Agora são outros carnavais

Já Passou O Carnaval e a renovação e esperança após a folia continua, mesmo em outras situações, num período que combinou Quaresma, Ramadã e o Ano Novo Chinês na mesma época.

Por Gilberto da Silva

Fabricio Santana em sua música “Já Passou O Carnaval”, explora a sensação de continuidade e renovação que permanece mesmo depois do fim do carnaval. Veja o vídeo abaixo.

E eu passei o Carnaval com uma baita virose que me condecorou um Rei Momo exemplar levando-me ao trono diversas vezes. Caguei pro carnaval.

Fevereiro começou sério, aqui na revista, com o artigo acadêmico Influência neoliberal no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e na Agricultura Familiar no Brasil, O texto, de forma clara, aborda formas de como as políticas neoliberais afetam o PNAE e representam uma ameaça ao programa e à agricultura familiar. Concordo plenamente com o autor do artigo “O Estado deve promover o desenvolvimento de agricultores menos favorecidos e não incentivar a livre competição por mercado defendida pelo neoliberalismo, que geralmente favorece os produtores de grande escala e os grupos já consolidados”.

Adilson Gonçalves, nosso colunista santista – santista! – oh cidade pra ter corintiano, apareceu já de primeira falando do nosso peixe em A melhor defesa é o ataque emendando com Alceu e esse músico maravilhoso. E por falar em Reio Momo, Adilson rememora uma das suas reminiscências carnavalescas em Um Rei Momo no Carnaval. Com sua experiência na área escreve sobre o Porto de Santos e em Selvageria e desumanização relembra do fenômeno eleitoral Cacareco.

Minha querida Nair Lucia de Brito lá do seu refúgio litorâneo homenageou oCão Orelha remetendo-nos a São Francisco de Assis.

O resenhista Adelto Gonçalves em Uma obra-prima à altura de Machado de Assis traça linhas sobre o livro Breve Memória de Simeão Boa Morte de Lourenço Cazarré: escritor com mais de 40 livros publicados, entre romances, coletâneas de contos e novelas.

Em Privacidade como relíquia afetiva Margarete Hülsendeger abre seu primeiro texto do mês com um tema muito contemporâneo que é o uso excessivo e por vezes irresponsável do celular e a questão da privacidade: “o que ainda é seu?”. Em O que estamos fingindo não ver a doutora em crítica literária resenha Suíte Tóquio, romance da escritora Giovana Madalosso.

Cristiano Quadros em Tecnologia e os impactos no meio ambiente refletindo sobre o avanço da Inteligências Artificias e seus impactos na sustentabilidade.

A Educação Inclusive está presente no artigo acadêmico Estudo sobre a Educação Especial e Inclusiva nas Licenciaturas em Química do Instituto Federal de Goiás (IFG) ressaltando a “urgência de incluir, na licenciatura, um componente obrigatório e articulado ao Ensino de Química, de modo a preparar efetivamente futuros professores/as para atender ao crescente número de alunos/as com necessidades especiais na Educação”.

Madalena Carvalho. em BBB não é sobre futilidade. è sobre natureza humana, dá a sua opinião sincera sobre o BBB e diz que ali se pratica jogo de lideranças. “O que muitos chamam de entretenimento raso é, na verdade, um dos maiores experimentos sociais ao vivo já produzidos” arremata.

E o carioca da gema Zeh Gustavo fala do que entende: carnaval. Só falta o rabo é uma crítica aos modismo carnavalescos de uma certa esquerda que adora cartazes “engraçadinhos”. Imperdível!

Bom, o carnaval passou, agora é cinza…

Agora é cinza

Você partiu, saudades me deixou
Eu chorei
O nosso amor foi uma chama!
Que o sopro do passado desfaz
Agora é cinza
Tudo acabado e nada mais

Você partiu, saudades me deixou
Eu chorei
O nosso amor foi uma chama
Que o sopro do passado desfaz
Agora é cinza
Tudo acabado e nada mais

Você partiu de madrugada
E não me disse nada, isso não se faz
Me deixou cheio de saudade e paixão
Não me conformo com a sua ingratidão

Você partiu, saudades me deixou
Eu chorei
O nosso amor foi uma chama
Que o sopro do passado desfaz
Agora é cinza
Tudo acabado e nada mais

Você partiu de madrugada
E não me disse nada, isso não se faz
Me deixou cheio de saudade e paixão
Não me conformo com a ua ingratidão

Você partiu, saudades me deixou
Eu chorei
O nosso amor foi uma chama
Que o sopro do passado desfaz
Agora é cinza
Tudo acabado e nada mais
Tudo acabado e nada mais
Tudo acabado e nada mais.

  • Composição: Bide / Marçal.
Gilberto da Silva é sociólogo, jornalista e editor da Partes.

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