóricos mobilizados, sugere que o processo de modernização agrícola no Estado esteve relacionado a mudanças no padrão de uso do solo e nas relações de produção. A adoção dos pacotes tecnológicos da Revolução Verde e o incremento da mecanização favoreceram o cultivo de culturas de maior escala, como soja e milho, acompanhando a retração da cafeicultura. Ainda que o presente estudo não se aprofunde nos impactos socioeconômicos e fundiários dessas transformações, autores como Oliveira (2011) destacam a concentração de capital e a financeirização das cadeias produtivas como tendências observáveis no contexto da mundialização agrícola. No Paraná, essas dinâmicas, em interação com as crises climáticas e as reorientações políticas, contribuíram para consolidar uma nova configuração produtiva e territorial, mais alinhada à lógica global do agronegócio.
Figura 1 – Evolução da Área Colhida das Principais Culturas no Paraná – Café, Cana-de-açúcar, Milho, Soja e Trigo (1970–2017)
Fonte: Elaboração própria com base nos dados do IBGE – Censo Agropecuário (Série Histórica: 1950–2017).
A análise do gráfico revela de forma inequívoca a drástica redução da área colhida de café, que passou de 360.896 hectares em 1970 para apenas 33.211 hectares em 2017, destacando o impacto direto das crises climáticas e das reorientações econômicas e políticas sobre o perfil produtivo do Estado. Em contrapartida, a soja registrou um crescimento exponencial no mesmo período, expandindo de 395.484 hectares para 4.271.463 hectares, consolidando-se como a principal cultura agrícola do Paraná. O milho, a cana-de-açúcar e o trigo também apresentaram crescimento expressivo, revelando a adoção intensiva de pacotes tecnológicos e o alinhamento da produção estadual à lógica do agronegócio global. Esses dados confirmam a reconfiguração do espaço agrário paranaense, resultado da combinação entre crises locais e dinâmicas globais de reestruturação produtiva e territorial.
Essa transição reflete a reconfiguração do espaço agrário paranaense, inserida em dinâmicas globais de reestruturação produtiva e mundialização do capital. Oliveira (2011), ao refletir sobre a mundialização contemporânea da agricultura no Brasil, destaca processos como a territorialização seletiva do capital, a concentração e a financeirização das cadeias produtivas, além da imposição de uma lógica orientada pelo mercado global. Embora seu estudo não trate especificamente do Paraná, essas dinâmicas ajudam a compreender como a retração da cafeicultura e a ascensão das commodities no Estado podem ser interpretadas como expressão local dessas tendências estruturais.
A Figura 1 ilustra de forma clara o expressivo crescimento das commodities agrícolas, em especial a soja, o milho e a cana-de-açúcar, que passaram a dominar o espaço produtivo paranaense. Esse avanço reflete não apenas transformações na lógica produtiva, mas também se traduz em cifras econômicas significativas, relacionadas ao incremento da produção, à geração de receitas e à inserção no mercado global.
Contudo, como pondera Maluf (2000), a ênfase exclusiva no crescimento econômico e na integração internacional tende a ocultar dimensões fundamentais do desenvolvimento, como a equidade social, a sustentabilidade ambiental e o direito à alimentação. Embora sua análise não se refira diretamente ao Paraná, sua reflexão oferece subsídios importantes para problematizar os limites e as contradições do modelo de modernização agrícola predominante no Brasil, e para pensar alternativas mais inclusivas e sustentáveis para o espaço rural.
A análise da transformação produtiva no Paraná, evidenciada pela retração da cafeicultura e pela ascensão das commodities, insere-se em um contexto mais amplo de redistribuição da produção cafeeira no Brasil. Além de sinalizar mudanças produtivas no Estado, essa transição revela um reordenamento do espaço agrário brasileiro, marcado pela concentração produtiva em determinados Estados e pelo declínio de áreas tradicionalmente cafeeiras. Esse fenômeno está associado a fatores como políticas públicas diferenciadas, infraestrutura logística, condições edafoclimáticas favoráveis e estratégias corporativas das grandes empresas do agronegócio. No caso do Paraná, observa-se que, apesar de sua tradição cafeeira, a competitividade foi impactada por eventos climáticos severos, como a “geada negra” de 1975, e pela adoção de modelos voltados à produção de commodities. A seguir, a Figura 2 apresenta a participação estimada da produção de café por Estado brasileiro, permitindo visualizar a atual configuração territorial da cafeicultura nacional e situar o Paraná nesse cenário competitivo e desigual.
Figura 2 – Participação Estimada da Produção de Café por Estado Brasileiro
Fonte: Elaboração própria com base em dados do Consórcio Pesquisa Café (2025).
A Figura 2 evidencia a drástica mudança no protagonismo da produção cafeeira paranaense. O Paraná, que no passado detinha posição de destaque na produção nacional, atualmente representa apenas 3% da produção total, ficando atrás de Minas Gerais (50%), Espírito Santo (25%), São Paulo (9%), Bahia (6%) e Rondônia (5%). Essa redistribuição reflete os efeitos combinados das crises climáticas, das reorientações políticas e das dinâmicas globais de modernização produtiva.
Observa-se que Estados como Minas Gerais e Espírito Santo consolidaram sua posição de liderança na produção cafeeira, possivelmente favorecidos por condições edafoclimáticas mais propícias, infraestrutura agrícola relativamente mais desenvolvida e políticas públicas de apoio que contribuíram para a modernização e a competitividade do setor. Em contrapartida, o Paraná, apesar de sua tradição na cafeicultura, perdeu competitividade, principalmente em razão das severas geadas e da transição para o modelo orientado à produção de commodities.
Este processo também se articula com as transformações estruturais discutidas por Graziano da Silva (1981), que analisa como a adoção dos pacotes tecnológicos da Revolução Verde (com ênfase no uso intensivo de fertilizantes, defensivos agrícolas e mecanização), foi impulsionada por crises estruturais e econômicas, acelerando a modernização da agricultura brasileira e alinhando a produção ao mercado globalizado.
Dessa forma, a reorganização territorial da produção cafeeira nacional expressa a territorialização seletiva do capital e a imposição da lógica do mercado global, aspectos analisados por Oliveira (2011). Ao mesmo tempo, Maluf (2000) oferece subsídios para refletir sobre a necessidade de repensar os modelos de desenvolvimento adotados, incorporando dimensões sociais, territoriais e ambientais, e enfrentando as contradições e desigualdades estruturais do setor agrícola.
Em síntese, a análise histórica, documental e empírica realizada neste trabalho evidencia a complexidade do processo de reconfiguração produtiva e territorial do Paraná. A retração da cafeicultura e a ascensão das commodities agrícolas refletem não apenas as condições locais, como as severas geadas e a reorientação econômica, mas também as dinâmicas globais da mundialização do capital e da imposição da lógica do agronegócio. Esse processo evidenciou a vulnerabilidade dos pequenos produtores frente às crises climáticas e às reorientações do mercado, além de suscitar questões relevantes sobre a concentração fundiária e os impactos socioambientais da modernização agrícola. A leitura crítica desse cenário reforça a importância de se pensar políticas públicas que contemplem a diversidade produtiva e a sustentabilidade territorial. Assim, amplia-se o espaço para novos estudos que aprofundem as contradições e potencialidades do agronegócio no Paraná.
Considerações Finais
A análise empreendida neste estudo evidenciou que o Paraná passou por uma reconfiguração profunda em seu espaço agrário, marcada pela retração da cafeicultura e pela ascensão das commodities agrícolas, notadamente soja, milho, cana-de-açúcar e trigo, até 2017, ano do último Censo Agropecuário completo disponível. Essa transição produtiva e territorial não pode ser compreendida como um fenômeno isolado, mas sim como resultado da combinação de múltiplos fatores, entre eles, as severas crises climáticas, com destaque para a “geada negra” de 1975, e as transformações no mercado agrícola global.
O estudo também demonstrou como a modernização agrícola, impulsionada pela adoção dos pacotes tecnológicos da Revolução Verde, consolidou um novo padrão produtivo, orientado pela lógica do agronegócio e alinhado às exigências competitivas do mercado global. Contudo, embora essa transição tenha proporcionado ganhos expressivos de produtividade e ampliado a participação do Paraná na produção de commodities, é importante destacar que o presente estudo não investigou de forma aprofundada as implicações sociais, econômicas e ambientais desse processo.
A literatura consultada e os dados do Censo Agropecuário do IBGE revelam que, ao mesmo tempo que o Paraná se adaptava às novas exigências do mercado global, sua cafeicultura perdia protagonismo no cenário nacional, em contraste com a consolidação de Estados como Minas Gerais e Espírito Santo. Essa nova configuração expressa o avanço de processos de concentração fundiária e financeirização das cadeias produtivas, bem como a imposição da lógica mercadológica sobre o uso do território, aspectos abordados por autores como Oliveira (2011). Contudo, é necessário reconhecer que este estudo se concentrou na análise quantitativa e documental das transformações produtivas e territoriais, não se aprofundando na investigação de seus efeitos socioeconômicos e ambientais mais amplos.
Desse modo, os resultados aqui apresentados devem ser compreendidos como um ponto de partida para reflexões mais abrangentes sobre o desenvolvimento agrícola do Paraná, destacando a importância de repensar modelos produtivos e estratégias territoriais capazes de conciliar competitividade, equidade social e sustentabilidade.
Embora o presente trabalho tenha sido desenvolvido em 2025, os dados mais recentes e consistentes que permitiram a análise detalhada das tendências produtivas e territoriais ainda são aqueles do Censo Agropecuário de 2017, o que reforça a necessidade de atualização e de estudos complementares com base nas informações mais recentes que vierem a ser disponibilizadas. Esta investigação, portanto, não pretende esgotar o tema, mas sim abrir portas e fomentar novas ideias para pensar criticamente as transformações produtivas e territoriais no Paraná.
Referências
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Como citar este artigo:
BOBATO, Zaqueu Luiz. Retração da Cafeicultura e Expansão das Commodities: Transformações Produtivas no Paraná (1970–2017). Revista Partes [online], São Paulo, DATA MÊS. ANO. Disponível em:<LINK DA PUBLICAÇÃO>. Acesso em: DATA MÊS. ANO.
[*] Professor Formador no curso de Geografia Licenciatura UAB da Universidade Estadual de Ponta Grossa-UEPG. Doutor em Geografia pela Universidade Federal do Paraná-UFPR. Mestre em Geografia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa-UEPG. Graduado em Geografia Licenciatura pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) campus Irati-PR. ORCID: https://orcid.org/0009-0003-0961-3137
E-mail: zaqueudegeo@gmail.com






