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Na dúvida, dê bom dia ao caos

(Autor: Antonio Brás Constante)
Alguns adeptos da teoria do Caos dizem que se uma borboleta bater suas belas asas em algum lugar do oriente, ela poderia desencadear uma onda de fatos e fatores que destruiriam alguma coisa importante no ocidente, talvez sua casa, talvez a minha, ou talvez a casa de outra borboleta que estaria de férias na praia, também batendo suas asas só de sacanagem (a praia é um lugar onde até as borboletas ficam propensas a sacanagens) para destruir alguma coisa no outro lado do mundo.
Não é muito difícil de acreditar que insignificantes acontecimentos acabem gerando novos acontecimentos que nos façam parecer insignificantes. Para ocorrer um deslizamento de terra, por exemplo, tudo começa com uma única gotinha de água, que cai inofensiva em alguma encosta de morro. Mas quando percebemos que outras milhares de gotinhas parecem ter a mesma idéia de cair naquela mesma encosta o resultado é devastador.
Percebo isso também no trânsito (no meu caso na BR 116 por onde passo quase todos os dias), me parece que um simples bater de asas de uma borboleta, morcego, mosquito ou pernilongo, podem tirar a atenção do motorista que está a doze quilômetros de distância na minha frente, fazendo-o diminuir a velocidade de seu veículo por uma fração de segundo, está fração vai se estendendo para os carros atrás dele e o resultado é um nada belo engarrafamento matinal.
Com base nesta afirmação de que uma ação gera uma cadeia de reações, podemos imaginar que um simples e sincero “bom dia” muitas vezes tem o poder de poder mudar o curso de toda uma vida. Basta acreditarmos nisso. Mas se isso não der certo viaje até algum lugar do oriente e solte uma borboleta por lá, para que ela voe livre batendo suas asas na esperança que isso possa transformar o mundo em que vivemos (de preferência em algo melhor).
Enfim, na dúvida dê bom-dia ao caos, pois se os seres humanos sofrem com suas crises de humor, quem dirá a essência do caos, que com sua forma alucinada pode variar entre todos os estados de humor (passando pelos municípios, cidades e países do humor também), e receber bem este pequeno gesto. Tratar o mundo caótico que nos rodeia com a mesma gentileza com que gostaríamos de ser tratados, é uma forma de se demonstrar que você também sabe lidar com a loucura… Ou que já está completamente contaminado por ela.

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