Pedra filosofal, filosofa?
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Pedra filosofal, filosofa? Gilberto da Silva www.partes.com.br/colunistas/gilbertosilva/pedrafilosofal.asp |
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Aproveitando a rara beleza de uma imagem natural, Acabara de sair das águas mornas e salgadas do mar. Úmida, fresca, a pedra calada. Maturar minha idade com filosofia: Quase instantâneo pensei: “não comi outra coisa– exceto chocolates.” E a pedra ali, feito pedra, pura pedra Pensar que já havia me banhado nas águas do mar e sentado naquela pedra e nada de filosofias! Ao longe, avisto um sujeito que parece colocar em práxis ecológica sua realidade concreta. Ele recolhe restos de detritos ao longo da praia. Volto ao meu Eu, um ser aparentemente normal. Na opção entre a liberdade e um amor prisioneiro, Em alguns momentos, o que não era permitido preferir sucumbia aos códigos: Joguei muitos jogos individuais ou coletivos, Em todo momento exercitei o triunfo do bem, Enfrentei conceitos de modernidade, moralidade e atraso. Vi os racismos transitarem, Vivenciei manipulações Lutei contra todo tipo de instituições: Agora, sentado na pedra, realizo uma quase semi simbiose, ou sei lá o que biológico. Creio que o tempo passa e com ele Certo de que as pernas não suportam mais o corpo moribundo. Certo de que em alguns momentos lampejos de felicidade excitaram-me. Para completar aqueles momentos de neurose, já saciado e feliz, Alguém sempre me disse: O animal homem vê o belo no outro, Ele é capaz de ter emoções ambíguas como O animal homem é este ser que observa Tudo bem explicadinho dentro de uma teoria filosófica. O Sol emitindo seus últimos raios do seu ciclo diário Tenho que me desvencilhar desta pedra. Vou, então, comer chocolates! |







