Pessoas Felinas

Felix Mundi


Nas aulas de língua portuguesa é comum levar “puxão de orelha” aquele ou aquela que ousar falar “pessoa humana”. Como se pessoa já remetesse, automaticamente, ao ser humano.  

Se pararmos para pensar, não é tão óbvio e nem tão verdadeiro assim o “sinônimo”. Nem se trata de pleonasmo.

O meu Fritz (foto- crédito Ana Marina), por exemplo, é uma pessoa felina. Faz parte da família. É gente da família. Tratado com dignidade, direitos e respeito às normas. É uma pessoa. Pessoa felina.

Muitas “pessoas humanas” não são capazes do amor que um gato dá. Não são companheiras como um gato é (quando quer!). Ou seja: sempre sinceros os bichanos. Inclusive na mal-interpretada “arrogância”: não têm falsa modéstia ou falsos agrados.

Quem me dera morar num prédio com gatos como vizinhos: companheiros. E cada um na sua. Os gatos sabem que cada um tem sua vida e vivem as suas. Na sinceridade. Sem torrões de açúcar à toa ou vivendo de trocas interesseiras. Sem falsos sorrisos no elevador ou trocas de lances de escadas. E com “miaus” honestos de “bom dia”.  Mesmo acordando “com o pé esquerdo” (ou patas esquerdas!), não dão patadas que não sejam absolutamente honestas. Até no “passar reto” e não olhar na sua cara (já repararam como nós também temos cara ao invés de rosto em muito da falta de amor para com o próximo? Animalescos, pois nos pretendemos civilizados!), vivendo a própria vida, são verdadeiros. Fazem seus ninhos, dividem alegrias, multiplicam o mundo (principalmente em agosto!) com pegadas de patas – suas marcas –  da melhor qualidade: se assumem como bichos. Pessoas felinas com atitudes cristãs: a verdade nas ações.

Vá agora mesmo a uma das tantas ONG’s voltadas a salvar “pessoas felinas” – e que doam a quem quiser um pouco de alegria – e adquira o seu bichano! Seja e faça um mundo mais feliz!

MIAU!

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