Mão do lixo

Mão do lixo Tiago de Mello A mão que eu cato o lixoNão e a mão com que eu devia ter. Não tenho para ganhar Na mesa da minha casa

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Negro

Augusto dos Anjos (1884-1914) Oh! Negro, oh! Filho da Hotentótia ufana, Teus braços brônzeos como dois escudos, São dois colosso, dois gigantes mudos, Representado a integridade humana! Nesses braços de

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Estrela

Paulo de Abreu Lima Estrela, estrela, estrela… Olhe-me, aí do céu E me dê confiança e inspiração Olhe-me, aí do céu E me fale de sua paixão Dê-me razão Dê-me

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A bomba

Carlos Drummond de Andradre   A bomba é uma flor de pânico apavorando os floricultores A bomba é o produto quintessente de um laboratório falido A bomba é estúpida é

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Dor

Dor Eliana Maria Righi   Cravada navalha Lacera alma incauta, Indefesa criança A brincar no jardim Criada do nada, é vislumbre do medo De vê-la inventada pra sempre e sem

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Pó Raul Prates     Rua, lixo, esgoto abandono Mulheres, crianças e velhos abandonados   Caras, bocas e prantos Jogados, jorrados marcados   Sol, chuva, frio Tempo imperdoável   Praças,

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Paulo pobre

Paulo pobre Gilberto da Silva     Paulo, pobre, preto Pedreiro, pobre Pedindo pão, pinga Paulo patriota Pagando promessa.   Paulo, pobre, pacato preto, pedreiro Pagando promessa Pedindo pão, pinga.

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Domingo sem parque e sem morte

Domingo sem parque e sem morte Depois da ansiedade Fruto da espera louca Da neura da cidade É domingo na metrópole   Tem música nos aparelhos, no vento, e nos

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Mortal

Mortal Nem tudo é eterno entre a loucura e a realidade real. O mal o tal o sal enfim: o fim começa no inicio de tudo que é o nosso

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Vós que sois cristãos

Vós que sois cristãos Quando fizerdes vossas orações Por crianças que têm pão, escola e abrigo Lembrai-vos dos meninos da Candelária, Que não tiveram tempo de fazer uma oração. Quando

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Leve

Leve O corpo é breve a alma leve o som acolhe e recolhe os trapos e os cacos que ficam… Feitos cerol que mata fere e corta a carne feito

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Leve

Leve O corpo é breve a alma leve o som acolhe e recolhe os trapos e os cacos que ficam… Feitos cerol que mata fere e corta a carne feito

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Vós que sois cristãos

      Vós que sois cristãos Quando fizerdes vossas orações Por crianças que têm pão, escola e abrigo Lembrai-vos dos meninos da Candelária, Que não tiveram tempo de fazer

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Guerrilheiro

Guerrilheiro Era uma saudação, saudade… Uma imitação, vontade… A exata e humana vontade de lutar. Era apenas um grito, ou uma vontade? Era talvez a extrema coragem perdida num campus

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Nas brigas

Nas brigas de meus dias onde a rebeldia, a covardia, e as mentiras se fazem presentes: destruo o mito que é você.   Por Gilberto da Silva

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O olhar

O olhar de quem nunca me conheceu agora se reveste de estrelas junto às minhas pequenas loucuras que se fazem constelações: quando nossas retinas se beijam!   Por Gilberto da

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Busca

  Quantas crianças perambulam por aí Perambulam em busca de algo Em busca de comida De brinquedo atenção Quantas adultos perambulam por aí Perambulam em busca de algo Em busca

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